"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Miguel Cintra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Miguel Cintra. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

FILME&CINEMA: “Verdade ou Consequência?”

Chega quinta-feira aos cinemas: filme documental de Sofia Marques com Luís Miguel Cintra resulta do afeto de duas pessoas, a realizadora e o artista. Mostra Cintra, hoje com 75 anos, a contemplar o seu passado mas principalmente a caminhar para o território íntimo da casa de Lisboa ou da de Gaia, na qual ator e encenador se descobre a viver cada vez mais tempo. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

CINEMA&FILME: “O Novo Testamento de Jesus Cristo segundo João”

Estaremos sempre perante Deus, não vale a pena fingir. E grava-se, filma-se aquilo que é verdade, vale sempre a pena, se o que se passa se passa mesmo, sem batota. Aquilo que as circunstâncias nos permitiram viver. Parece tão simples como a vida. Mas depende do amor. Da capacidade de amar. De nos expormos, de não ter medo. E de gostarmos do que nos rodeia e dos que nos rodeiam. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Se este é um homem ...

 ... Gostaria, se disso for capaz, de procurar exprimir que significado pode ter para todos, inclusive para os não-cristãos, esta memória de acontecimentos ocorridos há cerca de dois mil anos. Para saber mais, clicar AQUI enquanto que AQUI "Uma imagem “sagrada” em tempo de pandemia". " ... a substância é a mesma. O valor é igualmente universal..." Isto e muito mais AQUI. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

IMPRENSA: Um oásis na ...

... sujidade em que o mundo das notícias, salvo, obviamente, raríssimas excepções - " não há regra sem excepção" - se transformou, um comércio&indústria deprimente, imunda, indecorosa, mesquinha, sórdida e torpe, em vez de um serviço sublime, elevado, pedagógico, admirável e excelso. Se não um oásis, clique-se AQUI e, já agora, AQUI. Penso, logo digo: este JTM será o sucessor do actual presidente do Pontifício Conselho para a Cultura no Vaticano Card. Gianfranco Ravasi, que é como quem diz o Ministro da Cultura do Vaticano - não tardará muito. 
Mais no Expresso Diário nº 1568, 7 de Setembro de 2019, "As Escolhas do Editor (JOSÉ CARDOSO):

"A terceira sugestão deste domingo é sobre um padre que é uma grande figura da Igreja, da sociedade e da cultura portuguesas, José Tolentino Mendonça, que o Papa acaba de nomear cardeal (o que significa que passa a participar na eleição dos futuros Papas e fica, ele próprio, habilitado a ser escolhido). Sobre Tolentino, as opiniões são unânimes. O pároco António Martins, que o substitui há um ano na capela do Rato quando ele foi chamado para dirigir os arquivos do Vaticano, considera-o “insubstituível” e diz que ele “criou um oásis na Igreja portuguesa”, onde é uma figura “única”. Disse-o à Rosa Pedroso Lima, no artigo que publicámos na edição de segunda-feira. E, na da sexta-feira, publicamos o que sobre ele dizem três dos seus paroquianos – a líder do CDS, Assunção Cristas, o ator Luís Miguel Cintra e a escritora Alice Vieira. Sobre o enquadramento da nomeação de José Tolentino Mendonça no atual momento da Igreja Católica aconselho ainda a (re)leitura da página 26 da edição semanal."

quarta-feira, 1 de março de 2017

ESPIRITUALIDADE: Quarta-feira de Cinzas&Quaresma

Sermão de Quarta-feira de Cinzas, do P. António Vieira, por Luís Miguel Cintra (Vídeos)
«Duas coisas prega hoje a Igreja a todos os mortais, ambas grandes, ambas tristes, ambas temerosas, ambas certas. Mas uma de tal maneira certa e evidente, que não é necessário entendimento para crer; outra de tal maneira certa e dificultosa, que nenhum entendimento basta para a alcançar. Uma é presente, outra futura, mas a futura vêem-na os olhos, a presente não a alcança o entendimento. E que duas coisas enigmáticas são estas? Pulvis es, tu in pulverem reverteris: Sois pó, e em pó vos haveis de converter. Sois pó, é a presente; em pó vos haveis de converter, é a futura.». Para saber mais, clicar AQUI. 
Quaresma, tempo para dizer não, para pensar, para voltar a respirar
«A Quaresma é o tempo de dizer não; não à asfixia duma oração que nos tranquilize a consciência, duma esmola que nos deixe satisfeitos, dum jejum que nos faça sentir bem. A Quaresma é o tempo de dizer não à asfixia que nasce de intimismos que excluem, que querem chegar a Deus esquivando-se das chagas de Cristo presentes nas chagas dos seus irmãos: espiritualidades que reduzem a fé a culturas de gueto e exclusão.». Para saber mais, clicar AQUI.
Quaresma, tempo de esperança
«A Quaresma é «sinal sacramental da nossa conversão», quem faz a estrada da Quaresma está sempre na estrada da conversão, do nosso caminho da escravidão à liberdade, sempre a renovar. Um caminho certamente exigente, como é justo que seja, pois o amor é exigente, mas um caminho repleto de esperança. Aliás, direi mais: o êxodo quaresmal é o caminho em que a própria esperança se forma.». Para saber mais, clicar AQUI.
Para onde aponta a bússola cristã? Rejeitar ideologias, abraçar o «Deus concreto», dar a vida
«Esta é a realidade de Deus, Deus feito Cristo, Deus feito carne, e este é o fundamento das obras de misericórdia. As chagas dos nossos irmãos são as chagas de Cristo, são as chagas de Deus, porque Deus se fez Cristo», declarou o papa Francisco, acrescentando: «Não podemos viver a Quaresma sem esta realidade. Devemo-nos converter não a um Deus abstrato, mas ao Deus concreto que se fez Cristo». para saber mais, clicar AQUI. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

EFEMÉRIDE/EVOCAÇÃO/COMEMORAÇÃO: NATAL

Para que serve o Natal?
Lembro-me de uma missa na catedral de S. João, há dois anos, onde renunciei à minha cruz para levar um bebé, Madeleine, que ainda não tinha 15 dias. Coloquei-o num presépio vivo. Que mistério a vinda de Deus! Ele tomou a forma de um pequenino, como a criança que levava nos meus braços, com uma imensa alegria.
http://www.snpcultura.org/para_que_serve_o_natal.html
Porquê dar presentes no Natal?
Saber oferecer, mas também saber receber. Num presente, tudo conta, cada um tem a sua linguagem. Algumas pessoas não gostam de os aceitar. E há toda uma arte de os receber: não esperar demasiado deles, deixá-los falar, deixá-los dizer o amor de que são portadores.
http://www.snpcultura.org/porque_dar_presentes_no_natal.html
O espírito do Natal
Numa tira de banda desenhada publicada recentemente, uma criança contava a uma amiga que, para este Natal, tinha pedido aos seus pais que não lhe oferecessem presentes, mas antes “espírito natalício”, e que eles tinham ficado desconcertados, sem entender nem saber o que fazer. A mensagem pareceu-me muito acutilante, e certamente coloca-nos a pergunta: o que é o espírito natalício? Dá a impressão de que para responder haveria que fazer uma corrida de obstáculos através de muitos impedimentos, entre outros os que nos impõe o acelerado consumismo de fim de ano.
Ler mais em:
Para não andarmos à procura de um Deus que afinal está no meio de nós
O Natal tem dois mil anos acumulados de narrativas, expressões, culturas, adulterações, aproveitamentos. E apetece-nos, por vezes, rejeitar os adereços que cruzam pensares, dizeres e interesses alheios ao sobrenatural. Mas é nosso dever tentar, até à exaustão, descobrir os ritos que o mundo de hoje, muito fragmentariamente, oferece de simplicidade, beleza, solidariedade, compaixão, reconciliação, encontro de família, gestos de ternura, a que só falta um nome que aos cristãos compete explicitar: Jesus.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/para_nao_andarmos_a_procura_de_um_Deus_que_esta_entre_nos.html
O presépio do mosteiro
Mas porque está tão pesada a caixa… com uma figura tão pequena? Lembrou-se de que aquele menino pequeno a tinha carregado tantas vezes ao colo, aos ombros, e de tantas outras maneiras, que certamente esse peso tinha passado para a figura frágil daquele menino de barro… e sorriu baixinho. E lembrou-se igualmente de que aquele menino não tinha carregado somente o peso da sua vida, da sua alma, das suas desventuras, mas também o das outras irmãs… de todas as do mosteiro que faziam comunidade com ela… e de todas as que já tinham passado por lá… e de todas as que um dia lhe tinham entregue a sua vida e o desejo de se consagrarem a Ele… e de repente, a caixa com o menino Jesus ficou mais leve, e o coração também.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/o_presepio_do_mosteiro.html
«O que me espanta, diz Deus, é a esperança. E disso não me canso»
«A pequena esperança caminha entre as suas irmãs mais velhas/ e não lhe é dada a devida atenção./ No caminho da salvação, no caminho da carne,/ no caminho pedregoso da salvação, na estrada interminável,/ nessa estrada entre as suas duas irmãs,/ caminha a pequena esperança./ Entre as duas irmãs grandes./ Aquela que é casada, e aquela que é mãe./ E ninguém repara nela, o povo cristão só repara/ nas duas irmãs grandes./ A primeira e a última./ Que caminham com pressa./ Para o tempo presente./ No instante momentâneo que passa./ O povo cristão só vê as duas grandes irmãs./ Só olha para as duas irmãs grandes./ A da direita e a da esquerda./ E quase não repara na que caminha no meio.»
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/luis_miguel_cintra_le_charles_peguy_1.html
A esperança «agarra no homem pelo coração»: Luís Miguel Cintra lê Charles Péguy (2)
«[A esperança] obriga-nos a recomeçar dezenas de vezes a mesma coisa./ Ou ir dezenas de vezes pelo mesmo caminho./ E que é normalmente o caminho da deceção./ (Terrena.)/ Mas para ela é igual. Ela é como uma criança./ Ela é uma criança./ Pouco lhe importa obrigar a gente adulta a fazer o caminho./ A sabedoria terrestre não é assunto dela./ Ela não calcula como nós calculamos./ Calcula, ou nem calcula, ela faz as contas sem se dar conta,/ tal qual uma criança./ Como alguém que tem a vida toda à sua frente./ E pouco lhe importa se nos obriga a caminhar./ Acha que somos todos iguais a ela./ Não tem em conta as nossas inquietações, os nossos trabalhos./ Limita-se a contar./ Acha que temos, como ela, a vida toda à nossa frente./ Como ela se engana! Como ela tem razão!/ Porque não temos a Vida toda à nossa frente./ A única que conta. A vida Eterna.»
http://www.snpcultura.org/luis_miguel_cintra_le_charles_peguy_2.html
Como viver o Natal em família?
Em família reservemos tempo para olhar para o ano que passou, para dar graças por esse crescimento individual, familiar e coletivo: os perdões possíveis, as reconciliações acolhidas, os medos ultrapassados, as alegrias familiares, dos amigos… e todos os projetos por concretizar.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/como_viver_o_natal_em_familia.html
Como viver o Natal de outra maneira?
Em vez de enviar os mesmos votos de Natal a todo o meu livro de endereços, posso reservar tempo para escrever uma carta personalizada a algumas pessoas que eu sei que vão passar o Natal sozinhas, ou telefonar mais demoradamente a alguém. Trata-se de apurar o meu olhar e a minha escuta.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/como_viver_o_natal_de_outra_maneira.html
Cantos tradicionais da Natividade
Este itinerário é proposto na recriação de diversos compositores e na vocalidade própria dos cantores amadores que constituem o Grupo Vocal Discantus (Coro da Sociedade 1º de Maio de Tires – Cascais).
«Visitar as diversas tradições musicais portuguesas, desenvolvidas no contexto das festas da natividade cristã, é descobrir um Natal vincadamente diferente daquele que vemos representado na cena mediática. Nas tradições portuguesas, encontramos o que se poderia apelidar de «mística do sul». Os imaginários e as narrativas centram-se na figura do Menino Jesus, na Sagrada Família, nos Pastores e nos chamados Reis Magos», escreve Alfredo Teixeira, que dirige o Grupo Vocal Discantus.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/cantos_tradicionais_da_natividade.html
Natal de Natais
Mesmo num calendário cristianizado, subsistiram muitos imaginários diferentes que, de forma plástica, se combinaram. Esses sedimentos têm agora uma difícil legibilidade nas nossas sociedades. O tempo liso do mercado parece não dar espaço à narrativa e à genealogia, achatando o espaço social da memória.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/natal_de_natais.html
Natal de Jesus no natal do papa Francisco
Onde é que vou procurar o Menino? O sinal que dá aos pastores é o de sempre. Como a eles, volta a dizer-te: procura-o num pesebre, num estábulo; o sinal é a mesma procura onde ninguém procura. Não procures entre as luzes das grandes cidades, não procures na aparência. Não procures nesses centros comerciais pagãos que se nos oferecem a cada esquina. Procura no insólito, no que te surpreende.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/natal_de_Jesus_no_natal_do_papa_francisco.html
Deus de nossa carne: Meditação sobre o Natal de Jesus
A santa caridade da boa-nova está longe da peçonha maniqueia e pagã da demonização da carne, impossível em termos cristãos, pois não há perfeito Cristo sem perfeita carne. Natal é a caridade e a caridade é o Natal, não apenas o Natal de Jesus, mas o nosso Natal de cada ato em cada ato de caridade, abençoada carne do amor.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/Deus_da_nossa_carne_meditacao_sobre_Natal.html
Para que os velhos votos de Natal sejam novos todos os dias
A vivência do Natal pode e deve ser a inteligente oportunidade para escrever um capítulo novo na história da sociedade, da vida pessoal e familiar. Esta tarefa é urgente, pois existe uma lista de intermináveis desafios a serem superados – da corrupção endémica (…), passando pelas disputas e manipulações que encobrem malfeitos e arrogâncias de todo o tipo, até a perda lamentável do encantamento e da ternura, que sustentam o respeito pelo outro, em todas as circunstâncias. Os votos de Natal produzem efeitos, particularmente, quando o coração humano os traduz em propósitos a serem verdadeiramente assumidos.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/para_que_os_velhos_votos_de_natal_se_tornem_novos_todos_os_dias.html

segunda-feira, 28 de julho de 2014

LEITURA: "Verbo: Deus como interrogação na poesia portuguesa"

A antologia de poesia "Verbo: Deus como interrogação na poesia portuguesa", com seleção de Pedro Mexia e padre José Tolentino Mendonça, vai ser apresentada esta quinta-feira, 17 de julho, em Lisboa.
A sessão, marcada para as 18h30 na Capela do Rato, conta com as intervenções do crítico literário Fernando J.B. Martinho e Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O ator e encenador Luís Miguel Cintra lerá alguns dos poemas.
Do volume publicado pela Assírio & Alvim que foi lançado no último sábado, em Famalicão, durante o encontro "Carmina 1", revelamos grande parte do texto introdutório, a que juntamos seis poemas.
Continuar a ler...
Deus como interrogação na poesia: Confirmações e surpresas numa antologia para crentes e não crentes
A revelação de poetas de quem não se suspeitava a inquietação de Deus constituiu um dos aliciantes do processo de elaboração da antologia “Verbo – Deus como interrogação na poesia portuguesa”, considera o escritor e crítico literário Pedro Mexia, um dos coorganizadores do volume. «Foi muito gratificante no trabalho que levou à publicação do livro o facto de termos incluído poetas que não eram evidentes, que não tínhamos pensado à partida, poetas que as pessoas podem estranhar estarem incluídos numa antologia com esta temática. Este foi um dos desafios e processos mais estimulantes». O vídeo que publicamos inclui excertos das intervenções de Pedro Mexia e José Tolentino Mendonça na sessão de apresentação da antologia, em Famalicão. Continuar a ler (com vídeo)… 
Luís Miguel Cintra lê poemas da antologia "Verbo: Deus como interrogação na poesia portuguesa"
Poemas de Vitorino Nemésio, Ruy Cinatti, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Echevarría, José Bento, Ruy Belo, Cristovam Pavia, Pedro Tamen, Adília Lopes. Continuar a ver (com vídeo)…
 

quarta-feira, 5 de março de 2014

ESPIRITUALIDADE: Quaresma

Quaresma, tempo para renascer
«O ser humano é uma casa de hóspedes; cada manhã, um novo recém-chegado, uma alegria, uma tristeza, uma maldade, que vem como um visitante inesperado. Diz-lhes que são bem-vindos, e recebe-os a todos, ainda se são um coro de penúrias que esvaziam a tua casa violentamente. Trata cada hóspede com todas as honras; ele pode estar a criar-te um espaço para uma nova delícia. O pensamento obscuro, a vergonha, a malícia, recebe-os à porta sorrindo e convida-os a entrar. Agradece a quem quer que venha, porque cada um foi enviado como um guia do Além.» A Quaresma não são 40 dias para tentarmos fazer rituais mais ou menos arcaicos. A Quaresma é um tempo de revitalização, um tempo para nos colocarmos as perguntas-chave que vão favorecer o renascimento do que somos. E Deus sabe como cada um de nós precisa de renascer. Por isso este é o tempo de voltar a si.
Ler mais em:
Quaresma: História e espiritualidade
A Quaresma é o tempo do ano litúrgico preparatório da Páscoa, a grande celebração da salvação operada pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na Quinta-Feira Santa, excluindo a Missa da Ceia do Senhor, que já pertence ao Tríduo Pascal. A Quaresma surgiu no séc. IV, a seguir à paz do imperador romano Constantino, quando multidões de pagãos quiseram entrar na Igreja. Duas venerandas instituições a ela estão ligadas, a penitência pública e o catecumenado, preparação para o Batismo, o primeiro dos sete sacramentos. Daí o seu duplo caráter penitencial e batismal. Haja ou não catecúmenos, os fiéis de cada comunidade são convidados a viver a Quaresma em espírito catecumenal, preparando-se para a renovação das promessas do Batismo na Vigília Pascal. Fazem esta experiência recorrendo às tradicionais práticas do jejum, da esmola e da oração, entendendo-as num sentido amplo de ascese cristã (luta contra as más inclinações, seduções mundanas e tentações, e exercício das virtudes cristãs), de caridade fraterna (pela prática das obras de misericórdia) e de intimidade com Deus (escutando a palavra de Deus e dando-se às várias formas de oração).
Ler mais em:
Da Quaresma à Páscoa
Neste tempo da Quaresma ecoa a profecia que convida insistentemente para um encontro com Deus, de todo o coração. É um processo de reconfiguração qualificada da própria vida que inclui todas as circunstâncias do tecido da sociedade. O ápice da qualificação de qualquer vida pessoal é a consistência da própria interioridade como fonte sustentadora da paixão pela verdade, o gosto pela solidariedade e a coragem de lutar pela justiça. É cultivar a honestidade na palavra dada, no respeito aos outros e, particularmente, na condução da coisa pública e do bem comum. Quem percorre o caminho quaresmal escutando a Palavra de Deus, falando menos, contemplando mais, sensibilizando-se sob o impulso da caridade fraterna, alcança uma qualificação ancorada na força de valores. Fazem a diferença no que são, onde estão e no exercício de suas responsabilidades.
Ler mais em:
O jejum que me agrada
Não se trata da partilha do que me sobra, mas daquilo que é fundamental para a manutenção da vida. O jejum, enquanto experiência sentida no corpo, toca zonas muito profundas da existência. Abre-nos, por isso, ao que pode ser o sentido mais autêntico da solidariedade. A minha carência aproxima-me do outro na sua carência. Só o homem ou a mulher pobre que existe em mim pode encontrar o outro na sua pobreza. O jejum não induz em mim uma experiência artificial, ao contrário: cria um espaço que amplia a capacidade de visão, liberta-me da irrealidade das máscaras, permitindo um encontro com a minha nudez. O que é artificial é viver na ausência de contacto com o que efetivamente somos. O encontro com o outro, e o outro que é pobre, convoca-me para o encontro com a minha pobreza. O jejum é um instrumento possível ao serviço de um olhar mais consciente sobre nós próprios. O mesmo se pode dizer da oração, das vigílias e de outros instrumentos da arte espiritual: estão ao serviço de um despertar interior. Desbravam caminhos.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/o_jejum_que_me_agrada.html
Sermão de Quarta-feira de Cinzas do Padre António Vieira, lido por Luís Miguel Cintra
Esta é a melhor devoção e mais útil penitência, e mais agradável a Deus, que podeis fazer nesta quaresma. Tomar uma hora cada dia, em que só por só com Deus e connosco cuidemos na nossa morte e na nossa vida. E porque espero da vossa piedade e do vosso juízo que aceitareis este bom conselho, quero acabar deixando-vos quatro pontos de consideração para os quatro quartos desta hora. Primeiro: quanto tenho vivido? Segundo: como vivi? Terceiro: quanto posso viver? Quarto: como é bem que viva? Torno a dizer para que vos fique na memória: Quanto tenho vivido? Como vivi? Quanto posso viver? Como é bem que viva?
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/pedras_angulares_sermao_4a_feira_cinzas.html
Nesta Quaresma aprende a ser pobre
Se nos perguntarem «hoje, o que é que te tocou?», ficamos por vezes sem saber o que responder, porque nada nos tocou. Vivemos muita coisa mas nada nos tocou. Porquê? E somos capazes de viver assim durante dias, semanas e meses. Falta-nos a disponibilidade de entrarmos em diálogo, de sermos simples, de aprendermos como as crianças, que quando dão a mão a alguém têm o coração e o espírito livre para saborear o caminho, que para elas não é, como para nós, um corredor noturno e sonâmbulo em que só se vê uma coisa: a meta. E quem só vê a meta, não caminha. «Agradece a quem quer que venha, porque cada um foi enviado como um guia do Além.» Agradecer, agradecer, agradecer. É esta a pobreza de coração. É estar grato por aquilo que vem, que brota, que germina.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/nesta_quaresma_aprende_a_ser_pobre.html
Mensagem do Papa para a Quaresma
http://www.fundacao-ais.pt/cms/view/id/4181/
Nesta Quaresma, não deixemos que a habituação ao mal nos deixe indiferentes ao sofrimento
Uma das coisas mais desgastantes que nos pode acontecer é cair nas garras da habituação. Tanto ao bem como ao mal. Quando o marido ou a mulher se habituam ao carinho e à família, então deixa-se de valorizar, de dar graças e de cuidar delicadamente do que se tem. Quando nos acostumamos ao dom da fé, a vida cristã torna-se rotina, repetição, não dá sentido à vida, deixa de ser fermento. A habituação é um travão que aprisiona o coração. Estamos em risco! Como sociedade, habituámo-nos pouco a pouco a ouvir e a ver, através dos meios de comunicação, a crónica negra de cada dia; e o que ainda é pior, também nos habituámos a tocá-la e a senti-la à nossa volta sem que nos produza nada ou, quanto muito, um comentário superficial e descomprometido. A habituação diz-nos sedutoramente que não faz sentido tratar de mudar algo, que não podemos fazer nada frente a esta situação, que foi sempre assim e, todavia, sobrevivemos. Através da habituação deixamos de resistir, permitindo que as coisas “sejam o que são”, ou que alguns decidiram que “sejam”.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/nao_deixemos_que_habituacao_mal_nos_deixe_indiferentes_sofrimento.html

 

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

TEATRO: "Ilusão"

O Teatro da Cornucópia, em Lisboa, vai recorrer a projetos com «condições anormais de produção» para responder às «atuais condições de financiamento», começando a 20 de fevereiro com a estreia de “Ilusão”. O espetáculo para público adolescente e adulto, concebido a partir dos primeiros esboços dramáticos do poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca (1898-1936), escritos entre os seus 21 e 24 anos, mas só publicados em 1994, é protagonizado com 59 atores não profissionais. Além do encenador Luís Miguel Cintra, que também participa como ator, a peça conta com «pessoas de todas as idades, desde uma jovem de 15 anos, passando por alunos de escolas de teatro e atores em grupos amadores, até uma espetadora amiga de 81 anos».
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/ilusao_teatro_cornucopia.html

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

TEATRO: "O Estado do Bosque" é uma «peça poética», afirma Luís Miguel Cintra

Luís Miguel Cintra, encenador e codiretor do Teatro da Cornucópia, considera que “O Estado do Bosque”, de José Tolentino Mendonça, que estreia esta quinta-feira, «é, assumidamente uma peça poética». «Por vezes é mais fácil chegar às pessoas dessa maneira do que optar por uma agressividade ou com uma solidão que chega a aterrorizar», declarou em entrevista ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O texto narra a história de um grupo de pessoas que pretende atravessar o bosque, guiado por um cego que tem tantas dúvidas como os viajantes que conduz. O vídeo da conversa com o protagonista do texto inclui imagens da peça.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/o_estado_do_bosque_e_uma_peca_poetica_afirma_luis_miguel_cintra.html
http://www.snpcultura.org/o_estado_do_bosque_na_escuridao_as_palavras.html
http://www.snpcultura.org/cornucopia_agenda_sessoes_extra_o_estado_do_bosque.html

Luís Miguel Cintra explica razões para a encenação de "O Estado do Bosque", de José Tolentino Mendonça
O certo é que muitos, nos quais estou incluído, cortaram com, pelo menos, a prática religiosa, sem terem no entanto ousado dizer: eu não sou católico. E muitos pais deixaram de mandar os filhos à catequese ou até de os batizar. Mas em anos mais recentes participei de boa vontade como padrinho de um dos meus sobrinhos, o Nuno, num batizado coletivo dos netos de João Bénard da Costa, um dos conhecidos “católicos progressistas”, realizado por iniciativa sua. E, mesmo afastado da Igreja, aceitei ser padrinho da filha de uma atriz amiga, a Maria, filha da Luísa Cruz. Tomo-me como exemplo de uma geração, por enquanto ainda quase toda viva, que de outra maneira que não a católica, meditou também sobre as razões de ser da vida, que quis escolher como vivia, sim, só que em quase todos os casos não conseguiu e como grupo também não, mas que, seja como for, não foi hoje que começou a pensar.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/luis_miguel_cintra_explica_razoes_para_encenacao_de_o_estado_do_bosque.html

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ESPIRITUALIDADE: QUARTA-FEIRA DE CINZAS

«Jacob saiu de Bercheba e tomou o caminho de Haran. Chegou a determinado sítio e resolveu ali passar a noite, porque o sol já se tinha posto. Serviu-se de uma das pedras do lugar como travesseiro e deitou-se. Teve um sonho: viu uma escada apoiada na terra, cuja extremidade tocava o céu; e, ao longo desta escada, subiam e desciam mensageiros de Deus.» No primeiro dia da Quaresma a Irmã Luísa Almendra, professora da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, comenta a narrativa do sonho de Jacob, no livro do Génesis (28, 10-21). Para além do visível está o invisível, que não é menos real. Durante a Quaresma caminhamos na direção de um Deus que vai dar a vida. Mas a visibilidade que vamos encontrar é a de Jesus crucificado. Contudo a realidade não se esgota na cruz.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/quaresma_2013.html

«[Um] gesto próprio e exclusivo do primeiro dia da Quaresma, é a imposição das Cinzas. Qual é o seu significado mais profundo? Certamente não se trata de mero ritualismo, mas de algo bastante profundo, que toca o nosso coração.Ele faz-nos compreender a atualidade da admoestação do profeta Joel, que ressoou na primeira Leitura, advertência que conserva também para nós a sua validade saudável: aos gestos exteriores deve corresponder sempre a sinceridade da alma e a coerência das obras. De facto, para que serve, pergunta o autor inspirado, rasgar as vestes, se o coração permanece distante do Senhor, isto é, do bem e da justiça? Eis aquilo que conta deveras: voltar para Deus, com o coração sinceramente arrependido, para obter a sua misericórdia.»
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/bento_xvi_e_quarta_feira_cinzas.html

Esta é a melhor devoção e mais útil penitência, e mais agradável a Deus, que podeis fazer nesta quaresma. Tomar uma hora cada dia, em que só por só com Deus e connosco cuidemos na nossa morte e na nossa vida. E porque espero da vossa piedade e do vosso juízo que aceitareis este bom conselho, quero acabar deixando-vos quatro pontos de consideração para os quatro quartos desta hora. Primeiro: quanto tenho vivido? Segundo: como vivi? Terceiro: quanto posso viver? Quarto: como é bem que viva? Torno a dizer para que vos fique na memória: Quanto tenho vivido? Como vivi? Quanto posso viver? Como é bem que viva?
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/pedras_angulares_sermao_4a_feira_cinzas.html

terça-feira, 14 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (14)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Eclesiastes lido por Luís Miguel Cintra:
«Palavras do Eclesiastes, filho de David, rei de Jerusalém: Vaidade de vaidades, disse o Eclesiastes, vaidade de vaidades, e tudo vaidade. Que tira mais o homem de todo o seu trabalho com que se afadiga debaixo do sol? Uma geração passa e outra geração lhe sucede, mas a Terra permanece sempre firme.»
Foi com estas palavras que o ator e encenador Luís Miguel Cintra abriu a leitura do livro do Eclesiastes, no último domingo, 31 de outubro, na Capela do Rato.
O autor deste livro do Antigo Testamento, também conhecido por Qohélet, ou Coélet, chama a atenção para a finalidade da existência humana, consciente da radical sua insuficiência do homem, face à realidade da morte.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (10)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Luís Miguel Cintra lê Cântico dos Cânticos
«Beije-me com os beijos da sua boca. Melhor as tuas carícias do que vinho. O aroma dos teus perfumes é melhor. Tua fama é odor que se derrama. Por isso as raparigas amam-te. Arrasta-me atrás de ti, corramos! Fez-me entrar o rei em sua penumbra. Folgaremos e alegrar-nos-emos contigo.»
Estes são os primeiros versículos do livro bíblico do Cântico dos Cânticos, que o ator e encenador Luís Miguel Cintra leu em Lisboa, na Capela do Rato, a 20 de março.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (9)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Luís Miguel Cintra lê o Cântico dos Cânticos
Luís Miguel Cintra, ator e encenador do Teatro da Cornucópia, vai ler o livro bíblico do Cântico dos Cânticos na Capela do Rato, em Lisboa, a 20 de março (domingo), pelas 21H30.
O Cântico dos Cânticos é um dos poemas mais antigos da humanidade, considerado um dos tesouros dessa biblioteca que é a Bíblia judaico-cristã. A sua natureza erótica não impediu que seja o texto bíblico mais lido e comentado pela mística ocidental.
O “Cântico dos Cânticos” começa desta maneira:
«Que ele me beije com beijos da sua boca!
Melhores são as tuas carícias que o vinho,
ao olfato são agradáveis os teus perfumes;
a tua fama é odor que se difunde.
Por isso te amam as donzelas».

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (8)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Luís Miguel Cintra e José Tolentino Mendonça apresentam Cântico dos Cânticos
A primeira vez que José Tolentino Mendonça ouviu o Cântico dos Cânticos foi através da voz de uma analfabeta que lavava o chão da igreja. Tinha então 14 anos. O caráter quase clandestino do livro bíblico na liturgia cristã, radicado na sua acentuação erótica, não impede que seja ao mesmo tempo muito habitado e fecundo, revelando o desejo do corpo e da presença.