"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sábado, 10 de abril de 2021

inPRENSA semanal (03-04 a 09-04-2021): a minha selecção!

 Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.




Há um país em África que vacina mais depressa do que quase todos os da União Europeia
“Projeto de vaidade”. Estátua de Greta Thunberg causa indignação numa universidade britânica
A lei suprema
A declaração de guerra palaciana Costa vs Marcelo
Forças governamentais controlam "completamente" a vila de Palma
Tentativa de golpe de Estado na Jordânia. Meio-irmão do rei envolvido
UE manifesta preocupação com movimento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia
Papa. “É escandaloso que em plena pandemia não cessem as guerras”
Paul Simon vende catálogo com seis décadas de música à Sony
Esplanadas, ginásios e escolas. O que reabre esta segunda-feira
Marques Mendes revela que ritmo de transmissão já está no amarelo
Sócrates confiante no “historial” de Ivo Rosa. Operação Marquês pode arrastar-se por mais 15 anos
Síndrome de Lázaro: os estranhos casos de vida após a morte
Covid-19. R(t) 1 “não é fator de preocupação” se os internamentos não aumentarem
Responsável da EMA confirma ligação entre vacina da Astrazeneca e tromboses
Satélite mostra bases militares russas no Ártico. Nova arma produz “tsunamis radioativos”
Prova escondida num cofre. Sócrates com “herança” de 34 milhões na Suíça
O síndroma da loucura política (e uma resposta à desonestidade de Louçã)
As crises europeias
Mundo tem mais 660 multimilionários. Amorim é o único representante de Portugal na lista da Forbes
China realiza exercícios com porta-aviões perto de Taiwan
Morreu o teólogo Hans Künghttps://rr.sapo.pt/noticia/233445/morreu_o_teologo_hans_kung
Papa reza por quem enfrenta ditaduras e regimes autoritários
A volta ao mundo dos deserdados, por Francisco: Das vacinas que não chegam às guerras que não acabam, de Cabo Delgado à Birmânia
“CoroNaspresso”. Cientistas inventam teste à covid-19 caseiro usando cápsulas de café
Michio Kaku: Encontraremos vida alienígena em breve (mas contactá-la é uma “ideia terrível”)
Morreu Jorge Coelho. De ministro a comentador e construtor de líderes socialistas
Operação Marquês: Cronologia do "31" de José Sócrates
Interactivo. A teia de Sócrates
Um polvo com muitos tentáculos. O que está em causa na acusação da Operação Marquês
De Sócrates a Salgado. Quem é acusado e do quê na Operação Marquês?
Monge condenado a dois anos de cadeia na Turquia por praticar caridade cristã
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Especialista do Hospital de São João “bombardeada” com perguntas sobre AstraZeneca
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Morte, prisão ou igreja. Como os traficantes de droga que se tornaram evangélicos estão a salvar criminosos
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A UE e a Turquia
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sexta-feira, 9 de abril de 2021

LIVRO&LEITURA: O sofrimento de Deus - Uma leitura sistemática a partir do Evangelho de São João

O surto desta pandemia – a Covid-19 – recordou-nos que a fé cristã não é um antídoto contra a experiência do sofrimento, estando, por isso, permanentemente solicitada a pensar o fenómeno do sofrimento. Aí, nesse balbuciar diante do mistério, imerge a inquietante pergunta: Quem é o Deus no qual se baseia a minha fé e como é que Ele se relaciona com a história? O grito do ser humano não é somente legítimo como também coincide com o próprio clamor de Deus, mas também possibilita a Deus manifestar-se absolutamente como é: Aquele que se opõe ao sofrimento. Assim sendo, o fenómeno do sofrimento não poderá ser nunca mais uma objeção contra Deus, porque Ele mesmo se converteu em objeção contra esse acutilante fenómeno. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

LIVRO&LEITURA: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”

Vinte e sete de março de dois mil e vinte. Numa Praça de S. Pedro deserta, o papa Francisco recolhia em torno a si, para um momento extraordinário de oração, o mundo inteiro devastado pela pandemia. Imagens poderosas e dramáticas que chegaram a milhões de pessoas através da televisão, telemóveis e computadores. No aniversário daquele “abraço”, o Dicastério para as Comunicações do Vaticano organizou um livro que volta a percorrer as etapas de um percurso marcado por lutas e sofrimentos, mas também pela solidariedade e esperança: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”. As páginas do volume recolhem as imagens mais sugestivas daquele fim de tarde, bem como uma seleção das orações, homilias e mensagens com as quais o papa apontou o caminho para enfrentar os sofrimentos e olhar para o futuro com um espírito de fraternidade e partilha. Leia um excerto AQUI.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Se este é um homem ...

 ... Gostaria, se disso for capaz, de procurar exprimir que significado pode ter para todos, inclusive para os não-cristãos, esta memória de acontecimentos ocorridos há cerca de dois mil anos. Para saber mais, clicar AQUI enquanto que AQUI "Uma imagem “sagrada” em tempo de pandemia". " ... a substância é a mesma. O valor é igualmente universal..." Isto e muito mais AQUI

terça-feira, 6 de abril de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Religião e ciência: Duplo olhar, a mesma seriedade

A diferença de domínios significa que a ciência e a religião colocam questões diferentes sobre a realidade: no primeiro caso como acontecem as coisas; no segundo se há significado, objetivo e valor no que acontece – questões que a ciência tende a excluir do seu discurso. Ciência e religião, portanto, completam-se mutuamente, mais do que serem rivais sobre o mesmo terreno. Para uma compreensão plena precisamos de ambos os modos de intuição. Agrada-me dizer que a minha visão do mundo tem “dois olhos”: através da perspetiva da ciência e da religião. Uma visão binocular que me torna capaz de olhar para além daquilo que veria apenas com um olho. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

MISICOTERAPIA: Em 2016 nos teus 75 anos...

 ... assim AQUI celebrados, Oh! Joan Baez, sempre linda, cada vez mais bonita. "Blowin' In The Wind/Time", com 80 anos, AQUI como então, Forever Young.

Oh! Paul Simon "thanks you very much". E que dizer de Simon&Garfunkel? Saudades, saudades, saudades são mais que muitas!

domingo, 4 de abril de 2021

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, proféticaAQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesialAQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontroAQUI
5Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
108 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do Domingo de Páscoa - Ano B
A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.
A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que "passou pelo mundo fazendo o bem" e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este "caminho" a todos os homens.
O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).
A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).
EVANGELHO - Jo 20,1-9
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro
e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro
e com o discípulo predilecto de Jesus
e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro
e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo
e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos,
mas o outro discípulo antecipou-se,
correndo mais depressa do que Pedro,
e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro
e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo
que chegara primeiro ao sepulcro:
viu e acreditou.
Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura,
segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
AMBIENTE
O Quarto Evangelho (cf. Jo 4,1-19,42) apresenta duas partes. Na primeira, João descreve a actividade criadora e vivificadora do Messias, no sentido de dar vida e de criar um Homem Novo - um homem livre da escravidão do egoísmo, do pecado e da morte (para João, o último passo dessa actividade destinada a fazer surgir o Homem Novo foi, precisamente, a morte na cruz: aí, Jesus apresentou a última e definitiva lição - a lição do amor total, que não guarda nada para si, mas faz da vida um dom radical ao Pai e aos irmãos). Na segunda parte do Evangelho (cf. Jo 20,1-31), João apresenta o resultado da acção de Jesus e mostra essa comunidade de Homens Novos, recriados e vivificados por Jesus, que com Ele aprenderam a amar com radicalidade e a quem Jesus abriu as portas da vida definitiva. Trata-se dessa comunidade de homens e mulheres que se converteram e aderiram a Jesus e que, em cada dia - mesmo diante do sepulcro vazio - são convidados a manifestar a sua fé n'Ele.
A cena situa-nos na manhã do domingo de Páscoa, em Jerusalém. João descreve a reacção dos discípulos diante da descoberta do sepulcro vazio.
MENSAGEM
O texto começa com uma indicação aparentemente cronológica, mas que deve ser entendida, sobretudo, em chave teológica: "no primeiro dia da semana". Significa que aqui começou um novo ciclo - o da nova criação, o da libertação definitiva. Este é o "primeiro dia" de um novo tempo e de uma nova realidade - o tempo do Homem Novo, que nasceu a partir da acção criadora e vivificadora de Jesus.
A primeira personagem em cena é Maria Madalena: ela é a primeira a dirigir-se ao túmulo de Jesus, ainda o sol não tinha nascido, na manhã do "primeiro dia da semana". Maria Madalena representa, no Quarto Evangelho, a nova comunidade nascida da acção criadora e vivificadora do Messias. Inicialmente, os discípulos acreditaram que a morte tinha triunfado e pensavam que Jesus estava prisioneiro do sepulcro... A comunidade nascida de Jesus era, em consequência, uma comunidade perdida, desorientada, insegura, desamparada, que ainda não descobrira que a morte tinha sido derrotada. Por isso, procurou Jesus no túmulo, mas, diante do sepulcro vazio, tomou consciência da ressurreição e percebeu que a morte não tinha vencido Jesus.
Na sequência, João apresenta uma catequese sobre a dupla atitude dos discípulos diante do mistério da morte e da ressurreição de Jesus. Essa dupla atitude é expressa no comportamento dos dois discípulos que, na manhã da Páscoa, correram ao túmulo de Jesus: Simão Pedro e um "outro discípulo" não identificado (mas que parece ser esse "discípulo amado", apresentado no Quarto Evangelho como o modelo ideal do discípulo).
João coloca, aliás, estas duas figuras lado a lado em várias circunstâncias (na última ceia, é o "discípulo amado" que percebe quem está do lado de Jesus e quem O vai trair - cf. Jo 13,23-25; na paixão, é ele que consegue estar perto de Jesus no átrio do sumo sacerdote, enquanto Pedro O trai - cf. Jo 18,15-18.25-27; é ele que está junto da cruz quando Jesus morre - cf. Jo 19,25-27; é ele quem reconhece Jesus ressuscitado nesse vulto que aparece aos discípulos no lago de Tiberíades - cf. Jo 21,7). Nas outras vezes, o "discípulo amado" levou sempre vantagem sobre Pedro. Aqui, isso irá acontecer outra vez: o "outro discípulo" correu mais e chegou ao túmulo primeiro que Pedro (o facto de se dizer que ele não entrou logo pode querer significar a sua deferência e o seu amor, que resultam da sua sintonia com Jesus); e, depois de ver, "acreditou" (o mesmo não se diz de Pedro).
O que é que estas duas figuras de discípulo representam?
Em geral, Pedro representa, nos Evangelhos, o discípulo obstinado, para quem a morte significa fracasso e que se recusa a aceitar que a vida nova passe pela humilhação da cruz (Jo 13,6-8.36-38; 18,16.17.18.25-27; cf. Mc 8,32-33; Mt 16,22-23). Ele é, em várias situações, o discípulo que tem dificuldade em entender os valores que Jesus propõe, que raciocina de acordo com a lógica do mundo e que não entende que a vida eterna e verdadeira possa brotar da cruz. Na sua perspectiva, Jesus fracassou, pois insistiu - contra toda a lógica - em servir e em dar a vida. Para ele, a doação e a entrega não podem conduzir à vitória, mas sim à derrota; portanto, Jesus morreu e o caso está encerrado. A eventual ressurreição de Jesus é, pois, uma hipótese absurda e sem sentido.
Ao contrário, o "outro discípulo" - o "discípulo amado" - é aquele que está sempre próximo de Jesus, que se identifica com Jesus, que adere incondicionalmente aos valores de Jesus, que ama Jesus. Nessa comunhão e intimidade com Jesus, ele aprendeu e interiorizou a lógica de Jesus e percebeu que a doação e a entrega são um caminho de vida. Para ele, faz todo o sentido que Jesus tenha ressuscitado ("viu e acreditou" - vers. 8), pois a vitória sobre a morte é o resultado lógico do dom da vida, do amor até ao extremo.
Esse "outro discípulo" é, portanto, a imagem do discípulo ideal, que está em sintonia total com Jesus, que percebe e aceita os valores de Jesus, que está disposto a embarcar com Jesus na lógica do amor e do dom da vida, que corre ao encontro de Jesus com um total empenho, que compreende os sinais da ressurreição e que descobre (porque o amor leva à descoberta) que Jesus está vivo. Ele é o paradigma do Homem Novo, do homem recriado por Jesus.
ACTUALIZAÇÃO
• Também aqui - como em várias outras passagens do Evangelho - Pedro desempenha um papel estranho e infeliz: é o papel de um discípulo que continua a não sintonizar com Jesus e com a sua lógica. No entanto, não podemos ser demasiado duros com Pedro: ele é, apenas, o paradigma de uma figura de discípulo que conhecemos bem: o discípulo que tem dificuldade em perceber Jesus e os seus valores, pois está habituado a funcionar de acordo com outros valores e padrões - os valores e padrões dos homens. A lógica humana ensina-nos que o amor partilhado até à morte, o serviço simples e sem pretensões, a doação e a entrega da vida, só conduzem ao fracasso e não são um caminho sólido e consistente para chegar ao êxito, ao triunfo, à glória; da cruz, do amor radical, da doação de si, não pode resultar realização, felicidade, vida plena, êxito profissional ou social. Como nos situamos face a esta lógica?
• O "discípulo predilecto" de que fala o texto é o discípulo que vive em comunhão com Jesus, que se identifica com Jesus e com os seus valores, que interiorizou e absorveu a lógica da entrega incondicional, do dom da vida, do amor total. Modelo do verdadeiro discípulo, ele convida-nos à identificação com Jesus, à escuta atenta e comprometida dos valores de Jesus, ao seguimento de Jesus. Propõe-nos uma renúncia firme a esquemas de egoísmo, de injustiça, de orgulho, de prepotência e a realizar gestos que sejam sinais do amor, da bondade, da misericórdia e da ternura de Deus.
• A ressurreição de Jesus prova, precisamente, que a vida plena, a vida total, a transfiguração total da nossa realidade finita e das nossas capacidades limitadas, passa pelo amor que se dá, com radicalidade, até às últimas consequências. Garante-nos que a vida gasta a amar não é perdida nem fracassada, mas é o caminho para a vida plena e verdadeira, para a felicidade sem fim. Temos consciência disso? É nessa direcção que conduzimos a caminhada da nossa vida?
• Pela fé, pela esperança, pelo seguimento de Cristo e pelos sacramentos, a semente da ressurreição (o próprio Jesus) é depositada na realidade do homem/corpo. Revestidos de Cristo, somos nova criatura: estamos, portanto, a ressuscitar, até atingirmos a plenitude, a maturação plena, a vida total (quando ultrapassarmos a barreira da morte física). Aqui começa, pois, a nova humanidade.
A figura de Pedro pode também representar, aqui, essa velha prudência dos responsáveis institucionais da Igreja, que os impede de ir à frente da caminhada do Povo de Deus, de arriscar, de aceitar os desafios, de aderir ao novo, ao desconcertante, ao incompreensível. O Evangelho de hoje sugere que é, precisamente nesse novo, desconcertante, incompreensível à luz da lógica humana que, tantas vezes, se revela o mistério de Deus e se encontram ecos de ressurreição e de vida nova.
BILHETE DE EVANGELHO.
Demos a morte àquele que, com um olhar, dava dignidade aos feridos da vida, então Maria Madalena reconhece-O quando Ele a chama pelo seu nome. Demos a morte àquele que tinha falado do amor como de um dom, então Tomé reconhece-O nas suas feridas, provas do dom da sua vida. Demos a morte àquele que tinha declarado "felizes os construtores de paz", então os discípulos reconhecem-n'O na sua saudação: "A paz esteja convosco!" Demos a morte àquele que tinha partilhado o pão, então dois dos seus discípulos reconhecem-n'O no gesto da fracção do pão a caminho de Emaús. A morte não teve a última palavra. Doravante, quem terá a última palavra é a Vida, o Amor, a Paz, a Fé. Tal é na nossa esperança.
À ESCUTA DA PALAVRA.
"Ele viu e acreditou". O discípulo que Jesus amava viu aquilo que Simão Pedro via: um túmulo vazio, com as ligaduras e o sudário... Mas João crê. Porquê esta diferença na atitude dos dois discípulos? O amor de Pedro por Jesus era grande. Mas com a tríplice negação, o seu amor tinha necessidade de ser confirmado, purificado, perdoado. João, ele, o único entre os apóstolos, ficou até ao fim. Deixou-se invadir por um amor sem falhas. Na última Ceia, tinha sentido bater mais perto o coração do Senhor. Diante do túmulo vazio, ele sabe que se trata de algo de infinitamente mais misterioso, mais decisivo. Muitos homens não tiveram fé no testemunho dos apóstolos. É este amor que nos faz ver para lá das aparências e que queimava o coração de João. "Para vós, pergunta-nos sempre Jesus, quem sou Eu?"
PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Falar verdade... Uma maneira simples de testemunhar a nossa fé na ressurreição de Cristo no "primeiro dia da semana" seria, para nós cristãos, não falar mais de fim da semana! Porque, evidentemente, o domingo não é o fim da semana, mas o seu começo. O domingo é o primeiro dia, o dia do Senhor.
e/ou no vídeo AQUI.

Staba Mater Dolorosa - Canto Gregoriano (legendado) AQUI.

Ressurreição: O sentido da esperança
O maior milagre da ação de Cristo, renovando o sentido profundo do ato fundador de todo o ser, é o seu indefetível amor. Este milagre contínuo é o paradigma de ação para o comum humano: se não se pode pedir a um vulgar ser humano que cure um leproso, já que ame, pode pedir-se-lhe, pois tal está perfeitamente ao seu alcance. É segundo o contínuo milagre do amor que a ação humanamente santa, a que se pode chamar imitação (não «macaqueação») de Cristo, se assemelha em essência e substância à ação de Cristo: cada ato de amor é, no ser humano e em Deus, um ato de criação, de criação de possibilidade de ser, como foi, num outro nível, mas sem distinção qualitativa, o ato de criação, primeiro, do mundo. Para saber mais clicar AQUI.

«Este é o dia [...] que o Senhor fez, cantemos e alegremo-nos nele!» (Sl 118, 24)
Que bela é a festa de Páscoa! E que bela é esta assembleia! Este dia tem tantos mistérios, antigos e novos! Nesta semana de festa, ou antes, de alegria em toda a Terra, os homens rejubilam e até as forças celestes se juntam a nós para celebrar com alegria a ressurreição do Senhor. Exultam os anjos e os arcanjos, que esperam que o Rei dos Céus, Cristo nosso Deus, regresse da Terra, já vencedor; exultam os coros dos anjos, que aclamam a Cristo, elevado «das entranhas da madrugada, como o orvalho» (Sl 110,3). A Terra exulta, lavada com o sangue de Deus; o mar exulta, honrado com os passos do Senhor. Exultem também os homens, renascido da água e do Espírito Santo; exulte o primeiro homem, Adão, liberto da antiga maldição. [...]
Para além de instaurar este dia de festa, a ressurreição de Cristo trocou o sofrimento pela salvação, a morte pela imortalidade, as feridas pela cura, o fracasso pela ressurreição. Outrora, o mistério da Páscoa realizou-se no Egito segundo os ritos indicados pela Lei; mas o sacrifício do cordeiro era apenas um sinal, e hoje celebramos, segundo o Evangelho, uma Páscoa espiritual, que é o dia da ressurreição. Naquele tempo, foi imolado um cordeiro do rebanho [...]; agora, é Cristo em pessoa que Se oferece como cordeiro de Deus. Dantes, era um animal do aprisco; agora já não é um cordeiro, mas o próprio Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas (cf Jo 10,11). [...] O povo hebreu atravessou o mar Vermelho e entoou um hino de vitória em honra do seu Defensor: «Cantarei ao Senhor, pois Ele grande» (Ex 15,1); nos nossos dias, os que foram julgados dignos de receber o batismo cantam em seu coração um hino da vitória: «Só vós sois o santo, só vós o Senhor, só Vós o altíssimo Jesus Cristo [...] na glória de Deus Pai, ámen». «O Senhor é Rei, vestido de majestade», aclama o profeta (Sl 93,1). O povo hebreu atravessou o mar Vermelho e comeu o maná no deserto; nós, saindo da fonte batismal, comemos o pão descido do Céu (cf Jo 6,51).
Proclo de Constantinopla (c. 390-446)
bispo
Sermão 14; PG 65, 796

sábado, 3 de abril de 2021

inPRENSA semanal (27 a 2 -04-2021): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.   


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“Imoral”. Novo Banco pediu mais dinheiro, mas Ramalho promete que é o “fim” (ou não) e lucros para 2021
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Inteligência artificial vai ajudar Justiça a resumir sentenças (e a explicá-las em linguagem comum)
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Macau não é Hong Kong
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Relatório da OMS na China: a política cortou o caminho à ciência? “As ditaduras têm horror à palavra transparência”

sexta-feira, 2 de abril de 2021

ESPIRITUALIDADE: Via-Crucis ...

... «naqueles que carregam as cruzes pesadas da perseguição, dos vários géneros de pobreza, nas feridas daqueles que nós próprios ferimos, encontramo-lo também nas nossas feridas.» AQUI e para o tempo de Covid - 19 AQUI.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Jesus: sua vida e sua história

Eis AQUI uma boa forma de conhecer, reconhecer aquele que mudou a nossa história e dividiu o nosso tempo, Jesus Cristo! e...

... também, uma forma de Lhe ser grato.