"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Para temperar a agressividade, (re)educar para a empatia

Na vida adulta, aquilo que estimula a agressividade é sempre a perceção (certa ou incorreta) de alguém ter violado o nosso território físico ou psíquico: alguém, portanto, que nos «falta ao respeito» ou que «ultrapassou o limite»; a reação agressiva serve-nos para «pôr o outro no seu lugar»: tudo modos de dizer que indicam bem como ao centro está precisamente o tema da proteção daquilo que sentimos nosso, a partir da imagem que cada um tem de si. Mas porque é que hoje a taxa de agressividade social é tão elevada? Porque é que as modalidades de relacionamento se tornaram tão agressivas a todos os níveis? Para saber mais clicar AQUI.

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Aprender da sabedoria das árvores

No inverno não imaginamos o amolecer do ramo; o seu amaciamento pela linfa que torna a encher os pequenos canais é uma surpresa e um espanto antigo. As coisas mais belas não são para procurar, mas para esperar. Como a primavera. E despontam as folhas, e tu não podes fazer nada; ou talvez sim: contemplar e proteger. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Podemos perder tudo, mas o coração…

«O dinheiro não traz felicidade, imagine-se a miséria.» A frase chega-me como uma bofetada de cada vez que dobro a esquina daquela parede. Também hoje. Regresso a casa, abro o computador, e leio a notícia do Cristiano, 22 anos, vítima de um acidente quando, na sua motocicleta, realizava o seu trabalho de fazer entregas. As duas pernas amputadas. Paro, bebo um copo de água. Passam os dias, e sigo com apreensão os desenvolvimentos da notícia. Uma manhã leio as suas palavras: «Sim, é verdade, perdi as pernas, mas não o coração.» Para saber mais clicar AQUI.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

LIVRO&LEITURA: “Nunca é tarde para começar a viver”

«O governo devia ter feito esta lei: a todos, uma vez por ano, caberia o direito de se poderem sentar em almofadas macias, antegostar um bom jantar à base de ravioli e vinho tinto, escutar as conversas de pessoas queridas, e sentir, mesmo que só por um breve lapso de tempo, que é importante para alguém.» Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

REFLEXÃO/ATENCÃO/MEDITAÇÃO "em tempo de férias "Flores e borboletas"

«Belo era o mundo. Belos a lua e os astros, bela a ribeira e as suas margens, a floresta e a rocha, a cabra e o besouro, flores e borboletas. Belo e agradável era andar assim pelo mundo e sentir-se tão criança, tão desperta, tão aberta à imediate das coisas, tão confiante.» Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO:Não há vidas sem saída

«Um náufrago foi lançado pelas ondas para as costas de um ilhéu deserto. Todos os dias perscrutava o horizonte na esperança de uma ajuda, mas não avistava ninguém no mar. Os dias foram passando e ele conseguiu construir uma cabana. Um dia, voltando da caça para encontrar alguma comida, encontrou a cabana em chamas, enquanto que densas colunas de fumo subiam ao céu. Ficou desesperado. Mas no dia seguinte eis que vislumbra no horizonte um navio a dirigir-se para o ilhéu. Tinha sido o fumo a impeli-lo na direção daquela ilha.» Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

ESPIRITUALIDADE: Isaías: Poesia e beleza para quem não acredita, embora deseje acreditar

Para esperar poder encontrar verdadeiramente Isaías – os grandes encontros da vida não podem ser programados: podemos apenas esperá-los a acolhê-los – é necessário começar a sua leitura como se tivéssemos nascido hoje. Devemos fazer tudo para nos libertar das ideologias religiosas e antirreligiosas, com as quais crescemos e com as quais construímos o sentido do nosso estar no mundo. Isaías é um dom para todos, mas é-o, sobretudo, para quem nunca acreditou e, ainda mais, para quem já não acredita, embora desejando ainda acreditar. Para saber mais, clicar AQUI 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Insubstituível palavra

Sem o livro de Job, o Cântico, os Salmos, o Evangelho de Lucas, o livro do Génesis, a arte, a poesia e a literatura seriam bem diversas; seriam certamente menos belas e mais pobres de palavras. Na base da força da Bíblia – incluindo a força poética – está uma radical, incondicional, absoluta fidelidade à palavra, muito difícil de entender para os leitores do nosso tempo, mas também para nós decisiva. O nosso tempo atravessa uma profunda noite da palavra e das palavras e, por isso, corre o risco de morrer afogado num mar de tagarelice, de chat, de sms. Temos absoluta necessidade de nos reconciliarmos e de reencontrar a palavra e as palavras, a sua seriedade e responsabilidade. Para este novo encontro, uma grande e decisiva ajuda poderá vir-nos de escutar e frequentar os poetas. Eles são essenciais para a vida porque criam, fazem viver as palavras e defendem-nas da morte. São essenciais sobretudo nos tempos sem palavra – e por isso sem palavras – que vivemos. Continuar a ler…

sexta-feira, 23 de maio de 2014

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Agar e as suas muitas irmãs

No pranto desesperado da escrava Agar, narrado no livro do Génesis, podemos reconhecer todos os prantos das servas da terra, de ontem e de hoje; todas as mulheres humilhadas por outros homens e mulheres poderosos; os prantos e os silêncios das vítimas, de todos os migrantes e refugiados através de desertos e mares. Estes capítulos da Bíblia cheios de beleza, de humanidade, de dor, fazem chegar até nós muitas mensagens. A primeira é sobre conflitos e vias de solução. Sara nunca reconhece Agar como um “tu”: no texto não a chama nunca pelo nome, mas sempre e só «escrava»; apenas YHWH a chama Agar. Sem o reconhecimento do outro não se ultrapassa bem nenhum conflito. O estatuto de Sara – matriarca e patroa – leva a melhor sobre aquela solidariedade entre mulheres que tantas vezes se manifestou e manifesta, para além dos estatutos. Não é nunca indiferente se o primeiro olhar sobre as vidas e as cidades é o de Agar ou o de Sara. Se os olhos de Agar forem os primeiros a ver, poder-se-á compreender que o olhar mais fecundo sobre o mundo não é o das princesas e dos poderosos, mas o que parte das periferias bíblicas e existenciais. Continuar a ler…