"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























Mostrar mensagens com a etiqueta dogma. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dogma. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

ESPIRITUALIDADE: Imaculada Conceição de Nossa Senhora ...

 ... celebrado a 8 de Dezembro.

O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho..." 
Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos. 
Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez." Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo. 
Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."

Uma data histórica
Passam hoje 700 anos desde que em Portugal se instaurou de forma oficial o culto à Imaculada Conceição. Foi em Coimbra e, durante muitos anos, os lentes da universidade daquela cidade tinham de jurar defender esse dogma, que só viria a ser definido em meados do século XIX (1854). No entanto, a festa litúrgica foi instaurada em 1476 e em 1646 o rei D. João IV declarou Nossa Senhora da Conceição rainha de Portugal, coroando a imagem que se encontra ainda hoje em Vila Viçosa, na igreja fundada por S. Nuno de Santa Maria, o Santo Condestável.

Contemplar a Imaculada
Se a fé consiste, como diz o apóstolo, no «fundamento das coisas que se esperam» (Heb 11,1), convém que a Imaculada Conceição de Maria, que nos confirma na fé, também reavive em nós a esperança. Tanto mais que, se a Virgem foi protegida do pecado original, foi para ser a Mãe de Cristo; ora, ela foi Mãe de Cristo para que as nossas almas pudessem voltar a viver de esperança.
E, omitindo agora a caridade para com Deus, encontramos na contemplação da Virgem Imaculada um estímulo para observar religiosamente o preceito que Jesus Cristo declarou seu por excelência, a saber, que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou. «Apareceu no Céu um grande sinal: uma mulher revestida de sol com a lua a seus pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça» (Ap 12,1). Todos sabemos que esta mulher representa a Virgem Maria, que, sem pôr em causa a sua integridade, gerará o nosso Rei.
E prossegue o apóstolo: «Tinha um filho no ventre e gritava com as dores e ânsias da maternidade» (Ap 12,2). São João vê a Santíssima Mãe de Deus no seio da beatitude eterna e, contudo, nos trabalhos de um misterioso parto. Que parto é este? O nosso, naturalmente, porque nós, que ainda estamos neste exílio, temos de ser gerados para o perfeito amor de Deus e para a felicidade eterna. E as dores deste parto assinalam o ardor e o amor com os quais Maria vela sobre nós do alto do Céu e trabalha, por meio de infatigáveis orações, para levar à sua plenitude o número dos eleitos.
É nosso desejo que todos os fiéis se apliquem a adquirir a virtude da caridade e aproveitem sobretudo, para esse efeito, as festas [...] em honra da Imaculada Conceição de Maria.
São Pio X (1835-1914), papa, Encíclica «Ad diem illum laetissimum»


                                                    




              
                                  


sábado, 15 de agosto de 2020

ESPIRITUALIDADE&COMEMORAÇÃO: Festa da Assunção de Maria

Nada se sabe do fim da vida terrestre de Maria. Só um escrito apócrifo do século V, “A Dormição de Maria”, evoca os seus últimos instantes. Rodeada pelos apóstolos em oração, é conduzida ao Paraíso por Cristo. Mas as palavras, estas sim, bíblicas, da anunciação do anjo a Maria, «cheia de graça, o Senhor está contigo», dizem já a comunhão total com Deus que significa a Assunção. Muito cedo, com efeito, os cristãos tiveram o pressentimento que a Mãe de Deus, preservada de todo o pecado, não poderia ter conhecido a corrupção da morte. Para saber mais clicar AQUI.
                                  Assumir a carne, do nascimento à assunção
A Festa da Assunção de Maria ao seio de Deus, na sua plenitude humana, isto é, em corpo e alma, põe uma das mais significativas teses acerca da grandeza antropológica de isso que é ser-se propriamente humano. Ao ser assumida na sua humana inteireza, Maria passa a ser o paradigma do que é ser-se humano, simples, mas plenamente humano, em termos da antropologia cristã. Para saber mais clicar AQUI
                               Assunção da Virgem: Espiritualidade, arte e cultura
Durante muitos séculos a solenidade da Assunção foi celebrada na Igreja católica sem qualquer definição doutrinal formal. Na maior parte dos lugares era a principal festa da Bem-aventurada Virgem Maria e é a padroeira de muitas das grandes catedrais marianas, como a de Notre Dame, em Paris. Que Maria foi «assunta ao céu, em corpo e alma», tornou-se um ensinamento oficial da Igreja católica em 1950, quando o papa Pio XII promulgou a bula “Munificentissimus Deus”. Para saber mais clicar AQUI.




segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/EVOCAÇÃO: "Dia da Imaculada Conceição"

O dia 8 de dezembro transcende o “Dia Santo” dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de dezembro retoma. O feriado do dia 8 de dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.
Ler mais em:
 
Maria dará Cristo à luz em nós na medida em que nós formos sensíveis, como Cristo, por todos os necessitados deste mundo; na medida em que vivermos como aquele Cristo que se compadecia e se identificava com a desgraça alheia, que não podia contemplar uma aflição sem se comover, que deixava de comer ou de descansar, para poder atender a um doente, que não só se emocionava, mas também resolvia… A Mãe é aquela que deve ajudar-nos a encarnar esse Cristo vivo, sofrendo com os que sofrem, para que vivamos para os outros e não para nós mesmos.
Ler mais em:
 
O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho..."
Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos.
Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez." Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo.
Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."