"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/RECORDAÇÃO: Dia de Todos os Santos

... não só, mas também, este dia, eis AQUI, AQUI e AQUI ou AQUI, três boas achegas sobre o tema, o assunto, a efeméride do dia: o que de mais certo temos na vida. Então ... será (in)conveniente, um despropósito pensar, reflectir, meditar no seu significado&consequências? E porque não mais uma? Esta AQUI?

terça-feira, 22 de abril de 2014

CINEMA: "Por aqueles em perigo"

De origem escocesa, e evocando sempre algo de biográfico nos seus filmes, Paul Wright tem manifestado, na sua ainda curta carreira de realizador e argumentista, particular interesse por temas que sondam a busca do sentido da vida, mesmo em registos diferentes com referências peculiares à existência de um deus peculiar e marcante na sua filmografia. Com todas as suas poucas obras reconhecidas quer em festivais quer por prémios do cinema, como os prestigiados BAFTA, da Academia Britânica de Cinema, Locarno, Berlim ou Miami, Wright estreia nos ecrãs nacionais, em distribuição moderada, com “Por Aqueles em Perigo”. Por dentro de uma viagem de luto, reconciliação e descoberta, o filme explora razoavelmente as potencialidades do cinema, quer pela envolvência visual que nos oferece, quer pela intimidade conseguida entre protagonista e espetador. Continuar a ler…

segunda-feira, 24 de março de 2014

CINEMA: "Mel"

O fino limite que separa este dos outros casos que até então não questionava, agora tornado evidente, e a inquietude provocada pela explícita ausência do sentido da vida, também camuflada e latente em si própria, transformam a missão de morte de “Mel” numa missão de vida. Ausente de uma referência explícita a Deus, e independentemente do desfecho do filme, é quase impossível não sentir o sopro que impele uma ex-modelo, atriz, nascida no seio de uma família de pintores e músicos onde se combinam sangue e cultura germânica, grega, italiana, francesa e egípcia, a realizar a sua primeira longa metragem sobre temas tão delicado e atuais. Que antes do suicídio assistido são os da solidão, o da débil implicação humana, uns com e para os outros, a ausência de significado e sentido da vida, e o estado terminal de sofrimento em que muitos são colocados por todas aquelas causas.
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

CINEMA: "Post Tenebras Lux"

Uma sequência de interpelações à vez enigmáticas, harmoniosas, estridentes, belas, incómodas, tocantes e cruas, que vão ganhando progressivo significado como num puzzle, e que trazem aos nossos dias, à possibilidade simbólica do cinema e à nossa capacidade de reflexão e ascese, o caminho desde a devastadora experiência do mal ou do sofrimento, de que nenhum humano está isento, à portentosa capacidade de superação e transformação, no sentido da transcendência.
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