"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sábado, 15 de junho de 2013

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Só 2% concentram metade da riqueza mundial, diz estudo
Cadilhe considera que “Governo tem explicado mal” a crise
Renegociar a dívida? Nunca houve outra alternativa...
O Portugal de hoje lido nos Lusíadas
Contrapoder: compacto da semana
“Não há coesão nacional, mas sim coesão na depressão”, diz Lino Maia
Papa reconhece corrupção e lobby gay no Vaticano
O 10 de Junho
Pós-troika Futuro de Portugal nas mãos de tribunal germânico
Nota média a Português nas provas do 4º ano foi negativa
Cavaco Silva recebido com protesto da esquerda no Parlamento Europeu
Piada sobre Gaspar leva Álvaro às lágrimas
Ir às compras em tempo recorde
O bando dos reformados
O injustamento português por Ricardo Ataújo Pereira

quinta-feira, 13 de junho de 2013

ESPIRITUALIDADE: A oração torna-nos mais conscientes do mundo

Usar a religião, ou a oração ou a contemplação ou a procura de Deus, como desculpa para ignorar as necessidades do mundo é uma blasfémia. Nega o próprio Deus, a quem se propõe anunciar. Pratica a idolatria do eu e chama-lhe união com Deus. Torna a imersão na oração mais importante do que os frutos da oração. Esta confusão tão descarada faz, da própria oração, uma farsa.
Aqueles que procuram, verdadeiramente, a Deus tornam-se mais sensíveis ao resto do mundo, porque se tornam, no dia a dia, mais parecidos com o Deus que amam, com o Espírito que lhes dá energia. Eles levam consigo, para que todos vejam, as exortações do Deus que os impele a encontrar o Deus que vive neles e que, ao mesmo tempo, os tira para fora de si próprios.
Ler mais em:

quarta-feira, 12 de junho de 2013

CINEMA: "À procura de Sugar Man"

No final da década de 60, Sixto Rodriguez é um músico incógnito, de origem mexicana, que deambula entre o nevoeiro das noites de Detroit, dedilhando uma invulgar combinação de melodias na sua guitarra. Descoberto por um notável da indústria musical, que além da guitarra lhe adivinha um potencial de voz igualmente raro, acaba contratado pela então ascendente Motown. O equilíbriodeste documentário, gerido com grande sensibilidade e profundidade, resulta da capacidade de conjugar, numa justíssima medida, duas componentes essenciais: a investigação jornalística e a redescoberta, aprofundada, da pessoa em si, num registo narrativo que reata (mais do que reabilita ou homenageia) a relação deste homem com o público – devolvendo-o agora, pela via cinematográfica, ao universo que sempre teria merecido. Vencedor do BAFTA, do Óscar para Melhor Documentário e do Prémio Cinema for Peace, coleciona prémios e nomeações do público e da especialidade nos mais prestigiados festivais, um pouco por todo o mundo.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/a_procura_de_sugar_man.html
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=110232
Ver mais em:
http://www.youtube.com/watch?v=Mr9peut6brI&list=RD02NAaFTOLAziM

terça-feira, 11 de junho de 2013

MÚSICA, COIMBRA, ETC&TAL: O 5 de Maio...

... já lá vai, mas o DIA da MÃE jamais...

Do Zeca Afonso pois claro! Mas não só:


Admirável ouvir, evidentemente, mas atenção ao enquadramento, a quem está ao lado de quem canta e também a quem escuta, na multidão.
Ouvir o silêncio que se seguiu também é preciso! - como bem conhece quem aí estudou.

Entretanto uma "dor na alma": a perspectiva dramática, revoltante, ... do futuro destes nossos jovens, filhos e...

...netos...

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Habemus Papam porquê?

Porque num mundo em que a escala e a hierarquia dos valores é, no pior sentido, outra,
isto não é notícia, mas com estes sinais e novos ares de genuína, sã & inhabitual liberdade vinda de quem vem, impõe-se-me como conveniente que o seja, assim, desta forma:
Papa salta discurso "aborrecido" e revela porque não quis "luxos"
Durante um encontro com estudantes, o Papa Francisco voltou a romper com o protocolo e preferiu uma sessão livre de perguntas e respostas num encontro com centenas de alunos...Os cristãos não podem «fazer de Pilatos, lavar as mãos»: «Devemos implicar-nos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum», frisou Francisco, citado pelo site "Vatican Insider"...«Os leigos cristãos devem trabalhar na política. Dir-me-ão: não é fácil. Mas também não o é tornar-se padre. A política é demasiado suja, mas é suja porque os cristãos não se implicaram com o espírito evangélico. É fácil atirar culpas... mas eu, que faço? Trabalhar para o bem comum é dever de cristão», apontou...Num mundo que tem tanta riqueza e tantos recursos para dar de comer a todos, não se pode compreender como há tantas crianças esfomeadas, tantas crianças sem educação, tantos pobres. A pobreza, hoje, é um grito... 
...O elemento fundamental do ensino é fazer com que os estudantes aprendam a ter «o coração grande» e «grandes ideais», sublinhou Francisco, que não leu o discurso previamente redigido...«Preparei um texto mas são cinco páginas! Um pouco aborrecido... Façamos uma coisa: eu farei um pequeno resumo e depois entregá-lo-ei, por escrito, ao padre provincial e dá-lo ei ao padre Lombardi [porta-voz do Vaticano], para que todos vós o tenhais por escrito», referiu...Dirigindo-se aos educadores, o papa convidou-os a «serem testemunhas com a vida do que comunicam», porque «sem coerência não é possível educar»...«Não se pode educar apenas na zona de segurança; isso é impedir que a personalidade cresça. Mas também não se pode educar apenas na zona de risco, que é demasiado perigoso», acrescentou.
O dia em que o cardeal Bergoglio multiplicou os alimentos
Paciência, alegria, testemunho, política, segurança e risco: Papa Francisco segundo a coautora de "Conversas com Jorge Bergoglio"


 

domingo, 9 de junho de 2013

PALAVRA de DOMINGO: contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!

LEITURA IIGal 1, 11-19
Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas
Quero que saibais, irmãos:
O Evangelho anunciado por mim
não é de inspiração humana,
porque não o recebi ou aprendi de nenhum homem,
mas por uma revelação de Jesus Cristo.
Certamente ouvistes falar do meu proceder outrora no judaísmo
e como perseguia terrivelmente a Igreja de Deus
e procurava destruí-la.
Fazia mais progressos no judaísmo
do que muitos dos meus compatriotas da mesma idade,
por ser extremamente zeloso das tradições dos meus pais.
Mas quando Aquele que me destinou desde o seio materno
e me chamou pela sua graça,
Se dignou revelar em mim o seu Filho
para que eu O anunciasse aos gentios,
decididamente não consultei a carne e o sangue,
nem subi a Jerusalém
para ir ter com os que foram Apóstolos antes de mim;
mas retirei-me para a Arábia
e depois voltei novamente a Damasco.
Três anos mais tarde,
subi a Jerusalém para ir conhecer Pedro
e fiquei junto dele quinze dias.
Não vi mais nenhum dos Apóstolos,
a não ser Tiago, irmão do Senhor.
Breve comentário à segunda leitura.
O texto de hoje enquadra-se na acentuação muito forte da absoluta gratuidade da conversão de Paulo. A essa luz Paulo prega um Evangelho que não é de origem humana. Poder-se-ia pensar que este Evangelho tem um conteúdo da catequese sobre os factos e os ditos de Jesus. Ora, Paulo, quando perseguia ferozmente os cristãos, conhecia bem o conteúdo da sua doutrina. Para Paulo, o Evangelho é uma força vital e criadora, que produz o que anuncia; a sua força é Deus. É uma força vital, uma dinâmica profética que Paulo recebeu diretamente de Deus.
Para Paulo, a sua conversão é obra exclusiva de Deus. Temos aqui um equilíbrio dinâmico entre a gratuidade da fé e a adesão à tradição e magistério eclesiástico.
Somos convidados a estarmos sempre abertos à revelação de Deus, à autêntica conversão, ao acolhimento do Evangelho vivo de Deus.
SER PROFETA HOJE (algumas interpelações)
A partir da liturgia de hoje, podemos percorrer algumas interpelações sobre o sentido da profecia para os tempos atuais. Como ser profeta hoje? Como ser profeta à luz da Palavra de Deus que ilumina os acontecimentos das nossas vidas, da Igreja e do mundo? Algumas interpelações:
1. Descobrir e propor o projeto de Deus para o mundo e para os homens. O profeta é homem do seu tempo, marcado pelas descobertas, conquistas, contradições e esperanças dos homens do seu tempo… É também alguém com uma fé profunda, com uma consciência muito forte da presença de Deus na própria vida. A vida de união e de comunhão com Deus vai impregnando a vida do profeta, de modo que vai aprendendo a interpretar todos os acontecimentos políticos, sociais e religiosos à luz de Deus e do seu projeto. Só deste modo ele pode apresentar o projeto de Deus para os homens hoje.
2. Sentir-se chamado por Deus, receber de Deus uma missão, ser enviado por Deus ao mundo. Deus chama de muitas formas… Um sonho, uma leitura, um acontecimento, um sinal… Às vezes descobre-se o seu apelo no rosto de um pobre ou de um escravizado; outras vezes, nas páginas dos jornais; outras, nas necessidades da Igreja ou da sociedade; outras, nos acontecimentos turbulentos do presente; outras, mais simplesmente, nas palavras de um amigo ou de um mestre… Ao ser chamado, o profeta recebe de Deus uma missão.
3. Estar marcado pelas experiências de solidão, angústia, sofrimento, crise, rejeição, incompreensão… Ser fiel à missão de Deus, mesmo quando, com essa atitude, o profeta se sente abandonado, rejeitado, incompreendido. No fundo, trata-se de arriscar a vida, na certeza da presença de Deus.
4. Estar desinstalado, num território concreto… como espaço de verificação e de rejeição da profecia anunciada. Ninguém é profeta na sua terra, é certo. Mas é na terra, no espaço concreto, na escola, no local de trabalho, na comunidade, na Igreja… que a profecia deve ser anunciada. Com coragem, com desassombro.
5. Viver no quotidiano da existência, na minha situação concreta, aqui e agora. Como ser profeta, aqui e agora, na minha situação, face aos problemas reais que me entram pelos olhos e interpelam o meu coração aberto ao Pai e ao próximo?
6. Anunciar as Boas Novas de sempre duma forma sempre nova. O conteúdo do anúncio profético é sempre o mesmo. Mas esta única Palavra de Deus deve ressoar duma forma sempre nova…
7. Assumir um modo novo e inédito de viver e anunciar o essencial. Anunciar um modo novo de viver o essencial. E o essencial é a fé, a esperança e a plenitude do amor, das quais os profetas foram testemunhas vulneráveis mas obstinados. O Espírito sopra onde quer e como quer, com liberdade imprevisível, não se deixando amarrar em esquemas exclusivos ou demasiado estreitos…
8. Escutar, aprender, receber, acolher… o Deus do povo e o povo de Deus.
9. Ser coerente entre a palavra anunciada e as opções pessoais. Quantos pretensos profetas gritam diante dos microfones, ditam sentenças nos jornais a torto e a direito, gesticulam nas praças e na televisão… mas não dão testemunho com a sua vida. Por isso, não mudam as coisas! Há incoerência entre pensamento e vida, entre ideal e prática.
10. Denunciar não apenas os pecados, mas as estruturas de pecado, promover e estimular novas estruturas de virtudes e valores.
11. Testemunhar entre o silêncio intenso-pleno e o silêncio despojado-vazio. Diante dos dramas recentes e atuais, diante das angústias e sofrimentos, diante dos vazios e da falta de esperança, o profeta dá testemunho, com o seu silêncio, do silêncio de Deus. Não é fácil, mas pode ser um silêncio fecundo que fala.
12. Lutar contra os novos ídolos de hoje: detetá-los, desmascará-los, denunciá-los…
13. Anunciar a fé e a justiça, assumir a esperança como raiz da profecia. Não se trata de duas coisas distintas: a fidelidade ao Deus vivo exige a defesa dos direitos do pobre. A mensagem profética, na sua capacidade de denúncia, integra-se e aperfeiçoa-se, especificando-se, na proposta de uma utopia, na “proposta de uma alternativa”, chamada esperança. Sem esperança não há profecia.
14. Profetizar no século XXI, viver pobre a profecia da gratuidade, da sobriedade, da essencialidade: sentir a alegria de dar, gratuitamente; experimentar a força do Amor criador de Deus; praticar diariamente uma vida simples, sóbria; ir profeticamente contra a corrente do domínio e do consumo; ser capaz de desmascarar as raízes do egoísmo e as suas consequências…
15. Profetizar no século XXI, viver obediente a profecia da multiculturalidade: descobrir a única vontade de Deus Pai; deixar os isolamentos, os nossos planos egoístas; procurar a vontade de Deus na vontade da comunidade; deixar de lado o escândalo da excomunhão mútua; comungar no mesmo Deus…
16. Profetizar no século XXI, viver casto a profecia da sexualidade redimida: testemunhar a redenção de Cristo na globalidade do nosso ser (inteligência, liberdade, fantasia, corpo, afetos, sentidos); ser profetas da libertação integral…
FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=949
 

sábado, 8 de junho de 2013

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Dois governos pelo preço de um...
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“Governo não era legítimo no tempo do ‘Soares rua’?”
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Notícias do pântano português
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Dois anos de Governo: pesadelo e mitos
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Papa abdica de ler discurso para não ser "demasiado aborrecido"
http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=513582
 
 
 
 
 

 

 

terça-feira, 4 de junho de 2013

LEITURA: Histórias da Bíblia para ler e pensar

«E que podiam fazer naquele tempo três mulheres sozinhas, sem parentes a quem pedir ajuda? — Vou regressar a Belém — disse Noemi. — Já cumpri a minha vida, já pouco mais tempo me resta. Mas vós, minhas filhas, ainda tendes muita vida por viver. Não precisais de me seguir. Esta é a vossa terra, ide bater à porta de vossas mães, dizei-lhes que vossos maridos morreram e pedi-lhes abrigo. Orfa beijou Noemi, prometeu que nunca a esqueceria e desapareceu pelas ruas da cidade. Mas Rute não lhe seguiu o exemplo. — Nada me fará separar de ti — disse para Noemi. — O meu lugar é ao teu lado. Onde quer que vás, eu vou contigo. Onde poisares à noite, poisarei eu também. E o teu nome será o meu nome. E o teu povo será o meu povo. E o teu Deus será o meu Deus. Até ao fim da vida.» Das histórias do Antigo Testamento escolhidas e reescritas por Alice Vieira, com ilustrações de Carla Nazareth, apresentamos a que corresponde ao livro bíblico de Rute.
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segunda-feira, 3 de junho de 2013

ESPIRITUALIDADE: Viver na presença de Deus

Enquanto continuarmos a acreditar que a oração na igreja é melhor do que a oração na rua, ou no autocarro ou na praia ou no emprego, ainda não compreendemos a omnipresença de Deus. Ainda temos de nos aperceber que Deus está connosco, onde quer que estejamos, e o que quer que façamos. A oração, feita regular e repetitivamente, é uma ponte para o despertar da consciência. A oração da manhã e da tarde, a oração antes e depois das refeições, a oração ao começarmos uma viagem, as orações pessoais no início de cada grande tarefa, tudo isso nos faz lembrar o que nos mantém vivos.