"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

LEITURA: "Diálogos com Deus em fundo"

O leque de entrevistados do livro inclui, pela ordem de publicação, José Tolentino Mendonça, frei Bento Domingues, Joaquim Carreira das Neves, Mário Soares, Isabel Allegro de Magalhães, João Resina Rodrigues, José Augusto Mourão, Armindo Vaz, Horácio Araújo, Peter Stilwell, Maria de Lourdes Pintasilgo, Alfredo Bruto da Costa, Manuela Silva, D. Manuel Clemente, Alberto Azevedo, Teresa Toldy, Alfredo Teixeira, Anselmo Borges, Luís Archer, Dimas Almeida, D. Januário Torgal Ferreira, Laura Ferreira dos Santos, Joaquim Guerra e José Mattoso.
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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

CINEMA: "Blue Jasmine"...

... para hoje, "Dia Mundial da Saúde Mental"

Com o seu sentido de humor bem próprio, aliando sarcasmo e inteligência, Woody Allen há muito que nos habituou também a olhar de forma crítica, por vezes pouco caridosa, para os alicerces da relação entre o real e o imaginado na sociedade: os conceitos de felicidade que a sustentam ou destroem, o peso da aparência, a legitimidade do sonho ou da ambição. Dois significativos retratos psicológicos de uma sociedade contemporânea real, não limitada ao contexto americano em que formalmente se inscreve, dolorosamente real no caso de Jasmine, magnificamente interpretada por Cate Blanchett, põem a cru diferentes modos e perspetivas de vida. Mas sobretudo a condição humana no limite da sua força e debilidade. Um filme bem realizado, sólido e nada leve, com uma história do nosso tempo que mesmo «mascarada» por um aparente simples caso de debilidade psicológica versus saúde mental, encarnado na oposição entre as duas irmãs, nos dá algo de substancial a pensar sobre o livre arbítrio…
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http://www.snpcultura.org/blue_jasmine.html

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CINEMA: Django Libertado: Tarantino oferece tratado cinematográfico sobre vida e morte

“Django Libertado” é uma reinterpretação da questão da escravatura e de um Oeste Selvagem que, sem grandes pretensões intelectuais ou filosóficas, não deixa de desbravar vasto terreno sobre a condição humana, a liberdade interior, o valor da vida e, inerente a este, o do amor e da amizade como cumprimento, ou não, desse “estar ou ser vivo”. Magnificamente interpretado por Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington e Samuel L. Jackson, magnificamente filmado e servido por uma banda sonora de um registo eclético muito pertinente, eis um tratado cinematográfico sobre “os vivos e os mortos” que somos e que a crueza de algumas sequências não pode confundir com mero horror nem espetacularidade.
Ler mais em: http://www.snpcultura.org/django_libertado.html

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CINEMA: Os Miseráveis

Numa França em transição entre a primeira e a segunda república, Jean Valjean termina a sentença cumprida em 20 penosos anos. Ao libertá-lo, Javert, o cioso defensor da lei que garantiu o cumprimento da pena de Valjean por roubar um pão para uma criança faminta, promete vigiá-lo para sempre. Recusado para trabalho, Valjean encontra finalmente num mosteiro e na caridade de um bispo, que o acolhe com incondicional misericórdia, a possibilidade de redenção. Nomeado para os Golden Globes na categoria de melhor musical/comédia, entre outras, e provavelmente um dos mais fortes candidatos aos Óscares, é particularmente reconhecida a qualidade das interpretações de Hugh Jackman (ator principal) e Anne Hathaway (atriz secundária), além das composições musicais originais de Alain Boublil, Herbert Kretzmer e Claude-Michel Schönberg.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CINEMA: "Amor": incómodo e imensamente belo

Três anos após conquistar uma vasta gama de prémios pelo seu “O Laço Branco”, profunda e perturbante meditação sobre a condição humana, Michael Haneke voltou a arrebatar a mente e o coração de júris, crítica e público com o seu mais recente filme: “Amor”. Magnificamente interpretado por Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, os dois atores que em tempos atraíram uma geração às salas de cinema pela sua sedutora vitalidade física e emocional, emprestam os mesmíssimos dons artísticos à encarnação de duas personagens no final das suas vidas. Incómodo e imensamente belo, eis um filme que trata, de modo igualmente notável e delicado, a questão do amor e da morte, em intimíssima relação e definindo claramente o que na nossa natureza prevalece.
Ler mais em: http://www.snpcultura.org/amor_incomodo_imensamente_belo.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

FRAGILIDADE: o que é?

Definição assim não conheço. Vale a pena conhecer:

Entre as mãos perfumadas daquela mulher frágil, na casa de Simão, o leproso (Mt 26,6-16), aparece um Deus que ama a fragilidade, aquela fragilidade que é própria das coisas gratuitas, mas, sobretudo, de quem não se basta a si mesmo, e que é a origem da vontade de relação, de compreensão, de amor. Os sentimentos são a essência daquilo que a fragilidade gera no homem. Ela não é um defeito, um handicap, mas a expressão da condição humana. Pela fragilidade, o homem busca ajuda, busca laços e, apoiando uma fragilidade na outra, sustém-se o mundo.
A fragilidade não impele a vencer, conhece os últimos e não apenas os fortes. Não acredita na força, no poder; sabe que este é só simulação, uma máscara para ocultar o medo. Pelo contrário, é um recurso, uma estratégia, uma visão de vida que mostra a busca de poder como uma atrofia do viver.
A fragilidade não é debilidade ou diminuição, não é incapacidade de fazer ou de pensar, é tão-só uma visão de um mundo que já se não divide em vencedores e vencidos, onde o vencedor é o mais forte, o mais violento, o mais cruel. A fragilidade persegue o sonho de um mundo onde o vencedor é aquele que dá e que recebe amor.
Leio o Evangelho e busco um Deus da fragilidade, um Deus não para adorar e venerar, mas para acariciar e perfumar, que ri e brinca com os seus filhos, nos calorosos jogos do mar e do verão. Um Deus que sabe ouvir e esperar junto de mim, que temo a dor e o deserto. Um Deus pequeno, não o omnipotente, que me enriqueça com a sua pobreza, com a sua necessidade de carícias e de perfume.
Um Deus tão frágil que faça pensar sempre no amor, e faça sentir a vontade de ser amado. Beleza da fragilidade.
O Deus dos poderosos - o Rei dos reis, o Eterno - não me interessa. Quero o Deus que me seduz com a sua beleza, um Deus belo. Enamorado. Que se encontra do lado do perfume.
Não quero um Deus que se erga na justiça absoluta, no poder ilimitado, na perfeita inteligência. Seria um Deus que não sente a necessidade de se inclinar numa carícia, quando se eleva um gemido de dor (V. Andreoli). Pelo contrário, o meu Deus é Jesus: que conhece a pressão do medo, a dor da recusa, a paixão do abraço, o calafrio pela carícia dos cabelos embebidos em nardo da mulher pecadora e amorosa.
Um Deus que me concede o direito de ser débil, «cana rachada», frágil como um homem e não hirto como um herói. E não me condena se sou mecha fumegante, mas pega neste meu fio de fumo, presságio de fogo possível, trabalha-o e protege-o, até dele fazer irromper de novo a chama. Não acaba por quebrar a cana rachada que eu sou, mas enfaixa-a como se fosse um coração ferido. Deus da fragilidade.