"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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domingo, 21 de julho de 2019

FÉRIAS&LAZER: BOAS FÉRIAS e ...

... " «Pensai no tempo de que ainda dispondes, mais do que no tempo que vos falta.»  - P. (Card.) Gianfranco Ravasi , in Avvenire AQUI.

... "Através das férias serão regeneradas as relações se se souber partilhar o bem do repouso, evitando enclausurá-lo no egoístico abandono da realidade, a favor de uma procura vazia de si próprio" -  D. Cesare Nosiglia, arcebispo de Turim. Mais AQUI.

..."Estamos em pleno verão. Tempo de férias, de relax, de tempos vagarosos. Um tempo precioso, mas não óbvio, e por isso a pedir opções. Com efeito, pode ser um espaço vazio, de total descompromisso, de não sentido, ou tornar-se tempo oportuno para a regeneração do físico, do espírito, das relações. Um tempo a atravessar na gratuidade." - in SIR, Lauro Paoleto. Mais AQUI.

..." Quem recusa toda a forma de repouso arruína a vida a si próprio, mas arrisca-se a arruinar também a dos outros, porque a tentação de se assumir como exemplo de perfeita virtude do vício do trabalho é demasiado forte. Para ele, o repouso é o oposto da produção, e a produção é um bem supremo." - in Avvenire, Umberto Folena. Mais AQUI.

... "Ocupar o tempo. Dar utilidade a uma infinidade de horas inúteis dadas a tantas crianças no tempo de verão. Um exercício exigente para muitas famílias. Multiplicam-se atividades, antecipam-se aprendizagens da escola, procuram-se programas pedagogicamente estimulantes. Na pior das hipóteses, permite-se que o olhar se canse no ecrã pouco arejado de um tablet. Nenhuma destas atividades tem que ser interdita. Com equilíbrio, há lugar para tudo. A tentação aparece quando o desejo de ocupar cada segundo leva a matar o tempo, a tirar-lhe o que tem de imprevisível, espontâneo e gratuito. As crianças e os adultos precisam de aprender o tempo inútil e sem porquês, o riso e a graça das horas aparentemente perdidas.
Haverá um guia prático para não matar o tempo? Não. Não há soluções formatadas, apenas algumas sugestões AQUI.

Estamos em tempo de férias, e aqui surge-me outro paradoxo, que na realidade é apenas aparente, como o que se declarou ao início na expressão “falar do silêncio”... Não será o caso, antes de ir “de férias”, de perguntar-se, talvez, no silêncio, que uso entendemos fazer do tempo? ". Uma reflexão AQUI.

VERÃO, TEMPO DE AGRADECER
Cláudia Pereira convida-nos a aproveitar as férias para cultivar a gratidão, a oração e o encontro com Deus. Mas também a fazermos aquelas coisas de que mais gostamos e para as quais não há tempo noutras alturas do ano. Leia o texto na íntegra aqui

As férias ensinam a olhar, perguntar, pensar
É preciso encontrar tempo para ficar a sós, no silêncio, e demorar-se nas perguntas que nos habitam. Se nunca fizermos este “trabalho”, arriscamo-nos a viver à superfície, sem estarmos conscientes, sem conseguir ler a nossa vida e a avaliá-la nas suas expetativas e nos seus fracassos. Os latinos diziam que cada ser humano amadurecido deve conseguir “habitare secum”, a habitar consigo, a escutar-se. É uma necessidade para agarrar a própria vida nas mãos com um mínimo de lucidez, e assim aprender a amar-se a si e aos outros com inteligência e criatividade. Para saber mais clicar AQUI.








segunda-feira, 24 de junho de 2019

VERÃO, FÉRIAS & LAZER: O descanso começa por dentro

O verão está a chegar. Para muitos é tempo de férias. Mas descansar é muito mais do que uma ocupação que se põe na agenda. É uma atitude. Um estilo. Uma arte. Para saber mais clicar AQUIAQUI e AQUI.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à ESPIRITUALIDADE (9)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Futuro do cristianismo está nas origens, diz sociólogo português
O sociólogo José Pereira Coutinho, autor de um estudo que envolveu 500 alunos de quatro universidades públicas de Lisboa, considera que o cristianismo tende para a realidade que caracterizou as suas origens, com uma minoria de fiéis convictos mas minoritários. «Ainda que continuem a existir pessoas que se dizem católicas por tradição, a maior parte só será por convicção», enquanto que ateus e agnósticos serão uma fatia «cada vez maior» e as minorias religiosas tendam a crescer devido à imigração.
João Pereira Coutinho sublinha que a sociedade respira um «ambiente que não desenvolve o valor da paciência e da introspeção, muito importantes para desenvolver a religiosidade», fator a que se acrescenta a «erosão gradual da família tradicional» e do «casamento religioso», a par do «aumento do divórcio e das uniões de facto».

FÉRIAS (d)e VERÃO com MÚSICA (9)

À boleia do e-mail da colega Margarida L. (obrigado, uma vez mais), parti numa viagem à "cata" do mundo deste músico que desconhecia. Da minha viagem e das descobertas que fiz, posso, quero e devo, agora, partilhar a recolha seleccionada. Resta esperar que gostem dela e como diria alguém, "farei todos os possíveis por ...".
Disposto e disposta para estes sublimes momentos vídeo-musicais? Não? Tem razão, no bulício não convém!
Será então preferível deixar para melhor ocasião, pois o belo canto, melhor, a MÚSICA merece !!!
E agora em tempo de férias? Mais relaxado e relaxada? Sim? Aparelhagem ajustada aos ouvidos e bem instalados na cadeira, ou melhor recostados no "fufá", vulgo poltrona? Olhos arregalados para a ambiência, os espectadores, novos & "velhos", pretos & brancos, homens & mulheres, solteiros, namorados & casados, as suas reacções, os seus gestos, ternuras & carícias esquecidos agora e em boa hora regressados, caras, prazer, alegria explícita e implícita, sorrisos & lágrimas (no canto do olho), numa atmosfera de bons, sãos e genuínos sentimentos que só a música & os grandes homens são capazes de criar, transmitir e viver? Assim saibamos aproveitar. Nós, que tão perdidos e afastados andamos neste mundo do "faz-de-conta" em obras, em postiços e em sentimentos.
Há que renascer!
Aproveitemos portanto!
Vamos a isso: 1, 2 , 3 e...
...deixemo-nos ser embalaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadossssss...

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (9)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Luís Miguel Cintra lê o Cântico dos Cânticos
Luís Miguel Cintra, ator e encenador do Teatro da Cornucópia, vai ler o livro bíblico do Cântico dos Cânticos na Capela do Rato, em Lisboa, a 20 de março (domingo), pelas 21H30.
O Cântico dos Cânticos é um dos poemas mais antigos da humanidade, considerado um dos tesouros dessa biblioteca que é a Bíblia judaico-cristã. A sua natureza erótica não impediu que seja o texto bíblico mais lido e comentado pela mística ocidental.
O “Cântico dos Cânticos” começa desta maneira:
«Que ele me beije com beijos da sua boca!
Melhores são as tuas carícias que o vinho,
ao olfato são agradáveis os teus perfumes;
a tua fama é odor que se difunde.
Por isso te amam as donzelas».

FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (8)...

... "numa sala perto de si"
Incendies - A mulher que canta
Perante a morte da mãe, dois gémeos são informados da existência dum terceiro irmão, que devem descobrir. A demanda implica, por vontade expressa da mãe, que ela não tenha enterro condigno nem direito a lápide até que aquele filho seja recuperado.
Enquanto Simon se mostra renitente a esta disposição, Jeanne acede sem reservas. Acompanham-na uma série de pressupostos baseados na matemática pura com que lida todos os dias: que só existem soluções estritas e definitivas para problemas estritos e definitivos; e que a sua vida, como todos os dias assume na profissão, acaba de derivar para o enfrentar de problemas insolúveis cujas respostas não farão mais que levantar nova quantidade de questões e problemas, sempre no risco de não terem solução.
...

FÉRIAS (d)e VERÃO com POESIA (2)

FÉRIAS (d)e VERÃO a RECORDAR (1): Quem se lembra?

(...) e eu a vê-los passar (...)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (8)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Luís Miguel Cintra e José Tolentino Mendonça apresentam Cântico dos Cânticos
A primeira vez que José Tolentino Mendonça ouviu o Cântico dos Cânticos foi através da voz de uma analfabeta que lavava o chão da igreja. Tinha então 14 anos. O caráter quase clandestino do livro bíblico na liturgia cristã, radicado na sua acentuação erótica, não impede que seja ao mesmo tempo muito habitado e fecundo, revelando o desejo do corpo e da presença.

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO (8)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Um bispo em duas rodas: quando a fé acelera de moto
Ao automóvel prefere a moto com que percorre as estradas da sua diocese. É um bispo sobre duas rodas: D. Giulio Mencuccini vive há 38 anos no Bornéu, a maior ilha do arquipélago da Indonésia. No último domingo, 29 de julho, D. Giulio Mencuccini pilotou uma mota de 1200 cc. e encabeçou cerca de 100 motociclistas num passeio de solidariedade até ao santuário de S. Gabriel, em Itália.
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Ler mais em http://www.snpcultura.org/um_bispo_em_duas_rodas_quando_a_fe_anda_de_moto.html

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à ESPIRITUALIDADE (8)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Passemos para a outra margem
Nessas férias seria diferente! Saberíamos o nome uns dos outros e mais: daríamos tempo para saborear a história e a presença que cada um é. Não seria o relógio a presidir aos nossos encontros, nem a utilitade imediata a emprestar justificação às nossas procuras. Pelo contrário: estar em comunidade seria como caminhar junto ao mar, sem nenhuma pressão de horários (exteriores e interiores), entregues ao prazer da contemplação e da companhia.
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Ler mais em http://www.snpcultura.org/paisagens_passemos_para_outra_margem.html

FÉRIAS (d)e VERÃO com POESIA (1)

FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (7)

"Momentos de glória": quando o desporto é uma corrida para o bem
Eric Henry Liddell era escocês, mas nasceu na China. Filho de missionários protestantes tornou-se também missionário e morreu no país natal depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Harold Abrahams, inglês de origem judaica, tornou-se um homem de negócios de sucesso, como o seu pai. Em comum têm o grande empreendimento desportivo nas Olimpíadas de Paris de 1924, onde o primeiro ganhou o ouro nos 400 metros e o segundo nos 100. Para o Reino Unido são heróis nacionais. O resto do mundo conhece-os sobretudo graças a “Momentos de glória” (Chariots of fire, 1981).
O filme do então estreante Hugh Hudson foi agora restaurado por ocasião da sua projeção em blu-ray. Precisamente há 30 anos ganhava de surpresa quatro Óscares, entre os quais o de melhor filme, vencendo a concorrência do mais promissor “Reds”de Warren Beatty.
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terça-feira, 7 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO (7)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Quem tudo quer, tudo perde
Já reparou em quantas pessoas na estrada, nas lojas, nos telejornais ou em qualquer lugar parecem pensar que são as únicas que existem, ou, pelo menos, as únicas que contam? É o chamado narcisismo: absorção total em si próprio, nas suas prioridades e desejos. Uma pessoa assim nem sequer vê os outros, a não ser que se metam no seu caminho. “Eu sou tudo o que interessa e tenho direito a tudo o que eu quiser.”
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FÉRIAS (d)e VERÃO com SAÚDE (2)

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à ESPIRITUALIDADE (7)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Oração pelas férias
Dá-nos, Senhor,
depois de todas as fadigas
um tempo verdadeiro de paz.

Dá-nos,
depois de tantas palavras
o dom do silêncio
que purifica e recria.
...

FÉRIAS (d)e VERÃO com MÚSICA (7)...

... das bandas de lá. Muito para lá de Trás-os-Montes, além Pirinéus & Atlântico - a música era outra, obviamente.



FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (6)

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Os descendentes
Alexander Payne (“Sideways” e “As Confissões de Schmidt”) regressa com “Os Descendentes” , adaptação do romance da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings, ao universo puramente masculino, jogando com as noções de sexo forte e fraco em relação ao feminino, investindo em mais uma abordagem bem definida e totalmente descomplexada.
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http://www.snpcultura.org/os_descendentes.html

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO (6)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!

Tempo livre, tempo de graça | IMAGENS |
Este tempo gratuito é por excelência o tempo da relação, daquela que nos liga profundamente com as pessoas, com a realidade no tempo e para além do tempo, que nos liga no espaço e para além do espaço, aqui e agora e libertos de cada momento e lugar. O tempo livre só por si pode tornar-se um tempo vazio. Tempo de isolamento em casa e na rua, de isolamento não porque não estejam com outras pessoas – até estarão muitas vezes com gente demais – não porque não façam isto e aquilo, não porque não pairem sem conversar, mas porque não têm com quem crescer. Saber estar, saber conversar à vontade, ser capaz de meditar, saber até observar e também relaxar são dimensões da vida, vivida connosco, com Deus e com os outros que é preciso voltar a desenvolver.

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à ESPIRITUALIDADE (6)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


O cristianismo estará à altura do seu tempo se for capaz de viver, de celebrar, de pensar e, assim, de realizar o Evangelho como palavra e gesto que saiba a vida e que faça viver. Não a vida ideal, mas a vida pequena, ferial, quotidiana. Para isso, precisa de usar formas de vida, de linguagem e de pensamento nas quais homens e mulheres, social e culturalmente situados, se revejam. No entanto, não poderá deixar de realizar a contestação profética de fixações, idolatrias, abstrações e não deixará de forçar os limites, de alargar o horizonte, de escavar novas profundidades. Mas fá-lo-á como bênção capaz de recolher, descrever e promover o que de melhor cada biografia e cada grupo tem para dar em contacto com a graça que salva.
Ler mais em http://www.snpcultura.org/atravessar_a_crise_notas_para_pratica_crente.html