"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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quinta-feira, 22 de julho de 2021

ESPIRITUALIDADE: Dez respostas sobre a oração

A oração que exprime uma religiosidade ligada a um Deus conhecido, de quem se partilha a paixão pelo bem da humanidade, é feita de louvor, de agradecimento, de confiança, de intercessão confiante, e não de medo. Para nós, cristãos, é a oração de Jesus que ergue o seu canto de louvor e de glória ao Pai, e conduz os seus discípulos a entrar em relação com Deus na forma de filhos e filhas. As formas diferentes de oração podem ser descritas como presentes no percurso de amadurecimento da fé, da consciência crente. Assim, podemos discernir que figuras de Deus estão mais presentes no imaginário religioso individual. Em todo o caso, para um cristão, o “trabalho sobre as imagens de Deus” é sempre uma evangelização do nome de Deus e da sua representação. Para saber mais clicar AQUI.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

LIVRO&LEITURA: “Os nove caminhos de Santiago de Compostela”

«Se refletir é um propósito muitas vezes esquecido no dia a dia, o silêncio das etapas e as conversas com as estrelas proporcionam a ocasião para agitar as pedras do caminho e chorar a desordem que carrega a LIVRO&LEITURA: “Os nove caminhos de Santiago de Compostela”dessa forma, peregrinar tem o poder de fazer pensar, sentir, chorar, questionar e fazer escolhas, seguindo com os olhos postos em frente porque para a frente é que se faz o caminho.» A «lição» aprendida pelo autor «no desapego do conforto e do certo pelo incerto», permitiu-lhe «construir uma nova morada onde conciliava a humildade, a gratidão, a bondade e também a força da fé». No caminho de Santiago, «no qual cabem diferentes dimensões», não há quem «termina o caminho tal como o começa». Para saber mais clicar AQUI.

domingo, 14 de abril de 2019

MÚSICA: Bach ajuda

«Entrar em certas atmosferas musicais ajuda a reencontrar a fé; uma música ou sinfonia pode funcionar como um João Batista musical, um prenúncio, uma antecâmara. A frequência sonora de certas peças é porventura a frequência mais parecida à emoção que sentimos naqueles momentos em que temos a certeza que Ele está ali ao nosso lado. E aqui a música clássica é imbatível, sobretudo Bach.» É um «convertido tardio», a sua fé «é uma adolescente insegura», mas tanto amigos como desconhecidos pedem-lhe «conselhos sobre a fé»; e apesar de se «sentir ridículo», o escritor e comentador Henrique Raposo vai «dando conselhos na medida do possível»; um deles relaciona-se com a música. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ESPIRITUALIDADE Peregrinação: um regresso a Deus

Deus não está só no fim do caminho de conversão, quando nos aparece com os braços abertos do Pai que nos vem ao encontro porque nos viu desde longe, mas, com a sua presença, invisível e todavia eficaz, Deus está também no início de tal caminho. Para saber mãos, clicar AQUI.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

ESPIRITUALIDADE: Estar no mundo e não ser do mundo

Não receemos perder-nos no meio da multidão, ou perder a nossa identidade cristã. Aquilo que nos distinguirá da massa de gente que nos rodeia (mas também o que nos ligará àqueles com quem nós próprios não nos tentaríamos aliar) não são as cruzes nos estandartes nem nas paredes dos edifícios públicos, mas, precisamente, a nossa disponibilidade «para assumir a forma de servos». Para saber mais clicar AQUI

terça-feira, 21 de junho de 2016

"CULTURA&ECONOMIA: implicações e desafios", 12.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura

Cultura e Economia: distintas ou convergentes?
Não se reconhece cada vez mais – da universidade à empresa, dos centros de governação aos círculos de opinião, dos movimentos associativos às manifestações de cidadania – que a cultura é fator fulcral do conhecimento (integrante) irredutível à informação (especializada), do desenvolvimento humano (individual, social) irredutível ao crescimento económico, da participação cívica irredutível à passividade pública e ao espectarismo lúdico? Para saber mais, clicar AQUI
«Este capitalismo tem uma dimensão tumoral, patológica, cancerosa e transforma a economia na economia do inumano»
«O mercado devorou literalmente o trabalho», pelo que «a pessoa não é o referencial da atividade económica», sustentou, acrescentando que na «semântica do capitalismo» não se fala «em pessoas, mas em capital humano, em factor de produção trabalho, recursos humanos», afirmou o diretor do Instituto de Contabilidade e Administração de Coimbra. Para saber mais, clicar AQUI
Valorizar a cultura implica análise de custos, mas também «possibilidades de transcendência»




«Uma sociedade será, seguramente, muito mais pobre se não houver diversidade e se existir apenas, em termos culturais, aquilo que as pessoas gostem. As pessoas não podem gostar do que não conhecem; portanto, se damos o que elas gostam, estamos necessariamente a empobrecer», defendeu a vice-reitora da Universidade de Coimbra. Para saber mais, clicar AQUI
Importância da cultura na economia «abre aos católicos um campo extraordinário de intervenção»


Os desafios colocados hoje às empresas, que têm em comum o protagonismo dado ao ser humano, «abrem aos católicos um campo extraordinário de intervenção», que eles estão em «condições de vencer», considera o presidente da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva. Para saber mais, clicar AQUI

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

LEITURA: "A desumanização"

A Islândia, cenário do romance “A desumanização” (ed. Porto Editora), de Valter Hugo Mãe, entra na literatura do escritor através da música e da transcendência. «Parecia-me que se Deus, eventualmente, se quisesse pronunciar, a Islândia era o espaço reservado para isso. Se Deus pudesse ser um lugar na Terra, talvez fosse a Islândia. Inconscientemente fui guardando esta imagem», assinala. O romance fala de uma «interrogação existencial» através da história de uma menina que «conta o que fica depois da perda de uma irmã gémea», anota o presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, numa narrativa em que «a tristeza se debate com a força da vida». E porquê “A desumanização”?: «Nasce de alguma frustração minha ao perceber que os nossos traços humanos têm de ser disciplinados, em prol da resistência, da sobrevivência, como se precisássemos de ser menos gente para conseguirmos continuar a ser gente».
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

CINEMA: "Post Tenebras Lux"

Uma sequência de interpelações à vez enigmáticas, harmoniosas, estridentes, belas, incómodas, tocantes e cruas, que vão ganhando progressivo significado como num puzzle, e que trazem aos nossos dias, à possibilidade simbólica do cinema e à nossa capacidade de reflexão e ascese, o caminho desde a devastadora experiência do mal ou do sofrimento, de que nenhum humano está isento, à portentosa capacidade de superação e transformação, no sentido da transcendência.
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ESPIRITUALIDADE: Adriano Moreira dá voz ao "passo-a-rezar" do Dia de Natal

«Foi dito por Malraux que o século XXI ou seria religioso ou não seria; e cada vez mais a inquietação, sobretudo, na Europa e depois no mundo, é maior no sentido de que não apenas a condição de vida mas o próprio risco da paz está a crescer; (e)chegou, penso, o momento em que lembrar a advertência de Malraux, aconselha a meditar sobre a importância da transcendência», afirmou o comentador após a gravação.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O tempo, a crise e a transcendência...

por ANSELMO BORGES

Enigma maior é o do tempo. Não o tempo meteorológico, mas aquele tempo que nos faz envelhecer e desaparecer, morrer os nossos pais e amigos, aqueles a quem mais queremos, que tudo devora e anula. Naquele seu abismo devorador, tudo se despenha, e torna-se como se não tivesse sido.
Já Santo Agostinho se abismava perante o enigma: o que é o tempo? Eu sei. Mas, se alguém me perguntar e eu quiser responder, já não sei. Porque o passado já não é, o futuro ainda não é, e o presente nunca se capta. Ah, se soubéssemos o que é o tempo, teríamos talvez descoberto o mistério de ser e do ser.
Mas é decisivo perceber que já os gregos apresentaram dois grupos semânticos fundamentais referentes ao conceito do tempo: chrónos, o tempo quantitativo e linear, para significar o fluir inelutável do tempo, sem qualquer possibilidade de intervenção humana, e kairós, incidindo sobre o tempo qualitativo, enquanto crise e enquanto oportunidade, para referir aqueles momentos no tempo em que o homem é convocado a uma intervenção decisiva. Chrónos devora os seus próprios filhos, segundo o mito; kairós é a oportunidade oferecida aos homens para a viragem e a conversão, e tem também a ver com aquela experiência de pontos no tempo tangidos pela eternidade - pense-se na experiência da beleza, do amor, da música, da criação -, quando o tempo na sua voragem fica suspenso e mesmo anulado. A experiência da transcendência!
No termo de mais um ano, de forma mais intensa, é o enigma do tempo que outra vez nos visita, na sua dupla face: o tempo cronológico (devorador) e o tempo kairológico (criador).
Quantos neste ano deixaram de cá estar! Um fim de ano qualquer também já cá não estaremos.
Entre tantos que partiram - partiram para onde? (no domínio da ultimidade, a linguagem atraiçoa-nos sempre)-, fica aí, gigante na luta pela liberdade, no humanismo, na fundura e na altura do pensar político, Vaclav Havel.
É iniludível o seu pensar precisamente sobre o tempo, a crise e a transcendência, como, entre nós, chamou a atenção Jorge Almeida Fernandes.
O que provoca a crise maior do nosso tempo senão a vivência do tempo apenas como imediatidade de sucesso, produção e consumo, esquecendo a dimensão moral, metafísica e trágica da existência? Lá estava Havel a avisar em 2007: "O Ocidente democrático perdeu a capacidade de proteger e cultivar os valores que não cessa de reclamar como seus. O pragmatismo dos políticos que querem ganhar futuras eleições, reconhecendo como autoridade suprema a vontade e os humores de uma caprichosa sociedade de consumo, impede esses mesmos políticos de assumirem a dimensão moral, metafísica e trágica da sua própria linha de acção. Uma nova divindade tende a suplantar o respeito pelo horizonte metafísico da vida humana: o ideal de uma produção e de um consumo incessantemente crescentes."
Tenho aqui repetido que, numa sociedade sem transcendência nem eternidade, o tempo não faz texto, pois tudo se dissolve no aqui e agora, na pura imediatidade. E isso, claro, tem consequências até na economia. Vaclav Havel constatou: "Estamos a viver na primeira civilização global", acrescentando: "Mas também vivemos na primeira civilização ateia, isto é, numa civilização que perdeu a conexão com o infinito e a eternidade." Consequências: uma civilização "obstinada em perseguir objectivos a curto prazo", "o que é importante é que um investimento seja rentável em 10 ou 15 anos" e não os efeitos dentro de 100 anos. Depois, "o orgulho", a hybris dos gregos. Por isso, suspeitava que a "nossa civilização caminha para a catástrofe", a não ser que cure "a sua miopia e a sua estúpida convicção de omnisciência, o seu desmesurado orgulho."
Achava que "o desenvolvimento desenfreado de uma civilização deliberadamente ateia deve alarmar-nos". Considerava-se apenas meio crente, mas com "a certeza de que tudo no mundo não é apenas efeito do acaso" e convencido de que "há um ser, uma força velada por um manto de mistério. E é o mistério que me fascina." Afinal, "a transcendência é a única alternativa à extinção."