"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























quarta-feira, 9 de maio de 2012

A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL

Sobre a notícia das dificuldades da Segurança Social e que levou o Governo a suspender as Reformas antecipadas, respondi ontem a um Amigo de seguinte forma:
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974. As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%). O Estado nunca lá pôs 1 centavo. Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu. Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"! Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos (Domésticas, Agrícolas e Pescadores). Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos. Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres(1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido), em 1997, hoje chamado RSI. E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados. Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades. Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos. Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram. Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou!
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Prof's Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões €. De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.
Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE. Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS? Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda. Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões €!... Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...
Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...
Para finalizar e quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.

terça-feira, 8 de maio de 2012

UMA GOTA DE ÁGUA

" (...) jamais esqueça que são essas mesmas pequenas e frágeis gotas d’ água que, com insistência e perseverança conseguem esculpir a mais sólida rocha (...)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A jogada do Pingo Doce

O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados.
De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele.
Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito.
Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade.
O resto, 75% da quantia aparentemente “oferecida”, distribuiu-se assim:
1 - Uma parte dos produtos (talvez 20 a 25%) devem estar a chegar ao fim do prazo de validade. Teriam de ser amortizados como perdas e lançados ao lixo.
Enquanto não fosse lixo seria material que entraria como existência, logo considerado como ganho e sujeito a impostos. Assim poupam-se impostos, despesas de armazenamento (logística, energia, pessoal) e o povinho acartou o lixo futuro.
2 – Outra parte (10 -15%) seria vendida com os habituais descontos de ocasião e as promoções diárias. Uma parte foi ainda vendida com lucro, apesar do "desconto".
3 –  O Pingo Doce prescinde ainda de 30 a 40 % do que seria lucro  por motivos de estratégia empresarial a saber:
    3.1 - Descartar-se da concorrência das pequenas empresas. Quem comprou para dois meses, não vai às compras nesse mesmo tempo.
    3.2 - Aumentar a clientela que agora simpatiza com a cadeia “benfeitora”.
    3.3 - Criar uma situação de monopólio ao fazer pressão sobre os preços dos produtores (que estão à rasca e muitos são espanhóis) para repor os novos stocks em grande quantidade.
4 – Transpor já  para euros parte do capital parado em armazém e levá-lo do país uma vez que a Sede da Empresa está na Holanda. Não vá o diabo tecê-las e isto voltar ao escudo nos próximos tempos o que levou já J. Martins a passar a empresa para a Holanda.
5 – Diminuir com isto o investimento em Portugal, encurtar a oferta de produtos, desfazer-se de algum armazém central e com isso despedir alguns funcionários. O consumo vai diminuir no futuro e o Estado quer "imposto de higiene" pago ao metro quadrado.
6 – Poupança em todo o sistema administrativo e em publicidade. A comunicação social trabalhou para eles.
Mesmo que tudo fosse ilegal, a multa máxima para Dumping é de 15 a 30.000 Euros, para o resto não há medidas jurídicas. Verdadeiramente isto são “Peanuts” em sacos de Pingo Doce, empresa do homem mais rico de Portugal. A ASAE irá só apresentar serviço.
E o governo o que faz? Até agora calou-se. Se calhar sabia da manobra….......

FONTE: Augusto Flor, em comentário enviado à Revista Rubra.

Artigos relacionados
- http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2470616&seccao=Jo%E3o
- http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2486020&seccao=Paulo

domingo, 6 de maio de 2012

PALAVRA de DOMINGO: há que contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!!!

LEITURA II – 1 Jo 3,18-24
Meus filhos,
não amemos com palavras e com a língua,
mas com obras e em verdade.
Deste modo saberemos que somos da verdade
e tranquilizaremos o nosso coração diante de Deus;
porque, se o nosso coração nos acusar,
Deus é maior que o nosso coração
e conhece todas as coisas.
Caríssimos, se o coração não nos acusa,
tenhamos confiança diante de Deus
e receberemos d’Ele tudo o que Lhe pedirmos,
porque cumprimos os seus mandamentos
e fazemos o que Lhe é agradável.
É este o seu mandamento:
acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo,
e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou.
Quem observa os seus mandamentos
permanece em Deus e Deus nele.
E sabemos que permanece em nós
pelo Espírito que nos concedeu.

AMBIENTE
Já vimos, nos domingos anteriores, que a Primeira Carta de João é um escrito polémico surgido nas Igrejas joânicas da Ásia Menor, destinado a intervir na controvérsia levantada por certas seitas heréticas pré-gnósticas a propósito de pontos fundamentais da teologia cristã (nomeadamente, a propósito da encarnação de Cristo e de alguns elementos essenciais da moral cristã). Nesse contexto, o autor da Carta procura fornecer aos cristãos (algo confusos diante das proposições heréticas) uma espécie de síntese da vida cristã autêntica.
Uma questão essencial abordada na Primeira Carta de João é a questão do amor ao próximo. Os hereges pré-gnósticos, cujas doutrinas este escrito denuncia, afirmavam que o essencial da fé residia na vida de comunhão com Deus; mas, ocupados a olhar para o céu, negligenciavam o amor ao próximo (cf. 1 Jo 2,9). A sua experiência religiosa era uma experiência voltada para o céu, mas alienada das realidades do mundo. Ora, de acordo com o autor da Primeira Carta de João, o amor ao próximo é uma exigência central da experiência cristã. A essência de Deus é amor; e ninguém pode dizer que está em comunhão com Ele se não se deixou contagiar e embeber pelo amor. Jesus demonstrou isso mesmo ao amar os homens até ao extremo de dar a vida por eles, na cruz; e exigiu que os seus discípulos O seguissem no caminho do amor e do dom da vida aos irmãos (cf. 1 Jo 3,16). Em última análise, é o amor aos irmãos que decide o acesso à vida: só quem ama alcança a vida verdadeira e eterna (cf. 1 Jo 3,13-15). A realização plena do homem depende da sua capacidade de amar os irmãos.

MENSAGEM
No versículo que antecede o texto que nos é hoje proposto como segunda leitura (um versículo que a liturgia deste domingo não apresenta), o autor da Carta coloca aos crentes uma questão muito concreta: “se alguém possuir bens deste mundo e, vendo o seu irmão com necessidade, lhe fechar o seu coração, como é que o amor de Deus pode permanecer nele?” (1 Jo 3,17). E, logo de seguida, o nosso “catequista” conclui (e é aqui que começa o nosso texto): o amor aos irmãos não é algo que se manifesta em declarações solenes de boas intenções, mas em gestos concretos de partilha e de serviço. É com atitudes concretas em favor dos irmãos que se revela a autenticidade da vivência cristã e se dá testemunho do projecto salvador de Deus (vers. 18).
Quando, efectivamente, deixamos que o amor conduza a nossa vida, podemos estar seguros de que estamos no caminho da verdade; quando temos o coração aberto ao amor, ao serviço e à partilha, podemos estar tranquilos porque estamos em comunhão com Deus. Na verdade, a nossa consciência pode acusar-nos dos erros passados e reprovar algumas das nossas opções; mas, se amarmos, sabemos que estamos perto de Deus, pois Deus é amor (vers. 19). O amor autêntico liberta-nos de todas as dúvidas e inquietações, pois dá-nos a certeza de que estamos no caminho de Deus; e se Deus “é maior do que o nosso coração e conhece tudo” (vers. 20), nada temos a recear. Viver no amor é viver em Deus e estar entregue à bondade e à misericórdia de Deus.
Com a consciência em paz, e sabendo que Deus nos aceita e nos ama (porque nós aceitamos o amor e vivemos no amor), podemos dirigir-Lhe a nossa oração com a certeza de que Ele nos escuta. Deus atende a oração daquele que cumpre os seus mandamentos (vers. 21-22).
Os dois versículos finais apenas recapitulam e resumem tudo o que atrás ficou dito… A exigência fundamental do caminho cristão é “acreditar em Jesus” e amar os irmãos (vers. 23). “Acreditar” deve ser aqui entendido no sentido de aderir à sua proposta e segui-l’O; ora, seguir Jesus é fazer da vida um dom total de amor aos irmãos. “Acreditar em Jesus” e cumprir o mandamento do amor são a mesma e única questão.
Quem guarda os mandamentos (especialmente o mandamento do amor, que tudo resume) vive em comunhão com Deus e já possui algo da natureza divina (o Espírito). É o Espírito de Deus que dá ao crente a possibilidade de produzir obras de amor (vers. 24).

ACTUALIZAÇÃO
• Na perspectiva do autor do texto que nos é hoje proposto como segunda leitura, ser cristão é “acreditar em Jesus” e “amar-nos uns aos outros como Ele nos amou”. Jesus “passou pelo mundo fazendo o bem” (Act 10,38), testemunhou o amor de Deus aos pobres e excluídos, foi ao encontro dos pecadores e sentou-Se à mesa com eles (cf. Lc 5,29-30; 19,5-7), lavou os pés aos discípulos (cf. Jo 13,1-17), assegurou a todos que “o Filho do Homem não veio para ser servido mas para servir e dar a sua vida” (Mt 20,28), deixou-Se matar para nos ensinar o amor total, morreu na cruz pedindo ao Pai perdão para os seus assassinos (cf. Lc 23,34)… Quem adere a Jesus e à sua proposta de vida, não pode escolher um outro caminho; o caminho do cristão só pode ser o caminho do amor total, do dom da própria vida, do serviço simples e humilde aos irmãos ao jeito de Jesus. O amor aos irmãos é o distintivo dos seguidores de Jesus.
• O autor da Carta observa ainda que
o amor não se vive com “conversa fiada”, mas com acções concretas em favor dos irmãos. Não chega condenar a guerra, mas é preciso ser construtor da paz; não chega fazer discursos sobre justiça social, mas é preciso realizar gestos autênticos de partilha; não chega assinar petições para defender os direitos dos explorados, mas é preciso lutar objectivamente contra as leis e sistemas que geram exploração; não chega fazer discursos contra as leis que restringem a imigração, mas é preciso acolher os irmãos estrangeiros que vêm ao nosso encontro à procura de uma vida melhor; não chega dizer mal de toda a gente que trabalha na nossa paróquia, mas é preciso um empenho sério na construção de uma comunidade cristã que dê cada vez mais testemunho do amor de Jesus…• Às vezes sentimo-nos frágeis e pecadores e, apesar do nosso esforço e da nossa vontade em acertar, sentimo-nos indignos e longe de Deus. Como é que sabemos se estamos no caminho certo? Qual é o critério para avaliarmos a força da nossa relação e da nossa proximidade com Deus? A vida de uma árvore vê-se pelos frutos… Se realizamos obras de amor, se os nossos gestos de bondade e de solidariedade transmitem alegria e esperança, se a nossa acção torna o mundo um pouco melhor, é porque estamos em comunhão com Deus e a vida de Deus circula em nós. Se a vida de Deus está em nós, ela manifesta-se, inevitavelmente, nos nossos gestos.• Muitas vezes somos testemunhas de espantosos gestos proféticos realizados por pessoas que fizeram opções religiosas diferentes das nossas ou até por parte de pessoas que assumem uma aparente atitude de indiferença face a Deus… No entanto, não tenhamos dúvidas: onde há amor, aí está Deus. O Espírito de Deus está presente até fora das fronteiras da Igreja e actua no coração de todos os homens de boa vontade. De resto, certos testemunhos de amor e de solidariedade que vemos surgir nos mais variados quadrantes constituem uma poderosa interpelação aos crentes, convidando-os a uma maior fidelidade a Jesus e ao seu projecto.
• O encontro com Jesus ressuscitado no “caminho de Damasco” constituiu, para Paulo, um momento decisivo. A partir desse encontro, Paulo tornou-se o arauto entusiasta e imparável do projecto libertador de Jesus. A perseguição dos judeus, a oposição das autoridades, a indiferença dos não crentes, a incompreensão dos irmãos na fé, os perigos dos caminhos, as incomodidades das viagens, não conseguiram desencorajá-lo e desarmar o seu testemunho. O exemplo de Paulo recorda-nos que ser cristão é dar testemunho de Jesus e do Evangelho. A experiência que fazemos de Jesus e do seu projecto libertador não pode ser calada ou guardada apenas para nós; mas tem de se tornar um anúncio libertador que, através de nós, chega a todos os nossos irmãos.
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FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=358

sábado, 5 de maio de 2012

(in)PRENSA: a minha selecção

1. Bruxelas prepara plano para estimular crescimento económico          http://expresso.sapo.pt/bruxelas-prepara-plano-para-estimular-crescimento-economico=f722351

2. Merkel e Draghi defendem pacto de crescimento para a Europa
http://expresso.sapo.pt/merkel-e-draghi-defendem-pacto-de-crescimento-para-a-europa=f721640

3. Sobreendividamento provoca redução no crescimento
http://expresso.sapo.pt/sobreendividamento-provoca-reducao-no-crescimento=f722897

4. A retaliação da França e da Holanda
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554645

5. Retirar privilégios aos poderosos
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=60414

6. Subsídios de férias e de Natal só regressam na íntegra em 2018
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=60390

7. "A minha intuição é que não haverá reposição" de subsídio de férias e de Natal
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554891

Depois disto ainda há quem acredite nisto? Ai eu acredito que sim! Que haja! Não sou de memória curta!!!
8. Governo não prevê mais medidas de austeridade
http://expresso.sapo.pt//governo-nao-preve-mais-medidas-de-austeridade=f722542

9. José Mattoso: o "governo do povo" favorece quem já tem o poder                           
http://www.publico.pt/Política/jose-mattoso-o-governo-do-povo-favorece-quem-ja-tem-o-poder-1544054?all=1

10. Chineses podem não pagar o valor acordado na compra da EDP
http://expresso.sapo.pt/chineses-podem-nao-pagar-o-valor-acordado-na-compra-da-edp=f722490

11. Marinho Pinto "agarrou na espingarda, virou-a ao contrário, apontou-a à testa e disparou"
http://expresso.sapo.pt/marinho-pinto-agarrou-na-espingarda-virou-a-ao-contrario-apontou-a-a-testa-e-disparou=f722692

12. Corrida ao ouro coloca Portugal no mapa         
http://expresso.sapo.pt/corrida-ao-ouro-coloca-portugal-no-mapa=f721661

13. Reservas de ouro do Banco de Portugal já valem 15 mil milhões
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=60636

14. Banco angolano ficou com o melhor do antigo BPN
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2454334

15. Audições ao BPN adiadas por excesso de documentação
http://expresso.sapo.pt/audicoes-ao-bpn-adiadas-por-excesso-de-documentacao=f722967

16. Estado fica com 300 milhões de dívida da SLN
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2454324

17. Bruxelas avisa que vai ficar de olho no BIC
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2454319

18. BE e PCP disparam acusações sobre Pingo Doce
http://expresso.sapo.pt/be-e-pcp-disparam-acusacoes-sobre-pingo-doce=f722904

19. Todos ao 1.º de maio do Pingo Doce!
http://expresso.sapo.pt/todos-ao-1-de-maio-do-pingo-doce=f722775
20. A luta continua

21. Pingo Amargo
http://expresso.sapo.pt/pingo-amargo=f722791

22. Sim, é chato, mas há boas notícias sobre Portugal
http://expresso.sapo.pt/sim-e-chato-mas-ha-boas-noticias-sobre-portugal=f722402

23. A terra prometida do Profeta Passos Coelho 
http://expresso.sapo.pt/a-terra-prometida-do-profeta-passos-coelho=f722806

24. Será que António Borges está a defender os interesses do Estado?         
http://expresso.sapo.pt/sera-que-antonio-borges-esta-a-defender-os-interesses-do-estado=f723155

25. Benfica bicampeão europeu foi há 50 anos
http://expresso.sapo.pt/benfica-bicampeao-europeu-foi-ha-50-anos=f722874

26. Dívidas aos bancos: uma proposta modesta  
http://expresso.sapo.pt/dividas-aos-bancos-uma-proposta-modesta=f722870

27. Uma evidente fraude
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554831

28. Veja todas as imagens do World Press Cartoon 2012
http://expresso.sapo.pt/veja-todas-as-imagens-do-world-press-cartoon-2012=f723663

sexta-feira, 4 de maio de 2012

MÚSICA PORTUGUESA

E viva o Tony Carreira&Cia!!!
Fausto versus Tony Carreira. Qualquer semelhança é mera coincidência ou pura ignorância.
- "Gostos não se discutem"!
- Pois claro! Só que há mau gosto e bom gosto. Ora quer um, quer outro, educam-se.
- Então, se "Gostos não se discutem", eduquem-se, pá!!!
- Pá ou porra?
- Conforme o gosto!
- Gosto ou educação?
- Nem uma coisa nem outra. Cultura!
- Qual a diferença?
- Ora essa, enquanto a educação ensina e realça os valores da cultura, a cultura mostra que não se pode obtê-la sem uma boa educação!
- Oh, mas essa não interessa pr'ós mercados e tanto não interessa que passou de "cavalo para burro", isto é, de ministério para secretaria de estado. Ah, então é por isso que um, o Tony, é filho e o outro enteado.
- Ora aí está!
- Já percebi. Eureka!
- Vai sendo tempo, pá!!!





quinta-feira, 3 de maio de 2012

Só nós os "Três" é que sabemos (5/13)...

...o quanto cantamos bem!Já lá vai uma vintena de anos, no Casino do Estoril e no virar de mais uma década (Passagem de Ano 1989/1990), as décadas perdidas, é verdade, sabemo-lo agora, o quanto fomos toureados e de que maneira - «Inês é tarde»!




quarta-feira, 2 de maio de 2012

PORTUGAL estado de direito (?): 1º de Maio (continuação)

«Nação valente e imortal»

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade. O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles. Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.
As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar. Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

António Lobo Antunes
in Revista Visão
05.04.2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

1º de MAIO: continuar ABRIL

http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&id=11483&fd=0












A ANJINHA DA CANTAREIRA

pelo Pe. Rui Osório

O boxeador peruano Alberto Rossel, conhecido por Chiquito, por ser de baixa estatura, é o actual campeão mundial da categoria “minimosca”, reconhecido pela Associação Mundial de Boxe. Receberá os “laureles desportivos” (louros desportivos), a maior honra que o Governo peruano concede aos campeões. Esta distinção também está reservada para dirigentes desportivos.
Não gosto do boxe nem admiro os praticantes, sejam da categoria dos pesos pesados seja dos moscas. Mas admiro o gesto do Chiquito. Depois de conquistar o título mundial, dedicou-o à sua pequena filha, Susan, que sofre da Síndrome de Down.
Chama-lhe, carinhosamente, o seu “angelito del Cielo” (anjinho do Céu) que Deus lhe mandou e que lhe dáf orça para continuar a lutar para ser campeão, como sempre desejou e conseguiu.
Um homem assim com tanta ternura, que confessa dar à sua filha todo o amor, tem de ser boa pessoa. Até esqueço que anda nos ringues aos murros para levar ao tapete os adversários.
Pelas igrejas do Porto onde tenho celebrado eucaristias, encontrei, ao longo de tantos anos, várias crianças, jovens e adultos com “Trissomia 21” (Síndrome de Down). Tenho conseguido receber deles mais afeição do que aquela que lhes dou. São bem mais afectivos do que eu. E o seu sorriso é um dom de Deus.
Agora quem prende a minha atenção é uma menina que já tem idade de mulher adulta.
Reza comigo todos os dias à tarde, na Igreja de S. João Baptista da Foz do Douro.
Ninguém reza melhor do que ela, como ninguém canta como ela com tanta alma. Não lhe percebo uma palavra nas rezas e nos cânticos, mas delicio-me a ouvi-la, com tanto ou mais respeito que guardo numa sala de concertos. Quando falta na hora de oração, Deus me perdoe, nem me apetece rezar.
A mãe da Sãozinha – assim se chama a minha amiga mulher-menina – é já uma octogenária, de vida modesta, que a adoptou e cuida dela primorosamente. Anda tão lavada e tão cuidada. Sempre que se pendura em mim para me abraçar, pede-me que lhe cheire o perfume ou aprecie a blusa ou os sapatos novos ou qualquer bugiganga que prende nos braços.
Se lhe perguntam quem lhe deu as roupas novas, diz que foi o padre. Para ela, quem sabe dar é o padre e mais ninguém, ainda que seja ingrata para quantos, e são tantos!, gostam dela e lhe apreciam o sorriso.
Garanto que ninguém faz uma vénia tão respeitosa como a dela diante do sacrário. Se genuflectisse, talvez caísse, por KO, redonda no chão.
À tarde, diz-me a senhora sua mãe, tem sempre pressa para ir à igreja e abraçar o padre.
Gostaria tanto de ser compositor para transmitir o som que a minha Sãozinha usa para me chamar “padre” ou cantar a Nossa Senhora, com a mão no ar a dizer-lhe adeus.
Infelizmente, não sou compositor nem campeão como o Chiquito. Mas, fiquem a saber, partilho com ele a alegria de Deus me ter enviado do Céu a anjinha da Cantareira.

Fonte: VozPortucalense, 26.04.2012, última página