"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sexta-feira, 14 de março de 2025

FILME&CINEMA: “Banzo”

A obra de Margarida Cardoso «é uma ficção com densidade romanesca que, ao jeito de Joseph Conrad, mostra as colónias africanas como um inóspito teatro de espectros e zombies, entre nostalgias fatais e um mal-estar civilizacional sem retorno», assinala a justificação do júri. Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

FILME&CINEMA: “Viagem ao Sol”

O filme “Viagem ao Sol”, de Ansgar Schaefer e Susana Sousa Dias, foi distinguido este domingo com o Prémio Árvore da Vida, que o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura atribui a um filme da Competição Nacional de Curtas e Longas-Metragens no festival de cinema internacional IndieLisboa. «Os sorrisos e os olhares de inquietação e expetativa, tristeza e abandono, interrogação e esperança que a realização dá a contemplar demoradamente, conduzem o espetador numa viagem feita de luzes e sombras que atravessa pobreza e analfabetismo, política e religião, segregação e misericórdia, lágrimas e esperança, separação e reencontro», refere o texto de justificação do júri. Para saber, mais clicar AQUI.


quarta-feira, 8 de setembro de 2021

FILME&CINEMA: “Sopro”

O filme “Sopro”, realizado por Pocas Pascoal, foi distinguido esta segunda-feira com o prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, na 18.ª edição do festival de cinema independente IndieLisboa. «“A vida começa em cada segundo do dia”: a convicção do coprotagonista deste documentário atravessa uma narrativa abrasada pela poesia», começa por referir a justificação do júri do galardão no valor de dois mil euros que, desde 2010, é concedido um dos filmes selecionados para a secção Competição Nacional, tendo como critério os seus valores espirituais e humanistas, a par das qualidades cinematográficas. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

CINEMA&FILME: “O fim do mundo”

“O fim do mundo” vence Prémio Árvore da Vida no IndieLisboa
"O fim do mundo”, realizado por Basil da Cunha, conquistou o Prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja católica, na 17ª edição do IndieLisboa Festival Internacional de Cinema, que terminou este sábado.Trata-se de «um filme profundamente humanista, um percurso reflexivo em torno do sentido e do valor da vida, em tempos onde crescem tiques de desprezo e exclusão dos mais frágeis», sublinha o júri, na declaração que justifica a escolha. Para saber mais clicar AQUI.
“O fim do mundo”: Desassossego, purificação, redenção
“O Fim do Mundo” apresenta-se como uma janela onde nos debruçamos e donde questionamos a finalidade do que chamamos mundo. Essa dúvida foi – a meus olhos – o ponto agregador das cinco longas-metragens e das 17 curtas que constituíram a Competição Nacional do festival IndieLisboa. A forma tão cuidada como se homenagearam pessoas e trabalhos, a forma tão poética como se expressaram inquietações e desejos comuns a todos os que se sabem incompletos, foi, em forma de galeria de arte, uma coleção de tratados sobre a inquietação humana. Oara saber mais clicar AQUI.
“O fim do mundo”: Incómodo na marcha e olhar transcendente
Num bairro cujas ruas estreitas, empoeiradas e lamacentas não deixam ver o céu, à horizontalidade dos movimentos e das relações impõe-se um eixo vertical, o da insatisfação e do inconformismo que lemos, sobretudo, no olhar de Spira. Mesmo quando obedece ao roteiro previsível da delinquência, o seu desejo de purificação, que ganha forma na recorrência do elemento fogo, aponta um horizonte na paisagem (arrasta a câmara de Basil da Cunha para fora do bairro) e eleva ao céu invisível como que uma prece gratuita, dirigida por quem nada espera porque com nada conta. Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 14 de maio de 2019

FILME&CINEMA: “Invisível herói” ganha prémio Árvore da Vida no IndieLisboa

O filme “Invisível herói”, da realizadora Cristèle Alves Meira, ganhou este sábado o prémio Árvore da Vida, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, a uma obra selecionada para a Competição Nacional do festival de cinema IndieLisboa. O júri destacou a «forma comovedora e corajosa como o protagonista concretiza a vida que pensou, sem abdicar da sua dimensão de sonho», mostrando «que é na procura que se dá o encontro com o outro, acompanhado pela dimensão musical da vida». Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 20 de março de 2017

ESPIRITULIDADE: "Quaresma"...

... pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura AQUI!
Santa e feliz Quaresma
Jejua de julgar os outros
Jejua de julgar os outros;
descobre Cristo que vive neles.
Jejua de palavras que ferem;
enche-te de frases que curam.
Jejua de descontentamento;
enche-te de gratidão.
Jejua de zangas;
enche-te de paciência.
Jejua de pessimismo;
enche-te de esperança cristã.
Jejua de preocupações;
enche-te de confiança em Deus.
Jejua de te lamentares;
enche-te de apreço pela maravilha que é a vida.
Jejua das pressões que não cessam;
enche-te de uma oração que não acabe.
Jejua da amargura;
enche-te de perdão.
Jejua de dar-te importância a ti mesmo;
enche-te de compaixão pelos outros.
Jejua de ansiedade sobre as tuas coisas;
compromete-te com a propagação do Reino.
Jejua de desânimo;
enche-te do entusiasmo da fé.
Jejua de pensamentos mundanos;
enche-te das verdades que fundamentam a santidade.
Jejua de tudo o que te separa de Jesus;
enche-te de tudo o que te aproxima dEle.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

LIVRO&LEITURA: "Namasté – A luz de Deus em mim saúda a luz de Deus em ti”

«Retratos que espelham a nobreza e a dignidade das pessoas que vivem em contextos de extrema miséria, mergulhadas numa realidade tão dura que as fez perder o distanciamento crítico e a capacidade de reconhecer a sua beleza.» Este é o coração do livro "Namasté – A luz de Deus em mim saúda a luz de Deus em ti”, do padre e fotógrafo Paulo Teia. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ESPIRITUALIDADE: Isaías: Poesia e beleza para quem não acredita, embora deseje acreditar

Para esperar poder encontrar verdadeiramente Isaías – os grandes encontros da vida não podem ser programados: podemos apenas esperá-los a acolhê-los – é necessário começar a sua leitura como se tivéssemos nascido hoje. Devemos fazer tudo para nos libertar das ideologias religiosas e antirreligiosas, com as quais crescemos e com as quais construímos o sentido do nosso estar no mundo. Isaías é um dom para todos, mas é-o, sobretudo, para quem nunca acreditou e, ainda mais, para quem já não acredita, embora desejando ainda acreditar. Para saber mais, clicar AQUI 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

LIVRO&LEITURA: "A pergunta e a viagem - A propósito de vida espiritual"

Renascemos, sempre que nos empenhamos numa construção do eu, pondo em ação todas as potencialidades do ser adquiridas graças à in-abitação do Espírito, respondendo ao mal com o bem, à mentira com a verdade, à desonestidade com a honestidade. O ser espiritual é aquele que adquiriu, por graça, um olhar diferente sobre as coisas. Que vê as coisas do mundo com os olhos de Deus: transfiguradas. Para saber mais, clicar AQUI

segunda-feira, 2 de maio de 2016

LIVRO&LEITURA: "Indícios - À escuta dos traços de Deus"

«Das escrituras várias às imagens cinematográficas, dos murais pictóricos à invocação poética, da razão filosófica ao saber teologal, tudo é aqui possível indiciação da “presença invisível” de “Deus sensível ao coração”.». Saiba mais clicando AQUI

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

quem conhece ESSES "DESCONHECIDOS" (21)...

...que merecem ser CONHECIDOS - vida&obra - e eu mais em conhecê-los e dar a conhecer?

A RTP-2 estreou em novembro, o documentário “Mulheres de Deus”, centrado na vida de quatro irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus: Laurinda (62), Paula (42), Sara (29) e Susana (29), duas gerações de mulheres que decidiram abraçar a vida religiosa. «O que pensam as irmãs do mundo que as rodeia? O que queriam ser quando eram crianças? Terão vivido uma infância comum? Como foi a entrada para a Congregação? Que sonhos tinham? Terão sido cumpridos? Como olham para os doentes mentais que personalizam o seu carisma? Como vivem a vida religiosa no séc. XXI e que histórias têm para nos contar?». «Eu já conhecia as irmãs e a forma como tratavam os seus doentes, e sempre achei que essa ação devia ser mostrada ao público, reconhecendo o trabalho enorme destas mulheres fantásticas», revelou a autora, Inês Leitão, em declarações ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Apresentamos agora o documentário integral.
Ler mais em: http://www.snpcultura.org/as_mulheres_de_Deus.html

domingo, 29 de julho de 2012

Jogos Olímpicos: a herança grega

Quem chega a Olímpia, no Peloponeso, avista uma paisagem muito amena, com árvores e flores, situada entre o Monte Krónion e a confluência dos rios Alfeu e Cládeos. Por todo o lado, restos ainda imponentes de muitos edifícios, que o Instituto Arqueológico Alemão desde 1975 tem recuperado: o Templo de Zeus, com uma coluna solitária que dá ideia da sua passada grandeza, e, preciosamente guardadas no museu, as decorações dos pedimentos e das métopas que o adornavam; o de Hera, que lhe é anterior; o Ginásio, a Palestra, o Estádio. A tudo isto há que acrescentar 1300 estátuas, moedas sem conta, inscrições, objetos de ouro e de bronze. E - não esqueçamos - a oficina onde Fídias modelou a perdida estátua monumental de Zeus, uma das sete maravilhas do mundo, com a tocante recordação da caneca por onde bebia, na qual brilha ainda a marca de pertença - Pheidio eimi.

Le mais em http://www.snpcultura.org/jogos_olimpicos_a_heranca_grega.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

«Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova»: Santo Agostinho em Lisboa para crentes e não crentes

O Patriarcado de Lisboa realiza este sábado, 24 de março, uma leitura de textos da obra “Confissões”, de Santo Agostinho, dirigida especialmente a quem não crê em Deus ou se interrogam sobre a sua existência.
A iniciativa que decorre às 16h00 na igreja do Sagrado Coração de Jesus vai ser protagonizada por atores e dois músicos, entre os quais Rão Kyao, revelou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura o responsável pelo espetáculo, Júlio Martin.
«A leitura de Santo Agostinho tem-me permitido entrar na viagem belíssima de vida que as “Confissões” oferecem», afirmou.
O espetáculo de uma hora, que conta com a presença do cardeal-patriarca, D. José Policarpo, compreende 40 minutos de leitura «a várias vozes» por parte de atores do Teatro do Ourives, de que Júlio Martin é encenador.
Cada um dos quatro momentos de leitura vai ter cerca de 10 minutos, o que exige «uma seleção muito difícil de fazer, dada a riqueza da obra», salientou o responsável, embora a escolha não se faça a partir da totalidade do livro mas de uma triagem prévia.
«Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei!», o fragmento que mais cativou Júlio Martin, fará parte dos excertos a serem lidos por se tratar de um texto «muito belo a nível vivencial, poético e teatral».

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Sandro Botticelli

Depois de acentuar que «a experiência de Santo Agostinho é a de alguém que parte da descrença para um processo de conversão, até incarnar na plenitude a mensagem cristã», o encenador sublinhou que o espetáculo dirige-se sobretudo «para as pessoas que não creem ou estão em fase de conversão».
«Estamos a optar por textos que colocam dúvidas e inquietações, fazendo o percurso interior até à conversão», explicou Júlio Martin, salvaguardando que a iniciativa também pretende cativar os católicos que desconheçam a obra, como era o caso do encenador.
Os textos do Doutor da Igreja de origem africana que viveu entre os séculos III e IV vão ser acompanhados por projeções de pinturas e fotografias nas amplas paredes da igreja.

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Santo Agostinho ensinando em Roma (Benozzo Gozzoli)

A encenação «muito simples» também pretende salientar «como a inteligência também é tocada» no itinerário de Santo Agostinho até à adesão ao cristianismo.
«A vivência cristã vai para além do aspeto sentimental, é algo que é pensado e interrogado», frisou Júlio Martin, que considera que as “Confissões” são também um estímulo à ação: «É muito importante a transformação da realidade a partir do que acreditamos».
A leitura integra-se no programa da “Missão Metrópoles”, iniciativa promovida pelo Conselho Pontifício para a Nova Evangelização que decorre em 12 cidades europeias.

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Santo Agostinho e Santo Ambrósio (Fra Filippo Lippi)

A terminar, o excerto que mais tocou Júlio Martin e que constitui o núcleo da obra:
«Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim, e eu lá fora a procurar-Vos! Disforme, lançava-me sobre estas formusuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco!
Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Porém chamastes-me com uma voz tão forte que rompestes a minha surdez! Brilhastes, cintilastes, e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes perfume: respirei-o suspirando por Vós. Saboreei-Vos, e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e ardi no desejo da Vossa paz.»