"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/EVOCAÇÃO: "Dia da Imaculada Conceição"

O dia 8 de dezembro transcende o “Dia Santo” dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de dezembro retoma. O feriado do dia 8 de dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.
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Maria dará Cristo à luz em nós na medida em que nós formos sensíveis, como Cristo, por todos os necessitados deste mundo; na medida em que vivermos como aquele Cristo que se compadecia e se identificava com a desgraça alheia, que não podia contemplar uma aflição sem se comover, que deixava de comer ou de descansar, para poder atender a um doente, que não só se emocionava, mas também resolvia… A Mãe é aquela que deve ajudar-nos a encarnar esse Cristo vivo, sofrendo com os que sofrem, para que vivamos para os outros e não para nós mesmos.
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O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho..."
Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos.
Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez." Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo.
Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."
                                                              
                                          


terça-feira, 11 de novembro de 2014

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/EVOCAÇÃO: Dia de São Martinho

São Martinho nasceu no ano de 316, na Sabária da Panónia (Hungria). Seu pai era oficial do Exército Romano. Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se cristão. Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano. Aconteceu, nessa época, o famoso episódio da manta de guarda imperial: ao ver um mendigo tiritando de frio, corta ao meio a sua manta e oferece-lhe uma parte. À noite sonhou e viu Jesus envolto naquele pedaço de manta, dizendo: "Martinho, ainda não baptizado, deu-me este vestuário".
Abandonou, então, o Exército e fez-se baptizar por Santo Hilário de Poitiers. Entregou-se à vida de eremíta, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário. Ordenado sacerdote, foi mais tarde aclamado bispo de Tours (371). Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros, instruindo o clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Morreu no ano de 397.
 
Ajude-nos São Martinho a compreender que só através de um compromisso comum de partilha, é possível responder ao grande desafio do nosso tempo: isto é, de construir um mundo de paz e de justiça, no qual cada homem possa viver com dignidade.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

EFEMÉRIDE/EVOCAÇÃO/COMEMORAÇÃO: Mafalda fez 50 anos mas continua uma criança

Surpreende-me o afeto que as pessoas nutrem ainda em relação a ela. As crianças, sobretudo… O que, por um lado, me alegra. Por outro, no entanto, entristece-me. Quer dizer que o mundo, as suas injustiças, as desigualdades, os conflitos – problemas, em suma, que Mafalda denunciava há meio século – permaneceram imutáveis.
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/EVOCAÇÃO: 25 de ABRIL, um quarentão com "a ternura dos quarenta" & mágoas mil!

25 de Abril - 40 anos de democracia
http://www.publico.pt/25abril
40 anos – e para quê?
http://pagina1.sapo.pt/detalhe.aspx?fid=59&did=145539&number=1318
25 de Abril: o que foi? De quem é?
http://expresso.sapo.pt/25-de-abril-o-que-foi-de-quem-e=f865425#ixzz2z3Gq8pnD
Portugal 1974-1976: o nascimento de uma democracia
http://www.publico.pt/politica/noticia/portugal-19741976-o-nascimento-de-uma-democracia-1632346?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoPolitica+%28Publico.pt+-+Pol%C3%ADtica%29
Os dias em que tudo era possível
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3820874&seccao=Paulo%20Baldaia&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco
Os Crimes de Abril
https://www.youtube.com/watch?v=FwIlDhZUiJk
25 de abril (1): "D" de democracia 
http://expresso.sapo.pt/25-de-abril-1-d-de-democracia=f866495
25 de abril (2): "D" de descolonização
http://expresso.sapo.pt/25-de-abril-2-d-de-descolonizacao=f866649
25 de abril (3): "D" de descolonizar Portugal 
http://expresso.sapo.pt/25-de-abril-3-d-de-descolonizar-portugal=f866735#ixzz2zq2yQLOG
25 de abril (4): "D" de desenvolvimento, onde tudo se joga.
http://expresso.sapo.pt/25-de-abril-4-d-de-desenvolvimento-onde-tudo-se-joga=f866925#ixzz2zsgweTzu
Começar de Novo
http://www.rtp.pt/play/p1019/comecar-de-novo
40 anos depois
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3830847&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1

sexta-feira, 18 de abril de 2014

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/EVOCAÇÃO: Paixão e morte de Jesus Cristo

O mistério do sofrimento
A linguagem realista e vibrante do profeta obriga-nos a fazer face ao sofrimento de Cristo por causa dos nossos pecados: é por nós que Ele sofreu, a sua dor é o preço da nossa paz. É o Cristo de Grünewald, o corpo batido, torturado, que somos obrigados a olhar – e não gostamos. Eu, pelo menos, não gosto. Suporto mal ver o sofrimento de outra pessoa, sobretudo de um ser amado, como Cristo. Forma-se em mim um sentimento de indignação, e mesmo, por vezes, um sentimento de revolta contra Deus, porque é a justiça de Deus que exige que este homem seja torturado. Com Job, sou tentado a perguntar o que é que os nossos pecados miseráveis, as nossas pequenas falhas, podem fazer a Deus, que é tão grande, tão transcendente, tão imutável. E se há ofensa, não será Ele mais magnânimo, mais nobre, para perdoar sem nada exigir? Não é Ele o Amor? Porque há de vingar-se sobre os homens, sobretudo neste homem, que é totalmente inocente? Porquê vingar-se? Continuar a ler…
Em frente a Jesus, com o centurião
O centurião viu o amor florir no deserto da desumanidade. Entre a ebulição dos insultos e das mentiras, aquele homem, Jesus, pronunciava palavras de fidelidade e de verdade. De todo o lado a multidão gritava «não» a Jesus, mas o centurião ouviu de Jesus apenas «sim» ao Pai, «sim» ao próximo», «sim» à sua missão. Naquela horrível cruz de ódio e de violência, o centurião reconheceu o amor, um amor firme que se recusa a morrer, que é forte como o aço contra o mal, mas terno diante do amado. Jesus permaneceu fiel à sua missão. Assim a sua morte se transformou em vida. Quando adoramos o Deus-Trindade em louvor do sacrifício de Jesus, somos chamados a chorar pelas vítimas da indiferença da humanidade pecadora e da impotência de Deus. Mas choramos também de gratidão pela experiência do amor puro que é derramado num mundo ferido. A cruz, emblema da culpa dos criminosos, confirmou a inocência de Jesus, o verdadeiro adorador de Deus. Continuar a ler…

domingo, 13 de abril de 2014

COMEMORAÇÃO/EVOCAÇÃO/EFEMÉRIDE: Dia Mundial da Juventude

A primeira mensagem que o papa Francisco escreveu para o Dia Mundial da Juventude, marcada para o Domingo de Ramos, 13 de abril (uma semana antes da Páscoa), incide na primeira bem-aventurança: «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu». «Num tempo em que muitas pessoas penam por causa da crise económica, pode parecer inoportuno acostar pobreza e felicidade. Em que sentido podemos conceber a pobreza como uma bênção?», questiona o papa, que aponta caminhos para que a «pobreza em espírito se transforme em estilo de vida». Depois de explicar o que significa «pobres em espírito», Francisco sublinha que há três opções de vida que concretizam hoje a primeira bem-aventurança: «ser livres em relação às coisas», «conversão em relação aos pobres» e aprender o que os pobres têm para ensinar». Apresentamos alguns excertos da mensagem:

quinta-feira, 13 de março de 2014

EFEMÉRIDE/EVOACAÇÃO/COMEMORAÇÃO: Parabéns&Obrigado PAPA FRANCISCO!

Eu, seu admirador, me confesso:
Um ano de Papa Francisco
Papa é popular porque "fala a linguagem dos simples"
O filme da eleição do papa Francisco contado pelo cardeal que lhe pediu para não se esquecer dos pobres
«Os votos convergiam nele: estava a interiorizar muito naquele momento, silencioso. Comentei com ele a possibilidade de poder alcançar o número necessário para se tornar papa. Quando as coisas começaram a estar um pouco mais perigosas para ele, confortei-o. Depois houve o voto definitivo, e houve um grande aplauso. A contagem prosseguiu até ao fim, mas eu abracei-o e beijei-o logo. E disse-lhe aquela frase: “Não te esqueças dos pobres”. Não tinha preparado nada, mas naquele momento veio do meu coração, com força, dizer-lhe isso, sem me dar conta de ser a boca através da qual falava o Espírito Santo. Ele disse que aquelas palavras lhe tinham com força, que foi naquele momento que pensou nos pobres e lhe veio à ideia o nome de S. Francisco. Foi interpelado, foi-lhe pedido se aceitava e com que nome desejava ser chamado. O nome que pronunciou, Francisco, foi uma enorme surpresa para todos. Quem teria imaginado que um papa poderia chamar-se Francisco! Porque é uma figura exigente, e ele escolheu-a com coração feliz e leve.» O testemunho do cardeal brasileiro D. Cláudio Hummes.
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http://www.snpcultura.org/o_filme_da_eleicao_papa_francisco.html
«Quando estás com Bergoglio, tens a impressão de que ele conhece Deus Pai pessoalmente»
Falar a sós com o papa Francisco constitui uma experiência espiritual. Estar com ele durante um longo período de tempo deu-me a impressão de ver um homem profundamente mergulhado em Deus. Um seu amigo, Luis Palau, conhecido líder mundial dos cristãos evangélicos, disse certo dia acerca dele: «Quando estás com Bergoglio, tens a impressão de que ele conhece Deus Pai pessoalmente.» É isso mesmo. Sente-se sobretudo que se está diante de um homem livre, de uma liberdade espiritual que, no entanto, está plenamente envolvida na vida, nas suas dinâmicas, nos seus afetos. As características fundamentais da sua oração são simples: ele diria «normais». São as de qualquer sacerdote. Reza com o seu breviário, um livro em latim, já gasto pelo uso, e reza «mentalmente», ou seja, num diálogo interior silencioso com Deus. Gosta da oração que acompanha a vida e os seus momentos, e também gosta da adoração silenciosa, durante a qual por vezes dormita. No passado, já se tinha detido sobre essa adoração silenciosa que faz parte da sua vida, desde há muito tempo: «Sinto-me como se estivesse nas mãos de outro, como se Deus me estivesse a dar a mão».
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Coragem, papa Francisco, coragem!
Passados os primeiros momentos de encantamento, o papa Francisco começou logo a mostrar o seu estilo, o seu jeito latino-americano, o seu desejo de servir a Igreja Católica e a humanidade de corpo e alma. Tantos detalhes chamaram a atenção, como residir na Casa de Santa Marta, em vez do palácio apostólico; a dispensa de muitos protocolos; o seu jeito de pastor de almas; a forma direta e simples de falar… Muitos, talvez, esperavam imediatas e até espetaculares reformas na Cúria Romana e nos organismos de governo, que ajudam o Papa na sua missão universal. Francisco começou por pedir reformas nas atitudes e nas disposições de todos os filhos da Igreja; as reformas administrativas da Santa Sé chegam aos poucos e as da Cúria Romana ainda devem chegar. Ninguém tenha a ilusão de que, na Igreja, tudo depende só da Cúria Romana; Francisco tem falado mais vezes da necessária participação de todos e que cada membro da Igreja faça bem a sua parte, em vista da saúde do corpo inteiro.
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