"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sábado, 22 de agosto de 2020

inPRENSA semanal (15 a 21-08-2020): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão. 


Mistério médico. Cérebros de veteranos desvendam segredos sobre a síndrome da Guerra do Golfo
Dona da seguradora comprada ao Novo Banco mudou-se para morada que era de magnata condenado
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242 mil doentes à espera de cirurgias. E para 100 mil já passou o prazo clinicamente aceitável
e
Itália fecha discotecas, uso de máscara em espaços públicos é obrigatório à noite
Cerca de 2.500 pessoas protestam em Madrid contra uso de máscara
Eleições gerais na Nova Zelândia adiadas por quatro semanas
Catástrofe ambiental. Impacto do derrame de petroleiro nas Maurícias "vai durar muito tempo"
Taizé. Encontro europeu em Turim adiado um ano
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e
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Médicos ameaçam com guerra se António Costa insistir em escalada verbal
“Estou de consciência tranquila…”
Quem é Alexei Navalny, o carismático ativista anticorrupção que desafia Putin há uma década?
Só Salazar, Cunhal e Soares ultrapassaram a condição de anões na política portuguesa"
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domingo, 16 de agosto de 2020

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, proféticaAQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesialAQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontroAQUI
5Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
108 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do 20º Domingo do Tempo Comum - Ano A
A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre a universalidade da salvação. Deus ama cada um dos seus filhos e a todos convida para o banquete do Reino.
Na primeira leitura, Jahwéh garante ao seu Povo a chegada de uma nova era, na qual se vai revelar plenamente a salvação de Deus. No entanto, essa salvação não se destina apenas a Israel: destina-se a todos os homens e mulheres que aceitarem o convite para integrar a comunidade do Povo de Deus.
O Evangelho apresenta a realização da profecia do Trito-Isaías, apresentada na primeira leitura deste domingo. Jesus, depois de constatar como os fariseus e os doutores da Lei recusam a sua proposta do Reino, entra numa região pagã e demonstra como os pagãos são dignos de acolher o dom de Deus. Face à grandeza da fé da mulher cananeia, Jesus oferece-lhe essa salvação que Deus prometeu derramar sobre todos os homens e mulheres, sem excepção.
A segunda leitura sugere que a misericórdia de Deus se derrama sobre todos os seus filhos, mesmo sobre aqueles que, como Israel, rejeitam as suas propostas. Deus respeita sempre as opções dos homens; mas não desiste de propor, em todos os momentos e a todos os seus filhos, oportunidades novas de acolher essa salvação que Ele quer oferecer.
EVANGELHO - Mt 15,21-28
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Jesus retirou-Se para os lados de Tiro e Sidónia.
Então, uma mulher cananeia, vinda daqueles arredores,
começou a gritar:
«Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim.
Minha filha está cruelmente atormentada por um demónio».
Mas Jesus não lhe respondeu uma palavra.
Os discípulos aproximaram-se e pediram-Lhe:
«Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós».
Jesus respondeu:
«Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel».
Mas a mulher veio prostrar-se diante d'Ele, dizendo:
«Socorre-me, Senhor».
Ele respondeu:
«Não é justo que se tome o pão dos filhos
para o lançar aos cachorrinhos».
Mas ela replicou:
«É verdade, Senhor;
mas também os cachorrinhos
comem das migalhas que caem da mesa de seus donos».
Então Jesus respondeu-lhe:
«Mulher, é grande a tua fé.
Faça-se como desejas».
E, a partir daquele momento, a sua filha ficou curada.
AMBIENTE
Continuamos na secção da "instrução sobre o Reino" (cf. Mt 13,1-17,27). Depois de apresentar a pregação sobre o Reino em parábolas (cf. Mt 13,1-52), Mateus descreve a resposta dos interlocutores de Jesus à proposta que lhes foi transmitida (cf. Mt 14,1-17,27).
De uma forma geral, a comunidade judaica responde negativamente ao desafio apresentado por Jesus. Quer os nazarenos (cf. Mt 13,53-58), quer Herodes (cf. Mt 14,1-12), quer os escribas, quer os fariseus, quer os saduceus (cf. Mt 15,1-9; 16,1-4.5-12) recusam embarcar na aventura do Reino. Começa a tornar-se, cada vez mais claro, que a comunidade judaica não está disposta a acolher a proposta de Jesus.
O episódio que nos é proposto é, precisamente, antecedido de um confronto entre Jesus, por um lado, os fariseus e doutores da Lei, por outro, por causa das tradições judaicas (cf. Mt 15,1-9). Em ruptura com os fariseus e os doutores da Lei, Jesus "retirou-Se dali e foi para os lados de Tiro e de Sídon". A recusa de Israel em acolher a proposta do Reino vai fazer com que a pregação de Jesus se dirija para fora das fronteiras de Israel. A comunidade dos discípulos - esse grupo que escutou atentamente a proposta do Reino e a acolheu - acompanha Jesus.
O episódio narrado no Evangelho deste domingo situa-nos na "região de Tiro e Sídon". Diante de Jesus apresenta-se uma mulher "cananeia". O apelativo "cananeia" designa, no Antigo Testamento, uma mulher pagã (neste caso, trata-se de uma mulher fenícia, provavelmente residente na região de Tiro e Sídon).
A Fenícia não era, aos olhos dos judeus, uma região "recomendável". De lá tinham vindo, frequentemente, exércitos inimigos; de lá tinham vindo, muitas vezes, influências religiosas nefastas, que afastavam os israelitas da fé em Jahwéh e os levavam a correr atrás dos deuses cananeus. A famosa Jezabel, mulher do rei Acab, que potenciou o culto a Baal e Asserá (meados do séc. IX a.C., na época do profeta Elias) e que tão má memória deixou entre os fiéis a Jahwéh era filha de um rei de Sídon. Não admira, portanto, que os fariseus e doutores da Lei, defensores intransigentes da Lei e da pureza da fé, considerassem os habitantes dessa zona como "cães" (designação que, para os judeus, tinha um sentido altamente pejorativo).
O apelo da mulher fenícia vai no sentido de que ela possa, também, ter acesso a essa salvação que Jesus veio propor. Jesus passará por cima dos preconceitos religiosos dos judeus e oferecerá a salvação a esta pagã? Uma mulher fenícia (estrangeira, inimiga, oriunda de uma região com má fama e, ainda por cima, "mulher") merecerá a graça da salvação?
MENSAGEM
Consideremos, em primeiro lugar, a figura da mulher fenícia... As suas três intervenções mostram, por um lado, a sua ânsia de salvação; e, por outro, a fé firme e convicta que a anima (as designações "filho de David" - que equivale a "Messias" - e "Senhor" - "Kyrios" - com que ela se dirige a Jesus, lidas em contexto cristão, equivalem a uma confissão de fé). É uma figura que nos impressiona pela fé, pela humildade e também pelo sofrimento que transparece no seu apelo.
Surpreende-nos depois, numa primeira leitura, a forma dura como Jesus trata esta mulher que pede ajuda. Ele começa por passar em silêncio, aparentemente insensível aos apelos da mulher (vers. 23). Depois, perante a insistência dos discípulos, responde: "não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel" (vers. 24). Finalmente, diante do dramático último apelo da mulher ("socorre-me, Senhor"), responde: "não é justo que se tome o pão dos filhos para o lançar aos cães" (vers. 26).
Como entender esta atitude rude e insensível do mestre galileu, sempre preocupado em traduzir em gestos concretos o amor e a misericórdia de Deus pelos homens? A reacção de Jesus será fruto da convicção de que, de acordo com o plano de Deus, a salvação devia derramar-se, em primeiro lugar, pelos judeus, antes de alcançar os gentios?
A atitude de Jesus faz sentido, se a virmos como uma estratégia pedagógica, destinada a mostrar o sem sentido dos preconceitos judaicos contra os pagãos. Jesus conduziu o jogo de forma a demonstrar como eram ridículas as atitudes de discriminação dos pagãos, propostas pela catequese oficial judaica. Endurecendo progressivamente a sua atitude face ao apelo que lhe foi feito pela "cananeia", Jesus dá à mulher a possibilidade de demonstrar a firmeza e a convicção da sua fé e prova aos judeus que os pagãos são bem dignos - talvez mais dignos do que esses "santos" membros do Povo de Deus - de se sentar à mesa do Reino. Esta mulher, na sua humildade, nem sequer reivindica equiparar-se a esse Povo eleito, convidado por Deus para o banquete do Reino... Ela está disposta a ficar apenas com "as migalhas" que caem da mesa (vers. 27); mas pede insistentemente que lhe permitam ter acesso a essa salvação que Jesus traz. Ao contrário, os fariseus e doutores da Lei, fechados na sua auto-suficiência e nos seus preconceitos, rejeitam continuamente essa salvação que Jesus não cessa de lhes oferecer.
No final de toda esta caminhada de afirmação da "bondade" e do "merecimento" desses pagãos que a teologia oficial de Israel desprezava, Jesus conclui: "Mulher, grande é a tua fé. Faça-se como desejas". A afirmação de Jesus significa: "na verdade tu estás disposta a acolher-Me como o enviado do Pai e a aceitar o pão do Reino, o pão com que Deus mata a fome de vida de todos os seus filhos. Recebe essa salvação que se destina a todos aqueles que têm o coração aberto aos dons de Deus".
É possível que Mateus esteja, nesta catequese, a responder a uma situação concreta da sua comunidade... Nos finais do século primeiro (o Evangelho segundo Mateus aparece durante a década de oitenta), alguns judeo-cristãos ainda tinham dificuldade em aceitar a entrada dos pagãos na Igreja de Jesus. Mateus recorda-lhes, então, que para Jesus o que é decisivo não é a raça, a história, a eleição, mas a adesão firme e convicta à proposta de salvação que, em Jesus, Deus faz aos homens.
O texto mostra que a proposta de Jesus é para todos. A comunidade de Jesus é, verdadeiramente, uma comunidade universal. Aquilo que é decisivo, no acesso à salvação, é a fé - isto é, a capacidade de aderir a Jesus e à sua proposta de vida.
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão pode partir dos seguintes elementos:
• A primeira questão que o nosso texto põe prende-se com a definição daquilo que é essencial na experiência cristã. Quem é que é cristão? Quem é que pode fazer parte da comunidade de Jesus? A resposta está implícita na história da mulher cananeia: torna-se membro da comunidade de Jesus quem aceita a sua oferta de salvação, quem acolhe o Reino, adere a Jesus e ao Evangelho. O que é determinante, para integrar a comunidade do Reino, não é a raça, a cor da pele, o local de nascimento, a tradição familiar, a formação académica, a capacidade intelectual, a visibilidade social, o cumprimento de ritos, a recepção de sacramentos, a amizade com o pároco, os serviços prestados à "fábrica da igreja", mas a fé (entendida como adesão a Jesus e à sua proposta de salvação). Para mim, o que é que é ser cristão? O que está no centro da minha experiência cristã é a pessoa de Jesus e a sua proposta de salvação? Em que é que se fundamenta a minha fé?
• O exemplo da mulher cananeia leva-nos a pensar, por contraste, nesses "fariseus e doutores da Lei" que rejeitam a oferta de salvação que Deus lhes faz, em Jesus. Estão cheios de certezas, de convicções firmes, de preconceitos; mas não têm o coração aberto aos desafios que Deus lhes faz... Conhecem bem a Palavra de Deus, têm ideias definidas acerca do que Deus quer ou não quer, são orgulhosos e auto-suficientes porque se consideram um povo santo, eleito de Deus, mas não têm esse coração humilde e simples para acolher a novidade de Deus... Atenção: o verdadeiro crente é aquele que se apresenta diante de Deus numa atitude de humildade e simplicidade, acolhendo com um coração agradecido os dons de Deus e a graça da salvação. O verdadeiro crente não se barrica em certezas imutáveis ou em chavões doutrinais, mas procura descobrir, cada dia, com humildade e simplicidade, a verdade eterna de Deus e as suas propostas para o mundo e para os homens.
• Teoricamente, ninguém põe em causa que a Igreja nascida de Jesus seja uma comunidade aberta a todos os homens e mulheres, de todas as raças, culturas, classes sociais, quadrantes políticos... Na prática, será que todos encontram na Igreja um espaço de comunhão, de amor, de fraternidade? Os homens e as mulheres, os casados e os divorciados, os pobres e os ricos, os instruídos e os analfabetos, os conhecidos e os desconhecidos, os bons e os maus, os novos e os velhos, todos são acolhidos na comunidade cristã sem discriminação e todos são convidados a pôr a render, para benefício dos irmãos, os talentos que Deus lhes deu? Independentemente do que os documentos da Igreja dizem, do que o Papa ou os bispos dizem, o que é que eu faço para que a minha comunidade cristã seja um espaço de fraternidade, onde todos se sentem acolhidos e amados?
• Como a primeira leitura, também o Evangelho sugere uma reflexão sobre a forma como acolhemos o estrangeiro, o irmão diferente, o "outro" que, por razões políticas, económicas, sociais, laborais, culturais, turísticas, vem ao nosso encontro. Se Deus não discrimina ninguém, mas aceita acolher à sua mesa todos os homens e mulheres, sem distinção, porque não havemos de proceder da mesma forma? Particular cuidado e atenção devem merecer-nos os imigrantes que não falam a nossa língua, que não têm casa, que não têm trabalho, que sentem a ausência da família e dos amigos, que são perseguidos pelas redes que exploram o trabalho escravo... O convite que Deus nos faz é que vejamos em cada pessoa um irmão, independentemente das diferenças de cor da pele, de nacionalidade, de língua ou de valores.
PALAVRA PARA O CAMINHO.
Os "estrangeiros"... Na caminhada da próxima semana e das nossas férias, marcar os nossos comportamentos para com aqueles que são "estrangeiros" de uma maneira ou de outra: raça, cultura, meio social, religião... Verificar o lugar que lhes damos no segredo do nosso coração: como nossos irmãos diante do nosso Pai... ou como vagabundos de passagem que deverão contentar-se com as migalhas?...
FONTE: https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2971 

«Enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel»
 «Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel», declara o Senhor. [...] Foi enviado àqueles a quem tinha sido prometido, pois está dito que «as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência» (Gal 3,16). A promessa, feita no tempo, cumpre-se a seu tempo, para os judeus e a partir dos judeus, segundo está escrito: «A salvação vem dos judeus» (Jo 4,22). Nascido deles segundo a carne, foi a eles que Cristo foi enviado, quando o tempo se cumpriu; fora a eles que fora prometido no princípio do tempo, a eles que fora predestinado antes de todos os tempos. Predestinado para os judeus e para os pagãos, nascido unicamente dos judeus, sem intermediário na carne, foi apresentado à nascença, segundo a carne, àqueles a quem tinha sido prometido. [...]
 Mas o nome «Israel» significa «homem que viu a Deus»; portanto, esse nome aplica-se, de pleno direito, a todo o espírito racional. Daí, podemos compreender que «a casa de Israel» abarca também os anjos, os espíritos predestinados à visão de Deus. [...] Enquanto as noventa e nove ovelhas [...] caminhavam soltas e se deitavam sem temor nas pastagens verdejantes e sempre abundantes (Sl 23,2), o bom Pastor desceu de junto do Pai quando «já era tempo de lhes perdoar» (Sl 102,14), e foi enviado misericordiosamente ao tempo; Ele que [...] tinha prometido desde toda a eternidade ir à procura da ovelha perdida (Lc 15,4s). [...]
O bom Pastor foi, pois, enviado a restaurar o que estava partido, a fortificar o que era fraco (cf Ez 34,16). O que estava partido e era fraco era o livre arbítrio do homem. Querendo elevar-se acima de si próprio, o homem tinha caído; e, não tendo força para se sustentar, ficou esmagado e partido [...], totalmente incapaz de voltar a erguer-se. Consolidado, por fim, e reconfortado pelo próprio Cristo [...], sem, no entanto, estar completamente vigoroso, tanto que não se encontrava entre as noventa e nove ovelhas que estavam nas pastagens abundantes, foi transportado nos braços do Pastor, como está escrito: «Leva os cordeiros ao colo e faz repousar as ovelhas que têm crias» (Is 40,11). 
Isaac da Estrela (?-c. 1171)
monge cisterciense

Sermão 35, 3.º para o 2.º Domingo da Quaresma

sábado, 15 de agosto de 2020

inPRENSA semanal (8 a 14-08-2020): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.  

 
Alarme soa em França: já há dez mil novos casos de covid-19 em agosto
Rui Pinto libertado (com acesso à Internet numa safe house). Procuradora receia que fuja do país
“Vai continuar a queimar”. Covid-19 é mais parecida com um fogo florestal do que com ondas e picos
O Bosão de Higgs foi apanhado a fazer algo inesperado
Poema do cardeal Tolentino vai ser lido aos pés do Cristo Redentor por Tony Ramos 
Leilão desportivo organizado pelo Vaticano rendeu 95 mil euros
A resposta ideal para a covid-19? Uma mistura da Nova Zelândia, Dinamarca e Uganda
Marques Mendes: “Se Governo e DGS tivessem um pingo de coerência não autorizavam” o Avante
Saiba quais as máscaras que não protegem contra a Covid-19
Novo Banco. Seguradora foi vendida com desconto de 70% a gestor condenado por corrupção
Rui Pinto já saiu das instalações da Judiciária
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Covid-19. Nova Zelândia ordena confinamento de lares de idosos
Plano do hidrogénio vai sair “muito caro” aos portugueses
A Lua pintou-se de vermelho na Argentina (e a causa não é propriamente boa)
Cartuxa. Viagem à casa dos monges brancos
Vamos sequestrar os velhos por quanto tempo?
Rússia regista primeira vacina contra o coronavírus
Liga dos Campeões. Como vai ser a segurança no maior evento desportivo do ano?
Como ajudar um Estado falhado
Tiroteio junto à Casa Branca. Trump retirado da sala de imprensa
Portugal entre os países europeus com menos novos casos de covid apesar de ser o oitavo que mais testa
“Parada Ku Klux Klan” à frente da SOS Racismo. Associação faz queixa
Trump abandona conferência de imprensa após ser confrontado por jornalista com mentira que disse 150 vezes
Apesar dos alertas, houve quem plantasse as sementes misteriosas da China (e já começaram a crescer)
Quase cem mil crianças contraíram a covid-19 em apenas duas semanas nos Estados Unidos
A “verdade” do Chega
"Queremos trabalho!", dizem trabalhadores dos eventos
"Sputnik V”. Vacina russa entra em circulação em janeiro, especialista portuguesa diz que "a Europa é muito exigente"
Covid-19. Primeiro-ministro de França alerta para "risco elevado" de segunda vaga
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Campanha de Passos de 2015 investigada por suspeitas de suborno da Odebrecht
“Pagaram os contribuintes”. Rio diz que falta saber quem é o ultimo beneficiário da venda GNB pelo Novo Banco
Cientistas calculam probabilidade de contágio ao viajar de comboio
Anthony Fauci avisa que a Rússia arrisca “fazer mal a muita gente” com a sua vacina
Dignidade do ser humano tem «sérias implicações sociais, económicas e políticas», alerta papa
Morreu músico angolano Waldemar Bastos
Marcelo vetou o fim dos debates quinzenais, não foi?
Limitar e vigiar o Estado
George Soros "desanca" Trump e explica porque está fora da atual "bolha" nos mercados
Grupo avisa Bruxelas que Portugal pode tornar-se ilha ferroviária na Europa
Só há três partidos sem irregularidades nas contas. PCP é dos que mais falha
Denúncia de Rui Pinto leva a congelamento de conta bancária da Doyen
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Covid-19. Comida não é fonte de contágio apesar de amostras encontradas em frango, diz OMS
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Espanha proíbe fumar na rua, fecha bares e cancela concertos
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Pandemia reganha força na Europa. Espanha e França preocupam mais
Bancos estão a pedir a contabilistas para fazerem “um jeitinho” e falsificarem declarações
“Os russos precipitaram-se”. Cientistas preocupados com a Sputnik V

ESPIRITUALIDADE&COMEMORAÇÃO: Festa da Assunção de Maria

Nada se sabe do fim da vida terrestre de Maria. Só um escrito apócrifo do século V, “A Dormição de Maria”, evoca os seus últimos instantes. Rodeada pelos apóstolos em oração, é conduzida ao Paraíso por Cristo. Mas as palavras, estas sim, bíblicas, da anunciação do anjo a Maria, «cheia de graça, o Senhor está contigo», dizem já a comunhão total com Deus que significa a Assunção. Muito cedo, com efeito, os cristãos tiveram o pressentimento que a Mãe de Deus, preservada de todo o pecado, não poderia ter conhecido a corrupção da morte. Para saber mais clicar AQUI.
                                  Assumir a carne, do nascimento à assunção
A Festa da Assunção de Maria ao seio de Deus, na sua plenitude humana, isto é, em corpo e alma, põe uma das mais significativas teses acerca da grandeza antropológica de isso que é ser-se propriamente humano. Ao ser assumida na sua humana inteireza, Maria passa a ser o paradigma do que é ser-se humano, simples, mas plenamente humano, em termos da antropologia cristã. Para saber mais clicar AQUI
                               Assunção da Virgem: Espiritualidade, arte e cultura
Durante muitos séculos a solenidade da Assunção foi celebrada na Igreja católica sem qualquer definição doutrinal formal. Na maior parte dos lugares era a principal festa da Bem-aventurada Virgem Maria e é a padroeira de muitas das grandes catedrais marianas, como a de Notre Dame, em Paris. Que Maria foi «assunta ao céu, em corpo e alma», tornou-se um ensinamento oficial da Igreja católica em 1950, quando o papa Pio XII promulgou a bula “Munificentissimus Deus”. Para saber mais clicar AQUI.




sexta-feira, 14 de agosto de 2020

LIVRO&LEITURA: “Nunca é tarde para começar a viver”

«O governo devia ter feito esta lei: a todos, uma vez por ano, caberia o direito de se poderem sentar em almofadas macias, antegostar um bom jantar à base de ravioli e vinho tinto, escutar as conversas de pessoas queridas, e sentir, mesmo que só por um breve lapso de tempo, que é importante para alguém.» Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

CINEMA&FILMES: Os noventa anos de Clint Eastwood

Eastwood indaga através do cinema os aspetos essenciais da existência, levando ao grande ecrã as problemáticas e temáticas sobre as quais cada ser humano reflete, e às quais procura dar uma resposta. Os personagens que ele leva ao ecrã não têm nada de heróico, no sentido comum do termo, mas são homens e mulheres que, encontrando-se no interior de uma situação limite, obedecem à consciência, sempre entre as luzes e as sombras da sua humanidade. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

LIVRO&LEITURA: "De Olhos Postos no Amanhã"

Alinhado com a "Economia de Francisco", Éloi Laurent defende que é preciso "mudar a narrativa do crescimento para o bem-estar". À Renascença, o economista francês diz que os resultados nocivos de perseguir o crescimento económico em vez de investir na Saúde e no Ambiente estão à vista nos EUA, onde mais de 150 mil pessoas já morreram de Covid-19. "A triste realidade é que acho que este vírus é, provavelmente, um milhão de vezes mais inteligente que Donald Trump." Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: O perene paradoxo de perder para ganhar

Deus é amor, e o coração do paradoxo é que, ao perdermo-nos a nós mesmos nos outros, tornamo-nos em quem somos supostos sermos, imagens de Deus. Quem é que ainda não entreviu esta realidade? Um único ato de genuíno amor vale o mundo inteiro. Não há maior amor do que dar a sua vida por outra. Por outro lado, um ato de traição, desonestidade, violência ou ódio afasta-nos não só do mundo, mas de nós mesmos. Para saber mais clicar AQUI.