"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Precisamos de construir o silêncio e reencontrar a «arte de pensar»

Vivemos submersos num mundo de palavras manipuladas, esvaziadas de verdadeiro sentido, desresponsabilizadas. Num mundo de palavras exaustas, exiladas de si mesmas, inflacionadas. O próprio uso que se faz da palavra a desmente e deforma, tornando-a contraditória, ambígua e, por fim, irrelevante. Quando nos ensurdecem tantas vozes e fantasmas, perdemos a capacidade de ouvir a voz interior e de sermos nós próprios. A nossa interioridade é colonizada e tornamo-nos cada vez mais dependentes dos flashes de ideias, imagens e ruídos que se sucedem em nosso redor. Precisamos de contrariar este movimento de demissão, reencontrando uma arte de pensar; recuperando uma atenção mais crítica em relação ao que nos é servido a toda a hora; construindo espaços de distanciamento favoráveis ao silêncio e à reflexão.
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domingo, 16 de setembro de 2012

Então eu, DITO&FEITO, estou no bom caminho

Os católicos têm de ser mais interventivos no espaço público, afirmou a antiga deputada Zita Seabra no Simpósio do Clero que decorre em Fátima até sexta-feira, com mais de 440 inscritos. A Igreja não deve ficar «fechada sobre si própria, apenas a falar de fé aos que já a têm. Deve vir ao átrio, discutir com quem não tem fé e suscitar a discussão destas questões que são verdadeiramente as questões importantes», frisou.
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PALAVRA de DOMINGO: há que contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!!!

EVANGELHOMc 8,27-35
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Jesus partiu com os seus discípulos
para as povoações de Cesareia de Filipe.
No caminho, fez-lhes esta pergunta:
«Quem dizem os homens que Eu sou?»
Eles responderam:
«Uns dizem João Baptista; outros, Elias;
e outros, um dos profetas».
Jesus então perguntou-lhes:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias».
Ordenou-lhes então severamente
que não falassem d’Ele a ninguém.
Depois, começou a ensinar-lhes
que o Filho do homem tinha de sofrer muito,
de ser rejeitado pelos anciãos,
pelos sumos sacerdotes e pelos escribas;
de ser morto e ressuscitar três dias depois.
E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas.
Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O.
Mas Jesus, voltando-Se e olhando para os discípulos,
repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás,
porque não compreendes as coisas de Deus,
mas só as dos homens».
E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes:
«Se alguém quiser seguir-Me,
renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á;
mas quem perder a vida, por causa de Mim e do Evangelho,
salvá-la-á».

AMBIENTE
O texto que nos é hoje proposto é um texto central no Evangelho segundo Marcos. Apresenta-nos os últimos versículos da primeira parte (cf. Mc 8,27-30) e os primeiros versículos da segunda parte (cf. Mc 8,31-35) deste Evangelho.
A primeira parte do Evangelho segundo Marcos (cf. Mc 1,14-8,30) tem como objectivo fundamental levar à descoberta de Jesus como o Messias que proclama o Reino de Deus. Ao longo de um percurso que é mais catequético do que geográfico, os leitores do Evangelho são convidados a acompanhar a revelação de Jesus, a escutar as suas palavras e o seu anúncio, a fazerem-se discípulos que aderem à sua proposta de salvação. Este percurso de descoberta do Messias que o catequista Marcos nos propõe termina, em Mc 8,29-30, com a confissão messiânica de Pedro, em Cesareia de Filipe (que é, evidentemente, a confissão que se espera de cada crente, depois de ter acompanhado o percurso de Jesus a par e passo): “Tu és o Messias”.
Depois, vem a segunda parte do Evangelho segundo Marcos (cf. Mc 8,31-16,8). Nesta segunda parte, o objectivo do catequista Marcos é explicar que Jesus, além de ser o Messias libertador, é também o “Filho de Deus”. No entanto, Jesus não veio ao mundo para cumprir um destino de triunfos e de glórias humanas, mas para oferecer a sua vida em dom de amor aos homens. Ponto alto desta “catequese” é a afirmação do centurião romano junto da cruz (que Marcos convida, implicitamente, os seus cristãos a repetir): “realmente este homem era o Filho de Deus” (Mc 15,39).
Cesareia de Filipe – o quadro geográfico onde o Evangelho de hoje nos coloca – era uma cidade situada no Norte da Galileia, perto das nascentes do rio Jordão (na zona da actual Bânias). Tinha sido construída por Herodes Filipe (filho de Herodes o Grande) no ano 2 ou 3 a.C., em honra do imperador Augusto.
MENSAGEM
O nosso texto apresenta, portanto, duas partes bem distintas. Na primeira, Pedro dá voz à comunidade dos discípulos e constata que Jesus é o Messias libertador que Israel esperava; na segunda, Jesus explica aos discípulos que a sua missão messiânica deve ser entendida à luz da cruz (isto é, como dom da vida aos homens, por amor).
A primeira parte do nosso texto (vers. 27-30) começa com Jesus a pôr uma dupla questão aos discípulos: o que é que as pessoas dizem d’Ele e o que é que os próprios discípulos pensam d’Ele?
A opinião dos “homens” vê Jesus em continuidade com o passado (“João Baptista”, “Elias”, ou “algum dos profetas”). Não captam a condição única de Jesus, a sua novidade, a sua originalidade. Reconhecem apenas que Jesus é um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão – como os profetas do Antigo Testamento… Mas não vão além disso. Na perspectiva dos “homens”, Jesus é apenas um homem bom, justo, generoso, que escutou os apelos de Deus e que Se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes d’Ele (vers. 28). É muito, mas não é o suficiente: significa que os “homens” não entenderam a novidade de Jesus, nem a profundidade do seu mistério.
A opinião dos discípulos acerca de Jesus vai muito além da opinião comum. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, resume o sentir da comunidade do Reino na expressão: “Tu és o Messias” (vers. 29). Dizer que Jesus é o “Messias” (o Cristo) significa dizer que Ele é esse libertador que Israel esperava, enviado por Deus para libertar o seu Povo e para lhe oferecer a salvação definitiva.
A resposta de Pedro estava correcta. No entanto, podia prestar-se a graves equívocos, numa altura em que o título de Messias estava conotado com esperanças político-nacionalistas. Por isso, os discípulos recebem ordens para não falarem disso a ninguém. Era preciso clarificar, depurar e completar a catequese sobre o Messias e a sua missão, para evitar perigosos equívocos. É isso que Jesus vai fazer, logo de seguida.
Na segunda parte do nosso texto (vers. 31-35), há duas questões. A primeira (vers. 31-33) é a explicação dada pelo próprio Jesus de que o seu messianismo passa pela cruz; a segunda (vers. 34-35) é uma instrução sobre o significado e as exigências de ser discípulo de Jesus.
Jesus começa, portanto, por anunciar que o seu caminho vai passar pelo sofrimento e pela morte na cruz (vers. 31-33). Não é uma previsão arriscada: depois do confronto de Jesus com os líderes judeus e depois que estes rejeitaram de forma absoluta a proposta do Reino, é evidente que o judaísmo medita a eliminação física de Jesus. Jesus tem consciência disso; no entanto, não se demite do projecto do Reino e anuncia que pretende continuar a apresentar, até ao fim, os planos do Pai.
Pedro não está de acordo com este final e opõe-se, decididamente, a que Jesus caminhe em direcção ao seu destino de cruz. A oposição de Pedro (e dos discípulos, pois Pedro continua a ser o porta-voz da comunidade) significa que a sua compreensão do mistério de Jesus ainda é muito imperfeita. Para ele, a missão do “messias, Filho de Deus” é uma missão gloriosa e vencedora; e, na lógica de Pedro – que é a lógica do mundo – a vitória não pode estar na cruz e no dom da vida.
Jesus dirige-se a Pedro com alguma dureza, pois é preciso que os discípulos corrijam a sua perspectiva de Jesus e do plano do Pai que Ele vem realizar. O plano de Deus não passa por triunfos humanos, nem por esquemas de poder e de domínio; mas o plano do Pai passa pelo dom da vida e pelo amor até às últimas consequências (de que a cruz é a expressão mais radical). Ao pedir a Jesus que não embarque nos projectos do Pai, Pedro está a repetir essas tentações que Jesus experimentou no início do seu ministério (cf. Mc 1,13); por isso, Jesus responde a Pedro: “Vai-te, Satanás”. As palavras de Pedro pretendem desviar Jesus do cumprimento dos planos do Pai; e Jesus não está disposto a transigir com qualquer proposta que O impeça de concretizar, com amor e fidelidade, os projectos de Deus.
Depois de anunciar o seu destino (que será cumprido, em obediência ao plano do Pai, no dom da própria vida em favor dos homens), Jesus convida os seus discípulos a seguir um percurso semelhante… Quem quiser ser discípulo de Jesus, tem de “renunciar a si mesmo”, “tomar a cruz” e seguir Jesus no caminho do amor, da entrega e do dom da vida.
O que é que significa, exactamente, renunciar a si mesmo? Significa renunciar ao seu egoísmo e auto-suficiência, para fazer da vida um dom a Deus e aos outros. O cristão não pode viver fechado em si próprio, preocupado apenas em concretizar os seus sonhos pessoais, os seus projectos de riqueza, de segurança, de bem estar, de domínio, de êxito, de triunfo… O cristão deve fazer da sua vida um dom generoso a Deus e aos irmãos. Só assim ele poderá ser discípulo de Jesus e integrar a comunidade do Reino.
O que é que significa “tomar a cruz” de Jesus e segui-l’O? A cruz é a expressão de um amor total, radical, que se dá até à morte. Significa a entrega da própria vida por amor. “Tomar a cruz” é ser capaz de gastar a vida – de forma total e completa – por amor a Deus e para que os irmãos sejam mais felizes.
No final desta instrução, Jesus explica aos discípulos as razões pelas quais eles devem abraçar a “lógica da cruz”. Convida-os a entender que oferecer a vida por amor não é perdê-la, mas ganhá-la. Quem é capaz de dar a vida a Deus e aos irmãos, não fracassou; mas ganhou a vida eterna, a vida verdadeira que Deus oferece a quem vive de acordo com as suas propostas (vers. 35).
ACTUALIZAÇÃO
Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus? Muitos dos nossos conterrâneos vêem em Jesus um homem bom, generoso, atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente; outros vêem em Jesus um admirável “mestre” de moral, que tinha uma proposta de vida “interessante”, mas que não conseguiu impor os seus valores; alguns vêem em Jesus um admirável condutor de massas, que acendeu a esperança nos corações das multidões carentes e órfãs, mas que passou de moda quando as multidões deixaram de se interessar pelo fenómeno; outros, ainda, vêem em Jesus um revolucionário, ingénuo e inconsequente, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre, que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos, preocupados em manter o “status quo”. Estas visões apresentam Jesus como “um homem” – embora “um homem” excepcional, que marcou a história e deixou uma recordação imorredoira. Jesus foi apenas um “homem” que deixou a sua pegada na história, como tantos outros que a história absorveu e digeriu?
• “E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a esta questão não significa papaguear lições de catequese ou tratados de teologia, mas sim interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência… Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para o seguir… Quem é Cristo para mim? Ele é o Messias libertador, que o Pai enviou ao meu encontro com uma proposta de salvação e de vida plena?
• Frente a frente o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo, no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões, se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. Na minha vida de cada dia, estas duas perspectivas confrontam-se, a par e passo… Qual é a minha escolha? Na minha perspectiva, qual destas duas propostas apresenta um caminho de felicidade seguro e duradouro?
• Jesus tornou-se um de nós para concretizar os planos do Pai e propor aos homens – através do amor, do serviço, do dom da vida – o caminho da salvação, da vida verdadeira. Neste texto (como, aliás, em muitos outros), fica claramente expressa a fidelidade radical de Jesus a esse projecto. Por isso, Ele não aceita que nada nem ninguém O afastem do caminho do dom da vida: dar ouvidos à lógica do mundo e esquecer os planos de Deus é, para Jesus, uma tentação diabólica que Ele rejeita duramente. Que significado e que lugar ocupam na minha vida os projectos de Deus? Esforço-me por descobrir a vontade de Deus a meu respeito e a respeito do mundo? Estou atento a esses “sinais dos tempos” através dos quais Deus me interpela? Sou capaz de acolher e de viver com fidelidade e radicalidade as propostas de Deus, mesmo quando elas são exigentes e vão contra os meus interesses e projectos pessoais?
Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre… Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus.
O que é “renunciar a si mesmo”? É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho, a olhar para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos, alheado das lutas e reivindicações dos outros homens; mas vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.
O que é “tomar a cruz”? É amar até às últimas consequências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado, mesmo que isso signifique enfrentar a morte, a tortura, as represálias dos poderosos
 

sábado, 15 de setembro de 2012

uma VISITA (5): Balsamão

As FÉRIAS (d)e VERÃO terminaram.
Outras férias & outros Verões aí virão. 
 
Haverá cinco umbigos do mundo. Um deles é o Monte Morais. O convento de Balsamão, dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, está diante dele, ao colo. Uma divina enfermeira, protetora de noivos, será a culpada. Cortemos, então, a respiração, subindo à esplanada e ao miradouro: a Serra de Bornes em redor, os olivais de Chacim ao fundo, as termas da Abilheira em baixo. Se for ao final da tarde, podemos ter a sorte de contemplar um pôr do sol glorioso, de vermelhos e laranjas intensos. Há alternativas, claro: no miradouro da água, o assombro é pelo menos igual ao anterior. E nos claustros apetece ficar apenas a olhar as árvores de fruto ou a cisterna apaziguadora dos sentidos. O lugar, perto de Macedo de Cavaleiros, é assim há muito. No seu diário, o principal inspirador do convento, o padre polaco Casimiro Wyszynski (1700-1755) descrevia: «Temos aqui, cercados pelos rios, campos, pomares, vinhedos, prados, oliveiras e frutas de várias espécies. E nesse monte há florestas, árvores, belos carvalhos.»
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LIVRO & LEITURA: "Christophe Lebreton - Monge mártir e mestre espiritual para os nossos dias”

«Este é um livro precioso. Escrito por uma das vozes proféticas da Igreja contemporânea, a de Henri Tessier, arcebispo emérito de Argel, debruça-se sobre o percurso espiritual de Christophe Lebreton, um dos monges mártires de Tibhirine. Três anos antes do sequestro e martírio, Christophe havia recebido um caderno de presente e há de utilizá-lo para redigir um diário espiritual. Uma obra desta natureza é uma espécie de mapa interior: dá-nos acesso à vida mais profunda, às suas questões e procuras, aos seus impasses e aos seus encontros. É uma forma de exposição discreta da própria alma. Num mundo como o nosso, prisioneiro da superfície e dos seus ruídos, constitui uma experiência verdadeiramente alternativa este mergulho no mundo silencioso que trazemos, tantas vezes adiado. Vivemos num tempo onde escasseiam os mestres da grande aventura humana. A mão sábia de Henri Tessier ajuda-nos a folhear o diário de Christophe como quem aprofunda dimensões do nosso próprio coração.» «A vida dos mártires de Tibhirine não foi dada em vão», sublinha o padre José Tolentino Mendonça no prefácio, que revelamos.
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(in)PRENSA semanal: a minha selecção

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.

José Gomes Ferreira: "Estas medidas são um erro"
http://expresso.sapo.pt/jose-gomes-ferreira-estas-medidas-sao-um-erro=f751898
Portugal a um passo de se tornar produtor de petróleo
http://expresso.sapo.pt/portugal-a-um-passo-de-se-tornar-produtor-de-petroleo=f751402
Saiba quais são as sete praias "maravilha" de Portugal
http://expresso.sapo.pt//saiba-quais-sao-as-sete-praias-maravilha-de-portugal=f752032
"É altura de dizer basta", diz D. Januário Torgal Ferreira
http://expresso.sapo.pt/e-altura-de-dizer-basta-diz-d-januario-torgal-ferreira=f752091
Empresários acreditam que medidas do Governo não vão criar emprego
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1288&did=76743
Corte de um salário vai ser permanente
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1288&did=76645
Floresta ardida até 31 de agosto é nove vezes maior do que a área de Lisboa
http://economico.sapo.pt/noticias/floresta-ardida-ate-31-de-agosto-e-nove-vezes-maior-do-que-a-area-de-lisboa_151478.html
Vídeo: "Troika deverá flexibilizar défice de 2012"
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=577619
Saberão eles o que fazem?
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=577365&pn=1
ONU contra aumento de impostos às famílias e redução às empresas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1288&did=76915
Anatomia de um assalto (I): a mentira da equidade
 http://expresso.sapo.pt//anatomia-de-um-assalto-a-mentira-da-equidade=f752132 
Anatomia de um assalto (II): a mentira do combate ao desemprego
http://expresso.sapo.pt/anatomia-de-um-assalto-ii-a-mentira-do-combate-ao-desemprego=f752184
Anatomia de um assalto (III): Estratégia de empobrecimento
http://expresso.sapo.pt//anatomia-de-um-assalto-iii-estrategia-de-empobrecimento=f752421
Anatomia de um assalto (IV): as responsabilidades da oposição
http://expresso.sapo.pt/anatomia-de-um-assalto-iv-as-responsabilidades-da-oposicao=f752856
Os 20 segundos inaceitáveis de Passos Coelho
http://expresso.sapo.pt/os-20-segundos-inaceitaveis-de-passos-coelho=f752046
António Borges: o mentor das novas medidas de austeridade
http://expresso.sapo.pt/antonio-borges-o-mentor-das-novas-medidas-de-austeridade=f752141
Comentário de Nicolau Santos
http://expresso.sapo.pt/comentario-de-nicolau-santos=f752539
"O Governo está em total descontrolo", diz Sousa Tavares
http://expresso.sapo.pt/o-governo-esta-em-total-descontrolo-diz-sousa-tavares=f752418
Estudo comprova: Governo penaliza mais quem ganha menoshttp://expresso.sapo.pt/estudo-comprova-governo-penaliza-mais-quem-ganha-menos=f752380
Burla colossal
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=577923&pn=1
Ferreira Leite apela aos deputados que travem o Orçamento
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1288&did=77175
Os 30 segundos de indignação de Helena Roseta na SIC Notícias
http://expresso.sapo.pt/os-30-segundos-de-indignacao-de-helena-roseta-na-sic-noticias=f752850
Silva Lopes acusa o Governo de dar "milhões a ganhar" a algumas empresas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1288&did=77286
“Medidas ferem princípios de equidade”
http://economico.sapo.pt/noticias/medidas-ferem-principios-de-equidade_151697.html
“É uma ideia [TSU] causadora de muitos estragos”
http://economico.sapo.pt/noticias/e-uma-ideia-tsu-causadora-de-muitos-estragos_151698.html
Bagão Félix diz que o Governo ou recua ou cai
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1288&did=77235
Governo não sabe onde cortar na despesa
http://expresso.sapo.pt/governo-nao-sabe-onde-cortar-na-despesa=f752926
Um homem só
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2771375&seccao=Jo%E3o Marcelino&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=2






 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

REFLEXÃO & ATENÇÃO sempre: Uma crise com lições muito urgentes

Sendo impossível travar a tendência que conduz aos desastres, devemos pensar que as grandes transformações começam com uma inovação, uma nova mensagem marginal, modesta, tantas vezes invisível… Será preciso, no fundo, ao mesmo tempo, mundializar e desmundializar, crescer e decrescer, desenvolver e envolver, conservar e transformar. As reformas políticas, económicas, educativas ou da vida, só por si, estarão votadas à insuficiência e ao fracasso. Edgar Morin chama-nos, por isso, a atenção para a compreensão da complexidade. A evolução das ciências sociais e humanas obriga a entendermos a atual crise como uma via de repensamento – não apenas das circunstâncias económicas e financeiras, mas também das implicações sociais e axiológicas. Alguém perguntava: será possível regressarmos às ilusões de há uma ou duas décadas? A resposta é claramente negativa, e se tal acontecesse seria muito grave, pois significaria que continuaríamos a partir do pressuposto de que é indiferente viver-se em qualquer uma das fases do ciclo: a criação e a especulação. Só o reencontro com a inovação e a criatividade permitirá ultrapassar a presente situação.
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CINEMA: "Uma vida melhor"

Nomeado para o grande prémio do Festival Internacional de Cinema de Tóquio, “Uma Vida Melhor” poderia ser a história de muitos casais que, levados por um facilitismo e idealismo consumista que perdurou até há poucos anos vivem hoje o drama do endividamento. Sem escusar a responsabilidade dos endividados, o filme explora as teias que se tecem dentro e fora da lei em torno da situação fragilizada dos que se deixaram atrair pelas facilidades, incluindo a hipocrisia das instituições financeiras e o desenvolvimento de uma verdadeira máfia que vive da exploração dos mais fracos.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ESPIRITUALIDADE: Viver no aberto de Deus e do mundo (IV)

Mesmo no aberto precisamos de um centro. O «pleno vento» não é o nada nem o ninguém. Os labirintos que na Idade Média se construíam no interior das igrejas são a imagem do nosso quotidiano. Podemos bater em muros que nos conduzem a lugar nenhum mas sabemos que estamos chamados à centralidade.
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CINEMA: Olhares sobre o padre no cinema

Desde os primórdios do cinema, criadores da sétima arte têm demonstrado interesse em explorar temas de natureza espiritual, designadamente de aprofundamento do sagrado, procurando cumprir o impulso que a natureza do cinema confere à capacidade humana de transcender o terreno. Mais ou menos inspirados pela literatura e pela história, desde os primórdios do cinema encontramos obras de grandes criadores que se empenham quer em fazer eco de grandes escritores e grandes obras literárias, quer, por seu moto próprio em criar as suas próprias abordagens a temas de natureza espiritual, independentemente da sua natureza religiosa ou catequética. Conheça os filmes apresentados por Margarida Ataíde, do Grupo de Cinema do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, no Simpósio do Clero que decorre em Fátima.
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