Focados¢rados na pandemia do Covid-19, convém lembrar uma outra "pandemia" que, infelizmente&lamentavelmete persiste já lá vão muitos e muitos anos. Mas enquanto para aquela a descoberta de uma vacina está para breve, para esta que, qual Dum Dum, também mata que se farta, a vacina existe, é conhecida e foi recomendada há pelo menos 7 anos nesta data AQUI. Ora porque teimosamente não é aplicada, antes, pelos vistos, adiada sine die, há que continuar a tentar, a lembrar e a apontar o caminho a seguir. Como AQUI foi feito.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
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quarta-feira, 8 de julho de 2020
EFEMÉRIDE/RECORDAÇÃO/COMEMORAÇÃO: 8 de Julho
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
ESPIRITUALIDADE: Uma mudança radical do viver a Igreja
Vivemos num tempo que não é somente secularizado: estamos num tempo pós-cristão, e nas nossas terras de antiga cristandade há situações que fazem com que a missão seja urgente. Sobretudo as novas gerações, as dos “millennials”, são marcadas por uma profunda indiferença face à religião, face à procura de Deus, face à pertença à Igreja. Está a ocorrer uma revolução silenciosa que muda profundamente o rosto das nossas comunidades, nas quais as novas gerações e as mulheres são a Igreja que falta. Para saber mais clicar AQUI.
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segunda-feira, 25 de março de 2019
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Ira-te mas não peques
A cólera, o indignar-se de Deus não é desmentido por Jesus, «manso e humilde de coração», mas capaz de mostrar cólera e indignação em muitas situações. Sim, quem tem paixão indigna-se perante o mal, denuncia fortemente o erro, diz que se deve vigiar para não o fazer, que não se pode repetir. Esta é uma resposta correta e necessária diante de situações de injustiça, de falsidade, de grave dano provocado. Mas hoje seremos ainda capazes de indignação, de uma insurreição das consciências, ou a indiferença está de tal modo espalhada que só deixa espaço à raiva e ao rancor? O rancor, este sim, é um grande pecado inspirado pelo diabo. Para saber mais, clicar AQUI.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2018
ESPIRITUALIDADE: Um convite que ressoa nas praças
Nesta representação encontramos a história de muitas vocações que se dissolvem por causa da superficialidade, da perda da escala de valores, do egoísmo, da indiferença, do bem-estar. Mas o chamamento do rei não se extingue. A voz dos seus arautos ressoa, então, já não nos palácios mas nas praças e nas estradas e convoca - segundo o texto de Lucas - «pobres, estropiados, cegos e coxos», de modo a encher totalmente a sala do banquete. É este o quadro luminoso do nosso díptico: o Senhor não se desencoraja perante a recusa dos primeiros e alarga os seus braços à multidão dos últimos da Terra. Para saber mais, clicar AQUI.
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
LIVRO&LEITURA: “Rostos de misericórdia – Estilos de vida a irradiar”
A obra estimula o leitor a «descobrir os aspetos e os germes positivos» que fermentam o mundo contemporâneo, «como os anseios de uma cultura de misericórdia, ou seja, a cultura do encontro e do diálogo face à cultura da indiferença e do descartável». Para saber mais, clicar AQUI.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Fragilidade, a virtude esquecida
A fragilidade é desejo de escuta, de gentileza, de serviço a si e aos outros, e permite-nos escapar ao fascínio enfeitiçador das ideologias, ao deserto da indiferença e do egoísmo, da agressividade e da violência. As pessoas frágeis conhecem a tristeza da alma, e não a imagem gélida do poder, tendem por natureza a escutar as pessoas que têm necessidade de ajuda, as mais sós e as mais pobres em particular, sentindo-as próximas da sua sensibilidade. Para saber mais, clicar AQUI
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terça-feira, 26 de março de 2013
QUESTÕES para ATEUS (14/16, 15/16, 16/16)
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 13 de Junho de 2011 (ZENIT.org) - O desafio de hoje da Igreja, em particular nos países de antigas raízes cristãs, consiste em mostrar a beleza do cristianismo para aqueles que o consideram um obstáculo para alcançar a felicidade, considera Bento XVI.
Por esse motivo, o Papa explicou – na tarde desta segunda-feira, ao participar de um congresso eclesial da diocese de Roma – que buscar a proximidade dos que se afastaram da fé converteu-se em algo “mais urgente que nunca”.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
CINEMA: Le Havre
O trabalho de Aki Kaurismäki foi considerado o melhor filme europeu de 2011 pela região europeia da Signis, Associação Católica Mundial para a Comunicação.
O filme conta a história de um engraxador e a sua tentativa de salvar uma criança que imigra para França.
«Na sua lacónica estrutura narrativa bem conhecida» o realizador finlandês analisa a «atualíssima» questão da migração, refere o site da Signis.
Aki Kaurismäki mostra que o problema «não é irremediável nem insolúvel» e que a «solidariedade e humanidade, reforçadas com um humor seco, obtêm a vitória sobre a indiferença e o egoísmo», acrescenta a nota.
Ler mais em:
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Natal, sociedade,...
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domingo, 5 de agosto de 2012
EFEMÉRIDE 1: Henri Grouès
(...) «Sobre a minha campa, em vez das flores e das coroas, trazei-me as listas das milhares de famílias, das milhares de crianças a quem tenham dado as chaves de uma verdadeira habitação.»(...)
- Sabe quem é?
- Errado! Mas não se preocupe porque não está só. Num tempo em que o "ter" vale mais do que o "ser"...
- Preocupe-se, isso sim, em saber e ter prazer em conhecê-lo. Este e todos os demais como ele.
- Então, lede e vede como tenho razão:
http://www.snpcultura.org/abbe_pierre_nasceu_ha_100_anos.html
- Valeu?
Então, mais do e sobre o mesmo HOMEM:
1ª. http://www.snpcultura.org/abbe_pierre_em_lisboa.html
2ª. http://www.snpcultura.org/abbe_pierre_o_maior_mal_e_pessoa_sentir_se_inutil.html
- Sabe quem é?
- Errado! Mas não se preocupe porque não está só. Num tempo em que o "ter" vale mais do que o "ser"...
- Preocupe-se, isso sim, em saber e ter prazer em conhecê-lo. Este e todos os demais como ele.
- Então, lede e vede como tenho razão:
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sábado, 28 de julho de 2012
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sábado, 28 de abril de 2012
Suicídio & Crise económica
De acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística, em 2010 as mortes por suicídio em Portugal ultrapassaram pela primeira vez, os óbitos provocados por acidentes rodoviários. Neste caso, ocorreram no nosso país 1101 óbitos por suicídio, mais 86 do que as mortes registadas em acidentes nas estradas durante o mesmo período.
Desde a “grande depressão”, com início em 1929 nos EUA, que se conhece a relação entre a crise económica e o aumento do número de suicídios. Ora, considerando o crescimento da taxa de desemprego para cerca de 15%, as dificuldades económicas da população e o consequente acréscimo dos casos de depressão, existem sérios riscos de ocorrer no nosso país um aumento exponencial do número de suicídios. Um estudo publicado em 2009, na revista Lancet, revelou que na UE cada aumento de 1% do desemprego está associado a uma subida de 0,8% de suicídios. Além disso, verificou-se que um aumento superior a 3% na taxa de desemprego encontra-se associada a um acréscimo de 4,5% de suicídios.
Mas será que este aumento do número de suicídios poderá ser evitado? Existem pelo menos dois países da UE que conseguiram alcançar este objectivo. Na Suécia, o desemprego aumentou de 2,1% para 5,7 % entre 1991 e 1992, mas apesar disso a taxa de suicídios diminuiu. Por sua vez, na Finlândia, o desemprego aumentou de 3,2% para 16,6% entre 1990 e 1993 e as taxas de suicídios diminuíram ano após ano. Este sucesso pode ser em grande parte explicado pelo facto de ambos os países disporem de um forte modelo de protecção social e terem implementado programas de estímulo à procura e criação de emprego, a par de possuírem bons cuidados de saúde mental.
O aumento das doenças psiquiátricas associadas à crise económica é um problema que terá de ser monitorizado pelo governo, devendo ser tomadas algumas medidas que podem salvar vidas. Por exemplo, os serviços de saúde devem acompanhar as situações mais dramáticas, como são os casos em que ambos os elementos do casal estão desempregados, ou quando existem filhos menores que podem sofrer graves carências com o empobrecimento dos pais. De resto, umas das maiores humilhações que o ser humano pode sofrer é não conseguir garantir a alimentação dos seus próprios filhos.
Sabendo que a crise veio para durar, já não se trata de solicitar aos portugueses que façam alguns sacrifícios, trata-se de lhes pedir que acatem resignadamente uma vida servil de constante provações, exigindo por vezes que ultrapassem os limites do suportável da sua saúde mental. Talvez por isso é que tomo cada vez mais consciência do sentimento de impotência perante muitos casos de depressão e sinto uma força irreprimível de escrever a palavra “fome” no diagnóstico psiquiátrico da ficha de observação.
O pior sinal que poderíamos dar actualmente ao mundo seria o de uma sociedade que se resigna perante o sofrimento dos mais fracos e que permanece impassível face à sua própria destruição. A indiferença política diante do aumento do número de suicídios, no contexto da presente crise económica, pode tornar-se perigosa, pois corrompe o tecido social e exprime a renúncia a um importante compromisso: o compromisso com o futuro.
Pedro Afonso
Médico Psiquiatra
In jornal SOL 27.04.2012
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sábado, 31 de março de 2012
Pergunta intempestiva: quando vivemos?
por ANSELMO BORGES 20Agosto 2011
Como chegámos até aqui? As razões são incontáveis. Mas não me canso de repetir que a multiplicação acéfala de instituições de ensino superior foi fatal. O dinheiro corria a rodos e as pessoas interiorizaram que a fonte não secava, e instalou-se um consumismo pateta, estimulado por cartões de crédito, que os bancos davam a engolir. E voava-se a crédito para férias em Cancún. E multiplicaram-se auto-estradas, talvez porque aí era mais fácil corromper e ser corrompido. E não se investiu suficientemente no capital que não se corrompe e que ninguém rouba: o saber, a cultura, o chamado capital humano. As pessoas foram-se encostando ao Estado, pai providente e aparentemente rico. Com políticos menores, as dívidas foram crescendo, crescendo, até os credores começarem a gritar que exigiam que fossem pagas.
Agora, é a esfola. Impostos, mais impostos, novos impostos. E o desemprego a aumentar. E a pobreza e também a fome.
E a maioria da gente a pensar que mais algum tempo de sacrifícios e voltaremos ao sabor da abundância. Quem disse? Afinal, quem manda e decide? Como é possível que o mundo entre em terramoto por causa de uma nota de uma agência de rating? Mas, sobretudo, ainda se não viu que o "trabalho" é um bem escasso, que será necessário, de um modo ou outro, distribuir? Acima de tudo: como é que ainda se não percebeu que, num mundo limitado, não é possível um progresso ilimitado? E toda a gente a correr e a desfazer-se em stress e angústia para trabalhar aqui e ali e não soçobrar na avaliação. Porque, agora, a avaliação é palavra de ordem, como a concorrência. É preciso concorrer, competir. E ninguém pergunta: produzir o quê e para quê e para quem? Precisaremos de tanta quinquilharia produzida?
Mas agora é a ambição - foi sempre, mas não como agora. Ora, lá está a Escritura, na Primeira Carta a Timóteo: "Nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele. A raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se enredaram em muitas aflições."
Não precisaremos de viver mais moderadamente e, para lá do ter, buscar o ser e ser? Já há muito, o matemático e filósofo, Prémio Nobel da Literatura, B. Russell escreveu que bastaria trabalhar quatro horas por dia, e o físico H.-P. Dürr, Prémio Nobel alternativo, disse que precisaríamos apenas de um terço do nosso tempo de trabalho para produzirmos o que é realmente importante. O outro tempo seria para a cultura...
Agora, é Edgar Morin, o pensador da complexidade, que, do alto da sabedoria dos seus 90 anos, publica La Voie, e, a propósito, numa entrevista à Sciences Humaines, vem dizer verdades imensas.
"O planeta Terra está metido num processo infernal que leva a Humanidade a uma catástrofe previsível. Só uma metamorfose histórica poderá permitir resolver as crises - maiores e múltiplas - ecológicas, económicas, societais, políticas, que ameaçam a própria existência das nossas civilizações em vias de unificação."
As reformas exigidas implicam uma "reforma de vida". De facto, o desenvolvimento é "uma máquina infernal de produção/consumo/destruição". Há um paralelo deste processo no plano individual: trata-se de um desenvolvimento encarado essencialmente como "quantitativo e material", que leva a uma corrida infernal para o "sempre mais" e a um mal-estar no próprio seio do bem-estar. A modernidade ocidental produziu a barbárie do cálculo, da técnica, e não inibiu suficientemente a "barbárie interior", feita de incompreensão do outro, de indiferença.
"As sociedades contemporâneas realizaram em muito o que era um sonho para os nossos antepassados: bem-estar material, conforto. Ao mesmo tempo, descobriu-se que o bem-estar material não traz a felicidade. O preço a pagar pela abundância material revela-se de um custo humano exorbitante: stress, corrida à velocidade, adicção, sentimento de vazio interior."
E volto à pergunta do título: afinal, quando vivemos? Sim, porque, como isto está, não vivemos, somos vividos.
FONTE: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1956736&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1
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