«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2022
Perseguidos mas não esquecidos #34 - Com a Fundação AIS
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terça-feira, 11 de agosto de 2020
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: O perene paradoxo de perder para ganhar
Deus é amor, e o coração do paradoxo é que, ao perdermo-nos a nós mesmos nos outros, tornamo-nos em quem somos supostos sermos, imagens de Deus. Quem é que ainda não entreviu esta realidade? Um único ato de genuíno amor vale o mundo inteiro. Não há maior amor do que dar a sua vida por outra. Por outro lado, um ato de traição, desonestidade, violência ou ódio afasta-nos não só do mundo, mas de nós mesmos. Para saber mais clicar AQUI.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
FILME&CINEMA: “Corpus Christi – A redenção”
A frase da homilia «cada um de vós pode ser sacerdote» ilumina-o. Gostaria de ser ordenado padre, mas é impossível por causa dos antecedentes penais. Por isso, quando é enviado para trabalhar na carpintaria de uma povoação perdida da Polónia, veste-se como padre e, por um acaso, acaba por substituir o pároco, que adoeceu. A chegada do jovem, com as suas sinceras e apaixonadas homilias que nascem da vida real, e o seu empenho humano, conseguem curar a dor de uma comunidade ferida por uma tragédia. Mas o engano não dura sempre, e as consequências serão dramáticas para Daniel. Para saber mais, clicar AQUI.
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sexta-feira, 19 de abril de 2019
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos
* Não existe virtude maior do que fazer o temos de fazer. - J. Maria Pemám
* Nunca se entra, pela violência, num coração. - Molière
* O degrau de uma escada não foi inventado para que uma pessoa se ponha a descansar nele. - A. Huxley
* O vício é um erro de cálculo na busca da felicidade. - J. Bentham
* Poderão cortar todas as flores mas não se poderá deter a Primavera. - Pablo Neruda
* Deus respeita-me quando trabalho, mas ama-me quando canto. - Tagore
* Uma língua afiada é o único instrumento que se afia cada vez mais com o uso. - Irvin
* Nada contribui tanto para fazer mal a uma pessoa como não a amar. - T. Gautier
* Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas. - Tagore
* Nunca se entra, pela violência, num coração. - Molière
* O degrau de uma escada não foi inventado para que uma pessoa se ponha a descansar nele. - A. Huxley
* O vício é um erro de cálculo na busca da felicidade. - J. Bentham
* Poderão cortar todas as flores mas não se poderá deter a Primavera. - Pablo Neruda
* Deus respeita-me quando trabalho, mas ama-me quando canto. - Tagore
* Uma língua afiada é o único instrumento que se afia cada vez mais com o uso. - Irvin
* Nada contribui tanto para fazer mal a uma pessoa como não a amar. - T. Gautier
* Se choras por ter perdido o sol, as lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas. - Tagore
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Guerra, da tirania ao bem-comum
A guerra nasce do e com o ato por meio do qual me aproximo de um outro qualquer ser humano, me relaciono com ele, a fim de lhe retirar um bem próprio em meu benefício. Posta a formulação teórica numa forma universal: todo o ato de guerra acontece quando um ser humano, qualquer, retira a um outro ser humano, qualquer, um bem que é próprio deste último. Esta propriedade não é algo de jurídico, mas algo de ontológico, pois diz respeito ao que compete a cada ser humano como possibilidade de anulação de necessidades, também próprias. Para saber mais, clicar AQUI.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2018
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Quem é mais escravo? Quem está na prisão ou quem não sabe o que é o amor?
«O verdadeiro escravo é aquele que não conhece repouso e aquele que não é capaz de amar. Somos escravos de nós mesmos e não somos capazes de amar. O amor verdadeiro é a verdadeira liberdade; afasta da possessão, reconstrói as relações, sabe acolher e valorizar o próximo, transforma em dom de alegria cada fadiga e torna-nos capazes da comunhão. O amor torna-nos livres mesmo na prisão, mesmo se fracos e limitados» Para saber mais clicar AQUI.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos
* Se exerceres um cargo de autoridade, deves possuir muitas qualidades. Mas se não as possuis, que tenhas pelo menos muita bondade. - Inácio de Loyla
* A Igreja é um grande par de asas que eleva a humanidade acima das suas misérias. - H.Taine
* Não afogues os teus sofrimentos em álcool. Eles não sabem nadar. - I. Miranda
* Dá gosto estar numa barca como a Igreja que, quando agitada por tempestades, temos a certeza de que não irá ao fundo. - B. Pascal
* Quem não vive em paz com Deus, também não vive em paz consigo nem em paz com os outros. - S. João Bosco
* Questões que se resolvem com a violência nunca ficam resolvidas. - J. Joyce
* Bons conselhos são os que toda a gente procura dar aos outros, mas raramente os segue. - H. Ruby
* A Igreja é um grande par de asas que eleva a humanidade acima das suas misérias. - H.Taine
* Não afogues os teus sofrimentos em álcool. Eles não sabem nadar. - I. Miranda
* Dá gosto estar numa barca como a Igreja que, quando agitada por tempestades, temos a certeza de que não irá ao fundo. - B. Pascal
* Quem não vive em paz com Deus, também não vive em paz consigo nem em paz com os outros. - S. João Bosco
* Questões que se resolvem com a violência nunca ficam resolvidas. - J. Joyce
* Bons conselhos são os que toda a gente procura dar aos outros, mas raramente os segue. - H. Ruby
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sexta-feira, 10 de agosto de 2018
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Bem comum, património esquecido
Será verdade que a economia é o fundamento da sociedade e que o útil é a sua única razão de ser? Será verdade que cada um tenha de perseguir o próprio interesse e que ninguém possa intervir e perturbar o jogo? A vida boa diz respeito apenas à vida privada dos indivíduos ou os direitos individuais devem ser temperados com os direitos dos outros, na procura do bem comum? É por isso que a vida boa não pode ser ditada só pela economia e pela capacidade de consumo. Para saber mais, clicar AQUI.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Predação, violência e guerra
O que está em causa na origem da guerra é o supérfluo. Mas o supérfluo não é apenas o que é desnecessário para uns, é também o que pode ser necessário para outros e que, tendo sido apropriado por aqueles para quem não é necessário, nunca pode chegar à posse de esses a quem realmente faltava. Para saber mais clicar AQUI.
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segunda-feira, 17 de julho de 2017
ESPIRITUALIDADE: Deus, omnipotência e misericórdia
É a misericórdia, como absolvição de toda a maldade, como metamorfose de todo o mal através da metamorfose da relação entre carrasco e vítima, quando esta supera o carrasco não pela força da violência, mas pela força do amor, isso que constitui o ato humano mais poderoso, logo, mais forte. Para saber mais, clicar AQUI.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Fragilidade, a virtude esquecida
A fragilidade é desejo de escuta, de gentileza, de serviço a si e aos outros, e permite-nos escapar ao fascínio enfeitiçador das ideologias, ao deserto da indiferença e do egoísmo, da agressividade e da violência. As pessoas frágeis conhecem a tristeza da alma, e não a imagem gélida do poder, tendem por natureza a escutar as pessoas que têm necessidade de ajuda, as mais sós e as mais pobres em particular, sentindo-as próximas da sua sensibilidade. Para saber mais, clicar AQUI
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Constrói-se a cidade de Deus, amando. Destrói-se a cidade de Deus não amando
Não somos os «cadáveres adiados», de Pessoa, somos pessoas que se recusam a viver como espiritualmente mortas, como habitantes do gueto ou do campo de concentração. Dizemos não ao ódio. Dizemos sim ao amor. Amamos até nos desfazermos na caridade de Deus. Não cedemos ao mal, seja ele qual for. Não deixamos que vitimizem inocentes, pelo menos antes de nos vitimizarem a nós. Morremos na cruz, mas não cedemos ao mal. Para ler mais clicar aqui.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Ou amor ou violência
Para quem estuda há muito tempo as questões implicadas pela guerra e pela violência, não é o surgimento de um qualquer ato de especialmente próxima ou espetacular violência que surpreende, mas que ainda haja surpresa com o surgir da violência.
A humanidade, criada com uma naturalmente inaudita capacidade de entendimento da realidade na forma de sentido, sentido este universalmente partilhável entre todos os sujeitos humanos, teima, desde que existe, em não usar de tal capacidade como forma de engrandecimento de si própria. Exemplos claros na tradição judaico-cristã são o estulto uso da inteligência prístina pelo mítico casal Adão e Eva, bem como o uso da mesma capacidade, já não prístina, por seu filho Caim, que pensou – mal – engrandecer-se à custa da diminuição do irmão na forma radical da sua aniquilação.
A história da humanidade – mítica ou monumental – está esmagada pelo peso de exemplos com estes analogáveis. Realisticamente, pode dizer-se que a história da humanidade, desde o simbólico Caim, é o relato da perversão bestial da sua capacidade própria de engrandecimento. Não se trata de pessimismo, mas da constatação de uma realidade indesmentível. Pessimista seria a afirmação segundo a qual à humanidade não é possível mais do que comportar-se bestialmente.
Ora, precisamente, o que o mito genesíaco relativo ao início da humanidade manifesta é a criação de um tipo entitativo perfeito como passível de realizar, de literalmente criar o bem, na sequência imediata da própria criação divina inicial. O que constitui a perfeição própria do ser humano não é a "necessidade de fazer o bem", que o reduziria a uma mera sequência mecânica da ação divina, como uma pedra, mas a sua constituição como "ser ético", isto é, como "ser capaz de escolher entre bens possíveis". É função da inteligência apontar para o melhor bem possível. É acto de preferencialidade da mesma inteligência a escolha, ato a que comummente se chama vontade.
Mas a inteligência humana, precisamente porque não é mecânica – ou mecanicamente redutível, como alguns sonham que possa ser –, tem de ser treinada, especialmente treinada. Não basta a simples imitação de manifestações de atividade, como em outras espécies. A capacidade de perspetivar virtualmente infinitas possibilidades de ação implica que se tenha se receber uma formação que não apenas ensine a replicar comportamentos – perigo das tradições, sem crítica –, mas forneça instâncias de "discernimento crítico", que possam permitir operar uma separação entre o que serve o bem da humanidade e o que não serve esse bem.
Quando Deus – numa versão laica radical, pode ser um inteligentíssimo operador lógico universal dotado de palavra – emite o mandamento de não matar, não está a manifestar um capricho divino apenas porque pode ou lhe apetece. Sem tal princípio orientador absoluto, a humanidade não pode subsistir. Kant percebeu o alcance ontológico de tal preceito quando propôs o seu «imperativo categórico». Apenas a interdição universal da aniquilação do semelhante humano, sem condições, pode impedir que, num qualquer momento, a humanidade resolva, matando cada um um outro, em total absurda reciprocidade, aniquilar-se instantaneamente.
Este «não matar» não é, assim, um preceito religioso, embora seja dado num texto e num contexto religioso, mas uma condição lógica fundamental para que possa haver humanidade. Como é evidente, depois da graça que Deus concedeu à humanidade ao criá-la, não surpreende que lhe ordene que não destrua o que acabara de ser construído e de que não há substituto possível.
O mandamento novo de Cristo transforma num preceito absolutamente positivo a interdição de matar, transformando esta na necessidade de amar para que a humanidade possa subsistir. Esta afirmação deve ser lida em todo o rigor da sua abrangência: "não é possível à humanidade sobreviver se não cumprir o mandamento de Cristo". E não é por ser de Cristo, é porque é o "enunciado da condição absoluta de possibilidade da existência da humanidade". Não interessa quem o enunciou. É a bondade do enunciado que é divina e divina a pessoa que o enuncia, porque enuncia o bem. Sem a enunciação e o anúncio do bem, nenhum ator é ou pode ser divino. Deus é Deus porque é bom, absolutamente bom, ou não é Deus.
A mensagem de Cristo é, muitas vezes, reduzida a um discurso delicodoce, mas nada está mais errado: o mandamento do amor, fundamento de toda a mensagem e vida de Cristo, estabelece um regime em que a escolha a fazer é diamantina. Em disjunção exclusiva: ou se ama ou não se ama; ou se promove o bem do outro ou não se promove o bem do outro; ou se trabalha no sentido da vida plena da humanidade – que é o que o amor permite – ou não se trabalha nesse sentido.
Em palavras mais próximas da mística comum: ou nos aproximamos de Deus através do amor aos nossos semelhantes, que é imediatamente amor a Cristo e a Deus como Cristo (definição do Céu), ou nos afastamos de Deus através da ausência do amor aos nossos semelhantes, que é imediatamente falta de amor a Cristo e a Deus como Cristo (definição do inferno).
O que sempre foi evidente, mas raramente encarado como tal – talvez porque sempre me vejo como Caim quando olho para o espelho do mundo –, parece agora realmente evidente, agora que me atinge diretamente ou de perto: o bem que acontece, e que não é raro, cada vez mais me conforta, o mal que acontece, e que também não é raro, cada vez mais me agride. Mas sempre foi assim.
Não percebemos, nós, a razão, real, que leva a que certas pessoas apenas recentemente se incomodem com a evidência do mal. Este mal está em nós, "no bem que não fazemos", no amor que não criamos, sempre esteve. Sempre o conheci em mim, desse que me conheço: brincando com Descartes, poderia dizer que «faço o mal, logo existo».
A razão pela qual estudo a guerra e o mal há tantos anos é a evidência segundo a qual há mal em mim, mal potencialmente terrível. Violência inaudita. Graças a Deus inaudita, que me esforço por que nunca seja manifestada.
A educação serve precisamente para que esta possibilidade de mal que nos habita a todos, como universal contrapartida necessária para que possamos escolher fazer o bem, seja trabalhada por cada um de nós em esforçado labor no sentido do bem, do bem não exclusivamente meu, mas de todos, do bem comum, que é o único realmente possível como realizador da humanidade.
É sobre este bem fundador da possibilidade da humanidade que todos os seres humanos se podem encontrar, sobre ele que podem construir a sua comum habitação, amavelmente inclusiva. Qualquer que seja a religião ou irreligião, é sobre esta condição lógica de possibilidade da humanidade que esta se pode entender universalmente.
Ou morrerá.
E, se não for capaz de amar, terá nesta morte a sua justa recompensa.
Compete a cada ser humano escolher se quer ser um ato de amor e de bem ou uma besta que espalha impiedosamente o seu ódio. Antecipar o céu como ato de amor ou viver já no inferno como ato de ódio.
Se não estamos «sem pecado», como temos o atrevimento de «atirar a primeira pedra»?
Não há distância ontológica entre o bem que se faz e o bem que se é quando tal bem se faz. O mesmo diz-se do mal feito. O absoluto do bem feito é eterno, mas o absoluto do mal feito também. Se o malévolo pode ser redimido, para o absoluto do mal feito não há remissão possível, senão magicamente.
Urge, assim, convidar as pessoas a que ponderem bem no que querem que a sua prática seja: queremos mesmo fazer mal? Queremos mesmo ser maus através do mal que fazemos? Se sim, tenhamos a consciência de que o que fizermos ficará connosco para todo o nosso sempre, religiosa ou laicamente entendido.
Toda a violência é obscena.
in http://www.snpcultura.org/ou_amor_ou_violencia.html
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sábado, 24 de janeiro de 2015
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
Desde julho que Macedo sabia dos problemas nas urgências
http://www.noticiasaominuto. com/pais/335121/desde-julho- que-macedo-sabia-dos- problemas-nas-urgencias?utm_ source=vision&utm_medium= email&utm_campaign=daily
Quer sair do Facebook mas falta um empurrão? Nós damos-lhe 7
Quer sair do Facebook mas falta um empurrão? Nós damos-lhe 7
Papa Francisco celebrou missa no epicentro do tufão Yolanda e destacou fé cristã de quem recomeça após perder pessoas e bens
Papa Francisco aos casais: «Nunca deixem de ser namorados»
Mãe de Sócrates escondeu material informático
Mario Draghi "A alcunha 'senhor outro sítio qualquer' persegue-me há 20 anos"
Ou amor ou violência
O que faziam 6 milhões de pessoas no parque de Bayside em Manila?
Seis milhões para ouvirem a missa do Papa em Manila
"Por que sofrem as crianças?" A menina filipina que emocionou o Papa
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A viagem de Francisco à Ásia. "Sentia que tinha que estar aqui"
- See more at: http://vmais.rr.sapo.pt/#acr
O sal e a religião
Medicamentos mais baratos a partir de 2 de março
"O aborto legal está completamente fora do controlo"
Quando a palavra vale mais do que a esmola: Católicos escutaram relatos de solidão na cidade
Depois de ler um livro este patrão decidiu aumentar 33% os empregados
Dicas Não desperdice estas sete dicas. Vai ver que compensam
Tudo sobre Papa Francisco no Sri Lanka e Filipinas
Narciso absolvido de desfalque por falha da acusação
Apesar de Merkel
Somos todos Badawi
Porque não acredito na “bala mágica” de Mario Draghi
PT investiu na ESI e Rioforte de 'olhos vendados'
Estão a cobrar-lhe mais IRS do que é devido
A medida de Draghi vai afetar as suas poupanças. Saiba como
A minha obsessão com José Sócrates
“Esta crise é pior que a guerra. A guerra sabíamos que ia acabar”
“BES é muito revelador da forma como se comporta a elite económica portuguesa”
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Crescer, mas porquê e para quê?
A incidência cultural desta crença é muito mais vasta do que se pode, por vezes, pensar. José Mattoso diz que «a crença no progresso constante foi um engano porque pressupõe a superação do tempo e a supressão da liberdade. Com efeito, o tempo traz consigo o envelhecimento e a morte. E a liberdade tem como contrapartida a possibilidade de escolher o bem, mas também a violência, a opressão e a crueldade. Ora o homem não pode viver sem tempo e sem liberdade. Tem de morrer para dar lugar a outros homens. Tem de conquistar a sua dignidade de forma livre e consciente.»
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domingo, 30 de junho de 2013
PALAVRA de DOMINGO: contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!
EVANGELHO – Lc 9,51-62
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo,
Ele tomou a decisão de Se dirigir a Jerusalém
e mandou mensageiros à sua frente.
Estes puseram-se a caminho
e entraram numa povoação de samaritanos,
a fim de Lhe prepararem hospedagem.
Mas aquela gente não O quis receber,
porque ia a caminho de Jerusalém.
Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram a Jesus:
«Senhor,
queres que mandemos descer fogo do céu que os destrua?»
Mas Jesus voltou-Se e repreendeu-os.
E seguiram para outra povoação.
Pelo caminho, alguém disse a Jesus:
«Seguir-Te-ei para onde quer que fores».
Jesus respondeu-lhe:
«As raposas têm as suas tocas
e as aves do céu os seus ninhos;
mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça».
Depois disse a outro: «Segue-Me».
Ele respondeu:
«Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai».
Disse-lhe Jesus:
«Deixa que os mortos sepultem os seus mortos;
tu, vai anunciar o reino de Deus».
Disse-Lhe ainda outro:
«Seguir-Te-ei, Senhor;
mas deixa-me ir primeiro despedir-me da minha família».
Jesus respondeu-lhe:
«Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás
não serve para o reino de Deus».
AMBIENTE
Aqui começa, precisamente, a segunda parte do Evangelho segundo Lucas. Até agora, Lucas situou Jesus na Galileia (1ª parte); mas, a partir de 9,51, Lucas põe Jesus a caminhar decididamente para Jerusalém. A “caminhada” que Jesus aqui inicia com os discípulos é mais teológica do que geográfica: não se trata tanto de fazer um diário da viagem ou de fazer a lista dos lugares por onde Jesus vai passar até chegar a Jerusalém; trata-se, sobretudo, de apresentar um itinerário espiritual, ao longo do qual Jesus vai mostrando aos discípulos os valores do “Reino” e os vai presenteando com a plenitude da revelação de Deus. Todo este percurso que aqui se inicia converge para a cruz: ela vai trazer a revelação suprema que Jesus quer apresentar aos discípulos e nela vai irromper a salvação definitiva. Os discípulos são exortados a seguir este “caminho”, para se identificarem plenamente com Jesus… Lucas propõe aqui à sua comunidade o itinerário que os autênticos crentes devem percorrer.
MENSAGEM
Lucas começa por apresentar as “exigências” do “caminho”. O nosso texto apresenta, nitidamente, duas partes, dois desenvolvimentos.
Na primeira parte (vers. 51-56), o cenário de fundo situa-nos no contexto da hostilidade entre judeus e samaritanos. Trata-se de um dado histórico: a dificuldade de convivência entre os dois grupos era tradicional; os peregrinos que iam a Jerusalém para as grandes festas de Israel procuravam evitar a passagem pela Samaria, utilizando preferencialmente o “caminho do mar” (junto da orla costeira), ou o caminho que percorria o vale do rio Jordão, a fim de evitar “maus encontros”.
A primeira lição de Jesus ao longo desta “caminhada” vai para a atitude que os discípulos devem assumir face ao “ódio” do mundo. Que fazer quando o mundo tem uma atitude de rejeição face à proposta de Jesus? Tiago e João pretendem uma resposta agressiva, “musculada”, que retribua na mesma moeda, face à hostilidade manifestada pelos samaritanos (a referência ao “fogo do céu” leva-nos ao castigo que Elias infligiu aos seus adversários – cf. 2 Re 1,10-12); mas Jesus avisa-os que o seu “caminho” não passa nem passará nunca pela imposição da força, pela resposta violenta, pela prepotência (no seu horizonte próximo continua a estar apenas a cruz e a entrega da vida por amor: é no dom da vida e não na prepotência e na morte que se realizará a sua missão). Isto é algo que os discípulos nunca devem esquecer, se estão interessados em percorrer o “caminho” de Jesus.
Na segunda parte (vers. 57-62), Lucas apresenta – através do diálogo entre Jesus e três candidatos a discípulos – algumas das condições para percorrer, com Jesus, esse “caminho” que leva a Jerusalém, isto é, que leva ao acontecer pleno da salvação. Que condições são essas?
O primeiro diálogo sugere que o discípulo deve despojar-se totalmente das preocupações materiais: para o discípulo, o Reino tem de ser infinitamente mais importante do que as comodidades e o bem-estar material.
O segundo diálogo sugere que o discípulo deve despegar-se desses deveres e obrigações que, apesar da sua relativa importância (o dever de sepultar os pais é um dever fundamental no judaísmo), impedem uma resposta imediata e radical ao Reino.
O terceiro diálogo sugere que o discípulo deve despegar-se de tudo (até da própria família, se for necessário), para fazer do Reino a sua prioridade fundamental: nada – nem a própria família – deve adiar e demorar o compromisso com o Reino.
Não podemos ver estas exigências como normativas: noutras circunstâncias, Ele mandou cuidar dos pais (cf. Mt 15,3-9); e os discípulos – nomeadamente Pedro – fizeram-se acompanhar das esposas durante as viagens missionárias (cf. 1 Cor 9,5)… O que estes ensinamentos pretendem dizer é que o discípulo é convidado a eliminar da sua vida tudo aquilo que possa ser um obstáculo no seu testemunho quotidiano do Reino.
ACTUALIZAÇÃO
Na reflexão, considerar os seguintes elementos:
¨ A nós, discípulos de Jesus, é proposto que O sigamos no “caminho” de Jerusalém, nesse “caminho” que conduz à salvação e à vida plena. Trata-se de um “caminho” que implica a renúncia a nós mesmos, aos nossos interesses, ao nosso orgulho, e um compromisso com a cruz, com a entrega da vida, com o dom de nós próprios, com o amor até às últimas consequências. Aceitamos ser discípulos, isto é, embarcar com Jesus no “caminho de Jerusalém”?
¨ Jesus recusa, liminarmente, responder à oposição e à hostilidade do mundo com qualquer atitude de violência, de agressividade, de vingança. No entanto, a Igreja de Jesus, na sua caminhada histórica, tem trilhado caminhos de violência, de fanatismo, de intolerância (as cruzadas, as conversões à força, os julgamentos da “santa” Inquisição, as exigências que criam em tantas consciências escravidão e sofrimento…). Diante disto, resta-nos reconhecer que, infelizmente, nem sempre vivemos na fidelidade aos caminhos de Jesus e pedir desculpa aos nossos irmãos pela nossa falta de amor. É preciso, também, continuar a anunciar o Evangelho com fidelidade, com firmeza e com coragem, mas no respeito absoluto por aqueles que querem seguir outros caminhos e fazer outras opções.
¨ O “caminho do discípulo” é um caminho exigente, que implica um dom total ao “Reino”. Quem quiser seguir Jesus, não pode deter-se a pensar nas vantagens ou desvantagens materiais que isso lhe traz, nem nos interesses que deixou para trás, nem nas pessoas a quem tem de dizer adeus… O que é que, na nossa vida quotidiana, ainda nos impede de concretizar um compromisso total com o “Reino” e com esse caminho do dom da vida e do amor total?
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domingo, 24 de março de 2013
PALAVRA de DOMINGO: contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!
EVANGELHO – Lc 23,1-49 (forma breve)
Levantaram-se todos e levaram Jesus a Pilatos.
N Começaram a acusá-l’O, dizendo:
R «Encontrámos este homem a sublevar o nosso povo,
a impedir que se pagasse o tributo a César
e dizendo ser o Messias-Rei».
N Pilatos perguntou-Lhe:
R «Tu és o Rei dos judeus?»
N Jesus respondeu-lhe:
J «Tu o dizes».
N Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e à multidão:
R «Não encontro nada de culpável neste homem».
N Mas eles insistiam:
R «Amotina o povo, ensinando por toda a Judeia,
desde a Galileia, onde começou, até aqui».
N Ao ouvir isto, Pilatos perguntou se o homem era galileu;
e, ao saber que era da jurisdição de Herodes,
enviou-O a Herodes,
que também estava nesses dias em Jerusalém.
Ao ver Jesus, Herodes ficou muito satisfeito.
Havia bastante tempo que O queria ver,
pelo que ouvia dizer d’Ele,
e esperava que fizesse algum milagre na sua presença.
Fez-Lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu.
Os príncipes dos sacerdotes e os escribas que lá estavam
acusavam-n’O com insistência.
Herodes, com os seus oficiais, tratou-O com desprezo
e, por troça, mandou-O cobrir com um manto magnífico
e remeteu-O a Pilatos.
Herodes e Pilatos, que eram inimigos,
ficaram amigos nesse dia.
Pilatos convocou os príncipes dos sacerdotes,
os chefes e o povo, e disse-lhes:
R «Trouxestes este homem à minha presença
como agitador do povo.
Interroguei-O diante de vós
e não encontrei n’Ele nenhum dos crimes de que O acusais.
Herodes também não, uma vez que no-l’O mandou de novo.
Como vedes, não praticou nada que mereça a morte.
Vou, portanto, soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
N Pilatos tinha obrigação de lhes soltar um preso
por ocasião da festa.
E todos se puseram a gritar:
R «Mata Esse e solta-nos Barrabás».
N Barrabás tinha sido metido na cadeia
por causa de uma insurreição desencadeada na cidade
e por assassínio.
De novo Pilatos lhes dirigiu a palavra,
querendo libertar Jesus.
Mas eles gritavam:
R «Crucifica-O! Crucifica-O!»
N Pilatos falou-lhes pela terceira vez:
R Mas que mal fez este homem?
Não encontrei n’Ele nenhum motivo de morte.
Por isso vou soltá-l’O, depois de O mandar castigar».
N Mas eles continuavam a gritar,
pedindo que fosse crucificado,
e os seus clamores aumentavam de violência.
Então Pilatos decidiu fazer o que eles pediam:
soltou aquele que fora metido na cadeia
por insurreição e assassínio,
como eles reclamavam,
e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam.
N Quando o conduziam,
lançaram mão de um certo Simão de Cirene,
que vinha do campo,
e puseram-lhe a cruz às costas,
para a levar atrás de Jesus.
Seguia-O grande multidão de povo
e mulheres que batiam no peito
e se lamentavam, chorando por Ele.
Mas Jesus voltou-Se para elas e disse-lhes:
J «Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim;
chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos;
pois dias virão em que se dirá:
‘Felizes as estéreis, os ventres que não geraram
e os peitos que não amamentaram’.
Começarão a dizer aos montes: ‘Caí sobre nós’;
e às colinas: ‘Cobri-nos’.
Porque, se tratam assim a madeira verde,
que acontecerá à seca?».
N Levavam ainda dois malfeitores
para serem executados com Jesus.
Quando chegaram ao lugar chamado Calvário,
crucificaram-n’O a Ele e aos malfeitores,
um à direita e outro à esquerda.
Jesus dizia:
J «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».
N Depois deitaram sortes,
para repartirem entre si as vestes de Jesus.
O povo permanecia ali a observar.
Por sua vez, os chefes zombavam e diziam:
R «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo,
se é o Messias de Deus, o Eleito».
N Também os soldados troçavam d’Ele;
aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam:
R «Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo».
N Por cima d’Ele havia um letreiro:
«Este é o rei dos judeus».
Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados
insultava-O, dizendo:
R «Não és Tu o Messias?
Salva-Te a Ti mesmo e a nós também».
N Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o:
R «Não temes a Deus,
tu que sofres o mesmo suplício?
Quanto a nós, fez-se justiça,
pois recebemos o castigo das nossas más acções.
Mas Ele nada praticou de condenável».
N E acrescentou:
R «Jesus, lembra-Te de mim,
quando vieres com a tua realeza».
N Jesus respondeu-lhe:
J «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».
N Era já quase meio-dia,
quando as trevas cobriram toda a terra,
até às três horas da tarde,
porque o sol se tinha eclipsado.
O véu do templo rasgou-se ao meio.
E Jesus exclamou com voz forte:
J «Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito».
N Dito isto, expirou.
N Vendo o que sucedera,
o centurião deu glória a Deus, dizendo:
R «Realmente este homem era justo».
N E toda a multidão que tinha assistido àquele espectáculo,
ao ver o que se passava, regressava batendo no peito.
Todos os conhecidos de Jesus,
bem como as mulheres que O acompanhavam
desde a Galileia,
mantinham-se à distância, observando estas coisas.
AMBIENTE
Com a chegada de Jesus a Jerusalém e os acontecimentos da semana santa, chegamos ao fim do “caminho” começado na Galileia. Tudo converge, no Evangelho de Lucas, para aqui, para Jerusalém: é aí que deve irromper a salvação de Deus. Em Jerusalém, Jesus vai realizar o último acto do programa enunciado em Nazaré: da sua entrega, do seu amor afirmado até à morte, vai nascer esse Reino de homens novos, livres, onde todos serão irmãos no amor; e, de Jerusalém, partirão as testemunhas de Jesus, a fim de que esse Reino se espalhe por toda a terra e seja acolhido no coração de todos os homens.
MENSAGEM
A morte de Jesus tem de ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus apercebeu-Se de que o Pai O chamava a uma missão: anunciar a Boa Nova aos pobres, sarar os corações feridos, pôr em liberdade os oprimidos. Para concretizar este projecto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina “fazendo o bem” e anunciando a proximidade de um mundo novo, de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos. Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem mesmo os pecadores; ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos não deviam ser marginalizados, pois não eram amaldiçoados por Deus; ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de Deus e aqueles que tinham o coração mais disponível para acolher o Reino; e avisou os “ricos”, os poderosos, os instalados, de que o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, o fechamento só podiam conduzir à morte.
O projecto libertador de Jesus entrou em choque – como era inevitável – com a atmosfera de egoísmo, de má vontade, de opressão que dominava o mundo. As autoridades políticas e religiosas sentiram-se incomodadas com a denúncia de Jesus: não estavam dispostas a renunciar a esses mecanismos que lhes asseguravam poder, influência, domínio, privilégios; não estavam dispostos a arriscar, a desinstalar-se e a aceitar a conversão proposta por Jesus. Por isso, prenderam Jesus, julgaram-n’O, condenaram-n’O e pregaram-n’O na cruz.
A morte de Jesus é a consequência lógica do anúncio do Reino: resultou das tensões e resistências que a proposta do “Reino” provocou entre os que dominavam este mundo.
Podemos também dizer que a morte de Jesus é o culminar da sua vida; é a afirmação última, porém mais radical e mais verdadeira (porque marcada com sangue), daquilo que Jesus pregou com palavras e com gestos: o amor, o dom total, o serviço.
Na cruz de Jesus, vemos aparecer o Homem Novo, o protótipo do homem que ama radicalmente e que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, este Homem Novo vai assumir como missão a luta contra o pecado, isto é, contra todas as causas objectivas que geram medo, injustiça, sofrimento, exploração, morte. Assim, a cruz contém o dinamismo de um mundo novo – o dinamismo do Reino.
Para além da reflexão geral sobre o sentido da paixão e morte de Jesus, convém ainda notar alguns dados que são exclusivos da versão lucana da paixão:
· No relato da instituição da Eucaristia, só Lucas põe Jesus a dizer: “fazei isto em memória de Mim” (cf. Lc 22,19). A expressão não quer só dizer que os discípulos devem celebrar o ritual da última ceia e repetir as palavras de Jesus sobre o pão e sobre o vinho; mas quer, sobretudo, dizer que os discípulos devem repetir a entrega de Jesus, a doação da vida por amor.
· Só Lucas coloca no contexto da última ceia a discussão acerca de qual dos discípulos seria o “maior” e a resposta de Jesus (cf. Lc 22,24-27). Jesus avisa os seus que “o maior” é “aquele que serve”; e apresenta o seu próprio exemplo de uma vida feita serviço e dom. Estas palavras soam a “testamento” e convocam os discípulos para fazerem da sua vida um serviço aos irmãos, ao jeito de Jesus.
· No jardim das Oliveiras, só Lucas faz referência ao aparecimento do anjo e ao “suor de sangue” (cf. Lc 22,42-44). Esta cena acentua a fragilidade humana de Jesus que, no entanto, não condiciona a sua submissão total ao projecto do Pai; e sublinha a presença de Deus, que não abandona nos momentos de prova aqueles que acolhem, na obediência, a sua vontade.
· Também no relato da paixão aparece a ideia fundamental que perpassa pela obra de Lucas: Jesus é o Deus que veio ao nosso encontro, a fim de manifestar a todos os homens, em gestos concretos, a bondade e a misericórdia de Deus. Essa ideia está presente no gesto de curar o guarda ferido por Pedro no Jardim do Getsemani (cf. Lc 22,51); está também presente nas palavras de Jesus na cruz: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem” – Lc 23,34 (é desconcertante o amor de um Filho de Deus que morre na cruz pedindo desculpa ao Pai para os seus assassinos); está, ainda, presente nas palavras que Jesus dirige ao criminoso que morre numa cruz, ao seu lado: “hoje mesmo estarás comigo no paraíso” – Lc 23,43 (é desconcertante a bondade de um Deus que faz de um assassino o primeiro santo canonizado da sua Igreja).
· Todos os sinópticos falam da requisição de Simão de Cirene para levar a cruz de Jesus (cf. Mt 27,32; Mc 15,21); no entanto, só Lucas refere que Simão transporta a cruz “atrás de Jesus” (cf. Lc 23,26). Este dado serve a Lucas para apresentar o modelo do discípulo: é aquele que toma a cruz de Jesus e O segue no seu caminho de entrega e de dom da vida (“se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz dia após dia e siga-mM” – Lc 9,23; cf. 14,27).
ACTUALIZAÇÃO
Reflectir a partir das seguintes linhas:
Celebrar a paixão e morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil… Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Desse amor resultou vida plena, que Ele quis repartir connosco “até ao fim dos tempos”: esta é a mais espantosa história de amor que é possível contar; ela é a boa notícia que enche de alegria o coração dos crentes.
Contemplar a cruz onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade… Significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias. Significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens. Significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor… Viver deste jeito pode conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus é viver a partir de um dinâmica que a morte não pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa carne os dinamismos da ressurreição.
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domingo, 16 de dezembro de 2012
PALAVRA de DOMINGO: há que contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!!!
EVANGELHO – Lc 3,10-18
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
as multidões perguntavam a João Baptista:
«Que devemos fazer?»
Ele respondia-lhes:
«Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma;
e quem tiver mantimentos faça o mesmo».
Vieram também alguns publicanos para serem baptizados
e disseram:
«Mestre, que devemos fazer?»
João respondeu-lhes:
«Não exijais nada além do que vos foi prescrito».
Perguntavam-lhe também os soldados:
«E nós, que devemos fazer?»
Ele respondeu-lhes:
«Não pratiqueis violência com ninguém
nem denuncieis injustamente;
e contentai-vos com o vosso soldo».
Como o povo estava na expectativa
e todos pensavam em seus corações
se João não seria o Messias,
ele tomou a palavra e disse a todos:
«Eu baptizo-vos com água,
mas está a chegar quem é mais forte do que eu,
e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias.
Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo.
Tem na mão a pá para limpar a sua eira
e recolherá o trigo no seu celeiro;
a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga».
Assim, com estas e muitas outras exortações,
João anunciava ao povo a Boa Nova».
AMBIENTE
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
as multidões perguntavam a João Baptista:
«Que devemos fazer?»
Ele respondia-lhes:
«Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma;
e quem tiver mantimentos faça o mesmo».
Vieram também alguns publicanos para serem baptizados
e disseram:
«Mestre, que devemos fazer?»
João respondeu-lhes:
«Não exijais nada além do que vos foi prescrito».
Perguntavam-lhe também os soldados:
«E nós, que devemos fazer?»
Ele respondeu-lhes:
«Não pratiqueis violência com ninguém
nem denuncieis injustamente;
e contentai-vos com o vosso soldo».
Como o povo estava na expectativa
e todos pensavam em seus corações
se João não seria o Messias,
ele tomou a palavra e disse a todos:
«Eu baptizo-vos com água,
mas está a chegar quem é mais forte do que eu,
e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias.
Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo.
Tem na mão a pá para limpar a sua eira
e recolherá o trigo no seu celeiro;
a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga».
Assim, com estas e muitas outras exortações,
João anunciava ao povo a Boa Nova».
AMBIENTE
O Evangelho de hoje vem na sequência daquele que reflectimos no passado domingo: o profeta João Baptista indica, com pormenores concretos e a grupos concretos, como proceder para percorrer esse caminho de “metanoia” e preparar a “vinda do Senhor”.
MENSAGEM
A primeira parte do Evangelho de hoje (vers. 10-14) é uma secção própria de Lucas. Pôr as pessoas as perguntar “o que devemos fazer” é habitual em Lucas (cf. Act 2,37; 16,30; 22,10): sugere uma abertura à proposta de salvação que vem de Deus. João Baptista propõe, então, três atitudes concretas para quem quer fazer a experiência de conversão e de encontro com o Senhor que vem: ao povo em geral, João Baptista recomenda a sensibilidade às necessidades de quem nada tem e a partilha dos bens; aos publicanos, pede que não explorem, que não se deixem convencer por esquemas de enriquecimento ilícito, que não despojem ilegalmente os mais pobres; aos soldados, pede que não usem de violência, que não abusem do seu poder contra fracos e indefesos… Repare-se como João Baptista põe em relevo os “crimes contra o irmão”: tudo aquilo que atenta contra a vida de um só homem é um crime contra Deus; quem o comete, está a fechar o seu coração e a sua vida à proposta libertadora que Cristo veio trazer.
Na segunda parte do Evangelho (vers. 15-18), João Baptista anuncia a chegada do baptismo no Espírito Santo, contraposto ao baptismo “na água” de João. O baptismo de João é, apenas, uma proposta de conversão; mas o baptismo de Jesus consiste em receber essa vida de Deus que actua no coração do homem, transforma o homem velho em homem novo, faz do homem egoísta e fechado em si um homem novo, capaz de partilhar a vida e amar como Jesus. Faz-se, aqui, referência a essa transformação que Cristo operará no coração de todos os que estão dispostos a acolher a sua proposta de libertação: começará, para eles, uma nova vida, uma vida purificada (fogo), uma vida de onde o pecado e o egoísmo foram eliminados, uma vida segundo Deus. Para Lucas, este anúncio do profeta João concretizar-se-á plenamente no dia de Pentecostes.
ACTUALIZAÇÃO
Elementos para a reflexão e actualização da Palavra:
• “E nós, que devemos fazer?” A expressão revela a atitude correcta de quem está aberto à interpelação do Evangelho. Sugere-se aqui a disponibilidade para questionar a própria vida, primeiro passo para uma efectiva tomada de consciência do que é necessário transformar.
• Os bens que temos à nossa disposição são sempre um dom de Deus e, portanto, pertencem a todos: ninguém tem o direito de se apropriar deles em seu benefício exclusivo. As desigualdades chocantes, a indiferença que nos leva a fechar o coração aos gritos de quem vive abaixo do limiar da dignidade humana, o egoísmo que nos impede de partilhar com quem nada tem, são obstáculos intransponíveis que impedem o Senhor de nascer no meio de nós. As nossas comunidades e nós próprios damos testemunho desta partilha que é sinal do Reino proposto por Jesus?
• Os publicanos eram aqueles que extorquiam dinheiro de modo duvidoso, despojando os mais pobres e enriquecendo de forma ilícita. Que dizer dos modernos esquemas imorais (às vezes lícitos, mas imorais) de enriquecimento rápido? Que dizer da corrupção, do branqueamento de dinheiro sujo, da fuga aos impostos, das taxas exageradas cobradas por certos serviços, das falcatruas? Será possível prejudicar conscientemente um irmão ou a comunidade inteira e acolher “o Senhor que vem”?
• “Não exerçais violência sobre ninguém”… E os actos de violência, que tantas vezes atingem inocentes e derramam sangue ou, ao menos, provocam sofrimento e injustiça? E os actos gratuitos de terrorismo, ainda que sejam mascarados de luta pela libertação? E a exploração de quem trabalha, a recusa de um salário justo, ou a exploração de imigrantes estrangeiros? E as prepotências que se cometem nos tribunais, nas repartições públicas, na própria casa e, tantas vezes, nas recepções das nossas igrejas? Neste quadro, é possível acolher Jesus?
• Ser cristão é ser baptizado no Espírito, quer dizer, é ser portador dessa vida de Deus que nos permite testemunhar Jesus e a sua proposta. O que é que conduz a nossa caminhada e motiva as nossas opções – o Espírito, ou o nosso egoísmo e comodismo?
• A alegria, constitutiva da experiência cristã, deve estar especialmente presente neste tempo de espera do Senhor. Não é uma alegria que resulta dos êxitos desportivos da nossa equipa, nem do nosso êxito profissional, nem do aumento da nossa conta bancária, mas é uma alegria pela presença iminente do Senhor nas nossas vidas, como proposta libertadora. É a certeza da presença libertadora do Senhor que a nossa alegria deve anunciar aos homens nossos irmãos.
• A bondade e a indulgência com que acolhemos os que nos rodeiam têm de ser, também, distintivos de quem espera o Senhor. Será possível que Deus nasça quando o caminho do nosso coração está fechado com cadeias de intolerância, de prepotência, de incompreensão?
• A espera do Senhor faz-se, também, num diálogo contínuo com Ele. Não é possível estar disponível para O acolher, quando estamos indiferentes e não partilhamos com Ele, a cada instante, as nossas alegrias e as nossas dificuldades, os nossos sonhos e as nossas esperanças. Não é possível acolher alguém com quem não comunicamos e de quem não nos sentimos próximos.
• Nunca é demais sublinhar a essência de Deus: o amor. Neste texto, o amor de Deus não só introduz na relação com o Povo um dinamismo de perdão; mas esse amor faz ainda mais: provoca a própria conversão do Povo. Esta consciência de que Deus nos ama, muito para além das nossas falhas e fraquezas, e que o seu amor nos transforma, nos torna menos egoístas e mais humanos, é uma das mais belas constatações que os crentes podem fazer.
• O que renova o mundo e o transforma não é o medo, mas o amor. O medo provoca insegurança, pessimismo, angústia, sofrimento, bloqueamento; o amor é que faz crescer, é que cria dinamismos de superação, é que nos torna mais humanos, é que nos faz confiar, é que potencia o encontro e a comunhão… Devemos ter isto bem presente quando formos chamados a anunciar o Evangelho e a proclamar a proposta de salvação que o nosso Deus faz aos homens.
• Também é necessário sublinhar a constatação de que Deus não desiste de vir ao nosso encontro e de residir no meio de nós. Ele tem uma proposta de salvação que quer, a todo o custo, apresentar-nos. Não é uma constatação consoladora, frente às dificuldades, às angústias, às inseguranças que dia a dia preenchem a nossa existência?
• Finalmente, convém notar o apelo à alegria… A constatação de que Deus nos ama e que reside no meio de nós com uma proposta de salvação e de felicidade para todos os que O acolhem não pode provocar senão uma imensa alegria no coração dos crentes. Damos sempre testemunho dessa alegria? Será que as nossas comunidades são espaços onde se nota a alegria pelo amor e pela presença de Deus?
FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=438
FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=438
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sábado, 17 de novembro de 2012
(in)PRENSA semanal: a minha selecção
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
O que pode o ouro fazer pela dívida portuguesa
http://visao.sapo.pt/o-que-pode-o-ouro-fazer-pela-divida-portuguesa=f694715
"Refundar", "reformar" ou simplesmente brincar com os portugueses?
http://expresso.sapo.pt/refundar-reformar-ou-simplesmente-brincar-com-os-portugueses=f764730?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-06
Tudo o que vai mudar na Função Pública em 2013
http://economico.sapo.pt/noticias/tudo-o-que-vai-mudar-na-funcao-publica-em-2013_153528.html
Razões para se gostar de Angela Merkel
http://expresso.sapo.pt/razoes-para-se-gostar-de-angela-merkel=f766157
Merkel ajudará a criar um banco de fomento
http://expresso.sapo.pt/merkel-ajudara-a-criar-um-banco-de-fomento=f766456
A visita da tia rica
http://expresso.sapo.pt//a-visita-da-tia-rica=f766321?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-13
Merkel não é responsável pela crise portuguesa
http://expresso.sapo.pt/merkel-nao-e-responsavel-pela-crise-portuguesa=f766314?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-13
O que me move contra a chanceler Merkel
http://expresso.sapo.pt/o-que-me-move-contra-a-chanceler-merkel=f766318
Veja o vídeo de Marcelo recusado pela Alemanha
http://expresso.sapo.pt/veja-o-video-de-marcelo-recusado-pela-alemanha=f766185
O porquê de a Islândia não se juntar à União Europeia
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6yZdJgiSasI#!
Sistema socializado de saúde
http://www.youtube.com/watch?v=dgQ_kGZeTcM
Estado Social só para pobres não serve
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2071235048105831865#editor/target=post;postID=8539095255488623754
O barco é lindo mas não flutua
http://expresso.sapo.pt//o-barco-e-lindo-mas-nao-flutua=f766584?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-14
Greve Geral: quem só espera nunca alcança
http://expresso.sapo.pt//greve-geral-quem-so-espera-nunca-alcanca=f766520?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-14
Fuga aos impostos vai agravar défice em 2013
http://expresso.sapo.pt/fuga-aos-impostos-vai-agravar-defice-em-2013=f766841
Pode uma greve geral mudar as políticas do Governo?
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=85222
O Grande Jogo do petróleo grego
http://expresso.sapo.pt/o-grande-jogo-do-petroleo-grego=f762174
O que a violência não pode esconder
http://expresso.sapo.pt/o-que-a-violencia-nao-pode-esconder=f767031
Marcelo quer cristãos na primeira linha de defesa dos valores
http://rr.sapo.pt/default.aspx
Um padre polémico
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2891880&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1
CES pede renegociação imediata do acordo da troika
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terça-feira, 31 de julho de 2012
QUESTÕES de MORAL: Crise 3
Mais uma das boas "partidas" da ANTENA 2, pois claro!!!
Por estas e por outras, ANTENA 2 sempre!!!
«Escrito e apresentado por Joel Costa.
Caído em cheio na era do progresso tecnológico, da política-espectáculo, o cidadão comum continua a interrogar-se quanto à circunstância histórica e moral que lhe cabe viver.
Em busca do nexo moral escondido no tempo das novas angústias...»
http://www.rtp.pt/play/p251/e65957/questoes-de-moralPor estas e por outras, ANTENA 2 sempre!!!
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