A guerra nasce do e com o ato por meio do qual me aproximo de um outro qualquer ser humano, me relaciono com ele, a fim de lhe retirar um bem próprio em meu benefício. Posta a formulação teórica numa forma universal: todo o ato de guerra acontece quando um ser humano, qualquer, retira a um outro ser humano, qualquer, um bem que é próprio deste último. Esta propriedade não é algo de jurídico, mas algo de ontológico, pois diz respeito ao que compete a cada ser humano como possibilidade de anulação de necessidades, também próprias. Para saber mais, clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Guerra, da tirania ao bem-comum
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terça-feira, 5 de junho de 2018
ESPIRITUALIDADE: «Não Há Amor Maior»
Deixar tudo para O seguir
As riquezas, quer sejam materiais ou espirituais, podem asfixiar-nos se não fizermos delas uma utilização adequada. Porque nem o próprio Deus consegue colocar coisa alguma num coração que já está cheio. Mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, reaparece o apetite pelo dinheiro e a avidez por tudo o que o dinheiro pode proporcionar – a procura do supérfluo, do luxo na comida, no vestuário e no entretenimento. As necessidades começam a aumentar, uma coisa atrai a outra. Mas no fim fica-se com um sentimento incontrolável de insatisfação. Permaneçamos tão vazios quanto possível para que Deus possa preencher-nos.
Nosso Senhor é um exemplo vivo disto: logo no primeiro dia da sua existência humana, conheceu uma pobreza que nenhum ser humano alguma vez conhecerá porque, «sendo rico, tornou-Se pobre» (2Cor 8,9). Cristo esvaziou-Se de toda a sua riqueza. É aqui que surge a contradição: se eu quiser ser pobre como Cristo, que Se tornou pobre embora fosse rico, que devo fazer? Seria uma vergonha para nós sermos mais ricos do que Jesus que, por nossa causa, suportou a pobreza.
Na cruz, Cristo foi privado de tudo. A própria cruz fora-Lhe dada por Pilatos; os pregos e a coroa, pelos soldados. Estava nu. Quando morreu, despojaram-n'O da cruz, retiraram-Lhe os pregos e a coroa. Foi envolto num pedaço de tecido dado por uma alma caridosa e foi enterrado num túmulo que não Lhe pertencia. E isto quando poderia ter morrido como um rei ou mesmo poupar-Se à morte. Mas Ele escolheu a pobreza porque sabia que ela é o verdadeiro meio de possuir Deus e de trazer o seu amor à Terra.
Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
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terça-feira, 29 de maio de 2018
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: As transformações deste tempo são radicais: é essencial compreendê-las para não nos desorientarmos
A sociedade procura satisfazer todas as necessidades, mas extingue os grandes desejos e ilude os projetos mais amplos, criando assim um estado de frustração e, acima de tudo, a desconfiança no futuro. A vida pessoal é saciada por consumos, e no entanto está vazia, desvanecida e por vezes até espiritualmente extinta. Domina o primado do instrumento em relação ao significado, especialmente se último e global. No entanto, o mundo em que hoje vivemos é rico de fermentos e desafios dirigidos à fé, mas é também dotado de grandes recursos humanos e espirituais, dos quais os jovens são muitas vezes portadores. Para saber mais, clicar AQUI.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Predação, violência e guerra
O que está em causa na origem da guerra é o supérfluo. Mas o supérfluo não é apenas o que é desnecessário para uns, é também o que pode ser necessário para outros e que, tendo sido apropriado por aqueles para quem não é necessário, nunca pode chegar à posse de esses a quem realmente faltava. Para saber mais clicar AQUI.
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terça-feira, 27 de maio de 2014
REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Temos necessidades ou resplandecemos de possibilidades?
Sem artes, sem humanidades, sem ciência e sem cultura, sem serem chamados a abrir-se, a questionar-se, a conviver com o diferente, a atender o mais necessitado, os seres humanos fecham-se e embrutecem. Quando e como se cultiva o que G. Steiner chama «o fascinante esplendor do inútil»? Alguém quer mesmo ouvir falar da poesia, da filosofia, da espiritualidade, da literatura? O que é que (e quem) puxa a humanidade para cima, para acolher o esplendor da graça que cada pessoa transporta em si? Corremos o risco de ver crescer à nossa volta, nos nossos relvados, a «censura do mercado», sem que os media e as instituições sociais tenham sequer capacidade de distanciamento e capacidade crítica para denunciar essa censura. Censura ao que é mais difícil, ao que é mais inovador, ao que leva mais tempo, ao que não corre ou quer apenas caminhar devagar, ao que é diferente e multidimensional, ao tratado que requer outras leituras, à obra de 400 páginas, ao que cresce devagar, como a arte de constituir uma família, ao que amadurece lentamente, como nós mesmos, ao que requer silêncio, como o culto da amizade, ao que dá frutos interiores, como o dom de si… Continuar a ler…
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
ESPIRITUALIDADE: A oração torna-nos mais conscientes do mundo
Usar a religião, ou a oração ou a contemplação ou a procura de Deus, como desculpa para ignorar as necessidades do mundo é uma blasfémia. Nega o próprio Deus, a quem se propõe anunciar. Pratica a idolatria do eu e chama-lhe união com Deus. Torna a imersão na oração mais importante do que os frutos da oração. Esta confusão tão descarada faz, da própria oração, uma farsa.
Aqueles que procuram, verdadeiramente, a Deus tornam-se mais sensíveis ao resto do mundo, porque se tornam, no dia a dia, mais parecidos com o Deus que amam, com o Espírito que lhes dá energia. Eles levam consigo, para que todos vejam, as exortações do Deus que os impele a encontrar o Deus que vive neles e que, ao mesmo tempo, os tira para fora de si próprios.
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