"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

LIVRO&LEITURA: O Sonho de uma Nova Manhã

AQUI donde transcrevo a sua sinopse; assim: 

"Que futuro para a Igreja Católica? Dando continuidade à reflexão iniciada em A Tarde do Cristianismo, Tomáš Halík, sob a forma de uma série de cartas a Rafael, papa imaginado que em sonhos o visita, esforça-se neste seu novo livro por apontar profeticamente caminhos possíveis a uma Igreja ainda a despedir-se de uma forma de ser e estar hoje desajustada do mundo.

Halík esboça a sua resposta ao repto sinodal de Francisco, apresentando não um catálogo de medidas concretas para mudar a Igreja, mas as linhas-mestras que, na sua opinião, devem presidir a qualquer reforma. O catolicismo terá futuro se souber estar à altura da promessa contida no seu nome e for, de facto, católico, isto é, universal, para todos, todos, todos, sem medo do diálogo ecuménico e com os não-crentes, redescobrindo, sob os dogmas, teológicos e morais, o coração pulsante da mensagem e do ser de Cristo: o amor."

sexta-feira, 2 de abril de 2021

ESPIRITUALIDADE: Via-Crucis ...

... «naqueles que carregam as cruzes pesadas da perseguição, dos vários géneros de pobreza, nas feridas daqueles que nós próprios ferimos, encontramo-lo também nas nossas feridas.» AQUI e para o tempo de Covid - 19 AQUI.

terça-feira, 14 de julho de 2020

LIVRO&LEITURA: Ressurgir - 40 perguntas sobre a pandemia

Manuela Ramalho Eanes, António Bagão Félix, Eugénio Fonseca e D. Carlos Azevedo são algumas das personalidades que comparecem no novo livro “Ressurgir – 40 perguntas sobre a pandemia”, que a Paulinas Editora leva às livrarias nos próximos dias, obra que termina com uma reflexão de Tomáš Halík, que apresentamos na íntegra. Dividido em cinco capítulos, “Vida, saúde e solidariedade”, “Pessoal-Familiar”, “Ciência, informação & cultura”, “Economia sustentável” e “Espiritualidade”, o volume aborda questões como a solidariedade em tempos de pandemia, estilos de vida, humor, amor, educação, direitos humanos, desigualdades, concertação social, comunidade científica, televisão, economia, teletrabalho, ecologia, turismo, mundo digital, liderança, Europa, China, diálogo inter-religioso, Igreja e cultura. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

LIVRO&LEITURA: “Diante de ti os meus caminhos – Da Igreja clandestina ao labirinto da liberdade”

O padre e teólogo checo Tomáš Halík vai regressar a Portugal, em novembro, para lançar um livro e proferir a conferência “Voltar a refletir - Razão, esperança e fé numa era do populismo”. A nova obra, intitulada “Diante de ti os meus caminhos – Da Igreja clandestina ao labirinto da liberdade”, estará disponível nas livrarias a partir de 15 de outubro. Para saber mais, clicar AQUI.

sábado, 1 de abril de 2017

LIVRO&LEITURA: "O abandono de Deus - Quando a crença e a descrença se abraçam"

Anselm Grün e Tomáš Halík, «dois proeminentes mestres-escritores espirituais contemporâneos», revelam nesta obra, recentemente lançada pela Paulinas Editora e com prefácio de Carlos Fiolhais, «que a fé e a incredulidade, como a dúvida e o questionamento, são facetas da mesma realidade e são parte da própria imagem de Deus». Leia um excerto AQUI.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

ESPIRITUALIDADE: Estar no mundo e não ser do mundo

Não receemos perder-nos no meio da multidão, ou perder a nossa identidade cristã. Aquilo que nos distinguirá da massa de gente que nos rodeia (mas também o que nos ligará àqueles com quem nós próprios não nos tentaríamos aliar) não são as cruzes nos estandartes nem nas paredes dos edifícios públicos, mas, precisamente, a nossa disponibilidade «para assumir a forma de servos». Para saber mais clicar AQUI

sexta-feira, 29 de abril de 2016

LIVRO&LEITURA: "Quero que tu sejas! - Podemos acreditar no Deus do amor?"

«Dirijo-me às pessoas com quem me encontro todos os dias e que são simultaneamente crentes e não-crentes. Por outras palavras, não são de modo algum "religiosamente surdos", mas, no seu caminho de fé, conhecem momentos de silêncio da parte de Deus, e a sua própria aridez interior; às vezes extraviam-se do caminho, e depois voltam a encontrá-lo; têm interrogações por responder e também passam por momentos de revolta. Dirijo-me a pessoas que são obrigadas a gritar uma e outra vez, como o homem do Evangelho: "Eu creio. Ajuda a minha pouca fé!"». Saber mais clicando AQUI




Que tipo de religião regressou? Que espécie de Deus «está de volta»? O retorno contemporâneo à religião é sinal de um emergente novo tempo de Cristianismo? Porventura devemos esperar outro Deus? Conheça o programa completo em Portugal do padre checo que se notabilizou no diálogo entre crentes e não-crentes. Saber mais clicando AQUI.






«Ao contrário das respostas impacientes e superficiais do ateísmo dogmático, do fundamentalismo religioso e da religiosidade fanática, que remetem para justificações de “fazer em conluio com Deus”, a fé madura é paciente perante o mistério». Saber mais clicando AQUI.




Um dos mais respeitados teólogos do século XXI, o padre Tomás Halík vê a actual crise de fé como uma oportunidade de ir mais fundo na relação com o Deus dos evangelhos, que se esconde nas “chagas do nosso tempo”, nomeadamente entre os pobres. Saber mais clicando AQUI.


«As pessoas não estão preparadas para acreditar num conceito particular de Deus e é este conceito que está em crise. É um desafio e uma oportunidade, para refletir mais a fundo sobre o conceito de Deus.». Saber mais clicando AQUI.



terça-feira, 18 de março de 2014

LEITURA: "Entre-tanto", "Ao lado dos pobres" & "A noite do confessor"

"Entre-tanto"
«No centro está a fronteira, lugar de passos e de passagens, de perdas e de paixão. Se nos custa reconhecer como a fé se tornou irrelevante para tantos e como, por vezes, faltam às comunidades cristãs a força dos gestos e a unção das palavras que sejam capazes de dar um corpo vivo à graça do Evangelho, poderemos chegar a receber esta experiência de prova como bênção de um tempo favorável. A pobreza do momento instaurará coisas novas. O custo do caminho revelará a surpresa d’O sempre presente. Talvez de outros modos, apontando noutras direções. A fronteira que nos tirou do centro poderá ser o lugar que nos convém como casa, a nós, discípulos de Jesus que não teve lugar onde reclinar a cabeça. E, porém, amou todo o mundo como sua casa e todos os homens como seus irmãos.» A Paulinas Editora lança esta segunda-feira nas livrarias o mais recente livro do padre José Frazão Correia, recentemente eleito superior da Companhia de Jesus em Portugal, intitulado “Entre-tanto – A difícil bênção da vida e da fé”.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/entre_tanto.html

"Ao lado dos pobres"
Em minha opinião, o movimento eclesial e teológico que, depois do Concílio Vaticano II, na América Latina, sob o nome de «Teologia da Libertação», encontrou eco mundial, inclui-se entre as mais significativas correntes da teologia católica no século XX. (…) O teólogo profissional, como perito em religião, não se contrapõe aos fiéis ou aos não especialistas. Ele entende-se, tal como todos os discípulos, como ouvinte e aprendiz diante do único Mestre e Palavra de Deus, isto é, Cristo. Desse modo, ele penetra no contexto da experiência da fé e da religiosidade da vida do povo, ou seja, da comunidade daqueles que professam a fé em Jesus Cristo e ousam percorrer o caminho do seu seguimento na existência – para os outros. Participa dos seus sofrimentos e das suas esperanças. Desse modo, Teologia da Libertação, no melhor sentido da palavra, é teologia contextual, amadurecida a partir da comunidade. Assim também se supera a fissura entre uma teologia universitária erudita e uma reflexão da fé a partir das experiências concretas das comunidades.
Ler mais em:
Desde o início, na Teologia da Libertação, tiveram-se em consideração as diversas dimensões da pobreza. Dizendo-o com outras palavras – como o faz a Bíblia –, prestou-se atenção a não reduzir a pobreza ao seu aspeto económico, certamente fundamental. Isso levou à afirmação de que o pobre é o «insignificante», aquele que é considerado como uma «não pessoa», alguém a quem não se reconhece a plenitude dos seus direitos na condição de ser humano. Pessoas sem peso social ou individual, que contam pouco na sociedade e na Igreja. Assim são vistos, ou mais exatamente não são vistos, porque são bem mais invisíveis na medida em que são excluídos dos nossos dias. As razões disso são diversas: as carências de ordem económica, sem dúvida, mas tam bém a cor da pele, ser mulher, pertencer a uma cultura desprezada (ou considerada interessante somente pelo seu exotismo, o que equivale ao mesmo). A pobreza é, com efeito, um assunto complexo e multifacetado; há decénios, ao falar dos «direitos dos pobres», referíamo-nos a esse conjunto de dimensões da pobreza.
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http://www.snpcultura.org/ao_lado_dos_pobres_gustavo_gutierrez.html

"A noite do confessor"
«Uma fé minúscula não tem de ser necessariamente apenas o fruto da pecaminosa falta de fé. Por vezes, a «pouca fé» pode conter mais vida e confiança do que a «grande fé». Será que não podemos aplicar à fé aquilo que Jesus disse na parábola acerca da semente, que tem de morrer a fim de produzir grandes benefícios, porque desapareceria e não prestaria para nada se permanecesse imutável? Será que a fé não tem de passar também por um tempo de morte e de radical diminuição na vida do homem e ao longo da história? E se nós apreendermos esta situação segundo o espírito da lógica paradoxal do Evangelho, em que o pequeno prevalece sobre o grande, a perda é lucro e a diminuição ou redução significa abertura ao avanço da obra de Deus, não será porventura esta crise o «tempo da visitação», o momento oportuno?» Oferecemos em pré-publicação um excerto de “A noite do confessor”, correspondente ao segundo capítulo, intitulado «Dá-nos um pouco de fé».
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