Na sua Encíclica “Fratelli Tutti”, o Papa Francisco, no parágrafo 13, fala de «uma perda do sentido da história», de «desconstrucionismo em que a liberdade humana pretende construir tudo a partir do zero», de «individualismo sem conteúdo». O parágrafo termina com o que constitui uma denúncia da tirania fundada nos movimentos éticos e políticos inicialmente assinalados. A posição teórica do Papa é corajosa, pois aponta para as raízes das formas de tirania e de oligarquia que se instalaram no mundo, disfarçadas de atos de libertação. Ora, são essas formas tirânicas e oligárquicas que dominam o mundo no momento que vivemos. Para saber mais clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2020
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Desconstrução e morte do sentido
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sexta-feira, 17 de maio de 2019
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Tiranias, massacres e fugas
Não é necessária qualquer erudição historiográfica para se saber que, de certo ponto de vista, a história da humanidade é, em grande parte, pontuada por massacres de todos os tipos. O ponto de vista aqui em causa é o da relação entre tiranos e tiranizados. Esta relação constitui, numa terrível contradição com o melhor possível para a humanidade – sobretudo a humanidade como criada pelo Deus da Bíblia –, o eixo histórico, isto é, o eixo real da atividade que tem constituído o movimento da humanidade ao longo dos tempos. Talvez a ilusão mais perigosa e perniciosa seja a que ocorre quando se pensa que a tirania só existe em modo politicamente grandioso. Para saber mais clicar AQUI.
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Guerra, da tirania ao bem-comum
A guerra nasce do e com o ato por meio do qual me aproximo de um outro qualquer ser humano, me relaciono com ele, a fim de lhe retirar um bem próprio em meu benefício. Posta a formulação teórica numa forma universal: todo o ato de guerra acontece quando um ser humano, qualquer, retira a um outro ser humano, qualquer, um bem que é próprio deste último. Esta propriedade não é algo de jurídico, mas algo de ontológico, pois diz respeito ao que compete a cada ser humano como possibilidade de anulação de necessidades, também próprias. Para saber mais, clicar AQUI.
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Sobre o direito de resistência
Como cristão, homem de fé e fiel à
Igreja, S. Tomás de Aquino pensa que “todo o poder provém de Deus” (Jo 19, 11),
entretanto, no Comentário às Sentenças de Pedro Lombardo (XLV, questão IV, art.
2), realiza uma ressalva ao texto bíblico afirmando que “nem sempre o poder
provém de Deus”. Essa ressalva acontece em dois casos: 1) se o modo de aquisição
do poder não foi justo; 2) se o uso do poder se transformou em abuso. Dessa
forma, dois poderes injustos podem existir: o mal adquirido e o abusivo.
O chamado “direito de resistência”, que contemporaneamente é juridicamente fundamentado, deve ser invocado quando as sanções jurídicas organizadas contra o abuso do poder não são suficientes para conter a injustiça da lei ou dos governantes, pois estes, quando extravasados de seus naturais limites, muitas vezes não podem ser contidos por normas superiores que já não respeitam. Nestas condições, se reconhece aos governados a recusa à obediência, isto é, reconhece-se o direito da resistência à lei, ao Estado e aos governantes.
Na Suma Teológica (questão XLII, art. 3), afirma que quando o governo visa o bem do governante e não o bem comum torna-se, por isso mesmo, injusto. Nesse caso, a mudança dessa espécie de governo não pode constituir, em sua essência, uma resistência ou revolta. Resistência ou revolta é a realizada pelo tirano, que adquiriu mal o poder ou dele abusou. O tirano, o governante, resiste e revolta-se contra Deus, que lhe deu o poder de governar, e contra o povo que deve ser orientado.
O bem comum é, para São Tomás, a medida e o limite do chamado “direito de resistência”. Para que se possa resistir aos governantes, é preciso que esses signifiquem um perigo para o bem comum. Este, porém, não corporifica apenas justiça, mas também a ordem social. O que Tomás procura salvaguardar, sobretudo, é o bem comum, ou melhor, o que procura proteger é a ordem social conforme às exigências da natureza humana. Quando se permite a resistência à opressão, tem-se em vista unicamente o bem da comunidade.
Na Suma Teológica (questão XLII, art. 2), Tomás condena a insurreição popular contra o governante e afirma que esse acto é um pecado mortal. Entretanto, ele reconhece que, não sendo o governante justo, porque não implanta o bem comum, não constitui insurreição o acto de revoltar-se contra esse tipo de governante.
Para Tomás de Aquino, a insurreição do povo contra o governante é um pecado mortal que será punido por Deus no dia do juízo final. Entretanto, a revolta contra a tirania, contra o governo autoritário, não é uma insurreição, mas o retorno à ordem social que o próprio Deus estabeleceu. Essa ordem social visa sempre o bem comum de todos os membros da comunidade, e não apenas a prosperidade do governante e seus aliados.
O chamado “direito de resistência”, que contemporaneamente é juridicamente fundamentado, deve ser invocado quando as sanções jurídicas organizadas contra o abuso do poder não são suficientes para conter a injustiça da lei ou dos governantes, pois estes, quando extravasados de seus naturais limites, muitas vezes não podem ser contidos por normas superiores que já não respeitam. Nestas condições, se reconhece aos governados a recusa à obediência, isto é, reconhece-se o direito da resistência à lei, ao Estado e aos governantes.
Na Suma Teológica (questão XLII, art. 3), afirma que quando o governo visa o bem do governante e não o bem comum torna-se, por isso mesmo, injusto. Nesse caso, a mudança dessa espécie de governo não pode constituir, em sua essência, uma resistência ou revolta. Resistência ou revolta é a realizada pelo tirano, que adquiriu mal o poder ou dele abusou. O tirano, o governante, resiste e revolta-se contra Deus, que lhe deu o poder de governar, e contra o povo que deve ser orientado.
O bem comum é, para São Tomás, a medida e o limite do chamado “direito de resistência”. Para que se possa resistir aos governantes, é preciso que esses signifiquem um perigo para o bem comum. Este, porém, não corporifica apenas justiça, mas também a ordem social. O que Tomás procura salvaguardar, sobretudo, é o bem comum, ou melhor, o que procura proteger é a ordem social conforme às exigências da natureza humana. Quando se permite a resistência à opressão, tem-se em vista unicamente o bem da comunidade.
Na Suma Teológica (questão XLII, art. 2), Tomás condena a insurreição popular contra o governante e afirma que esse acto é um pecado mortal. Entretanto, ele reconhece que, não sendo o governante justo, porque não implanta o bem comum, não constitui insurreição o acto de revoltar-se contra esse tipo de governante.
Para Tomás de Aquino, a insurreição do povo contra o governante é um pecado mortal que será punido por Deus no dia do juízo final. Entretanto, a revolta contra a tirania, contra o governo autoritário, não é uma insurreição, mas o retorno à ordem social que o próprio Deus estabeleceu. Essa ordem social visa sempre o bem comum de todos os membros da comunidade, e não apenas a prosperidade do governante e seus aliados.
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domingo, 5 de agosto de 2012
FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO (5)...
... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!
O trabalho, o ócio, festas e férias
O negócio ocupou tudo e esqueceu o ócio, no sentido grego das palavras, como explica o filósofo Gabriel Amengual. Ócio (no grego scholê, no latim otium), em princípio, significa estar livre dos negócios políticos ou do Estado e do governo e de actividades económicas, que, na Antiguidade, se definiam como o não-ócio, o negócio (a-scholía), e implica a orientação para o âmbito do pensar e da contemplação. "Ter ócio" significava festejar, ter alegria e a ocupação própria do tempo descansado - debates, concertos, teatro, etc. -, passando depois a significar o lugar dessas actividades (a escola, scholê). "Ócio significa tempo livre, possibilidade, oportunidade de algo." Neste quadro, o ócio era, para Platão, o pressuposto para a filosofia, em conexão com a liberdade e a verdade. Num contexto de escravatura, era, pois, privilégio dos homens livres. Para superar a tirania e a escravidão, não é, portanto, do ócio para a liberdade e a verdade que precisamos?
Ler mais em:
E se "o tempo voa", eles estão já aí!
O trabalho, o ócio, festas e férias
O negócio ocupou tudo e esqueceu o ócio, no sentido grego das palavras, como explica o filósofo Gabriel Amengual. Ócio (no grego scholê, no latim otium), em princípio, significa estar livre dos negócios políticos ou do Estado e do governo e de actividades económicas, que, na Antiguidade, se definiam como o não-ócio, o negócio (a-scholía), e implica a orientação para o âmbito do pensar e da contemplação. "Ter ócio" significava festejar, ter alegria e a ocupação própria do tempo descansado - debates, concertos, teatro, etc. -, passando depois a significar o lugar dessas actividades (a escola, scholê). "Ócio significa tempo livre, possibilidade, oportunidade de algo." Neste quadro, o ócio era, para Platão, o pressuposto para a filosofia, em conexão com a liberdade e a verdade. Num contexto de escravatura, era, pois, privilégio dos homens livres. Para superar a tirania e a escravidão, não é, portanto, do ócio para a liberdade e a verdade que precisamos?
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