"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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quarta-feira, 19 de junho de 2019

ESPIRITUALIDADE: O segredo da cidade bósnia onde jamais houve um divórcio

Pense num mundo sem divórcio. Pense em famílias que não se separam. Pense na ausência de crianças machucadas ou corações dilacerados. Para saber mais clicar AQUI.

domingo, 14 de abril de 2019

TELEVISÃO&SÉRIE: “This is us”

“This is us” é uma série realizada com boa técnica e trama envolvente, que tem a virtude de narrar o ser humano no contexto da família através do casamento, a relação entre pais e filhos ou entre irmãos, a doença e até a morte. Tudo isto é apresentado sem concessões, narrando a complexidade da vida, com muito realismo, mas também com muita humanidade. Por um lado pode acusar-se um pai de ter despedaçado o sonho de um filho; por outro o filho admite que deve ao pai a sua força. Entretanto, todos aprendem a partilhar alegrias, perdão, coragem e esperança, felicidade e amor, guiados, como na vida real, por emoções e sentimentos. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

LIVRO&LEITURA: O livro "Politique et Société" comentado pelo ...

... padre e professor de filosofia na Universidade de Coimbra, Anselmo Borges que começa assim:
"Quem é e o que pensa e quer verdadeiramente o Papa Francisco para a Igreja e para a humanidade?
Durante mais de um ano, na discrição, Dominique Wolton, um intelectual francês, laico, director de investigação no CNRS (Centro Nacional de Investigação Científica), especialista em comunicação, e o Papa Francisco encontraram-se 12 vezes para diálogos sobre os temas mais candentes do nosso tempo e da existência humana: a paz e a guerra, a política e as religiões, a Europa e os imigrantes, a mundialização e a diversidade cultural, os fundamentalismos e a laicidade, a ecologia, as desigualdades, o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, a alteridade, a família, a ideologia do género, o tempo, a alegria. Desses encontros resultou uma obra inédita e surpreendente. Acaba de ser publicada com o título: Politique et Société e a que dedicarei algumas crónicas":
1ª. Precisamente sobre Francisco, que se confessa AQUI.
2ª. Francisco sobre o sexo e o casamento AQUI.
. Francisco sobre a Igreja e a alegria AQUI.
4ª. Francisco sobre o diálogo ecuménico e inter-religioso AQUI.
5ª. (e última - oooohhhhh): Francisco sobre a Igreja e a política AQUI.

E acaba assim:
«Wolton confessa que foi um privilégio dialogar com "uma das personalidades intelectuais e religiosas mais excecionais do mundo". Duas frases o marcaram: "Não tenho medo de nada" e "Não é fácil, não é fácil..."


Ainda Dominique Wolton. Desta feita "...em Lisboa para apresentar o livro Politique et société - Rencontres du Pape François avec Dominique Wolton, ainda sem tradução para português. O sociólogo francês falou ao DN sobre a alegria e serenidade que o surpreenderam no argentino...". Uma entrevista curta ou "q.b." para ler com um clique AQUI. Por exemplo:
De tudo o que o Papa lhe disse o que é que o surpreendeu mais?
[silêncio] Em primeiro lugar, a bondade e a alegria no seu olhar. Ao mesmo tempo, tem uma lucidez naquele olhar. Não tem muitas ilusões sobre o Homem. E uma espécie de serenidade. Ele próprio diz, "na tarde em que fui eleito, senti uma espécie de grande tranquilidade que nunca mais me abandonou". E há uma altura em que ele me diz: "Nada me assusta".


E AQUI, mais uma opinião sobre o livro.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Isto só visto...

... porque contado - é o caso disto AQUI  - ninguém acredita, pois não? Se calhar, não passa de mais uma das (des)ditas&(mal)ditas "fake news". Enfim... vai-te mundo, cada vez pior! - é o que é.

"Muito luxo, muito desperdício."
"Viva o luxo e padeça o bucho."
"O luxo irrita a inveja, sem atrair o respeito."
"Antes dinheiro de cobre que luxo de pobre."
"O luxo que faz viver cem pobres, faz morrer cem mil."
"O luxo não pode ser carregado pelo pobre."
"O luxo deslumbra mais pobres do que ricos."
"O luxo tem um apetite insaciável."
"O luxo não foi feito para o pobre."
"O luxo consome mais do que deve."
"Quem quiser luxo, que lhe custe."
"Luxo de uns, miséria de outros."
"Primeiro o bucho, depois o luxo."
"Morra o luxo, e viva o bucho!"
"Muito luxo, muito custo."
"Muito luxo, pouco bucho."
"Viva o luxo com seu repuxo."
"O luxo arruina quem o valoriza."

Nunca é demais lembrar!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

LEITURA: "Nascemos e jamais morreremos"

Quem é Chiara Corbella Petrillo? Porquê tanta atenção à sua volta? O que é que ela fez?
Desportista adulada? Estrela de cinema "Óscar(izada)"? Cançonetista-compositora "Grammy Award"? Modelo fotogénica? Apresentadora telegénica? Concursista afamada, leia-se mal-formada? Política da moda (in)corruptível ou (in)corrupta? Uma funcionária "golden"? Empresária e/ou Banqueira "D.D.T.", i.é, "Dona Disto Tudo"? E "afins" por aí fora?
Nãããããooo, nãããããooo!
Uma MULHER? Um EXEMPLO desafiante, interpelante - no gerúndio é outra coisa - e a seguir? Uma demonstração de força do que FÉ&AMOR são capazes?
Sim, sim e sim!!!
Informação, directamente da fonte em
http://www.snpcultura.org/nascemos_e_jamais_morreremos.html
«Chiara Corbella Petrillo morreu com 28 anos, em Junho de 2012, vítima de cancro, por ter posto a vida da criança que trazia no ventre à frente da sua. Antes do nascimento deste filho, Francesco, em Maio de 2011, já Chiara e o seu marido Enrico tinham acompanhado no seu nascimento para o Céu os seus dois primeiros filhos, Maria Grazia Letizia, nascida em 2009, e Davide Giovanni, em 2010.». A Editorial A.O. apresenta a 28 de novembro, em Lisboa, e no dia 30, no Porto, a obra "Nascemos e jamais morreremos - A vida de Chiara Corbella Petrillo», sessões que contam com a presença de Enrico, marido de Chiara, do seu filho Francesco, e do casal autor do livro, Simone Troisi e Cristiana Paccini... «"Como podem dizer que morreu, quem permanece tão vivo no meu coração?”, interrogava-se Santo Agostinho. Esta interrogação faz sentido para os que conhecemos e amamos, mas com este livro percebi que também faz sentido mesmo quando nunca chegamos a conhecer as pessoas em vida. «Misteriosamente Chiara nasceu no meu coração muito depois de ter morrido e sinto que ficará viva para sempre. A sua alegria, a sua entrega, a sua liberdade interior, a sua fé e o seu grande amor pela família e pela vida, são agora também pilares da minha fortaleza interior», escreve a jornalista Laurinda Alves, responsável pela apresentação do livro em Lisboa, às 21h00, no auditório do Colégio S. João de Brito. Por seu lado, Carmo e Bento Amaral, que farão o lançamento do volume no auditório da paróquia de Cedofeita, no Porto, às 16h30, sublinham: «A história deste casal ensina-nos que a Vida está cheia de pequenos momentos de felicidade, mesmo nas alturas de maior sofrimento. Ensina-nos que o sofrimento não é a inexistência de felicidade, mas pode ser o lugar onde se descobre a verdadeira felicidade».
Extractos (Prefácio à edição portuguesa e Introdução) do livro em pré-publicação:
A vida de Chiara Corbella Petrillo tinha que ser trazida à luz – «Não se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire» (Mt 5, 15) ... Disso quiseram dar testemunho, neste livro, o seu marido, Enrico Petrillo, e os seus amigos Simone Troisi e Cristiana Paccini ... Foi necessário percorrer este caminho de cruz, para poder receber livremente de Deus a sua última e exigente missão: dar a vida por Francesco, o filho tão esperado e, finalmente, destinado a viver junto deles. Entre a sua vida ameaçada por uma doença agressiva e fatal e a vida que traz dentro de si, escolhe a última. Porque é dom de Deus, e não pertença sua. Generosamente, vai-se retirando para que o filho não sofra com o corte da relação com aquela que o trouxe à vida. Amar não é possuir. É querer o bem do outro ... Finalmente, vive o sofrimento de uma doença terminal e mutilante com a Serenidade ... Há muitas histórias de sofrimento idênticas à de Chiara ... O sofrimento sem sentido fecha-nos dentro de nós mesmos. Mata a relação que nos realiza enquanto seres humanos. Fomos criados por Amor, para amar e ser amados. O Amor está impresso no coração de todos os homens, mesmo daqueles que não acreditam que a fonte desse Amor é Deus. Todos sem excepção somos carentes de Amor! ... Chiara mostra que é possível viver bem a situação de doença. Até ao fim. Vence o medo e a aridez espiritual abrindo o coração para acolher o amor de Deus e de quantos dela se aproximam ... Dando-lhes a possibilidade de amar, ama-os, e o sofrimento, em vez de morte, gera vida, alegria interior e comunhão. Aceita a doença. Vive o “hoje” como condição necessária para poder enfrentar a vida, saboreando e agradecendo as pequenas alegrias que cada dia lhe traz, animando todos os que, como ela, estão fragilizados. Não perde a oportunidade de verbalizar o quanto ama cada pessoa que a acompanhou ao longo da sua vida. Para crentes e não crentes, a forma como viveu e deu sentido ao sofrimento faz do seu testemunho uma mensagem de esperança ... Ao longo destas páginas, em que Simone e Cristiana nos fazem comungar da grandeza do Amor, é impossível não estabelecer o paralelismo entre as vidas de Chiara e de Jesus. A permanente comunhão com o Pai, através da oração. O serviço aos mais frágeis. O esquecimento de si. A experiência de sentir-se abandonada logo seguida do acolhimento da vontade de Deus. E, finalmente, a entrega radical da vida, por Amor ... Quem vê Chiara, vê Jesus, vê o Pai – diz o seu director espiritual. Como acontece diante de Jesus na cruz, confrontados com esta história de santificação, somos compelidos a dizer: «o quanto amou»! Na vasilha que foi o mais íntimo do seu coração, e que encheu na fonte da Vida sob o olhar de Maria, Chiara transformou a dor em Amor, Paz e Alegria. Esse foi o milagre da sua vida ...Com Chiara, somos levados ao Céu, à comunhão com o Amor. À Eternidade. Onde nunca mais morreremos.
«Chamo-me Chiara, tenho 25 anos, sou casada há um ano e alguns meses com o Enrico. Nesta noite, se conseguir, partilho convosco a história da nossa filha, Maria Grazia Letizia, que nasceu no dia 10 de Junho deste ano». Estamos no dia 19 de Novembro de 2009. Chiara está a dar um testemunho na igreja de Santa Francesca Romana, no Ardeatino, em Roma. As suas palavras naquela noite abrem os corações de muitas pessoas. Uma história exemplar, partilhada de modo simples, com toda a naturalidade. Não é possível interpretar mal o que ela diz. Tal como é impossível não compreender a verdade que, diz Chiara, «Deus coloca dentro de cada um de nós». Chiara e Enrico tinham decidido levar até ao fim a gravidez de uma menina anencéfala. A menina nasceu, foi baptizada e meia hora depois subiu para o Pai. Agora eles, cinco meses depois de um funeral em que Chiara tocou violino e Enrico cantou as suas canções, estavam ali a partilhar a misteriosa alegria que os tinha acompanhado. Apenas três anos depois, muitos dos que tinham conhecido Chiara naquela ocasião participaram no seu funeral. E era algo verdadeiramente especial sentir-se a fazer parte de tal acontecimento. Naquela ocasião, o Padre Vito, director espiritual dos Petrillo, convidou os presentes a deixarem-se interrogar por esta família que, entretanto, tinha acolhido um outro filho, também este morto logo após o nascimento, e tinha vivido com confiança e paz a doença de Chiara durante a sua terceira gravidez. Quem quisesse conhecer a história de Chiara e Enrico teria encontrado, entre familiares e amigos, testemunhas desta vida extraordinária disponíveis para contar como tudo aconteceu. Aqui estamos. Nós estamos entre as testemunhas. Incrivelmente, estivemos com eles nos momentos mais decisivos. Este livro nasce graças aos pedidos de quem se aproximou de Chiara, mesmo só por ter ouvido falar. Por dom de Deus, vivemos com eles este caminho de graça, de maravilhas belíssimas como um arco-íris depois de um grande temporal. E foram grandes e muitos os dilúvios. Quem é Chiara? Porquê tanta atenção à sua volta? O que é que ela fez? À primeira vista, a sua é uma história dramática de uma mãe que morre de cancro, deixando sozinhos o marido e o filho. Provavelmente, uma história semelhante a tantas outras (permita-se-me abrir aqui um parêntesis para lembrar o caso, por exemplo, de Gianna Beretta Molla, ir, p.f., ao link http://pt.wikipedia.org/wiki/Gianna_Beretta_Molla) . Mas nesta há algo diferente. Tudo foi vivido na alegria e transformou-se em vida para os outros. Como uma criança que segue o cheiro de um bolo que acabou de sair do forno, tantos seguiram o perfume destes dois esposos que reconhecem no sofrimento a sua dança, que sorriem enfrentando as provas mais duras e descobrem uma felicidade à qual todos nós, na verdade, somos chamados. Um perfume inebriante, perturbador, que se agarra a ti, mesmo que, assustado, inicialmente o tenhas combatido. Que coisa ou quem levou Chiara a morrer assim? Escutámos aqueles que a amaram com um amor único, mais forte do que qualquer tempestade. Fizemos memória de todos os momentos que o Senhor nos concedeu poder partilhar com ela. Porque esta história contém uma mensagem. É um anúncio sólido e credível de algo que aconteceu há dois mil anos e que continua a acontecer em cada dia, desde então. «A quantos O receberam, aos que n’Ele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus». Uma pessoa morre como viveu. Chiara morreu de uma maneira incrível, sorrindo diante da morte. Muito mais do que serena: feliz. Estar a seu lado foi ver o viver e o morrer de um filho de Deus. Existe uma fotografia de Chiara e Enrico em que eles se afastam, de costas, abraçados. Foi tirada no dia 4 de Abril de 2012, menos de uma hora depois do veredicto dos médicos. Estávamos numa das pontes que ligam a Ilha Tiberina e o Fatebenefratelli, o hospital romano que Chiara e Enrico deixavam pela enésima vez, sempre da mesma maneira, abraçados. Como sempre, sem que o soubéssemos, tínhamos chegado ao hospital na hora certa. (...) Nós fomos espectadores e protagonistas de cada acontecimento da sua história. Frequentemente, com Chiara, perguntávamo-nos o porquê disto. Talvez o descubramos somente quanto morrermos, quando o amor nos explica todas as coisas. A seu lado não custava nada acreditar na vida eterna. Parecia que a podias tocar, davas-te conta de estar já mergulhado nela. Um dos maiores dons que eles nos deram foi mostrar-nos que aquilo que temos é o hoje. E neste presente podes ser feliz, muito mais do que terias a coragem de imaginar. É nas coisas comuns que o extraordinário de Deus pode intervir. E eles aprenderam de modo admirável a dar espaço à graça, que não vê a hora de te mostrar as maravilhas de que é capaz. O engano maior é pensar que isto seja um privilégio reservado aos Petrillo, é acreditar que eles foram «especiais». Pelo contrário, Deus é Pai de todos, da mesma maneira. Muitas vezes, olhando para eles, pensámos que, se Deus ajuda desta forma, também nós poderemos levar a nossa cruz. O seu casamento foi a estrutura de tudo isto. Neste sacramento, a graça multiplicava-se. Diante dos nossos olhos, eles transformavam-se em altar. Vimo-los, pouco a pouco, restituir tudo: Maria Grazia Letizia e Davide Giovanni, o pequenino Francesco, os seus projectos de jovem casal. Mas sobretudo o seu amor, a parte mais dura. Não nos lembramos de um só dia de desespero. Pelo contrário, a sua alegria crescia. Reconheciam cada coisa como um dom e eram muito conscientes que esta terra não é a nossa pátria e nós não somos o ponto de chegada. Entretanto, também o nosso paladar mudava: «Aquilo que me parecia amargo foi transformado em doçura de alma e de corpo». O corpo é feito para amar, é este o seu objectivo. É através do corpo que o mal, a frustração, a dor nos atingem na nossa história e nos nossos dias. Mas a boa notícia é que precisamente através de um outro Corpo chegarão a consolação e a salvação. Chiara e Enrico mostraram-nos isso com a sua história; viveram o casamento como um caminho seguro para a santidade, como uma vocação plena. Se por milagre se entende uma cura física, então este livro não contém milagres. Nenhuma cura. O milagre que contamos é outro: uma alegria desarmante, simples e transparente. Um tesouro a descobrir. A perfeita alegria de Francisco de Assis (ou misteriosa alegria, como diria Enrico) que transforma o mal em bem, que alarga o coração e o horizonte. (...) Talvez a história de Chiara esteja destinada a isto, a mostrar a beleza do matrimónio que, com as suas urgências, os seus dons e as suas dificuldades, é realmente um caminho que santifica. Os esposos, de facto, revelam ao mundo como Deus ama. «Nós não nos sentimos corajosos», disse uma vez Chiara, «porque na realidade a única coisa que fizemos foi dizer SIM, passo a passo». Esta frase é um pequeno tesouro. Contém tudo aquilo que é preciso saber. A oração e a fraternidade foram fundamentais. Sem a oração, diziam, não teriam sido capazes de fazer nada. Tantas pessoas, não só os mais próximos, rezaram por eles, um pouco por todo o mundo. Juntaram-se, pouco a pouco, novos companheiros de viagem. Cada um chegando na hora certa, cada um sinal daquela Providência que proporcionava toda esta maravilha. Foram apoio para eles, e nas fases mais duras eram aquela pequena chama que iluminava a escuridão. Junto ao nosso, estão também aqui os seus testemunhos: dos familiares, amigos e médicos que percorreram toda ou parte desta estrada. Nestes anos, vimos como a história de Chiara se difundiu de maneira inesperada. Entrou nas casas, nos hospitais e em tantas outras histórias. Para relatar os seus efeitos seria necessário um outro livro. Logo a após a sua morte, o interesse por ela subiu até às estrelas (em todos os sentidos), deixando-nos estupefactos e gratos. «Toda esta luz», disse Enrico, «está a difundir-se sem que eu faça nada. Telefonou-me o Cardeal Vallini e disse-me, naquela manhã, que viria ao funeral da Chiara... sempre nos maravilhámos por tanto amor à nossa volta». Em resumo, porquê escrever um livro? Porque muitos querem conhecer Chiara. Perceber como fez para viver (e morrer) assim. Muitos sabem simplesmente que é uma jovem mulher, que morreu depois de ter adiado os tratamentos para que pudesse nascer o seu filho, mas é muito mais do que isso. Por detrás de tudo está um casamento lindíssimo, vivido plenamente e na alegria. Um amor tão verdadeiro que os levou juntos à cruz. Aquilo que vimos, vos narramos agora. A beleza salvará o mundo, escreveu Dostoevskij. Sim, mas que beleza? A de um rosto feliz no sofrimento. A do rosto de Jesus. Uma beleza que também Chiara nos mostrou.
Vídeo legendado e comentado, directamente da fonte:
 


Chiara Corbella Petrillo morreu com 28 anos, em Junho de 2012, vítima de cancro, por ter posto a vida da criança que trazia no ventre à frente da sua. Esta história comoveu centenas de milhares de pessoas em Itália, que quiseram saber mais sobre esta jovem mãe, testemunha de uma profunda confiança em Deus e, sobretudo, do poder do amor materno. Antes do nascimento do seu terceiro filho, Francesco, em maio de 2011, já Chiara e o seu marido Enrico tinham acompanhado no seu nascimento para o Céu os seus dois primeiros filhos, Maria Grazia Letizia, nascida em 2009 e Davide Giovanni, em 2010. Ambos sofriam de deficiências graves que lhes provocaram a morte poucos minutos depois do parto. Nos dois casos, Chiara e Enrico decidiram levar até ao fim a gravidez, dando aquilo que Chiara chamava “os pequenos passos possíveis” que Deus ia pedindo a este jovem casal. Um testemunho de fé e de vida que manifesta o que há de mais sagrado e forte no casamento e na maternidade, a entrega da própria vida por amor. Porque “o importante na vida não é fazer grandes coisas, mas nascer e deixar-se amar”.
SIM, a esta "Visita de Estudo" e/ou "Acção de Formação", mesmo num domingo à tarde, faça sol, faça chuva, ou "chovam picaretas" eu, um "Zaqueu" à sua beira, obviamente e porque sim, FUI!

P.S. Sublinhados, "bold's" e "amarelados" da minha responsabilidade.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

LEITURA: "Diálogos com Deus em fundo"

O leque de entrevistados do livro inclui, pela ordem de publicação, José Tolentino Mendonça, frei Bento Domingues, Joaquim Carreira das Neves, Mário Soares, Isabel Allegro de Magalhães, João Resina Rodrigues, José Augusto Mourão, Armindo Vaz, Horácio Araújo, Peter Stilwell, Maria de Lourdes Pintasilgo, Alfredo Bruto da Costa, Manuela Silva, D. Manuel Clemente, Alberto Azevedo, Teresa Toldy, Alfredo Teixeira, Anselmo Borges, Luís Archer, Dimas Almeida, D. Januário Torgal Ferreira, Laura Ferreira dos Santos, Joaquim Guerra e José Mattoso.
Ler mais em:

terça-feira, 22 de outubro de 2013

POLÍTICA/ECONOMIA/FINANÇAS: Linhas de acção do novo Ministro dos Assuntos Sociais da Austrália

As suas propostas baseiam-se em dois princípios:
  • Primeiro, as políticas públicas devem proteger e promover o casamento e a família,
  • e, em segundo lugar, sempre que possível, as políticas públicas devem actuar através das organizações familiares e da comunidade, em vez de as substituir"
Para desenvolver essa política, Andrews apresenta 4 objectivos políticos:

1. "Os estados devem ter uma política explícita para o casamento e a família."

2. "Devem procurar, no mínimo, garantir uma taxa de natalidade que permita a renovação de gerações."

3. "A política nacional deve afirmar o ideal da solidez conjugal e afirmar o casamento como o clima ideal para a educação dos filhos."

4. "A política deve valorizar a estabilidade da família e reforçar a responsabilidade pessoal e inter-geracional"

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EFEMÉRIDE: 14 de Fevereiro = DIA DOS NAMORADOS

Na semana em que se assinala o Dia dos Namorados, 14 de fevereiro, o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura entrevista um padre procurado por casais que pedem ajuda para tornar a relação mais forte, tendo muitas vezes em vista a possibilidade do casamento. O objetivo do padre Miguel Almeida é contribuir para que os membros do casal sejam verdadeiros e estabeleçam uma entendimento respeitoso e libertador. Não tem curiosidade em perceber a intimidade do casal mas coloca questões para serem respondidas a dois, que podem ser refletidas nos encontros seguintes. A partilha dos casais que acompanha tem-no ajudado a intuir eventuais bloqueios no relacionamento.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/acompanhamento_namorados_ajudar_crescer_verdade_respeito_liberdade.html

«Por vezes há medo de abrir portas. Nenhum de nós é completo e acabado, nem nenhum de nós tem uma vida perfeita. Quando chega alguém que ao princípio é de fora mas depois começa a entrar na nossa vida, o normal é que comece a fazer perguntas que há muito tempo não fazemos a nós próprios. E isso, muitas vezes, desarruma.» «O namoro é também eu aprender a confiar noutra pessoa, ao ponto de poder dar a conhecer partes da minha história com as quais não me sinto muito confortável, fazendo a experiência de me confiar nessa pessoa e perceber que ela me continua a amar, apesar de tudo.» Este processo «leva-nos para Deus, que é a grande referência do amor, que ama as nossas partes mais obscuras. Encontrar neste mundo alguém que, salvo as devidas distâncias, também tem como princípio amar-me, é um caminho a fazer, que não fica feito no namoro, nem no dia do casamento e nem até ao fim da vida. O meu papel é ajudar neste crescimento.» Segunda parte da entrevista ao padre Miguel Almeida sobre o processo de acompanhamento de namorados.
Ler mais em:
 
Na terceira parte da entrevista ao padre Miguel Almeida falamos das etapas do processo de acompanhamento dos namorados. Flexibilidade é a palavra chave: a caminhada tem de adaptar-se a fatores como a idade do casal, a duração do namoro, a maturidade… O pano de fundo é sempre ajudar a que cada um se dê a conhecer e conheça mais do outro. Falar de conceitos como “fidelidade”, por exemplo: o que significa e implica para ti e para mim? Depois há «o passo de gigante»: aprender a envolver o namoro na espiritualidade. Dirigir-me a Deus para rezar a pessoa do outro; questionar se estou a deixar espaço para a liberdade e a ceder ao meu egoísmo. A seguir, rezar com o outro; muitos casais partilham quase tudo menos a oração. Por isso aprender desde cedo a rezar a dois «é uma escola para a vida».
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/acompanhamento_namorados_aprender_desde_cedo_rezar_a_dois_escola_para_a_vida.html

Na última parte da entrevista ao padre Miguel Almeida sobre acompanhamento de namorados, o diretor do Centro Universitário Padre António Vieira, em Lisboa, conta que na maior parte das vezes os casais procuram-o quando se começa a colocar seriamente a possibilidade de o namoro evoluir para um compromisso mais sério. Neste vídeo há ainda tempo para a proposta de um exercício simples para aumentar a proximidade, o conhecimento mútuo e a espiritualidade. E como estamos no Dia dos Namorados, temos de presente a sugestão de um presente original. Podemos adiantar que não é preciso comprar nada…
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/um_presente_original_para_o_dia_dos_namorados.html
 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Defender o futuro

DN 20120326 
Por: João César das Neves

Quando um dia se escrever a história deste tempo, a primeira década do século surgirá como uma era de desorientação e decadência. Alguns elementos que justificarão esse severo juízo são hoje já visíveis. Por muito que o PS queira esconder ou iludir, a linha económica e social dos últimos anos foi desastrosa. Os nossos problemas sócio-económicos são terríveis mas, quando se escrever essa história, pouco mais restará que a sua memória, pois empresas e comunidades costumam recuperar bem, mesmo de crises sérias. Esta triste década deixará cicatrizes fundas e duradouras no ânimo nacional, mas será noutras áreas. Como de costume, os problemas realmente importantes passam despercebidos à actualidade.
Do delírio dos últimos anos, que poderá ser tão decisivo que deixe marcas sociais que durem décadas? Que é que atinge a estrutura mais nuclear de Portugal? Não é difícil encontrar agressões recentes a esse nível, gerando chagas nacionais. Com a taxa de fertilidade das mais baixas do mundo, o casamento em vias de extinção, o divórcio em níveis nunca vistos e a educação na quinta década sucessiva de crise, não admira que as próximas gerações acusem este tempo dos seus males. As poucas crianças a quem hoje é permitido nascer serão educadas numa precariedade familiar e escolar difícil de imaginar. Isto gerará efeitos muito depois de esquecida a crise económica.
Esta evolução tem muitas causas e origens, mas os dirigentes políticos, quando em vez de a combaterem insistem em agravá-la, assumem terrível responsabilidade. Os dois últimos governos, enquanto arruinavam financeiramente o país, aumentavam a desigualdade social e distorciam o tecido produtivo, dedicaram-se nas horas vagas a desmantelar algumas das leis mais básicas da família, vida e educação.
A alucinante cavalgada regulamentar incluiu mais de um diploma radical por ano durante duas legislaturas: Lei 32/2006 de 26 de Julho (reprodução artificial), Lei 16/2007 de 17 de Abril e Portaria 741-A/2007 de 21 de Junho (liberalização do aborto), Lei 61/2008 de 31 de Outubro (banalização do divórcio), Lei 60/2009 de 6 de Agosto (educação sexual laxista), Lei 9/2010 de 31 de Maio (casamento entre pessoas do mesmo sexo), Decreto-Lei 138-C/2010 de 28 de Dezembro (estrangulamento do ensino privado) e Lei n.º 7/2011 de 15 de Março (mudança do sexo).
Em todos os casos foi imposta uma regulamentação extremista e culturalmente agressiva, distorcendo e invertendo atitudes e instituições multisseculares. Em questões justamente chamadas fracturantes, que geram intensos debates por todo o mundo civilizado, de uma penada Portugal saltou de uma posição equilibrada para o extremo do espectro. Em todos os casos um punhado de deputados, auto-erigidos defensores da modernidade, achavam-se com mandato sobre a tradição nacional e impunham a sua visão irresponsável.
Os vetos do Presidente da República, as críticas da Igreja e de muitas forças sociais, a elementar prudência, foram simplesmente ignorados. Como parolos arvorados em modernaços, ao desplante juntavam a cegueira, no mais puro autismo político. No único caso em que a população foi consultada fez-se magna fraude política. Depois da rejeição do aborto no referendo de 1998, a votação foi repetida em 2007, com uma subtil mudança na argumentação. A segunda campanha não falou de embriões, partos e hospitais, mas de mulheres presas (que de facto não existiam). Aprovada a despenalização, o Governo legislou coisa muito diferente, a liberalização e subsidiação do aborto. Isto chega para mostrar a má-fé.
Como entretanto o país entrou em emergência financeira devido aos outros erros conjunturais, pretende-se agora que estas agressões caiam no esquecimento. Está em assinatura pública a petição "Defender o Futuro", que solicita à Assembleia da República que reconsidere os atentados e reponha o equilíbrio. Talvez a nova maioria entenda que por aqui passam as verdadeiras reformas estruturais, determinantes do futuro nacional.

domingo, 25 de setembro de 2011

Em Angola como em qualquer outra ex-"colónia" africana, tanto faz (2ª parte)

Aqueles mesmos trabalhadores referidos em 17/09/2011, desta feita em dia de descanso, de festa de casamento e em traje de "gala". "Tá-se" mesmo a ver que são os mesmos, não é verdade?- Tal&Qual!
Se a "Voz dos Ridículos"- programa radiofónico de antanho - fosse viva, que diria? 
Angola: uma festa de casamento ou passerelle de modelos?

Que "moral da história" tirar? A «cada cabeça, sua sentença»!
A verdade nua & crua neste vídeo proibido pelo (des)governo do MPLA