"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























quinta-feira, 8 de abril de 2021

LIVRO&LEITURA: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”

Vinte e sete de março de dois mil e vinte. Numa Praça de S. Pedro deserta, o papa Francisco recolhia em torno a si, para um momento extraordinário de oração, o mundo inteiro devastado pela pandemia. Imagens poderosas e dramáticas que chegaram a milhões de pessoas através da televisão, telemóveis e computadores. No aniversário daquele “abraço”, o Dicastério para as Comunicações do Vaticano organizou um livro que volta a percorrer as etapas de um percurso marcado por lutas e sofrimentos, mas também pela solidariedade e esperança: “Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”. As páginas do volume recolhem as imagens mais sugestivas daquele fim de tarde, bem como uma seleção das orações, homilias e mensagens com as quais o papa apontou o caminho para enfrentar os sofrimentos e olhar para o futuro com um espírito de fraternidade e partilha. Leia um excerto AQUI.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Se este é um homem ...

 ... Gostaria, se disso for capaz, de procurar exprimir que significado pode ter para todos, inclusive para os não-cristãos, esta memória de acontecimentos ocorridos há cerca de dois mil anos. Para saber mais, clicar AQUI enquanto que AQUI "Uma imagem “sagrada” em tempo de pandemia". " ... a substância é a mesma. O valor é igualmente universal..." Isto e muito mais AQUI

terça-feira, 6 de abril de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Religião e ciência: Duplo olhar, a mesma seriedade

A diferença de domínios significa que a ciência e a religião colocam questões diferentes sobre a realidade: no primeiro caso como acontecem as coisas; no segundo se há significado, objetivo e valor no que acontece – questões que a ciência tende a excluir do seu discurso. Ciência e religião, portanto, completam-se mutuamente, mais do que serem rivais sobre o mesmo terreno. Para uma compreensão plena precisamos de ambos os modos de intuição. Agrada-me dizer que a minha visão do mundo tem “dois olhos”: através da perspetiva da ciência e da religião. Uma visão binocular que me torna capaz de olhar para além daquilo que veria apenas com um olho. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

MISICOTERAPIA: Em 2016 nos teus 75 anos...

 ... assim AQUI celebrados, Oh! Joan Baez, sempre linda, cada vez mais bonita. "Blowin' In The Wind/Time", com 80 anos, AQUI como então, Forever Young.

Oh! Paul Simon "thanks you very much". E que dizer de Simon&Garfunkel? Saudades, saudades, saudades são mais que muitas!

domingo, 4 de abril de 2021

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, proféticaAQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesialAQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontroAQUI
5Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
108 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do Domingo de Páscoa - Ano B
A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.
A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que "passou pelo mundo fazendo o bem" e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este "caminho" a todos os homens.
O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).
A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).
EVANGELHO - Jo 20,1-9
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro
e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro
e com o discípulo predilecto de Jesus
e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro
e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo
e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos,
mas o outro discípulo antecipou-se,
correndo mais depressa do que Pedro,
e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro
e viu as ligaduras no chão
e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus,
não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo
que chegara primeiro ao sepulcro:
viu e acreditou.
Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura,
segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
AMBIENTE
O Quarto Evangelho (cf. Jo 4,1-19,42) apresenta duas partes. Na primeira, João descreve a actividade criadora e vivificadora do Messias, no sentido de dar vida e de criar um Homem Novo - um homem livre da escravidão do egoísmo, do pecado e da morte (para João, o último passo dessa actividade destinada a fazer surgir o Homem Novo foi, precisamente, a morte na cruz: aí, Jesus apresentou a última e definitiva lição - a lição do amor total, que não guarda nada para si, mas faz da vida um dom radical ao Pai e aos irmãos). Na segunda parte do Evangelho (cf. Jo 20,1-31), João apresenta o resultado da acção de Jesus e mostra essa comunidade de Homens Novos, recriados e vivificados por Jesus, que com Ele aprenderam a amar com radicalidade e a quem Jesus abriu as portas da vida definitiva. Trata-se dessa comunidade de homens e mulheres que se converteram e aderiram a Jesus e que, em cada dia - mesmo diante do sepulcro vazio - são convidados a manifestar a sua fé n'Ele.
A cena situa-nos na manhã do domingo de Páscoa, em Jerusalém. João descreve a reacção dos discípulos diante da descoberta do sepulcro vazio.
MENSAGEM
O texto começa com uma indicação aparentemente cronológica, mas que deve ser entendida, sobretudo, em chave teológica: "no primeiro dia da semana". Significa que aqui começou um novo ciclo - o da nova criação, o da libertação definitiva. Este é o "primeiro dia" de um novo tempo e de uma nova realidade - o tempo do Homem Novo, que nasceu a partir da acção criadora e vivificadora de Jesus.
A primeira personagem em cena é Maria Madalena: ela é a primeira a dirigir-se ao túmulo de Jesus, ainda o sol não tinha nascido, na manhã do "primeiro dia da semana". Maria Madalena representa, no Quarto Evangelho, a nova comunidade nascida da acção criadora e vivificadora do Messias. Inicialmente, os discípulos acreditaram que a morte tinha triunfado e pensavam que Jesus estava prisioneiro do sepulcro... A comunidade nascida de Jesus era, em consequência, uma comunidade perdida, desorientada, insegura, desamparada, que ainda não descobrira que a morte tinha sido derrotada. Por isso, procurou Jesus no túmulo, mas, diante do sepulcro vazio, tomou consciência da ressurreição e percebeu que a morte não tinha vencido Jesus.
Na sequência, João apresenta uma catequese sobre a dupla atitude dos discípulos diante do mistério da morte e da ressurreição de Jesus. Essa dupla atitude é expressa no comportamento dos dois discípulos que, na manhã da Páscoa, correram ao túmulo de Jesus: Simão Pedro e um "outro discípulo" não identificado (mas que parece ser esse "discípulo amado", apresentado no Quarto Evangelho como o modelo ideal do discípulo).
João coloca, aliás, estas duas figuras lado a lado em várias circunstâncias (na última ceia, é o "discípulo amado" que percebe quem está do lado de Jesus e quem O vai trair - cf. Jo 13,23-25; na paixão, é ele que consegue estar perto de Jesus no átrio do sumo sacerdote, enquanto Pedro O trai - cf. Jo 18,15-18.25-27; é ele que está junto da cruz quando Jesus morre - cf. Jo 19,25-27; é ele quem reconhece Jesus ressuscitado nesse vulto que aparece aos discípulos no lago de Tiberíades - cf. Jo 21,7). Nas outras vezes, o "discípulo amado" levou sempre vantagem sobre Pedro. Aqui, isso irá acontecer outra vez: o "outro discípulo" correu mais e chegou ao túmulo primeiro que Pedro (o facto de se dizer que ele não entrou logo pode querer significar a sua deferência e o seu amor, que resultam da sua sintonia com Jesus); e, depois de ver, "acreditou" (o mesmo não se diz de Pedro).
O que é que estas duas figuras de discípulo representam?
Em geral, Pedro representa, nos Evangelhos, o discípulo obstinado, para quem a morte significa fracasso e que se recusa a aceitar que a vida nova passe pela humilhação da cruz (Jo 13,6-8.36-38; 18,16.17.18.25-27; cf. Mc 8,32-33; Mt 16,22-23). Ele é, em várias situações, o discípulo que tem dificuldade em entender os valores que Jesus propõe, que raciocina de acordo com a lógica do mundo e que não entende que a vida eterna e verdadeira possa brotar da cruz. Na sua perspectiva, Jesus fracassou, pois insistiu - contra toda a lógica - em servir e em dar a vida. Para ele, a doação e a entrega não podem conduzir à vitória, mas sim à derrota; portanto, Jesus morreu e o caso está encerrado. A eventual ressurreição de Jesus é, pois, uma hipótese absurda e sem sentido.
Ao contrário, o "outro discípulo" - o "discípulo amado" - é aquele que está sempre próximo de Jesus, que se identifica com Jesus, que adere incondicionalmente aos valores de Jesus, que ama Jesus. Nessa comunhão e intimidade com Jesus, ele aprendeu e interiorizou a lógica de Jesus e percebeu que a doação e a entrega são um caminho de vida. Para ele, faz todo o sentido que Jesus tenha ressuscitado ("viu e acreditou" - vers. 8), pois a vitória sobre a morte é o resultado lógico do dom da vida, do amor até ao extremo.
Esse "outro discípulo" é, portanto, a imagem do discípulo ideal, que está em sintonia total com Jesus, que percebe e aceita os valores de Jesus, que está disposto a embarcar com Jesus na lógica do amor e do dom da vida, que corre ao encontro de Jesus com um total empenho, que compreende os sinais da ressurreição e que descobre (porque o amor leva à descoberta) que Jesus está vivo. Ele é o paradigma do Homem Novo, do homem recriado por Jesus.
ACTUALIZAÇÃO
• Também aqui - como em várias outras passagens do Evangelho - Pedro desempenha um papel estranho e infeliz: é o papel de um discípulo que continua a não sintonizar com Jesus e com a sua lógica. No entanto, não podemos ser demasiado duros com Pedro: ele é, apenas, o paradigma de uma figura de discípulo que conhecemos bem: o discípulo que tem dificuldade em perceber Jesus e os seus valores, pois está habituado a funcionar de acordo com outros valores e padrões - os valores e padrões dos homens. A lógica humana ensina-nos que o amor partilhado até à morte, o serviço simples e sem pretensões, a doação e a entrega da vida, só conduzem ao fracasso e não são um caminho sólido e consistente para chegar ao êxito, ao triunfo, à glória; da cruz, do amor radical, da doação de si, não pode resultar realização, felicidade, vida plena, êxito profissional ou social. Como nos situamos face a esta lógica?
• O "discípulo predilecto" de que fala o texto é o discípulo que vive em comunhão com Jesus, que se identifica com Jesus e com os seus valores, que interiorizou e absorveu a lógica da entrega incondicional, do dom da vida, do amor total. Modelo do verdadeiro discípulo, ele convida-nos à identificação com Jesus, à escuta atenta e comprometida dos valores de Jesus, ao seguimento de Jesus. Propõe-nos uma renúncia firme a esquemas de egoísmo, de injustiça, de orgulho, de prepotência e a realizar gestos que sejam sinais do amor, da bondade, da misericórdia e da ternura de Deus.
• A ressurreição de Jesus prova, precisamente, que a vida plena, a vida total, a transfiguração total da nossa realidade finita e das nossas capacidades limitadas, passa pelo amor que se dá, com radicalidade, até às últimas consequências. Garante-nos que a vida gasta a amar não é perdida nem fracassada, mas é o caminho para a vida plena e verdadeira, para a felicidade sem fim. Temos consciência disso? É nessa direcção que conduzimos a caminhada da nossa vida?
• Pela fé, pela esperança, pelo seguimento de Cristo e pelos sacramentos, a semente da ressurreição (o próprio Jesus) é depositada na realidade do homem/corpo. Revestidos de Cristo, somos nova criatura: estamos, portanto, a ressuscitar, até atingirmos a plenitude, a maturação plena, a vida total (quando ultrapassarmos a barreira da morte física). Aqui começa, pois, a nova humanidade.
A figura de Pedro pode também representar, aqui, essa velha prudência dos responsáveis institucionais da Igreja, que os impede de ir à frente da caminhada do Povo de Deus, de arriscar, de aceitar os desafios, de aderir ao novo, ao desconcertante, ao incompreensível. O Evangelho de hoje sugere que é, precisamente nesse novo, desconcertante, incompreensível à luz da lógica humana que, tantas vezes, se revela o mistério de Deus e se encontram ecos de ressurreição e de vida nova.
BILHETE DE EVANGELHO.
Demos a morte àquele que, com um olhar, dava dignidade aos feridos da vida, então Maria Madalena reconhece-O quando Ele a chama pelo seu nome. Demos a morte àquele que tinha falado do amor como de um dom, então Tomé reconhece-O nas suas feridas, provas do dom da sua vida. Demos a morte àquele que tinha declarado "felizes os construtores de paz", então os discípulos reconhecem-n'O na sua saudação: "A paz esteja convosco!" Demos a morte àquele que tinha partilhado o pão, então dois dos seus discípulos reconhecem-n'O no gesto da fracção do pão a caminho de Emaús. A morte não teve a última palavra. Doravante, quem terá a última palavra é a Vida, o Amor, a Paz, a Fé. Tal é na nossa esperança.
À ESCUTA DA PALAVRA.
"Ele viu e acreditou". O discípulo que Jesus amava viu aquilo que Simão Pedro via: um túmulo vazio, com as ligaduras e o sudário... Mas João crê. Porquê esta diferença na atitude dos dois discípulos? O amor de Pedro por Jesus era grande. Mas com a tríplice negação, o seu amor tinha necessidade de ser confirmado, purificado, perdoado. João, ele, o único entre os apóstolos, ficou até ao fim. Deixou-se invadir por um amor sem falhas. Na última Ceia, tinha sentido bater mais perto o coração do Senhor. Diante do túmulo vazio, ele sabe que se trata de algo de infinitamente mais misterioso, mais decisivo. Muitos homens não tiveram fé no testemunho dos apóstolos. É este amor que nos faz ver para lá das aparências e que queimava o coração de João. "Para vós, pergunta-nos sempre Jesus, quem sou Eu?"
PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Falar verdade... Uma maneira simples de testemunhar a nossa fé na ressurreição de Cristo no "primeiro dia da semana" seria, para nós cristãos, não falar mais de fim da semana! Porque, evidentemente, o domingo não é o fim da semana, mas o seu começo. O domingo é o primeiro dia, o dia do Senhor.
e/ou no vídeo AQUI.

Staba Mater Dolorosa - Canto Gregoriano (legendado) AQUI.

Ressurreição: O sentido da esperança
O maior milagre da ação de Cristo, renovando o sentido profundo do ato fundador de todo o ser, é o seu indefetível amor. Este milagre contínuo é o paradigma de ação para o comum humano: se não se pode pedir a um vulgar ser humano que cure um leproso, já que ame, pode pedir-se-lhe, pois tal está perfeitamente ao seu alcance. É segundo o contínuo milagre do amor que a ação humanamente santa, a que se pode chamar imitação (não «macaqueação») de Cristo, se assemelha em essência e substância à ação de Cristo: cada ato de amor é, no ser humano e em Deus, um ato de criação, de criação de possibilidade de ser, como foi, num outro nível, mas sem distinção qualitativa, o ato de criação, primeiro, do mundo. Para saber mais clicar AQUI.

«Este é o dia [...] que o Senhor fez, cantemos e alegremo-nos nele!» (Sl 118, 24)
Que bela é a festa de Páscoa! E que bela é esta assembleia! Este dia tem tantos mistérios, antigos e novos! Nesta semana de festa, ou antes, de alegria em toda a Terra, os homens rejubilam e até as forças celestes se juntam a nós para celebrar com alegria a ressurreição do Senhor. Exultam os anjos e os arcanjos, que esperam que o Rei dos Céus, Cristo nosso Deus, regresse da Terra, já vencedor; exultam os coros dos anjos, que aclamam a Cristo, elevado «das entranhas da madrugada, como o orvalho» (Sl 110,3). A Terra exulta, lavada com o sangue de Deus; o mar exulta, honrado com os passos do Senhor. Exultem também os homens, renascido da água e do Espírito Santo; exulte o primeiro homem, Adão, liberto da antiga maldição. [...]
Para além de instaurar este dia de festa, a ressurreição de Cristo trocou o sofrimento pela salvação, a morte pela imortalidade, as feridas pela cura, o fracasso pela ressurreição. Outrora, o mistério da Páscoa realizou-se no Egito segundo os ritos indicados pela Lei; mas o sacrifício do cordeiro era apenas um sinal, e hoje celebramos, segundo o Evangelho, uma Páscoa espiritual, que é o dia da ressurreição. Naquele tempo, foi imolado um cordeiro do rebanho [...]; agora, é Cristo em pessoa que Se oferece como cordeiro de Deus. Dantes, era um animal do aprisco; agora já não é um cordeiro, mas o próprio Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas (cf Jo 10,11). [...] O povo hebreu atravessou o mar Vermelho e entoou um hino de vitória em honra do seu Defensor: «Cantarei ao Senhor, pois Ele grande» (Ex 15,1); nos nossos dias, os que foram julgados dignos de receber o batismo cantam em seu coração um hino da vitória: «Só vós sois o santo, só vós o Senhor, só Vós o altíssimo Jesus Cristo [...] na glória de Deus Pai, ámen». «O Senhor é Rei, vestido de majestade», aclama o profeta (Sl 93,1). O povo hebreu atravessou o mar Vermelho e comeu o maná no deserto; nós, saindo da fonte batismal, comemos o pão descido do Céu (cf Jo 6,51).
Proclo de Constantinopla (c. 390-446)
bispo
Sermão 14; PG 65, 796

sábado, 3 de abril de 2021

inPRENSA semanal (27 a 2 -04-2021): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.   


Presidente da Autoridade do Canal de Suez admite não saber quando canal será desbloqueado
“Imoral”. Novo Banco pediu mais dinheiro, mas Ramalho promete que é o “fim” (ou não) e lucros para 2021
Muitos portugueses “fugiram” antes das restrições da Páscoa. Estudo alerta para quarta vaga em Maio  
Inteligência artificial vai ajudar Justiça a resumir sentenças (e a explicá-las em linguagem comum)
«Porque deixamos de saber espantar-nos diante de Jesus? Porquê?» Francisco abre a Semana Santa
Macau não é Hong Kong
"Petróleo por vacinas, estamos prontos", diz Maduro
Estado vai defender a camisola poveira nos tribunais contra "apropriação abusiva"
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Lei-travão. Argumentos de Marcelo são improcedentes, diz professora de Direito Constitucional
Comissão de inquérito ao Novo Banco foi à psicanálise (com a ajuda de Salgado, Moedas e Pedro Nuno Santos)
Revelados novos dados (e as fronteiras) da Zelândia, o misterioso continente perdido
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“Porque é que o presidente Nyusi não está em Pemba a coordenar as operações?”
Já se circula no Suez, mas quem paga a fatura?
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e
“Horror absoluto”. Governo moçambicano sabia do ataque a Palma e nada fez, acusa activista
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O anti tribalismo de Amanda Gorman
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Qual deve ser a posição do católico perante a biotecnologia?
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“Os planos têm de mudar”. Gouveia e Melo defende que vacinação por “grupinhos” é ineficaz
Papa. “Não se esqueçam dos crucificados de hoje”
Amnistia Internacional. Situação em Cabo Delgado "é dramática e está fora de controlo"
Navalny anuncia greve de fome até receber assistência médica
Relatório da OMS na China: a política cortou o caminho à ciência? “As ditaduras têm horror à palavra transparência”

sexta-feira, 2 de abril de 2021

ESPIRITUALIDADE: Via-Crucis ...

... «naqueles que carregam as cruzes pesadas da perseguição, dos vários géneros de pobreza, nas feridas daqueles que nós próprios ferimos, encontramo-lo também nas nossas feridas.» AQUI e para o tempo de Covid - 19 AQUI.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Jesus: sua vida e sua história

Eis AQUI uma boa forma de conhecer, reconhecer aquele que mudou a nossa história e dividiu o nosso tempo, Jesus Cristo! e...

... também, uma forma de Lhe ser grato.  

terça-feira, 30 de março de 2021

LIVRO&LEITURA: “Livres para acreditar – Dez passos para a Fé”

 «Este vai ser um livro sobre fé, mas antes de mais nada é sobre o darmo-nos ao trabalho de nos tornarmos livres. Porque é que se coloca a questão deste modo? Porque a maior parte das pessoas, incluindo eu próprio, nem sempre se dão ao trabalho de serem livres, e porque a maior parte das nossas dificuldades de fé estão ligadas a esta falta de liberdade. Raramente são um problema de verdade propriamente dita. Este livro tenta evidenciar o que podem ser bloqueios que impedem as pessoas de se tornarem psicologicamente livres para a fé. Depois prossegue, tentando ver como é que os caminhos da fé se podem tornar credíveis na nossa cultura. E finalmente procura imaginar como é que o cristianismo pode ser acolhido e vivido hoje.» Leia um excerto AQUI.

domingo, 28 de março de 2021

ESPIRITUALIDADE: Hoje começa ...

 ... a Semana MAIOR em que "Maria é a imagem viva de todas as mães dolorosamente marcadas pelas dores dos seus filhos e filhas. Vais querer fazer com ela este “caminho da cruz”... que não te vai deixar indiferente." Um caminho de cerca, por exemplo, 10' diários que vale a pena percorrer. Pelo sim, pelo não, aceite-se o convite e logo se verá... vamos lá então! É por AQUI.