"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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domingo, 29 de outubro de 2023

FILME&CINEMA: “Assassinos da lua das flores”

A pedra angular do filme de Scorsese é esta: a mísera épica da avidez humana. Em conjunto e contraposta a ela, o espetador assiste igualmente à grandiosa épica da dor. Porque Scorsese recorda-nos que não existe nada, das coisas humanas, de mais sagrado do que a dor. A sacralidade da dor é o peso que está no outro prato da balança a reequilibrar o enorme rochedo da avidez, que parece fazê-la de senhoria durante toda a história. Para saber mais, clicar AQUI.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

LIVRO&LEITURA: AS PALAVRAS CALADAS

Uma obra escrita na primeira pessoa, à maneira de um diário, que na opinião do P. Vasco Pinto de Magalhães, sj, nos permite entrar na intimidade de Maria de Nazaré. A fé e a fragilidade, a alegria e a dor, o mistério e a proximidade desta mulher singular vão-se-nos tornando cada vez mais familiares. Um livro cativante que é muito mais do que uma biografia da mãe de Jesus: é um poema tecido de delicadeza e ternura. Mais informação disponível na livraria online.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Escutar para amar: O caminho interior de Etty Hillesum

Com Etty, aprendamos a não colocar demasiado cedo os pontos finais na nossa vida, a não contar somente connosco e com a nossa força. Tantas vezes somos confrontados com a tentação de colocar o ponto final, desiludidos, demasiado prematuramente, porque não contamos com a força de Deus, com o impacto de Deus, com aquilo que Ele pode fazer em nós. E, por isso, em vez de pontos finais, nós devíamos pôr vírgulas. Vírgulas que são esses tempos de espera, esses tempos de suspensão. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

LIVRO&LEITURA: “Céu Nublado com Boas Abertas”

À noite, quando olhamos para o céu estrelado, há duas posições possíveis. A cínica diz-nos que está escuro. A posição de Nuno Costa Santos diz-nos, Sim, pá, está escuro, mas alguém está a acender as luzes! Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/RECORDAÇÃO: 1º de Maio: a propósito ...

... uma ou a boa notícia AQUI. E quando, não sendo boa, a notícia é má, a ou uma solução, conforme AQUI, é ...
Entretanto "Busque Motivação Para Fazer um Trabalho Ainda Melhor" AQUI.
Primeiro de maio: Festa de todos os trabalhadores, mas não de todos os trabalhos
"Estamos rodeados do trabalho humano, mas “vemo-lo” demasiadamente pouco, porque civilmente e eticamente somos distraídos ou míopes. O trabalho é o principal ambiente onde se desenvolve a nossa existência, do primeiro dia ao último. Nem sempre, todavia, estamos suficientemente atentos à qualidade moral e à natureza ética deste trabalho. Dedicamos uma atenção cada vez maior às etiquetas dos produtos alimentares e cosméticos para conhecer calorias e propriedades químicas, mas estamos menos interessados hoje do que há trinta anos nas “etiquetas morais” dos bens, aos “açúcares de justiça” e às “calorias éticas”. Nas últimas três décadas deixamo-nos convencer excessivamente depressa de que a democracia tinha pouco a ver com os bens e com os mercados. Acreditámos em quem dizia que as técnicas e os instrumentos podiam gerir a economia. E assim, ao não permitir à democracia que entrasse dentro das fábricas, escritórios, bancos, supermercados e lojas na Internet, reduzimos progressivamente o seu espaço, até o tornar ínfimo. Os direitos e liberdades são também e sobretudo os dos trabalhadores das roupas que usamos, dos agricultores da fruta e dos vegetais que comemos, dos soldados das guerras por trás do petróleo (e em breve da água) que consumimos." Já chega? Então fique-se por aqui. Não chega? Então clique-se AQUI.  

domingo, 14 de abril de 2019

LIVRO&LEITURA: “Cartas sobre a dor”

«Vivida cristãmente, a dor não perde um grama do seu peso que é também terrível, nem esgota a desmedida de mistério a que atribui a existência humana (como escreve Emmanuel Mounier no dia do terrível diagnóstico da filha: “Fomos visitados por alguém muito grande”), mas o acontecimento cristão abre uma possibilidade de perspetiva positiva ao sofrimento». Para saber mais, clicar AQUI.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Sofrer, amar, oferecer

Gonzaguinha, que faleceu num acidente automobilístico há 23 anos, deixou-nos uma canção (“O que é, o que é?”), que é exaltação à vida: «Ah, meu Deus! Eu sei, eu sei/ que a vida devia ser/ bem melhor e será/ mas isso não impede/ que eu repita/ é bonita, é bonita/ e é bonita!»
Ler mais em:

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entre a dor e a alegria

É a doença que torna agradável e boa a saúde, a fome o apetite, a fadiga o repouso.
Como na eletricidade o pólo negativo e o positivo são necessários para acender a faísca e a luz, assim a nossa vida é uma ininterrupta oscilação entre extremos, e é ela que torna autêntica a existência.
Não é por acaso – para dar um exemplo talvez banal – que se deseja a reforma ao fim de uma vida inteira de trabalho e depois, quando chegam aqueles dias tão despidos e monótonos, se sente nostalgia pelo passado tecido de cansaço e repouso alternados. É isto que observa, com a contundência do fragmento 111, o filósofo grego Heraclito (século VI-V a.C.), que via a vida como um fluxo entre positivo e negativo que impulsionava a criatura humana.
Um conjunto monocórdico de dias só aparentemente seria tranquilo e sereno. No final resultaria incolor e maçador. Viver é, portanto, saber dar a justa importância à mutação das situações e, em alguns casos, fazer força para que a mudança aconteça. Afinal a própria conversão é uma passagem do mal ao bem; a pessoa caída no pecado não é só uma experiência nefasta, pode ser uma base para o ressurgimento, um erro que transforma, como ensina Santo Agostinho.
É por isso que devemos estar gratos a Deus, que não nos mergulha numa existência pincelada apenas a cinzento mas que nos faz provar também o gosto amargo da dor para depois nos fazer rejubilar intensamente na felicidade. Os dois pólos entre os quais correm ininterruptamente as etapas da nossa vida são ambos necessários e preciosos.

Card. Gianfranco Ravasi
Presidente do Conselho Pontifício da Cultura
In Avvenire
Trad.: rjm

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quando a boca CALA...

... o corpo GRITA
A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ, abundante combustível chamado Paciência. Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS.