"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ESPIRITUALIDADE: A grande dança

Ensina-nos, a visão completa da vida. Que não cessemos de saudar a cada dia o seu milagre assombroso e de o receber com coração humilde e consciente. Que não choremos apenas os abraços não dados, mas saibamos agradecer por todos aqueles que trocámos, cujo sentido e promessa esquecemos na distração dos dias. Para saber mais clicar AQUI. 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

LIVRO&LEITURA: “O que é amar um país. O poder da esperança”

“O que é amar um país. O poder da esperança” é o novo livro do cardeal José Tolentino Mendonça, que a editora Quetzal vai disponibilizar a partir de 14 de agosto, «O tempo atual representa também uma oportunidade para nos reencontrarmos. Confinados a um isolamento, compreendemos talvez melhor o que significa ser - e ser de forma radical - uma comunidade», lê-se na nota de apresentação do volume. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

ESPIRITUALIDADE: pensar QUARESMA

Tibieza
A tibieza é uma atitude perante Deus que radica numa postura humana e espiritual de mediocridade. É a apatia da alma, que lança raízes nas omissões, negligências, faltas de generosidade para com Deus e para o compromisso cristão. Deixa-se de rezar ou só se reza em situações prementes, urgentes. Arranjam-se mil desculpas para não haver compromisso na vida paroquial ou no serviço eclesial: que não há tempo nem vontade… Fica-se abaixo dos mínimos, e chega um momento em que parece ser impossível ser-se melhor cristão, que não se tem forças para exigir mais. E não é verdade. Para saber mais clicar AQUI.
Precisamos da primavera
Olhamos à nossa volta e sentimos que verdadeiramente a primavera desencadeou um movimento: as árvores voltaram a germinar após a nudez do inverno; ao longo dos caminhos vemos flores amarelas, brancas e de todas as cores; damo-nos conta de que a temperatura é outra; a natureza prepara-se para uma estação diferente. Ora, toda esta preparação não pode ser só exterior a nós, não pode ser apenas um desejo que atravessa a paisagem. Para saber mais, clicar AQUI.
Arte e espiritualidade: Samuel Bak, luz de Quaresma
A Quaresma é um caminho. No entanto, perante certas notícias, perante a situação atual, mais que sentir a necessidade de caminhar, perceciona-se o desejo de fugir: fugir da realidade, que desponta ameaçadora; fugir de si próprio; dos outros, das convivências que se tornaram insuportáveis. Somos homens em fuga. Parecidos com os transportadores de vela de Samuel Bak. Mas o que é esta misteriosa luz ameaçada pelo vento que os dois querem salvar a todo o custo? A Quaresma deveria ser levada assim, com a mesma tenaz e dolorosa fadiga dos homens de Bak. Para saber mais clicar AQUI.
O dom (cristão) das lágrimas
Não saber chorar o pecado cometido era considerado um impedimento para a graça, e por isso, inclusive nos livros de orações confiados à minha geração, havia uma oração «para obter o dom das lágrimas». As lágrimas, de facto, dissolvem o coração de pedra e vencem a aridez que nos torna rígidos, estéreis e incapazes de compaixão; derramar lágrimas humaniza, enquanto que não saber chorar é desumano. Na vida espiritual cristão é preciso, por isso, acolher a experiência das lágrimas, do pranto enquanto arrependimento. Para saber mais clicar AQUI.
O que até agora não
Penso nos nossos propósitos falhados. Nesses propósitos quaresmais e nos outros que fizemos com tanta motivação, e que depois abandonámos pelo caminho. Não somos capazes de ser fiéis aos propósitos? Somos, e seremos melhores, se aprendermos a partir novamente do lugar onde caímos. Se partirmos das nossas falhas para reencontrar a inteireza, impelidos por um coração que acredita. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 27 de março de 2019

LIVRO&LEITURA: “A casa da alegria”

«Longe de um cristianismo de tristezas e melancolias», o volume que a Paulinas Editora lança nas livrarias na próxima semana propõe que «a fé pode ser uma casa da alegria», e por isso «visa contribuir para que cada leitor possa criar a arquitetura da sua própria felicidade». Interroga Gabriel Magalhães, o autor: «O que fazer da nossa crença no mundo atual, tão especialista em descrenças? Onde pousar a velinha de amor que levamos acesa no coração? Dir-se-ia que cada cristão se vê obrigado a encontrar, hoje em dia, um novo tipo de catacumba, onde a sua espiritualidade se sussurra escondidamente». Leia um excerto AQUI.

domingo, 14 de outubro de 2018

ESPIRITUALIDADE: Para uma Igreja amiga da humanidade

Paulo VI quis que a Igreja de Jesus fosse uma Igreja amiga da humanidade, uma Igreja que celebra as conquistas e os triunfos da ciência e da técnica, uma Igreja que sabe interpretar as aspirações profundas das pessoas e dos povos, uma Igreja que escuta, que dialoga, que esclarece, que explica e retifica quando é necessário, uma Igreja, em última análise, que sabe sofrer pacientemente para defender a verdade e a justiça na vida dos seres humanos e nas relações entre os povos. Para saber mais, clicar AQUI.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

REFLEXÃO/ATENCÃO/MEDITAÇÃO "em tempo de férias "Flores e borboletas"

«Belo era o mundo. Belos a lua e os astros, bela a ribeira e as suas margens, a floresta e a rocha, a cabra e o besouro, flores e borboletas. Belo e agradável era andar assim pelo mundo e sentir-se tão criança, tão desperta, tão aberta à imediate das coisas, tão confiante.» Para saber mais, clicar AQUI.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

ATENÇÃO/MEDITAÇÃO/REFLEXÃO: O nada e o tudo

«As crianças encontram o tudo no nada; os homens o nada no tudo.» O "Zibaldone" de Giacomo Leopardi (1798-1837) revela a genialidade absoluta deste poeta italiano. Basta apenas permanecer por um instante numa frase fulgurante como a que citamos hoje. Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

ESPIRITUALIDADE: 10 propósitos que te ajudarão a viver melhor o Tempo Pascal

Na oração do Regina Coeli na última segunda-feira, 2 de abril, o Papa Francisco afirmou que um dos frutos da Páscoa é a fraternidade, graças a que Jesus, “com a sua morte e ressurreição, derrotou o pecado que separava o homem de Deus, de si mesmo e de seus irmãos”.
Por isso, para viver com mais intensamente os 50 dias deste tempo litúrgico, o site ‘Catholic Link’ apresentou uma lista de dez propósitos elaborados pelo autor católico argentino Andrew D’Angelo. Para os conhecer, clicar AQUI.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

ESPIRITUALIDADE: Olhos abertos ou fechados?

«Toda a iconografia cristã representa os santos com os olhos abertos para o mundo, enquanto que a iconografia budista representa cada ser com os olhos fechados» (Gilbert K. Chesterton, 1874-1936). Esta nota é interessante porque coloca em confronto duas atitudes diferentes, para não dizer opostas, no confronto com a realidade. Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO:Um coração alegre

Esperamos com demasiada frequência que a alegria venha a nós, quando a verdade é que a alegria é algo por cuja criação devemos assumir a responsabilidade, não só em nosso favor, mas também em favor dos outros. A alegria não é um acontecimento; é a atitude que uma pessoa saudável adota em cada situação da vida: trabalho, família, vida social, e até em momentos de tensão pessoal. Para saber mais, clicar AQUI.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

LIVRO&LEITURA: "O batismo da imaginação - A experiência da palavra criativa"

O Cristianismo tem necessidade de palavras que exercitem a capacidade de escuta. Para podermos ser cristãos importa exercitarmo-nos para que as palavras não deslizem sobre a superfície, não sufoquem na indiferença e se percam no meio das banalidades. Se não se apreender esta necessidade de palavras «fortes», corre-se o risco de «ouvir apenas banalidades, milhares de coisas que tornam o espírito insípido e cansado». Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Fragilidade, a virtude esquecida

A fragilidade é desejo de escuta, de gentileza, de serviço a si e aos outros, e permite-nos escapar ao fascínio enfeitiçador das ideologias, ao deserto da indiferença e do egoísmo, da agressividade e da violência. As pessoas frágeis conhecem a tristeza da alma, e não a imagem gélida do poder, tendem por natureza a escutar as pessoas que têm necessidade de ajuda, as mais sós e as mais pobres em particular, sentindo-as próximas da sua sensibilidade. Para saber mais, clicar AQUI

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

EFEMÉRIDE: no DIA MUNDIAL do DOENTE "Dar alma à saúde"

Estava em Boston no 11 de Setembro. Vi em directo a retirada do corpo do capelão dos bombeiros de Nova Iorque dos escombros pelos seus homens. Entrou nas Torres Gémeas porque havia bombeiros a morrer lá dentro e queria acompanhá-los. Isto define o que é ser capelão.
Ler mais em: http://www.snpcultura.org/id_padre_jose_nuno.html

CINEMA: The Master - O Mentor

“The Master- O Mentor” é a mais impressionante prova do fascínio de Paul Thomas Andersen pela complexidade da mente e do espírito humanos, numa abordagem extraordinariamente sensível e ao mesmo tempo crua sobre a possibilidade, não declarada, de salvação da alma. Não explícita mas implicitamente conotado com a Cientologia, o filme interessa menos pela polémica que esta questão levanta do que pela cuidadosa forma como expõe a fragilidade e o sofrimento humanos, magnificamente encarnados por Joaquin Phoenix e muito assentes no abandono afetivo. É notável a realização de Anderson e o trabalho de equipa, numa obra bem estruturada e contextualizada, apaixonante, difícil e inquietante, com excelentes desempenhos.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

ADVENTO

Tem-se a impressão de que muitos consideram Deus fora dos seus interesses. Aparentemente não precisam d’Ele; vivem como se Ele não existisse e, ainda pior, como se fosse um “obstáculo” a superar para se realizarem a si mesmos. Também entre os crentes temos a certeza há quem se deixa atrair por quimeras aliciantes e distrair por doutrinas desviantes que propõem atalhos ilusórios para obter a felicidade. Mas como devemos preparar-nos para abrir o coração ao Senhor que vem? A atitude espiritual da expectativa vigilante e orante permanece a característica fundamental do cristão neste tempo de Advento. Nascendo entre nós, que o Menino Jesus não nos encontre distraídos ou comprometidos simplesmente a embelezar com iluminações as nossas casas. Ao contrário, preparemos na nossa alma e nas nossas famílias uma habitação digna onde Ele se sinta acolhido com fé e amor.
Ler mais em http://www.snpcultura.org/advento_2012.html#advento_2012_dia_13

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quando a boca CALA...

... o corpo GRITA
A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ, abundante combustível chamado Paciência. Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS.

domingo, 27 de novembro de 2011

"Mão invisível": esta sim, a causa das "causas da cousa"

Cousa que, tal como crise, também começa pela letra "c" e se escreve com 5 letrinhas apenas.

Miguel Alvim, Infovitae, 1550, 24.Nov.2011

Nunca como hoje, na Europa e no chamado Ocidente capitalista, se teve melhor percepção do conceito de “mão invisível”.
Algo está realmente mal e não funciona.
Será na economia?
São os mercados?
Não são.
São as pessoas.
Tudo se passa e se decide nesse “território” básico e natural da moral e da ética que é a pessoa humana.
O mais, são meros desenvolvimentos dessa realidade ontológica preliminar constitutiva.
Como pretender e reclamar uma economia saudável, se as pessoas que precisamente actuam no mercado e nos mercados não são sérias?
Como assegurar a vitalidade da família e o bom funcionamento dos sistemas públicos, da saúde à justiça, da regulação e da supervisão bancária à educação, se as pessoas subvertem, enganam e mentem, desviam e roubam, não zelam, não cumprem, não pagam, não se comprometem, não se esforçam, não amam, não cuidam do outro e abortam?
Os exemplos são múltiplos, mas relevam todos do mesmo sintoma de falha espiritual: do carácter (ou da falta dele), da alma, do bom propósito.
A lei positiva, por si só, não tem qualquer validade para além da meramente formal que resulta de um dado compromisso social no tempo e no espaço, se não for, rigorosamente, o reflexo de um conjunto de princípios e valores humanos imutáveis.
O verdadeiro sentido da “mão invisível” não está tanto no jogo no mercado da oferta e da procura.
São essas operações instrumentais, materiais.
A verdadeira, a única “mão invisível” está no ser e na pessoa boa, recta e responsável.
Mais de 30 anos de socialismo ateu e relativista em Portugal e na Europa deram nisto.
Não se queixem.
Mudem.
E já agora, quando se fala tanto de recursos e riquezas naturais que, supostamente, a Europa não tem: as pessoas bem formadas são os nossos diamantes.
E a nossa melhor energia, eternamente renovável, chama-se Jesus Cristo.