"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























Mostrar mensagens com a etiqueta compaixão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta compaixão. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de maio de 2023

ATENÇÃO, REFLEXÃO, MEDITAÇÃO e, sobretudo, ACCÃO: Não podemos permitir que os algoritmos neguem a compaixão e a esperança; e cuidado com a meritocracia, alerta papa

O reconhecimento e a recompensa do mérito e do esforço humano têm um fundamento, mas há o risco de conceber a vantagem económica de poucos como fruto de ganho ou merecimento, enquanto a pobreza de muitos é vista, em certo sentido, como culpa deles. Esta perspetiva subvaloriza as desigualdades de partida entre as pessoas em termos de riqueza, oportunidades educativas e laços sociais, e trata o privilégio e a vantagem como conquistas pessoais. Consequentemente – em termos esquemáticos – se a pobreza é culpa dos pobres, os ricos são exonerados de fazer o que quer que seja. Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 16 de julho de 2019

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: A compaixão perdida

O contexto cultural, pelo menos desde os anos 60 do século passado, criou uma possibilidade de perceção do mal muito diferente do passado: pense-se apenas na remoção que as nossas sociedades sabem fazer da morte e, simultaneamente, na espectacularização e exibição do sofrimento, e mesmo do horrível, do macabro, ao vivo, através dos meios de comunicação. O ser humano está a mostrar que é capaz de fechar as entranhas num egoísmo que o desumaniza, mas pode sempre abri-las para sofrer e alegrar-se com o outro, para viver autenticamente: a compaixão morre onde nós a matamos dia após dia, mas a dignidade humana está viva mesmo onde uma só pessoa reconhece o seu semelhante no sofrimento, se inclina sobre ele, o abraça e, assim fazendo, o salva. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

LEITURA: "O pobre de Nazaré"

Um Pobre de Deus é um homem livre. Quem não tem nada, nem quer ter nada, não pode temer nada, porque o temor é um feixe de energias desencadeadas para a defesa das propriedades e apropriações, quando o proprietário as sente ameaçadas. Mas o que é que vai perturbar um Pobre como Jesus, que não fez outra coisa senão varrer os próprios vestígios da sua sombra, e que se dedicou a extirpar afãs de protagonismo, sonhos de grandeza, subtis apropriações? Por isso, vemos Jesus como um profeta incorruptível, como uma testemunha insubornável, absolutamente livre diante dos poderes políticos e autoridades religiosas, diante dos amigos, seguidores e familiares, diante dos resultados do seu próprio ministério, inclusive diante da lei e da religião oficial.