Mare e Easttown não caminham para a utopia, mas conseguem, pelo menos, diminuir a anarquia e o mal. É o máximo que conseguimos alcançar, na maioria das vezes. Para saber mais clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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domingo, 20 de junho de 2021
EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: Mare of Easttown: de onde vem o mal?
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terça-feira, 8 de agosto de 2017
LIVRO&LEITURA: “A Hora da Ilusão”
Um livro “sobre um arquitecto que perde o emprego e se reencontra como carpinteiro ou, melhor dizendo, como escultor de árvores”. ais, clicar AQUI.
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sábado, 20 de setembro de 2014
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
Equipa de Vítor Bento quer abandonar Novo Banco
Citius já fez o Estado gastar 3,6 milhões de euros
Luxo pago com o dinheiro do contribuinte é imoral
Marinho Pinto, "uma desilusão para os portugueses"?
O insólito caso da escola que custou 100 mil euros e durou uma semana http://vmais.rr.sapo.pt/ default.aspx?fil=761480&rdt=1# sthash.iCIgMbE5.dpuf
Orçamento Próximo ano trará mais cortes nos salários e apoios sociais
Um milhão de crianças ainda morre no primeiro dia de vida
"Estado Islâmico quer matar o Papa", avisa embaixador do Iraque
Pai quer ver o filho mas não encontra processo no Citius
Dez alimentos poderosos que as mulheres devem comer
Tudo o precisa de saber sobre cópia privada (que não é o mesmo que pirataria)
http://expresso.sapo.pt/tudo- o-precisa-de-saber-sobre- copia-privada-que-nao-e-o- mesmo-que-pirataria=f889833# ixzz3Dhb5oBvE
Ilegalidades colocam Passos 'na mira' do DCIAP
http://expresso.sapo.pt/tudo-
Ilegalidades colocam Passos 'na mira' do DCIAP
Oiça Steve Jobs: tire o tablet à sua filha
http://expresso.sapo.pt/oica- steve-jobs-tire-o-tablet-a- sua-filha=f889786# ixzz3DgWfjdGu
http://expresso.sapo.pt/oica-
'Nem nem' e 'nem nem nem': desculpas para quê?
A escola à deriva
Absurdo europeu
Governo assina contrato com empresas que falharam concurso
'Perdoa-me' chegou ao Parlamento. Desculpas sentidas ou estratégia?
Perdoemos-lhes porque não sabem o que fazem
http://www.dn.pt/inicio/ opiniao/interior.aspx?content_ id=4135360&seccao=Nuno Saraiva&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1
A ciência e o divino 2
http://www.dn.pt/inicio/ opiniao/interior.aspx?content_ id=4135079&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco
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sábado, 30 de agosto de 2014
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
Não se esqueçam de votar outra vez em Marinho e Pinto
A culpa do Ocidente
O estigma dos 3 Ps ou dos 3 Ds?
Contas bancárias esquecidas podem gerar dívidas surpresa
Deslocações de deputados custam 100 mil euros ao Parlamento
Com a reforma do IRS as pensões mais altas saem a ganhar
Marinha Portuguesa interceptou 18 imigrantes no Mediterrâneo
Papa critica bisbilhotice e maledicência, dois “pecados paroquiais”
"Não há dinheiro para Estado Social. E princípios?"
Larga maioria dos municípios com dívidas trocou de 'mãos'
Caixa pode perder mais de mil milhões à conta do Novo Banco
Meningite B Pediatras aconselham vacina que pode custar até 400 euros
Ébola, nome de hipocrisia
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Trapalhada estrutural
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Défice pode disparar para os 7,6% à boleia do BES e dos transportes
Euforia gerada por Draghi foi travada por quem manda na Europa
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Guia das asneiras no Médio Oriente
O Papa das entrevistas
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sábado, 19 de julho de 2014
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
As sete barragens que o país não precisa
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O homem que recebeu um presente de 14 milhões
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Mais de 120 mortos na Faixa de Gaza em cinco dias
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Raquel Varela vê relação entre lutas nos bancos e PS
A cor do dinheiro
Estamos muito doentes
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Papa: Um em cada 50 clérigos são pedófilos
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Comissão Europeia Os sete principais desafios de Jean-Claude Juncker
Formação e estágios escondem reais valores do desemprego
O contágio
Tragédias antigas e modernas
Onde estão os amigos de Ricardo Salgado?
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Juízes acreditam que vem aí mais uma 'nega' do Constitucional
Os recordes do Mundial que ainda não conhecia
As vítimas do Hamas
http://www.dn.pt/inicio/ opiniao/interior.aspx?content_ id=4026863&seccao=Bernardo% 20Pires%20de%20Lima
"BES pode ser o maior escândalo financeiro da história de Portugal"
"Juncker será melhor que Barroso. Pior era impossível"
O presidente Juncker
As invenções que podem mudar o mundo
Deco alerta. Há operadoras que abusam da lei dos contratos de rescisão
Homem mais rico de Portugal apanhado no furacão Espírito Santo
http://expresso.sapo.pt/homem- mais-rico-de-portugal- apanhado-no-furacao-espirito- santo=f881330#ixzz37eU4lv6h
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Que futuro para Portugal?
Que fazer com Portugal?
De onde vem o dinheiro, António Costa?
Holanda assume-se responsável por mortos em Srebrenica
Os ingleses e o Continente
Israel e Palestina. A que se deve a escalada de violência?
Um antes e um depois
http://www.dn.pt/inicio/ opiniao/interior.aspx?content_ id=4035571&seccao=Bernardo% 20Pires%20de%20Lima
Holandês escapou às duas tragédias da Malaysia Airlines
Radiografia truncada
Até hoje 25 membros de Governo já tiveram ligações ao GES
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"É perigoso viver com uma dívida de 100% do PIB"
Função Pública Renúncias na ADSE aumentam e preocupam as Finanças
Fotogaleria Razão Áurea, a divina proporção presente em tudo
Pedofilia: tolerância zero
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sábado, 21 de dezembro de 2013
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Desemprego é vergonha colectiva que puxa pela imaginação
Ainda os votos de Portugal na ONU
http://expresso.sapo.pt/ainda- os-votos-de-portugal-na-onu= f845011?utm_source=newsletter& utm_medium=mail&utm_campaign= newsletter&utm_content=2013- 12-11
http://expresso.sapo.pt/ainda-
A beatificação de Mandela esconde o problema de África
http://expresso.sapo.pt/a- beatificacao-de-mandela- esconde-o-problema-de-africa= f845191#ixzz2nYGBa8Vx
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Papa Francisco elege o seu homem do Anohttp://expresso.sapo.pt/papa- francisco-elege-o-seu-homem- do-ano=f846058#ixzz2nYZWPYyG
Papa Francisco poderá ouvir fiéis em confissão
Maria José Morgado "Corrupção anda sempre muito bem vestida e disfarçada"
Agostinho Branquinho Governante venceu concurso graças a excepção aberta por Relvas
Sindicato irlandês "A troika era uma tecnocracia sem sentimentos, que não ouvia"
Cientistas Perda de memória pode estar associada a má alimentação
Vaticano Papa celebra aniversário com criados e sem-abrigo
O Papa que revoluciona o modo de dizer
Os croissants mornos do Papa
Estamos dispostos a ouvir?
União Europeia alerta para dois insecticidas que podem ameaçar a saúde humana
Portugal vive "situação humilhante"
Alemanha. Cortes retroactivos nas pensões proibidos
A culpa será nossa e só nossa
Já não há banqueiros, agora há merceeiros
Governo Ocultados 1.045 milhões em benefícios fiscais a grandes grupos
A política dos episódios caricatos
Governo O que muda com subida da idade de reforma?
Uma lição por unanimidade
Natal: a História no seu reverso
A todos um BOM NATAL!!!
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sábado, 10 de agosto de 2013
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Albuquerque, o novo Relvas
Livro de Gustavo Sampaio desvenda conflitos de interesses na classe política
A mulher de César
Capucho quer substituição da equipa das Finanças
Incompatibilidades éticas
Papa apelou aos jovens para combaterem consumismo
Contrapoder: compacto da semana
Anatomia de um golpe
Brincar aos riquinhos para brincar aos pobrezinhos
O secretário do Tesouro é tolinho?
José Gomes Ferreira "Em vez de resolver, Governo adensa inconsistências"
Sei que dói, mas há boas notícias
"Nós é que não podemos tolerar este tipo de argumentação", diz José Gomes Ferreira
Desemprego desce graças a salários baixos
O corte das reformas explicado aos tansos
Juízes, militares na reserva e magistrados escapam ao corte
Corte de pensões vitalícias de ex-políticos adiado até OE/2014
Bíblia é o livro mais vendido na Noruega
Solidariedade conta
O impressionante contorcionismo económico
Eles a privatizar e nós a pagar
Governo está em pânico com o Constitucional
http://www.jornaldenegocios. pt/opiniao/editorial/pedro_ santos_guerreiro/detalhe/ governo_esta_em_panico_com_o_ constitucional.html
O partido da cadeira vazia
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sábado, 27 de julho de 2013
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
O dr. Passos é um estadista. E um mariola.http://expresso.sapo.pt/o-dr- passos-e-um-estadista-e-um- mariola=f821447#ixzz2Zbiv2KzC
Contrapoder: compacto da semana
Razia nos exames divide docentes
Sete anos
As questões da legitimidade
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O intervalo de Cavaco para ficarmos pior
Não está tudo como dantes
Novo ministro dos Negócios Estrangeiros com fortes ligações ao BPN e ao BPP
Passagem de Rui Machete pela SLN omitida da biografia oficial
Desemprego Fuga de cérebros põe em risco economias do Sul da Europa
Machete e SLN: Passos lava mais branco
Ministro Machete ganhava 1.250 euros por reunião no BPN
Sugestão TeK: PRISM - o Big Brother que vigia a Internet
O fim infeliz de Maria Luís
Navio à venda há quatro anos tem comprador mas Governo recusa oferta
Washington e Moscovo negoceiam ex-espião americano
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quinta-feira, 30 de maio de 2013
POLÍTICA, ECONOMIA e FINANÇAS: Holanda pode provocar o colapso do euro
Solução?
Corrida para a frente….de UE para Federação Europeia!
A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons
Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Como comparação, a Espanha nunca superou os 125%.
A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de que esteja a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não pode sobreviver na zona euro, tudo estará acabado.
O país tem sido sempre um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.
Bolha imobiliária
Os juros baixos, que antes do mais obedecem aos interesses da economia alemã, e muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da moradia na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da moradia caem com a mesma velocidade que na Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.
Atualmente, os preços são 16,6% mais baixos que no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.
Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.
Profunda recessão
As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).
A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em só dois anos, e em março passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O Governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país sobe nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).
Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.
Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como que se montou a moeda. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.
Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.
Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.
Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.
Corrida para a frente….de UE para Federação Europeia!
O abismo não está a montante/à frente...está a jusante/stato quo!
O sistema só funcionará com a União Bancária que deveria ter entrado em vigor…ontem….e com a União Política para amanhã!
Soluções difíceis? Mas por “alma de quem” deveriam ser fáceis?
Um Mercado Interno de 500 milhões a vender/comercializar mercadorias e bens, em euros, nunca pode "colapsar"…é da própria génese da economia de mercado….agora regras básicas únicas a todos o níveis que terão de ser respeitadas pelos 500 milhões de cidadãos….ah isso é a outra face da moeda para ter uma Europa mais justa, menos discriminatória, mais coesa, mais rica e com qualidade de vida e com mais "músculo" para persuadir os outros "blocos geográficos" a seguirem o, "The" - Bom Exemplo!
27 Estados-membros que independentemente de preservarem a sua cultura e línguas nacionais/regionais, se controlam a todos os níveis (social, económica e financeiramente) e ao mesmo tempo se inter-ajudam entre todos, tal qual os Länder dentro da Alemanha Federal, têm forçosamente de trazer mais alegria e felicidade ao cidadão comum europeu...
No século XXI, o da “Global and Integral Village”, uma Federação Europeia em paralelo com uma Federação Americana/USA será o mais natural e um dos novos paradigmas de convivência político no planeta!
No século XVIII os Americanos, á sua escala naquele tempo, tiveram um problema de sobrevivência e estabilidade maior para conseguir triunfar e assim duma Confederação Esclavagista do Sul, duma União Neo-Burguesa e Bem Pensante do Norte e ainda à custa da Nação Primitiva Índia, chegar aos United States of America!!!
O sistema só funcionará com a União Bancária que deveria ter entrado em vigor…ontem….e com a União Política para amanhã!
Soluções difíceis? Mas por “alma de quem” deveriam ser fáceis?
Um Mercado Interno de 500 milhões a vender/comercializar mercadorias e bens, em euros, nunca pode "colapsar"…é da própria génese da economia de mercado….agora regras básicas únicas a todos o níveis que terão de ser respeitadas pelos 500 milhões de cidadãos….ah isso é a outra face da moeda para ter uma Europa mais justa, menos discriminatória, mais coesa, mais rica e com qualidade de vida e com mais "músculo" para persuadir os outros "blocos geográficos" a seguirem o, "The" - Bom Exemplo!
27 Estados-membros que independentemente de preservarem a sua cultura e línguas nacionais/regionais, se controlam a todos os níveis (social, económica e financeiramente) e ao mesmo tempo se inter-ajudam entre todos, tal qual os Länder dentro da Alemanha Federal, têm forçosamente de trazer mais alegria e felicidade ao cidadão comum europeu...
No século XXI, o da “Global and Integral Village”, uma Federação Europeia em paralelo com uma Federação Americana/USA será o mais natural e um dos novos paradigmas de convivência político no planeta!
No século XVIII os Americanos, á sua escala naquele tempo, tiveram um problema de sobrevivência e estabilidade maior para conseguir triunfar e assim duma Confederação Esclavagista do Sul, duma União Neo-Burguesa e Bem Pensante do Norte e ainda à custa da Nação Primitiva Índia, chegar aos United States of America!!!
A bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita.
Por Matthew Lynn, El Economista
Artigo | 13 Maio, 2013 - 20:57
Por Matthew Lynn, El Economista
Artigo | 13 Maio, 2013 - 20:57
A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons
Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Como comparação, a Espanha nunca superou os 125%.
A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de que esteja a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não pode sobreviver na zona euro, tudo estará acabado.
O país tem sido sempre um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.
Bolha imobiliária
Os juros baixos, que antes do mais obedecem aos interesses da economia alemã, e muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da moradia na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da moradia caem com a mesma velocidade que na Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.
Atualmente, os preços são 16,6% mais baixos que no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.
Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.
Profunda recessão
As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).
A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em só dois anos, e em março passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O Governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país sobe nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).
Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.
Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como que se montou a moeda. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.
Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.
Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.
Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.
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sábado, 23 de março de 2013
(in)PRENSA semanal: a minha selecção
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Morreu Mário Murteira
A recessão é "séria, grave" e o desemprego "alarmante"
http://expresso.sapo.pt/a- recessao-e-seria-grave-e-o- desemprego-alarmante=f793769# ixzz2NnCpqe6T
http://expresso.sapo.pt/a-
"Esperam-vos 15 anos de estagnação se não houver perdão de dívida"
http://expresso.sapo.pt/ esperam-vos-15-anos-de- estagnacao-se-nao-houver- perdao-de-divida=f794022# ixzz2NinPMlt3
http://expresso.sapo.pt/
José Silva Lopes, antigo ministro das Finanças
Contrapoder: compacto da semana 11-15 Março
Não tinha que ser assim, pois não?
Uma colossal crise política
Por que falham as previsões de Gaspar e do Governo?
http://expresso.sapo.pt/por- que-falham-as-previsoes-de- gaspar-e-do-governo=f794053# ixzz2NoF1EybA
http://expresso.sapo.pt/por-
"Quero uma Igreja pobre, para os pobres", declarou hoje o Papa
http://www.dn.pt/especiais/ especial.aspx?especial=Elei% E7%E3o do Papa Francisco&seccao=Mundo
Papa continua a surpreender com simplicidade e afectividade
Do escândalo Libor às buscas em Portugal
“Estamos todos a evitar anunciar a bancarrota!”
Conheça a história da empregada de limpeza que ganhou o Euromilhões (logo bancarrota não é com ela)
Eleição do papa é «sinal» de que «redenção já não vem com o fausto» mas com a «humildade», diz Henrique Monteiro
Freitas do Amaral defende mudança de primeiro-ministro
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Ex-governante Freitas do Amaral culpa Merkel pelo "desfazer da unidade europeia"
Bagão Félix Taxa sobre depósitos no Chipre acende rastilho para fim do euro
Tributar os depósitos bancários
Alunos vão realizar exames do 4º ano noutras escolas. Pais e directores estão contra
A guerra dos sabe-se lá quantos anos
Capucho defende afastamento de Gaspar, Relvas e até de Passos
Não tenhais medo... da bondade e da ternura
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Crise aumenta despedimentos de grávidas e mães recentes
Já não é preciso ser alpinista para subir o Everest
O dia em que o Governo vai cair
A lição portuguesa em Chipre
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Chipre e o coro politicamente correto
É preciso explicar Relvas e Pinhal aos cipriotas
João Ferreira do Amaral defende saída do euro
Igreja cipriota disposta a hipotecar tudo para ajudar o país
A personalidade de Jorge Mario Bergoglio na saudação aos cardeais a 15 de março, um dia depois de ser eleito papa.Papa Francisco pede ternura, bondade, humildade e serviço
Jesuíta torturado por militares nega envolvimento do Papa
Inconstitucionalidade Orçamento chumbado pelo Tribunal Constitucional
Catroga: Governo acreditou "numa visão mecanicista de saída da crise"
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
(in)PRENSA semanal: a minha selecção
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
"Quero um papa que não seja expressão de um lobby"
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3057370
Governo estuda corte permanente de pensões
http://expresso.sapo.pt/governo-estuda-corte-permanente-de-pensoes=f787551?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-02-17
Desemprego e PIB - mais do que números, tragédias pessoais
http://expresso.sapo.pt/desemprego-e-pib-mais-do-que-numeros-tragedias-pessoais=f787336?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-02-17
Este é um ano de esperança no financiamento às empresas?
http://rr.sapo.pt/informacao_prog_detalhe.aspx?fid=1354&did=97028&infaz=000
Militares agitam-se
http://expresso.sapo.pt/militares-agitam-se=f788338
A prisão de Portas e a utilidade de Relvas
http://expresso.sapo.pt/a- prisao-de-portas-e-a- utilidade-de-relvas=f787872? utm_source=newsletter&utm_ medium=mail&utm_campaign= newsletter&utm_content=2013- 02-19
"Quero um papa que não seja expressão de um lobby"
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3057370
Governo estuda corte permanente de pensões
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Desemprego e PIB - mais do que números, tragédias pessoais
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Este é um ano de esperança no financiamento às empresas?
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Militares agitam-se
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A prisão de Portas e a utilidade de Relvas
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Relvas tenta acompanhar manifestantes mas falha letra de "Grândola, Vila Morena"
Seguranças retiram Relvas de conferência devido a protesto de estudantes
http://rr.sapo.pt/informacao_ detalhe.aspx?fid=25&did=97351
E agora, senhor Relvas, o povo mau
http://expresso.sapo.pt/e-agora-senhor-relvas-o-povo-mau=f788559?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-02-22
O que Relvas não percebe
http://expresso.sapo.pt/o-que-relvas-nao-percebe=f788464?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-02-22
E agora, senhor Relvas, o povo mau
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O que Relvas não percebe
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Crise demonstra que a experiência neoliberal fracassou
É a economia, Passos!
Rezemos por Jardim Gonçalves e os seus 167 mil euros
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ rezemos-por-jardim-goncalves- e-os-seus-167-mil-euros= f788143#ixzz2LMBwS3U7
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/
Jardim Gonçalves mantém reforma de 175 mil euros
http://www.dn.pt/inicio/ economia/interior.aspx? content_id=3060096
Gaspar admite avançar com novas medidas de austeridade este ano
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=97449
Manifestantes cantaram Grândola para Gaspar
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=97707
Gaspar admite avançar com novas medidas de austeridade este ano
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Manifestantes cantaram Grândola para Gaspar
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
POLÍTICA, ECONOMIA & FINANÇAS: "Rendição" & "Conselhos de Stiglitz"
Sábado, 20 Outubro 2012 10:25
«Se aceitarmos a tese da RENDIÇÃO e do conformismo com a desgraça,
que defende o professor Vítor Bento, também nós estaremos entregues à
nossa sorte e à insanidade mística de quem nos governa. E se
aceitarmos que pelo facto de sermos um pequeno país num clube dominado
por grandes países, não nos resta nada senão ficar calados e obedecer,
então o que está em causa já não é saber como sairemos desta crise,
mas o que fazemos na União Europeia».
Na SIC-Notícias, vejo o economista Vítor Bento criticar os que dizem
que o Governo deveria mudar a sua postura de servidor obediente
perante a União Europeia e confrontá-la com o desastre para que
caminhamos sob orientação sua (como eu próprio aqui escrevi, há duas
semanas). Segundo ele, estas pessoas imaginariam que isso seria tão
fácil como chegar a Bruxelas e dizer que queremos mais tempo ou menos
juros, menos austeridade e mais apoio à economia. Não — explicou ele —
isso não é assim tão fácil: somos um pequeno país de dez milhões de
pessoas que, em termos económicos, nada conta na Europa. Eu peço
desculpa desde já ao professor Vítor Bento, cujo prestígio académico e
profissional não me atreveria minimamente a pôr em dúvida. E peço
desculpa porque também não sei se, a seguir, e para usar a linguagem
cara aos economistas do Governo, ele não tratou de "modelar",
"mitigar", "formatar", "reescalonar" a barbaridade do que disse. Não
sei se o fez, porque não aguentei ouvir mais: o que ele disse é de uma
gravidade extrema, vinda de quem é escutado com atenção.
Facto 1: Portugal jamais poderá levantar a cabeça, "regressar aos
mercados", como eles tanto apregoam, ou sequer regressar à economia,
pagando juros de 4% ou 4,5% pela ajuda, acrescentando dívida à dívida
e gastando no seu pagamento quase 5% do PIB -7200 milhões de euros no
ano que vem.
Facto 2: A Grécia, que já recebeu três vezes mais dinheiro da troika
do que nós (e ainda vai receber mais), que fez batota nas contas
públicas anos a fio (e ajudada pelo Goldman Sachs), que nunca cumpriu
os seus compromissos para com a troika, já conseguiu, mesmo assim, ver
o prazo de assistência prolongado, o prazo de cumprimento do défice
prolongado, os juros diminuídos e a dívida perdoada em metade (e já se
discute o perdão da outra metade). A Espanha, que, por orgulho, se
recusa ao pedido formal de resgate, já recebeu, mesmo assim, €100.000
milhões para acudir à banca e viu também prolongado o prazo para
cumprir as metas do défice a que se comprometeu com Bruxelas.
Nós, não: não queremos nem mais prazo, nem mais dinheiro, nem menos
juros: estamos confortáveis a ver os alemães financiarem-se a 0% de
juros para depois nos emprestarem a 5% — por isso é que a Alemanha não
quer ouvir falar nas eurobonds oú em qualquer forma de mutualização da
dívida. E estamos confortáveis a ver as nossas empresas, que, quando
conseguem, compram dinheiro a 10% e pagam mais cara a energia, as
comunicações e os impostos, terem de concorrer com empresas
estrangeiras que se financiam a 3%, pagam a energia a preços justos e,
havendo conveniência, vivem em dumping fiscal.
Facto 3: As opiniões públicas da Alemanha, da Holanda, da Áustria, da
Finlândia, dos países que nos maltratam, ignoram isto. E ignoram,
porque o nosso Governo não se atreve a explicar-lhes, não vá isso
indispor Angela Merkel.
Facto 4: Fora dó círculo dos cinco terroristas económicos que nos
governam, fora da nave de loucos supostamente conduzida pelo
primeiro-ministro Passos Coelho, não há uma alma penada que não tenha
percebido já que seguimos uma estratégia de suicídio colectivo. Se o
défice voltou a falhar as previsões este ano, se o desemprego foi "uma
desagradável surpresa", se a recessão foi e será sempre acima do
previsto, se a receita fiscal "estranhamente" caiu, mesmo aumentando
impostos além do sustentável (tal como se aprende, afinal, em qualquer
manual de economia para principiantes, excepto o do António Borges),
já não é por culpa do nunca explicado "buraco colossal" que herdaram,
nem por culpa do Tribunal Constitucional (cujo acórdão só teria efeito
para o ano): é apenas e só por culpa da chocante incompetência desta
gente. É porque eles falharam em toda a linha, que vamos agora ter de
pagar o seu falhanço de 2012 e o próximo. E assim sucessivamente, até
à implosão final. Facto 5: Perante a evidência do desastre, perante o
descalabro do "bom aluno" e do "bom exemplo", os seus mentores tratam
de tirar o cavalinho da chuva: o FMI fez um extraordinário exercício
de mea culpa, reconhecendo ter-se enganado na teoria e na sua
demonstração prática (o que, mesmo assim, não convenceu o último dos
moicanos, o nosso Vítor Gaspar, que acha que tudo não passou de um
problema de má tradução do inglês). E Bruxelas já tratou de
esclarecer, pela voz do nosso amigo Durão Barroso, que a
responsabilidade por tanta asneira junta, aqui ou na Grécia, "é dos
governos nacionais". É assim que acontece nas histórias de espionagem,
quando os agentes undercover são descobertos: abandonam-se à sua
sorte. O careca, o alemão e o etíope já estão em roda livre e por
conta própria: só Gaspar e Passos Coelho é que persistem em validar as
suas credenciais.
Se aceitarmos a tese da RENDIÇÃO e do conformismo com a desgraça, que
defende o professor Vítor Bento, também nós estaremos entregues à
nossa sorte e à insanidade mística de quem nos governa. E se
aceitarmos que pelo facto de sermos um pequeno país num clube dominado
por grandes países, não nos resta nada senão ficar calados e obedecer,
então o que está em causa já não é saber como sairemos desta crise,
mas o que fazemos na União Europeia. Quando se é convidado para jantar
em casa dos poderosos ou avançamos para a mesa como iguais ou acabamos
na cozinha, tratados como pedintes.
Eu não me conformo com isso. Entre todas as promessas que traiu, todas
as coisas que disse que ia fazer e não fez, e todas as outras que
jurou jamais fazer e fez, há uma coisa pela qual Passos Coelho não
merece perdão: dizer que estava preparado para governar.
A ignorância só é desculpável quando é humilde, não quando se mascara
de sapiência e suficiência, sabendo que, com isso, vai causar danos a
terceiros de boa-fé. Mas é o que temos, por ora.
E, se ele não tem coragem para estar à altura da situação e fazer o
que tem de fazer como primeiro-ministro de um país com quase 900 anos
de história, que agoniza, sem sentido nem dignidade, pois que acorde
então Sua Excelência que habita no Palácio de Belém e que tem o dom de
falar quando é fácil ou lhe convém e de ficar calado e quieto quando
acha prudente. Que Cavaco Silva obrigue o PM a defender Portugal, que
o substitua nisso, se necessário, ou que o demita, se não restar
alternativa. Mas que se deixe de silêncios palacianos e jogos
florentinos, à mistura com desabafos de alma no Facebook. Eu nem
sequer tenho conta no Facebook e não penso vir a tê-la para ler as
mensagens criptadas do alter ego do Presidente da República. Ó, sorte
a nossa!
2. Ainda com a interminável conta do BPN para pagar, o Governo
prepara-se para acorrer ao Banif com 600 milhões de euros — que são
garantidamente para perder. Mas que culpa temos nós que o Banif vá à
falência? Pois que vá e que fique de exemplo!
3. Foi brilhante o primeiro gesto de Alberto da Ponte na RTP:
contratar o incontornável amigo Cunha Vaz para tratar da imagem ou da
mensagem da televisão pública, que o ministro Relvas desespera por
privatizar. O homem tanto trata de eleições de presidentes, partidos,
primeiros-ministros, como de clubes de futebol, cervejas ou empresas
públicas. Porque não o contratam para governar?
4. E para vigiar a transparência do processo de privatização da TAP,
nada melhor do que alguém que, tal como António Borges, o 'consultor'
das privatizações, odeia tudo o que é público: Ferraz da Costa, outro
dos ilustres integrantes do bando dos cinco terroristas económicos que
nos governam. Para poupar o resto da história e das elaboradas
explicações 'técnicas' que nos serão dadas, digam-nos já o final:
quanto nos vai custar a 'venda' da TAP ao
brasileiro/colombiano/polaco?
Miguel Sousa Tavares
que defende o professor Vítor Bento, também nós estaremos entregues à
nossa sorte e à insanidade mística de quem nos governa. E se
aceitarmos que pelo facto de sermos um pequeno país num clube dominado
por grandes países, não nos resta nada senão ficar calados e obedecer,
então o que está em causa já não é saber como sairemos desta crise,
mas o que fazemos na União Europeia».
Na SIC-Notícias, vejo o economista Vítor Bento criticar os que dizem
que o Governo deveria mudar a sua postura de servidor obediente
perante a União Europeia e confrontá-la com o desastre para que
caminhamos sob orientação sua (como eu próprio aqui escrevi, há duas
semanas). Segundo ele, estas pessoas imaginariam que isso seria tão
fácil como chegar a Bruxelas e dizer que queremos mais tempo ou menos
juros, menos austeridade e mais apoio à economia. Não — explicou ele —
isso não é assim tão fácil: somos um pequeno país de dez milhões de
pessoas que, em termos económicos, nada conta na Europa. Eu peço
desculpa desde já ao professor Vítor Bento, cujo prestígio académico e
profissional não me atreveria minimamente a pôr em dúvida. E peço
desculpa porque também não sei se, a seguir, e para usar a linguagem
cara aos economistas do Governo, ele não tratou de "modelar",
"mitigar", "formatar", "reescalonar" a barbaridade do que disse. Não
sei se o fez, porque não aguentei ouvir mais: o que ele disse é de uma
gravidade extrema, vinda de quem é escutado com atenção.
Facto 1: Portugal jamais poderá levantar a cabeça, "regressar aos
mercados", como eles tanto apregoam, ou sequer regressar à economia,
pagando juros de 4% ou 4,5% pela ajuda, acrescentando dívida à dívida
e gastando no seu pagamento quase 5% do PIB -7200 milhões de euros no
ano que vem.
Facto 2: A Grécia, que já recebeu três vezes mais dinheiro da troika
do que nós (e ainda vai receber mais), que fez batota nas contas
públicas anos a fio (e ajudada pelo Goldman Sachs), que nunca cumpriu
os seus compromissos para com a troika, já conseguiu, mesmo assim, ver
o prazo de assistência prolongado, o prazo de cumprimento do défice
prolongado, os juros diminuídos e a dívida perdoada em metade (e já se
discute o perdão da outra metade). A Espanha, que, por orgulho, se
recusa ao pedido formal de resgate, já recebeu, mesmo assim, €100.000
milhões para acudir à banca e viu também prolongado o prazo para
cumprir as metas do défice a que se comprometeu com Bruxelas.
Nós, não: não queremos nem mais prazo, nem mais dinheiro, nem menos
juros: estamos confortáveis a ver os alemães financiarem-se a 0% de
juros para depois nos emprestarem a 5% — por isso é que a Alemanha não
quer ouvir falar nas eurobonds oú em qualquer forma de mutualização da
dívida. E estamos confortáveis a ver as nossas empresas, que, quando
conseguem, compram dinheiro a 10% e pagam mais cara a energia, as
comunicações e os impostos, terem de concorrer com empresas
estrangeiras que se financiam a 3%, pagam a energia a preços justos e,
havendo conveniência, vivem em dumping fiscal.
Facto 3: As opiniões públicas da Alemanha, da Holanda, da Áustria, da
Finlândia, dos países que nos maltratam, ignoram isto. E ignoram,
porque o nosso Governo não se atreve a explicar-lhes, não vá isso
indispor Angela Merkel.
Facto 4: Fora dó círculo dos cinco terroristas económicos que nos
governam, fora da nave de loucos supostamente conduzida pelo
primeiro-ministro Passos Coelho, não há uma alma penada que não tenha
percebido já que seguimos uma estratégia de suicídio colectivo. Se o
défice voltou a falhar as previsões este ano, se o desemprego foi "uma
desagradável surpresa", se a recessão foi e será sempre acima do
previsto, se a receita fiscal "estranhamente" caiu, mesmo aumentando
impostos além do sustentável (tal como se aprende, afinal, em qualquer
manual de economia para principiantes, excepto o do António Borges),
já não é por culpa do nunca explicado "buraco colossal" que herdaram,
nem por culpa do Tribunal Constitucional (cujo acórdão só teria efeito
para o ano): é apenas e só por culpa da chocante incompetência desta
gente. É porque eles falharam em toda a linha, que vamos agora ter de
pagar o seu falhanço de 2012 e o próximo. E assim sucessivamente, até
à implosão final. Facto 5: Perante a evidência do desastre, perante o
descalabro do "bom aluno" e do "bom exemplo", os seus mentores tratam
de tirar o cavalinho da chuva: o FMI fez um extraordinário exercício
de mea culpa, reconhecendo ter-se enganado na teoria e na sua
demonstração prática (o que, mesmo assim, não convenceu o último dos
moicanos, o nosso Vítor Gaspar, que acha que tudo não passou de um
problema de má tradução do inglês). E Bruxelas já tratou de
esclarecer, pela voz do nosso amigo Durão Barroso, que a
responsabilidade por tanta asneira junta, aqui ou na Grécia, "é dos
governos nacionais". É assim que acontece nas histórias de espionagem,
quando os agentes undercover são descobertos: abandonam-se à sua
sorte. O careca, o alemão e o etíope já estão em roda livre e por
conta própria: só Gaspar e Passos Coelho é que persistem em validar as
suas credenciais.
Se aceitarmos a tese da RENDIÇÃO e do conformismo com a desgraça, que
defende o professor Vítor Bento, também nós estaremos entregues à
nossa sorte e à insanidade mística de quem nos governa. E se
aceitarmos que pelo facto de sermos um pequeno país num clube dominado
por grandes países, não nos resta nada senão ficar calados e obedecer,
então o que está em causa já não é saber como sairemos desta crise,
mas o que fazemos na União Europeia. Quando se é convidado para jantar
em casa dos poderosos ou avançamos para a mesa como iguais ou acabamos
na cozinha, tratados como pedintes.
Eu não me conformo com isso. Entre todas as promessas que traiu, todas
as coisas que disse que ia fazer e não fez, e todas as outras que
jurou jamais fazer e fez, há uma coisa pela qual Passos Coelho não
merece perdão: dizer que estava preparado para governar.
A ignorância só é desculpável quando é humilde, não quando se mascara
de sapiência e suficiência, sabendo que, com isso, vai causar danos a
terceiros de boa-fé. Mas é o que temos, por ora.
E, se ele não tem coragem para estar à altura da situação e fazer o
que tem de fazer como primeiro-ministro de um país com quase 900 anos
de história, que agoniza, sem sentido nem dignidade, pois que acorde
então Sua Excelência que habita no Palácio de Belém e que tem o dom de
falar quando é fácil ou lhe convém e de ficar calado e quieto quando
acha prudente. Que Cavaco Silva obrigue o PM a defender Portugal, que
o substitua nisso, se necessário, ou que o demita, se não restar
alternativa. Mas que se deixe de silêncios palacianos e jogos
florentinos, à mistura com desabafos de alma no Facebook. Eu nem
sequer tenho conta no Facebook e não penso vir a tê-la para ler as
mensagens criptadas do alter ego do Presidente da República. Ó, sorte
a nossa!
2. Ainda com a interminável conta do BPN para pagar, o Governo
prepara-se para acorrer ao Banif com 600 milhões de euros — que são
garantidamente para perder. Mas que culpa temos nós que o Banif vá à
falência? Pois que vá e que fique de exemplo!
3. Foi brilhante o primeiro gesto de Alberto da Ponte na RTP:
contratar o incontornável amigo Cunha Vaz para tratar da imagem ou da
mensagem da televisão pública, que o ministro Relvas desespera por
privatizar. O homem tanto trata de eleições de presidentes, partidos,
primeiros-ministros, como de clubes de futebol, cervejas ou empresas
públicas. Porque não o contratam para governar?
4. E para vigiar a transparência do processo de privatização da TAP,
nada melhor do que alguém que, tal como António Borges, o 'consultor'
das privatizações, odeia tudo o que é público: Ferraz da Costa, outro
dos ilustres integrantes do bando dos cinco terroristas económicos que
nos governam. Para poupar o resto da história e das elaboradas
explicações 'técnicas' que nos serão dadas, digam-nos já o final:
quanto nos vai custar a 'venda' da TAP ao
brasileiro/colombiano/polaco?
Miguel Sousa Tavares
"(...)A Europa deve pôr fim à obsessão com o défice e mudar de paradigma. É claro que existem desperdícios na despesa pública, como nos EUA, mas, estruturalmente, o défice não é significativo. Em vez de lhe atribuir a responsabilidade pela fraqueza da economia, os dirigentes europeus deveriam compreender que é uma economia anémica - portanto com as suas receitas fiscais reduzidas - a causadora do aumento do défice.
Como se pode aceitar que, com um jovem em cada dois no desemprego, a Espanha possa conseguir reembolsar a sua dívida?
A austeridade só retarda a solução dos problemas. Em compensação as despesas públicas na educação e na tecnologia podem, a prazo, estimular a produção e criar emprego.
A Alemanha esqueceu as lições dos anos 30, quando a obsessão com o equilíbrio orçamental agravou a recessão e tornou a guerra inevitável.(...)
Stiglitz - recebeu o prémio Nobel da Economia em 2001)
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Vitor Bento
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