Em entrevista à Renascença, a propósito do seu novo livro, o famoso economista francês defende uma nova forma de Assembleia Europeia, baseada na composição dos parlamentos nacionais, onde voto por maioria seja possível, e repete receita para reduzir as desigualdades: impostos, impostos, impostos. Para saber mais clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2020
LIVRO&LEITURA: “Capital e Ideologia”
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quarta-feira, 16 de setembro de 2020
As lições de 2020
Desde que o vírus chegou, aprendemos muito sobre a capacidade — e a vontade — que os Estados contemporâneos têm para cooperar na resolução dos problemas mais importantes. Lamentavelmente, é inexistente. Para saber mais clicar AQUI.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2020
LIVRO&LEITURA: "De Olhos Postos no Amanhã"
Alinhado com a "Economia de Francisco", Éloi Laurent defende que é preciso "mudar a narrativa do crescimento para o bem-estar". À Renascença, o economista francês diz que os resultados nocivos de perseguir o crescimento económico em vez de investir na Saúde e no Ambiente estão à vista nos EUA, onde mais de 150 mil pessoas já morreram de Covid-19. "A triste realidade é que acho que este vírus é, provavelmente, um milhão de vezes mais inteligente que Donald Trump." Para saber mais clicar AQUI.
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quarta-feira, 8 de julho de 2020
EFEMÉRIDE/RECORDAÇÃO/COMEMORAÇÃO: 8 de Julho
Focados¢rados na pandemia do Covid-19, convém lembrar uma outra "pandemia" que, infelizmente&lamentavelmete persiste já lá vão muitos e muitos anos. Mas enquanto para aquela a descoberta de uma vacina está para breve, para esta que, qual Dum Dum, também mata que se farta, a vacina existe, é conhecida e foi recomendada há pelo menos 7 anos nesta data AQUI. Ora porque teimosamente não é aplicada, antes, pelos vistos, adiada sine die, há que continuar a tentar, a lembrar e a apontar o caminho a seguir. Como AQUI foi feito.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
FILME&CINEMA: “Corpus Christi – A redenção”
A frase da homilia «cada um de vós pode ser sacerdote» ilumina-o. Gostaria de ser ordenado padre, mas é impossível por causa dos antecedentes penais. Por isso, quando é enviado para trabalhar na carpintaria de uma povoação perdida da Polónia, veste-se como padre e, por um acaso, acaba por substituir o pároco, que adoeceu. A chegada do jovem, com as suas sinceras e apaixonadas homilias que nascem da vida real, e o seu empenho humano, conseguem curar a dor de uma comunidade ferida por uma tragédia. Mas o engano não dura sempre, e as consequências serão dramáticas para Daniel. Para saber mais, clicar AQUI.
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terça-feira, 29 de maio de 2018
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: As transformações deste tempo são radicais: é essencial compreendê-las para não nos desorientarmos
A sociedade procura satisfazer todas as necessidades, mas extingue os grandes desejos e ilude os projetos mais amplos, criando assim um estado de frustração e, acima de tudo, a desconfiança no futuro. A vida pessoal é saciada por consumos, e no entanto está vazia, desvanecida e por vezes até espiritualmente extinta. Domina o primado do instrumento em relação ao significado, especialmente se último e global. No entanto, o mundo em que hoje vivemos é rico de fermentos e desafios dirigidos à fé, mas é também dotado de grandes recursos humanos e espirituais, dos quais os jovens são muitas vezes portadores. Para saber mais, clicar AQUI.
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sábado, 4 de fevereiro de 2017
inPRENSA semanal: a minha selecção!
Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
Calendário do IRS: Saiba as datas que tem de marcar na agenda este ano
Ex-presidente do Montepio suspeito de receber 1,5 milhões de euros do amigo de Salgado
Estudo prova que afinal há mesmo (alguma) vida depois da morte
Google manda regressar trabalhadores aos EUA com medo que depois não consigam
Droga nas ruas de Lisboa. "Isto é uma coisa um bocado estúpida"
Sorte dos alemães: vão escolher entre o muito bom e o bom mais
O álbum (incompleto) de fotografias de Auschwitz
Juíza põe travão a Trump. Imigrantes não podem ser deportados
Isabel Jonet: Aumento do salário mínimo "faz sentido" mas pode trazer risco de despedimentos
12 mil páginas para convencer Roma a beatificar a irmã Lúcia
http://www.jn.pt/nacional/vide os/interior/12-mil-paginas-par a-convencer-roma-a-beatificar- a-irma-lucia-5632642.html?utm_ source=feedburner&utm_medium=f eed&utm_campaign=Feed%3A+JN-UL TIMAS+%28JN+-+Ultimas%29
http://www.jn.pt/nacional/vide
Yazidis, a última escala antes da paz em Portugal
http://www.jn.pt/mundo/videos/ interior/yazidis-a-ultima-esca la-antes-da-paz-em-portugal-56 32534.html#ixzz4X9u5i2SX
http://www.jn.pt/mundo/videos/
Os irmãos de Francisco
"Papa pôs na ordem do dia o drama da maior parte da humanidade, a pobreza"
http://www.dn.pt/mundo/interio r/papa-pos-na-ordem-do-dia-o-d rama-da-maior-parte-da-humanid ade-a-pobreza-5633357.html?utm _term=Nuno+Crato%3A+futuro+da+ prova+dos+professores+esta+nas +maos+dos+deputados&utm_campai gn=Editorial&utm_source=e-goi& utm_medium=email
Trump, o rei dos tempos modernos
Trump, o rei dos tempos modernos
Trump: Primeiros sinais de discordância entre os republicanos
http://www.tsf.pt/internaciona l/interior/criticas-a-trump-ta mbem-no-setor-republicano-5635 455.html?utm_source=tsf.pt&utm _medium=recomendadas&utm_campa ign=beforeArticle&_ga=1.187884 462.726940797.1485710381
"Tudo nestes dez dias iniciais de Trump tem sido algo nunca visto"
"Tudo nestes dez dias iniciais de Trump tem sido algo nunca visto"
https://www.noticiasaominuto.c om/politica/732575/tudo-nestes -dez-dias-iniciais-de-trump-te m-sido-algo-nunca-visto?utm_so urce=emv&utm_medium=email&utm_ campaign=daily
Proibição de Trump une o mundo contra Washington
Proibição de Trump une o mundo contra Washington
https://www.publico.pt/2017/01 /30/mundo/noticia/proibicao-de -trump-inaugura-novo-clima-de- odio-antiamericano-1760193
Obama quebra silêncio para apoiar protestos contra Trump
Obama quebra silêncio para apoiar protestos contra Trump
Trump despede procuradora que o desafiou na proibição de entrada de migrantes
O que tem a Europa a dizer a Trump?
http://www.jn.pt/opiniao/maria na-mortagua/interior/o-que-tem -a-europa-a-dizer-a-trump-5638 010.html
Há “provas substanciais” de que o nosso Universo é mesmo um holograma
http://www.jn.pt/opiniao/maria
Há “provas substanciais” de que o nosso Universo é mesmo um holograma
A luta contra Trump, assim, não vai a lado algum
Como pode a Europa evitar cair na armadilha de Trump
Investir a sério na ciência
Procuradores de 16 estados condenam e prometem combater decreto anti-imigração de Trump
http://zap.aeiou.pt/procurador es-de-16-estados-condenam-e-pr ometem-combater-decreto-anti-i migracao-de-trump-147254
Vencedora do Nobel afirma ter descoberto a chave para travar o envelhecimento
Vencedora do Nobel afirma ter descoberto a chave para travar o envelhecimento
Se cá nevasse
“Garganta funda” do dossier sobre Trump morreu em circunstâncias misteriosas
O azar de Madoff
Este drone descartável pode ajudar a salvar vidas
Que América é esta?
Vai mesmo mudar
Lembra-se da 'Mão de Deus'? Voltou a aparecer
Marcelo vestiu a bata de "voluntário honorário" e deu sopa aos doentes
Pacientes paralisados conseguem comunicar através de computador que “lê” pensamentos
Antigo continente descoberto sob as águas das ilhas Maurícias
Alerta das Finanças: Há emails falsos a serem enviados a contribuintes
Estados Unidos: A revolta dos deserdados da globalização
Um ‘Silêncio’ ensurdecedor
Silêncio: a salvação pela dúvida
A democracia não é a ditadura da maioria. A minoria deve desobedecer
Prémios Nobel entre os 20 mil professores que assinam petição contra Trump
O poder da exceção
http://www.jn.pt/opiniao/franc isco-seixas-da-costa/interior/ op3-5644685.html
Teste de stress nos EUA
Teste de stress nos EUA
http://www.jn.pt/opiniao/felis bela-lopes/interior/teste-de-s tress-nos-eua-5644676.html
Trump vai reverter regras de Obama para o sector financeiro
Trump vai reverter regras de Obama para o sector financeiro
Trump nomeia para subdiretora da CIA agente envolvida em torturas
O marquês, o amigo e o telegangue
Contagem decrescente para validar despesas no e-fatura. Tire aqui as suas dúvidas
http://rr.sapo.pt/noticia/7501 9/contagem_decrescente_para_va lidar_despesas_no_e_fatura_tir e_aqui_as_suas_duvidas?utm_med ium=email&utm_source=newslette r
A mentira do guarda-chuva
A mentira do guarda-chuva
http://rr.sapo.pt/artigo/75093 /a_mentira_do_guarda_chuva?utm _medium=email&utm_source=newsl etter
100 personalidades contam o que lhes diz Fátima. "Vozes do Centenário" passam na Renascença
100 personalidades contam o que lhes diz Fátima. "Vozes do Centenário" passam na Renascença
Produtor de Hollywood quer fazer filmes em Portugal
Portugal em segundo, depois da América. Um vídeo hilariante e já viral
Angola pode ser o próximo país africano a entrar em “default”
"A cura do cancro não vai acontecer na próxima década, pelo contrário"
Inimigos como dantes
Bebé iraniana que precisa de cirurgia apanhada por medidas de Trump
Kate McCann concorre ao "Britain's Got Talent"
Nem tudo o que parece é
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Textos e temas vários
Qual é a chave para encontrar repouso para a nossa vida? Esforçamo-nos todos os dias perseguindo a convicção de que se tivermos mais dinheiro, uma casa maior, mais sucesso social, mais poder, então, como recompensa, teremos a felicidade. Perseguindo aquilo que não é essencial, perdemos de vista de vista a paz. O repouso para a nossa vida está nas nossas mãos, hoje. É um paradoxo deixar algo que tão arduamente se tornou meu para o partilhar? E se fosse esta a chave da felicidade? Para saber mais, clicar AQUI
Onde escolheremos viver? Em cidades habitadas pelo "demónio" dos "eles", em conflitualidade permanente, ou em cidades cuja marca é o "nós", ainda que com todos os pequenos e menos pequenos problemas que nascem da convivência? Para dar um exemplo concreto: teríamos preferido viver na Sarajevo de algumas décadas ou na de hoje? Para saber mais clicar AQUI
«Falta-me a fé e, portanto, nunca poderei ser um homem feliz, porque um homem feliz não pode ter o temor que a própria vida seja apenas um vaguear insensato para uma morte certa. Não herdei o bem escondido furor do cético, o gosto do deserto caro ao racionalista ou a ardente inocência do ateu. Não ouso, por isso, lançar pedras sobre a mulher que crê em coisas de que duvido.» É de um livro de Stig Dagerman que extraímos esta extraordinária confissão que poderia ser subscrita também por não poucas pessoas sérias e sinceras nos nossos dias. Para saber mais clicar AQUI
Onde escolheremos viver? Em cidades habitadas pelo "demónio" dos "eles", em conflitualidade permanente, ou em cidades cuja marca é o "nós", ainda que com todos os pequenos e menos pequenos problemas que nascem da convivência? Para dar um exemplo concreto: teríamos preferido viver na Sarajevo de algumas décadas ou na de hoje? Para saber mais clicar AQUI
«Falta-me a fé e, portanto, nunca poderei ser um homem feliz, porque um homem feliz não pode ter o temor que a própria vida seja apenas um vaguear insensato para uma morte certa. Não herdei o bem escondido furor do cético, o gosto do deserto caro ao racionalista ou a ardente inocência do ateu. Não ouso, por isso, lançar pedras sobre a mulher que crê em coisas de que duvido.» É de um livro de Stig Dagerman que extraímos esta extraordinária confissão que poderia ser subscrita também por não poucas pessoas sérias e sinceras nos nossos dias. Para saber mais clicar AQUI
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Desafios para o século XXI
por ANSELMO BORGES, in DN, 6-04-2013
São muitos os desafios que se nos apresentam neste século XXI, ao mesmo tempo
com imensas vantagens e imensos riscos.
A sua ordem é um pouco arbitrária, mas começaria pela globalização. Pela
primeira vez, somos verdadeiramente uma "pequena aldeia". Devido às redes de
transportes e comunicações, fluxos de bens, serviços, capitais, conhecimentos e
pessoas, os países e os povos do mundo estão cada vez mais integrados numa
sociedade global. O que vai então significar a globalização: simples
liberalização económica? Que nova configuração vai ter o mundo, com a emergência
dos BRICS e, concretamente, das potências asiáticas, nomeadamente da China e da
Índia? E o que será da Europa, se não caminhar para estruturas federativas?
A globalização contemporânea, a partir de 1945, tem características próprias
e coloca problemas gigantescos, como escreveu A. Sasot Mateus: as tendências
monopolistas do capital, a ausência de mecanismos para a fiscalização da
especulação financeira à escala planetária, o terrorismo global, a falta de
mecanismos efectivos para a resolução dos conflitos internacionais, os problemas
ligados à sustentabilidade mundial, a desintegração da coesão social, o
desemprego, os défices democráticos nas instituições estatais e supra-estatais e
as ameaças à própria democracia devido à subordinação à ditadura financeira,
tráficos ilegais de todo o tipo: armas, pessoas, drogas, órgãos, com máfias
poderosíssimas à mistura, paraísos financeiros que fomentam a falta de
solidariedade e branqueiam capitais de origem duvidosa... No quadro da
globalização, com os problemas globais, é evidente que é necessário pensar numa
governança global.
Este mundo globalizado, é, também por força dos fluxos migratórios, um mundo
multicultural e a questão que se coloca é se vamos entrar num choque de culturas
e civilizações ou se, pelo contrário, seremos capazes de abrir portas para uma
aliança de culturas, mediante o diálogo intercultural e inter-religioso. Como
impedir a homogeneização cultural? Por outro lado, como proteger a diversidade
cultural, sem permitir a lesão dos direitos humanos?
E aí está uma nova cultura: a cibercultura, que o sociólogo M. Castells
estudou, analisando a estrutura da "era da informação" como "sociedade da rede".
As novas gerações nascem sob o impacto das novas tecnologias electrónicas, que
modelam a sua visão da existência e do mundo. Navegando por infindos ecrãs de
textos e imagens, ligando-se em fóruns de discussão e intervenção, trocando
mensagens de simultaneidade generalizada, perdendo a noção do tempo e da
realidade mediante a entrada no virtual, marcando encontros cibersexuais,
experimentam uma nova revolução em curso. Então, que novo tipo de homem, que
nova imagem do corpo, que nova relação com a memória e o tempo? Na relação
universal virtual, não se perde a relação com o outro face a face, mergulhando
na insuportável solidão? E não cresce o perigo de novas formas de exclusão, com
o novo analfabetismo: o cibernético? E no meio de tsunamis de informação, como
analisá-la criticamente e distinguir? E não se ergue um risco maior: o de,
esquecendo a dimensão vertical, sem referências, a Rede transformar-se, na
expressão feliz de João Maria André, num Labirinto?
Outras revoluções estão em curso: a genética e as neurociências - o cérebro é
o infindável novo continente em exploração. Poderemos, com as novas tecnologias,
vir a vencer a dor, o envelhecimento e a própria morte? Assistir-se-á à
transformação da natureza do humano? Caminharemos para o pós--humano e um
transhumanismo, que fazem inclusivamente alguns pensarem na possibilidade de uma
bifurcação da Humanidade? Os novos desafios: manipulação genética, manipulação
da actividade cerebral, investigação em embriões, clonagem, híbridos, criação do
super-homem...
Não se pode deixar de apontar o desafio ecológico, quando o planeta está em
risco e a Humanidade pode deixar de ter futuro.
Poderá esquecer-se o Transcendente, ao menos enquanto questão? E abandonar a
afirmação de Cícero: "res sacra homo" ( o ser humano é realidade sagrada)?
| FONTE: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3149809&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1 |
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Qual é o preço da dignidade humana? Mais uma boa achega!
por ANSELMO BORGES, DN, Hoje 1 de Dezembro de 2012
Nestes tempos de crise profunda e de exaltação da sociedade científico--técnica e do economicismo, muitos perguntam-se pelo lugar das Humanidades na sociedade contemporânea.
A breve reflexão que aí fica inspira-se numa excelente conferência do colega João Maria André para os jovens estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em início de ano lectivo. O seu objectivo era demonstrar que "vale a pena investir numa formação humanística para fazer face ao mundo em mudança e às transformações macroparadigmáticas" da nossa actual sociedade.
1 João M. André começou por apresentar traços fundamentais do tempo presente.
O primeiro é a globalização, com diversos rostos, de tal modo que tanto pode ser "a globalização da rapina, hegemónica, de matriz neoliberal", como uma globalização da solidariedade, que se exprime nas lutas pelo reconhecimento dos direitos de todos e no esforço de invenção de novas formas ecoéticas de habitar o mundo. As Humanidades, nas suas várias vertentes, contribuem com o seu olhar crítico dos problemas ao mesmo tempo que inscrevem outros valores para lá dos económicos e tecnológicos.
Outro traço é o de uma sociedade do conhecimento e da informação. Não é acidental que se chame assim e não sociedade da cultura. Ora, as Humanidades, pela Filosofia, pela História, pela mediação linguística e artística, "activam o pensamento que é algo diferente do cálculo e da navegação" nos novos meios de comunicação.
Vivemos numa sociedade multicultural, e também aqui as Humanidades têm um papel decisivo: no seu estudo, "entramos em contacto com povos e culturas diferentes, aprendemos as suas línguas, a sua história, a sua geografia, os seus mitos, os seus valores, as suas formas de comunicar, de viver e de fazer mundos."
2 Esta sociedade é uma sociedade em mudança, com o fim de velhos paradigmas, ao mesmo tempo que emergem outros novos, para os quais o contributo das Humanidades é inquestionável.
Vimos do paradigma da análise e da fragmentação, com o primado do pontual, da especialização, do analítico, perdendo a noção da totalidade e da complexidade e separando o sujeito e o objecto, e o indivíduo da comunidade e da sociedade. Hoje, exige-se "um paradigma holístico dentro de uma concepção de verdade multiperspectivada e complexa e a partir de uma abordagem não só interdisciplinar mas mesmo transversal do mundo, da natureza e do humano". Neste trânsito de um paradigma redutor para um paradigma holístico e reunificador, as Humanidades podem mostrar todas as suas virtualidades.
Um segundo paradigma dá o primado à tecnociência nos diferentes domínios, incluindo o humano, reduzindo o homem a faber e o mundo a um mundo-máquina, habitado por uma sociedade-máquina. Mas, dentro do reconhecimento dos benefícios científico-técnicos deste paradigma, não é verdade que ele também nos empobreceu, já que, por detrás deste mecanicismo, está um dualismo entre a dimensão corporal e espiritual do homem, prolongado numa cisão entre a racionalidade e a afectividade, desvalorizando o domínio das emoções? Não se acabou por esquecer que o homem é simultaneamente sapiens e demens e que, além do interesse do saber, também há o interesse no jogo, no sonho, na imaginação criadora, na efabulação?
O actual paradigma é da mercantilização das coisas e da vida, no quadro do primado do homo oeconomicus. Pergunta-se: mas será que tudo se reduz ao valor monetário e de mercado? E os valores éticos e os valores estéticos e os valores políticos e os valores afectivos e os valores religiosos?
Vinculado ao paradigma da mercantilização está o paradigma da liquefacção: vivemos na sociedade líquida, como teorizou Z. Bauman, desembocando numa existência efémera, na cultura ligt, descartável, do consumismo, na insatisfação permanente. As Humanidades, apelando à memória e aprofundando no pensamento crítico, salvaguardarão um mínimo de solidez, captando o peso do tempo na esperança da dignidade livre e da liberdade na dignidade de todos.
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)
Entretanto lemos http://www.publico.pt/cultura/ noticia/camara-clara-chega-ao- fim-em-2012-1575666
mas já não iremos, nem ver, nem ouvir.
A breve reflexão que aí fica inspira-se numa excelente conferência do colega João Maria André para os jovens estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em início de ano lectivo. O seu objectivo era demonstrar que "vale a pena investir numa formação humanística para fazer face ao mundo em mudança e às transformações macroparadigmáticas" da nossa actual sociedade.
1 João M. André começou por apresentar traços fundamentais do tempo presente.
O primeiro é a globalização, com diversos rostos, de tal modo que tanto pode ser "a globalização da rapina, hegemónica, de matriz neoliberal", como uma globalização da solidariedade, que se exprime nas lutas pelo reconhecimento dos direitos de todos e no esforço de invenção de novas formas ecoéticas de habitar o mundo. As Humanidades, nas suas várias vertentes, contribuem com o seu olhar crítico dos problemas ao mesmo tempo que inscrevem outros valores para lá dos económicos e tecnológicos.
Outro traço é o de uma sociedade do conhecimento e da informação. Não é acidental que se chame assim e não sociedade da cultura. Ora, as Humanidades, pela Filosofia, pela História, pela mediação linguística e artística, "activam o pensamento que é algo diferente do cálculo e da navegação" nos novos meios de comunicação.
Vivemos numa sociedade multicultural, e também aqui as Humanidades têm um papel decisivo: no seu estudo, "entramos em contacto com povos e culturas diferentes, aprendemos as suas línguas, a sua história, a sua geografia, os seus mitos, os seus valores, as suas formas de comunicar, de viver e de fazer mundos."
2 Esta sociedade é uma sociedade em mudança, com o fim de velhos paradigmas, ao mesmo tempo que emergem outros novos, para os quais o contributo das Humanidades é inquestionável.
Vimos do paradigma da análise e da fragmentação, com o primado do pontual, da especialização, do analítico, perdendo a noção da totalidade e da complexidade e separando o sujeito e o objecto, e o indivíduo da comunidade e da sociedade. Hoje, exige-se "um paradigma holístico dentro de uma concepção de verdade multiperspectivada e complexa e a partir de uma abordagem não só interdisciplinar mas mesmo transversal do mundo, da natureza e do humano". Neste trânsito de um paradigma redutor para um paradigma holístico e reunificador, as Humanidades podem mostrar todas as suas virtualidades.
Um segundo paradigma dá o primado à tecnociência nos diferentes domínios, incluindo o humano, reduzindo o homem a faber e o mundo a um mundo-máquina, habitado por uma sociedade-máquina. Mas, dentro do reconhecimento dos benefícios científico-técnicos deste paradigma, não é verdade que ele também nos empobreceu, já que, por detrás deste mecanicismo, está um dualismo entre a dimensão corporal e espiritual do homem, prolongado numa cisão entre a racionalidade e a afectividade, desvalorizando o domínio das emoções? Não se acabou por esquecer que o homem é simultaneamente sapiens e demens e que, além do interesse do saber, também há o interesse no jogo, no sonho, na imaginação criadora, na efabulação?
O actual paradigma é da mercantilização das coisas e da vida, no quadro do primado do homo oeconomicus. Pergunta-se: mas será que tudo se reduz ao valor monetário e de mercado? E os valores éticos e os valores estéticos e os valores políticos e os valores afectivos e os valores religiosos?
Vinculado ao paradigma da mercantilização está o paradigma da liquefacção: vivemos na sociedade líquida, como teorizou Z. Bauman, desembocando numa existência efémera, na cultura ligt, descartável, do consumismo, na insatisfação permanente. As Humanidades, apelando à memória e aprofundando no pensamento crítico, salvaguardarão um mínimo de solidez, captando o peso do tempo na esperança da dignidade livre e da liberdade na dignidade de todos.
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)
Entretanto lemos http://www.publico.pt/cultura/
mas já não iremos, nem ver, nem ouvir.
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Universidade de Coimbra
domingo, 19 de agosto de 2012
FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (18)
A pesca do salmão no Iémen
Quem se fixe neste título, tão improvável, irá possivelmente desconfiar do conteúdo do mais recente filme de Lasse Hällstrom. Obviamente assente numa ideia delirante, o filme satiriza muito bem o alcance da ideia de globalização e a (in)existência de fronteiras; o poder do dinheiro e a fidelidade aos mais genuínos e benfazejos sonhos. Pelo meio, conduz-nos por entre metáforas, saborosos diálogos e inusitadas sequências, à revelação da muita sabedoria, perseverança e fé necessárias ao cumprimento de um ideal.
sábado, 17 de dezembro de 2011
QUESTÕES de MORAL: A crise ...
Reparou no título? Isso mesmo. Oiça "o quê", "o porquê" e sobretudo de que maneira.
Mais uma das muito boas "partidas" da ANTENA 2, pois claro!!!
«Escrito e apresentado por Joel Costa.
Questões de Moral. Caído em cheio na era do progresso tecnológico, da política-espectáculo, o cidadão comum continua a interrogar-se quanto à circunstância histórica e moral que lhe cabe viver.
Em busca do nexo moral escondido no tempo das novas angústias...»
- 2/3
http://tv1.rtp.pt/play/?radiocanal=2#/?prog%3D1091%26idpod%3D208986%26fbtitle%3DRTP Play - Questões de Moral%26fbimg%3Dhttp%3A%2F%2Fimg0.rtp.pt%2FEPG%2Fimgth%2FphpThumb.php%3Fsrc%3D%2FEPG%2Fradio%2Fimagens%2F1091_1091_questoesmoral.jpg%26w%3D160%26h%3D120%26fburl%3Dhttp%3A%2F%2Fwww.rtp.pt%2Fplay%2F%3Fprog%3D1091%26idpod%3D208986
- 3/3 (os primeiros 30m, porque elucidativos, são essenciais)
http://tv1.rtp.pt/play/?radiocanal=2#/?prog%3D1091%26idpod%3D208488%26fbtitle%3DRTP Play - Questões de Moral%26fbimg%3Dhttp%3A%2F%2Fimg0.rtp.pt%2FEPG%2Fimgth%2FphpThumb.php%3Fsrc%3D%2FEPG%2Fradio%2Fimagens%2F1091_1091_questoesmoral.jpg%26w%3D160%26h%3D120%26fburl%3Dhttp%3A%2F%2Fwww.rtp.pt%2Fplay%2F%3Fprog%3D1091%26idpod%3D208488
Por estas e por outras ANTENA 2 SEMPRE!!!
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sábado, 17 de setembro de 2011
GLOBALIZAÇÃO & MUSICOTERAPIA (2)
Tudo terá começado assim, aqui na rua, pelas mãos do homem de boné e óculos de sol, de seu nome Mark Johnson, o criador, o fundador, o rosto responsável da PLAYING FOR CHANGE - Peace All Over The World | Song Around The World.
Bem Haja Mark Johnson!!!
Já agora, fazendo um pouco de "história" com este "STAND BY ME":
1. O original:
2. Em jeito de karaoke:
3. O desenho animado:
4. - E quem é que não gosta? Quem não gostar será quem não se sente e «quem não se sente não é filho de boa gente» - lá diz o ditado!
"A música pode mudar o mundo porque pode mudar as pessoas" (Vox, Bono)
Bem Haja Mark Johnson!!!
Já agora, fazendo um pouco de "história" com este "STAND BY ME":
1. O original:
2. Em jeito de karaoke:
3. O desenho animado:
4. - E quem é que não gosta? Quem não gostar será quem não se sente e «quem não se sente não é filho de boa gente» - lá diz o ditado!
"A música pode mudar o mundo porque pode mudar as pessoas" (Vox, Bono)
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