"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sábado, 9 de novembro de 2013

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Vídeo Papa Francisco beija homem desfigurado
Miúdo que interrompe audiencia Papa Francisco
Como funciona sorteio de carro para quem pede fatura
"Reforma do Estado, neste momento, é muito mais difícil"
Programas massivos de espionagem ameaçam liberdade de opinião
Bloco de Esquerda propõe reforma fiscal de mais de três milhões euros
Fazer mais de outra forma? Reforma do Estado em análise
Preocupações sociais do Governo? "Só na Caixa e Banco de Portugal"
Parlamento quer 'suavizar' cortes nas pensões
Director da OIT "Ajustamento à custa de perdas de emprego é ineficaz"
Governo Saiba o que têm e onde investem os ministros
http://www.noticiasaominuto.com/politica/126290/saiba-o-que-tem-e-onde-investem-os-ministros
Paulo Teixeira Pinto Políticos deviam fazer "exercício de tortura" com baixos salários
Lampedusa
Petrolíferas podem ter manipulado preço do crude durante anos
Aumentou o número de ultramilionários em Portugal
Vídeo Escritora sente "repulsa e pena" por quem se manifesta
Bagão Félix Aumento do salário mínimo "não seria prejudicial para Portugal"
Ciência Meteoro que caiu na Rússia tinha energia de várias bombas atómicas
Os nossos parceiros internacionais
Bruno Nogueira arrasa Margarida Rebelo Pinto
Não é bom descer abaixo da razão
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CINEMA: Nunca desistas

“Nunca Desistas” é a terceira longa metragem de Daniel Barnz, e a terceira vez, depois “No País das Maravilhas” e “Beastly – O Feitiço do Amor”, que o realizador norte-americano exprime a sua preocupação com a questão da inclusão/exclusão numa sociedade que teima em promover padrões de normalidade próximos de uma perfeição superficial, utópica e desumanizadora. Aqui, numa história de luta por um sistema educativo mais justo que conta com mais um notável desempenho de Viola Davis (“As Serviçais” e “Dúvida”), Barnz foca com razoável interesse um caso que, embora baseado numa realidade circunscrita a um estado norte-americano (uma lei que permite aos encarregados de educação participação ativa e efetiva na gestão da escola), desperta interesse além fronteiras. É o caso de Portugal, onde a resposta à inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem, abrangendo um vastíssimo espectro de obstáculos ao sucesso escolar e pessoal dos alunos, está longe de encontrar resposta na escolaridade obrigatória.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

LEITURA: “Ciberteologia – Pensar o Cristianismo na era da Internet”

«Esta é a maior contribuição da Igreja à Rede, ao menos do seu ponto de vista: ajudar o homem a entender melhor o significado profundo da comunicação e dos media, sobretudo porque eles «influem na consciência dos indivíduos, formam a sua mentalidade e determinam a sua visão das coisas» (Ibid.). No desenvolvimento da comunicação, a Igreja vê a ação de Deus que conduz a humanidade para uma realização plena. A Internet, com a sua capacidade de ser, ao menos potencialmente, um espaço de comunhão, faz parte do caminho do homem para esta consumação em Cristo. É preciso, então, ter uma visão espiritual da Rede, vendo Cristo que chama a humanidade a estar cada vez mais unida e ligada.» A Paulinas Editora lança esta quinta-feira nas livrarias o livro “Ciberteologia – Pensar o Cristianismo na era da Internet”, do padre italiano Antonio Spadaro, autor da primeira grande entrevista ao papa Francisco. Iniciamos hoje a apresentação de alguns excertos da obra com extratos do texto introdutório.
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

quem conhece ESSES DESCONHECIDOS (28): Maria Restituta Kafka

que merecem ser mais conhecidos - vida&obra - e eu mais em conhecê-los e dar a conhecer?

No dia 1º de maio de 1894 nasceu Helene, filha de Anton e Maria Kafka na cidade de Brno, atual República Checa. Naquele tempo a região chamava-se Morávia e estava sob o governo do imperador austríaco Francisco José.
No ano de 1896, a família Kafka transferiu-se para Viena, capital do Império. Helene concluiu os estudos com o diploma de enfermeira e o desejo de se tornar religiosa. Inicialmente ela conformou-se com a negativa dos pais, mas ao completar vinte anos, ingressou na congregação das Franciscanas da Caridade Cristã, com a benção da família. Como religiosa adotou o nome de sua mãe e o de uma mártir do primeiro século. Assim passou a chamar-se irmã Maria Restituta. Porém, logo recebeu o apelido carinhoso de "irmã Resoluta", pelo modo cordial e decidido e por sua segurança e competência como enfermeira de sala cirúrgica e anestesista.
No hospital de Modling, em Viena, a religiosa se tornou uma referência para os médicos, enfermeiras e especialmente para os doentes, aos quais soube comunicar com lucidez o amor pela vida, na alegria e na dor.Irmã Restituta durante muitos anos serviu a Deus nos doentes, pelos quais se dedicou incansavelmente.
Em março de 1938, Hitler mandou o exercito ocupar a Áustria. Viena tornou-se uma das bases centrais do comando nazi alemão. Irmã Restituta colocou-se logo contrária a toda aquela loucura desumana. Não teve receio de mostrar que sendo favorável à vida não apoiaria jamais ao nazismo de Hitler, fosse qual fosse o preço. .Por isto, quando os nazis retiravam o Crucifixo também das salas de cirurgias, ela serenamente o recolocava no lugar, de cabeça erguida, desafiando o comando e os soldados nazistas. Como não se submetia e muito menos se "dobrava", os nazis eliminaram-na. Foi presa em 1942.
Para ela, que era chamada irmã "Resoluta", a prisão tornou-se uma espécie de lugar de graça, para honrar o nome com que se tinha consagrado: Restituta, aquela que foi restituída para Deus. Por isto, olhando para a força redentora da Cruz, a sua consciência da Vida Eterna tornou-se mais verdadeira no coração. A coragem que lhe era própria tornou-se mais firme. Irmã Resoluta esperou cinco meses na prisão para morrer.
Em 30 de março de 1943, foi decapitada. Para as franciscanas mandou uma mensagem: "Por Cristo eu vivi, por Cristo desejo morrer". E na frente dos assassinos nazis, antes que o carrasco levantasse a mão que a mataria, irmã Restituta disse ao capelão: "Padre, me faça na testa o sinal da Cruz".


terça-feira, 5 de novembro de 2013

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: O valor da pessoa humana na cultura atual

A comunicação social traz ao nosso alcance diariamente guerras civis como na Siria, com tonalidades de discriminação religiosa como no Egito, violações e homicídios de membros da mesma família, assaltos violentos permanentes e de vária ordem, recorrendo mesmo à eliminação daquele a quem se pretende espoliar, corrupção que deteriora o bem comum e muitas outras situações. Em cada verão somos acometidos com imagens desesperantes de quem pelo fogo sente a perda de todos os seus haveres e em muitas situações a morte daqueles que se dedicam a salvar vidas. Acresce ainda, no inicio de cada ano escolar, o desespero de tantos professores que vendo-se sem local para lecionar sentem a sua dignidade ferida por falta de ocupação e o futuro, seu e da sua família, em risco por falta de meios de sobrevivência. Na cultura atual que exaltou a autonomia do homem e que viu nas suas capacidades pessoais a única resposta para um futuro promissor, exige-se avaliar as causas profundas de todas estas situações.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/o_valor_da_pessoa_humana_na_cultura_atual.html

domingo, 3 de novembro de 2013

PALAVRA de DOMINGO: contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!

EVANGELHOLc 19,1-10
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade.
Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu,
que era chefe de publicanos.
Procurava ver quem era Jesus,
mas, devido à multidão, não podia vê-l’O,
porque era de pequena estatura.
Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro,
para ver Jesus,
que havia de passar por ali.
Quando Jesus chegou ao local,
olhou para cima e disse-lhe:
«Zaqueu, desce depressa,
que Eu hoje devo ficar em tua casa».
Ele desceu rapidamente
e recebeu Jesus com alegria.
Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo:
«Foi hospedar-Se em cada dum pecador».
Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo:
«Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens
e, se causei qualquer prejuízo a alguém,
restituirei quatro vezes mais».
Disse-lhe Jesus:
«Hoje entrou a salvação nesta casa,
porque Zaqueu também é filho de Abraão.
Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar
o que estava perdido».
AMBIENTE
O episódio de hoje coloca-nos em Jericó, o oásis situado nas margens do mar Morto, a cerca de 34 quilómetros de Jerusalém. Era a última etapa dos peregrinos que, da Pereia e da Galileia, se dirigiam a Jerusalém para celebrar as grandes festividades do culto judaico (o que indica que o “caminho de Jerusalém”, que temos vindo a percorrer sob a condução de Lucas, está a chegar ao fim).
No tempo de Jesus, é uma cidade próspera (sobretudo devido à produção de bálsamo), dotada de grandes e belos jardins e palácios (por acção de Herodes, o Grande, que fez de Jericó a sua residência de inverno). Situada num lugar privilegiado de uma importante rota comercial, era um lugar de oportunidades, que devia proporcionar negócios chorudos (e também várias possibilidades de negócios “duvidosos”).
O personagem que se defronta com Jesus é, mais uma vez, um publicano (neste caso, um “chefe dos publicanos”). O nosso herói é, portanto, um homem que o judaísmo oficial considerava um pecador público, um explorador dos pobres, um colaboracionista ao serviço dos opressores romanos e, portanto, um excluído da comunidade da salvação.
MENSAGEM
Voltamos aqui a um dos temas predilectos de Lucas: Jesus é o Deus que veio ao encontro dos homens e Se fez pessoa para trazer, em gestos concretos, a libertação a todos os homens – nomeadamente aos marginalizados e excluídos, colocados pela doutrina oficial à margem da salvação.
Zaqueu (é o nome do publicano em causa) era, naturalmente, um homem que colaborava com os opressores romanos e que se servia do seu cargo para enriquecer de forma imoral (exigindo impostos muito acima do que tinha sido fixado pelos romanos e guardando para si a diferença, como aliás era prática corrente entre os publicanos). Era, portanto, um pecador público sem hipóteses de perdão, excluído do convívio com as pessoas decentes e sérias. Era um marginal, considerado amaldiçoado por Deus e desprezado pelos homens. A referência à sua “pequena estatura” – mais do que uma indicação de carácter físico – pode significar a sua pequenez e insignificância, do ponto de vista moral.
Este homem procurava “ver” Jesus. O “ver” indica aqui, provavelmente, mais do que curiosidade: indica uma procura intensa, uma vontade firme de encontro com algo novo, uma ânsia de descobrir o “Reino”, um desejo de fazer parte dessa comunidade de salvação que Jesus anunciava. No entanto, o “mestre” devia parecer-lhe distante e inacessível, rodeado desses “puros” e “santos” que desprezavam os marginais como Zaqueu. O subir “a um sicómoro” indica a intensidade do desejo de encontro com Jesus, que é muito mais forte do que o medo do ridículo ou das vaias da multidão.
Como é que Jesus vai lidar com este excluído, que sente um desejo intenso de conhecer a salvação que Deus oferece e que espreita Jesus do meio dos ramos de um sicómoro? Jesus começa por provocar o encontro; depois, sugere a Zaqueu que está interessado em entrar em comunhão com Ele, em estabelecer com Ele laços de familiaridade (“quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa»”). Atente-se neste quadro “escandaloso”: Jesus, rodeado pelos “puros” que escutam atentamente a sua Palavra, deixa todos especados no meio da rua para estabelecer contacto com um marginal e para entrar na sua casa. É a exemplificação prática do “deixar as noventa e nove ovelhas para ir à procura da que estava perdida”… Aqui torna-se patente a fragilidade do coração de Deus que, diante de um pecador que busca a salvação, deixa tudo para ir ao seu encontro.
Como é que a multidão que rodeia Jesus reage a isto? Manifestando, naturalmente, a sua desaprovação às atitudes incompreensíveis de Jesus (“ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «foi hospedar-se em casa de um pecador»”). É a atitude de quem se considera “justo” e despreza os outros, de quem está instalado nas suas certezas, oferta de salvação que Deus faz não exclui nem marginaliza ninguém.de quem está convencido de que a lógica de Deus é uma lógica de castigo, de marginalização, de exclusão. No entanto, Jesus demonstra-lhes que a lógica de Deus é diferente da lógica dos homens e que a
Como é que tudo termina? Termina com um banquete (onde está Zaqueu, o chefe dos publicanos) que simboliza o “banquete do Reino”. Ao aceitar sentar-Se à mesa com Zaqueu, Jesus mostra que os pecadores têm lugar no “banquete do Reino”; diz-lhes, também, que Deus os ama, que aceita sentar-Se à mesa com eles – isto é, quer integrá-los na sua família e estabelecer com eles laços de comunhão e de amor. Jesus mostra, dessa forma, que Deus não exclui nem marginaliza nenhum dos seus filhos – mesmo os pecadores – mas a todos oferece a salvação.
E como é que Zaqueu reage a essa oferta de salvação que Deus lhe faz? Acolhendo o dom de Deus e convertendo-se ao amor. A repartição dos bens pelos pobres e a restituição de tudo o que foi roubado em quádruplo, vai muito além daquilo que a lei judaica exigia (cf. Ex 22,3.6; Lev 5,21-24; Nm 5,6-7) e é sinal da transformação do coração de Zaqueu… Repare-se, no entanto, que Zaqueu só se resolveu a ser generoso após o encontro com Jesus e após ter feito a experiência do amor de Deus. O amor de Deus não se derramou sobre Zaqueu depois de ele ter mudado de vida; mas foi o amor de Deus – que Zaqueu experimentou quando ainda era pecador – que provocou a conversão e que converteu o egoísmo em generosidade. Prova-se, assim, que só a lógica do amor pode transformar o mundo e os corações dos homens.
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão pode partir das seguintes linhas:
• A questão central posta por este texto é, portanto, a questão da universalidade do amor de Deus. A história de Zaqueu revela um Deus que ama todos os seus filhos sem excepção e que nem sequer exclui do seu amor os marginalizados, os “impuros”, os pecadores públicos: pelo contrário, é por esses que Deus manifesta uma especial predilecção. Além disso, o amor de Deus não é condicional: Ele ama, apesar do pecado; e é precisamente esse amor nunca desmentido que, uma vez experimentado, provoca a conversão e o regresso do filho pecador. É esta Boa Nova de um Deus “com coração” que somos convidados a anunciar, com palavras e gestos.
• A vida revela, contudo, que nem sempre a atitude dos crentes em relação aos pecadores está em consonância com a lógica de Deus… Muitas vezes, em nome de Deus, os crentes ou as Igrejas marginalizam e excluem, assumem atitudes de censura, de crítica, de acusação que, longe de provocar a conversão do pecador, o afastam mais e o levam a radicalizar as suas atitudes de provocação. Já devíamos ter percebido (o Evangelho de Jesus tem quase dois mil anos) que só o amor gera amor e que só com amor – não com intolerância ou fanatismo – conseguiremos transformar o mundo e o coração dos homens. Na verdade, como é que acolhemos e tratamos os que têm comportamentos socialmente inaceitáveis? Como é que acolhemos e integramos os que, pelas suas opções ou pelas voltas que a vida dá, assumem atitudes diferentes das que consideramos correctas, à luz dos ensinamentos da Igreja?
• Testemunhar o Deus que ama e que acolhe todos os homens não significa, contudo, branquear o pecado e pactuar com o que está errado. O pecado gera ódio, egoísmo, injustiça, opressão, mentira, sofrimento; é mau e deve ser combatido e vencido. No entanto, distingamos entre pecador e pecado: Deus convida-nos a amar todos os homens e mulheres, inclusive os pecadores; mas chama-nos a combater o pecado que desfeia o mundo e que destrói a felicidade do homem.
• O Deus é uma figura benevolente e tolerante, cheia de bondade e misericórdia, que não quer a destruição do pecador, mas a sua conversão e que ama todos os homens que criou, mesmo aqueles que praticam acções erradas. Ora, todos nós conhecemos bem este quadro de Deus, pois ele aparece-nos a par e passo… Mas já o interiorizámos suficientemente?
• Interiorizar esta “fotografia” de Deus significa “empapar-nos” da lógica do amor e da misericórdia e deixar que ela transpareça em gestos para com os nossos irmãos. Isso acontece, realmente? Qual é a nossa atitude para com aqueles que nos fizeram mal, ou cujos comportamentos nos desafiam e incomodam?
• Muitas vezes, percebemos certos males que nos incomodam como “castigos” de Deus pelo nosso mau proceder. No entanto, este texto deixa claro que Deus não está interessado em castigar os pecadores… Quando muito, procura fazer-nos perceber – com a pedagogia de um pai cheio de amor – o sem sentido de certas opções e o mal que nos fazem certos caminhos que escolhemos.

FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=464


Paulo VI (1897-1978), papa de 1963 a 1978
Audiência Geral de 26.08.1970 (trad.© copyright Libreria Editrice Vaticana, rev.)

«Zaqueu […] procurava ver Jesus»


Hoje os homens têm a tendência para não […] procurar a Deus. […]Procura-se tudo, mas não se procura Deus. Deus morreu, diz-se. Já não nos ocupamos dele. Mas Deus não morreu. Perdemo-lo. Foram os homens do nosso tempo que O perderam. Mas não valeria a pena procurá-lo?


Procura-se tudo: as realidades novas e as antigas, as difíceis e as inúteis, as boas e as más, em suma, tudo. Pode-se dizer que a procura define a vida moderna. Então, porque não procuramos Deus? Não é um «valor» que merece a nossa procura? Não é uma realidade que exige um conhecimento melhor do que o puramente nominal de uso corrente? Não é melhor do que o conhecimento supersticioso e fantástico de certas formas religiosas, que devemos rejeitar exactamente porque são falsas, ou devemos purificar porque são imperfeitas? Não é melhor do que aquele conhecimento que se julga bastante informado e esquece que Deus é inefável, é mistério, e que o facto de conhecer a Deus é para nós motivo de vida, de vida eterna? (cf Jo 17,3). Não é Deus, porventura, um problema, se assim lhe quisermos chamar, que interessa de perto o nosso pensamento, a nossa consciência e o nosso destino? E se, um dia, fosse inevitável o nosso encontro pessoal com Ele?


Mais ainda: e se Ele estivesse escondido, como num interessantíssimo jogo, para nós decisivo, precisamente porque temos de O procurar (cf Is 45,19)? Ou melhor, ouvi: e se fosse Ele, Deus, o próprio Deus, que estivesse à nossa procura?
 
 
 
Zaqueu: Bem-aventurados os distantes
Bem-aventurados sois vós os que estais nas franjas, pois ficareis no centro, no coração! – Nisso se poderia perfeitamente resumir o grosso de tudo o que Jesus disse e fez. Jesus ignorou completamente grande parte daquilo que era considerado pelas outras pessoas o centro inamovível – isso revela-se de modo particular na sua atitude frente às provisões rituais da Lei. Além disso, colocou no centro apenas um valor, um valor que era absoluto para Ele: o amor, convidando todos os que se encontravam «nas franjas» a este novo centro. Os que estavam nas franjas encontram-se agora no centro, porque Jesus se sentou à mesa com eles e os fez entrar no seu coração. Mas o seu coração pode estar mais oculto do que se poderia pensar ao ver algumas pinturas piedosas. «Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração», diz Jesus. E não consiste o seu tesouro, precisamente, em todas aquelas pessoas situadas nas franjas – incluindo as que duvidam e as que procuram?
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sábado, 2 de novembro de 2013

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Compreender os incêndios florestais de 2013. A eucaliptização do país.
"Quando um País tem Passos e Seguro, não há médico que o declare saudável"
As faces que deixaram de ser ocultas
Um sinal de esperança
"Se a Europa não conseguir repensar-se, é o seu fim"
Carrilho diz que os filhos correm perigo
Jorge Miranda Cortes salariais estão "a atingir o limite da paciência das pessoas"
Manuela Silva "País é anestesiado com a ideia de que cortes são inevitáveis"
Freitas do Amaral acusa Governo de estar a forçar demissão
SEDES diz que já "ninguém confia" no Governo
O povo e os sábios
Parlamento Europeu quer investigar troika
Bebé escondida pela mãe vai chamar-se Serena
O Presidente e o Governo estão surdos
2013 10 28 despedidos por causa do FaceBook SIC
A Europa é um manicómio?
No futebol vivemos em ditadura e gostamos
Álvaro Beleza "Portugueses ficam com a espinha e o peixe é roído por tubarões"
António Lobo Antunes "Não existe Governo nenhum, existe um bando de meninos"
Quanto vai receber de subsídio de férias em Novembro?
Manuela Ferreira Leite "Não ficou claro em que vai consistir a Reforma do Estado"
"É ofensivo dizer que os portugueses viveram acima das suas possibilidades"
Vidas desorçamentadas -



terça-feira, 29 de outubro de 2013

REFLEXÕES do Papa Francisco

porque como «...Líder planetário, de influência global, importa conhecer o seu pensamento.» em
http://www.snpcultura.org/papa_francisco_index.html


Sou cristão cultural e do bem-estar, ou sou cristão que vai até à cruz?, questiona papa Francisco
http://www.snpcultura.org/sou_cristao_cultural_e_do_bem_estar_ou_vou_ate_cruz.html
Não se pode conhecer Jesus apenas na biblioteca: é preciso ação e oração, diz papa Francisco
http://www.snpcultura.org/para_conhecer_Jesus_nao_basta_biblioteca.html
Sou um católico aberto a toda a Igreja ou "privatizo" a fé?, pergunta papa Francisco
http://www.snpcultura.org/sou_catolico_aberto_igreja_ou_privatizo_fe.html
«Deus espera sempre», lembra papa Francisco
http://www.snpcultura.org/Deus_espera_sempre.html
Papa Francisco aos jovens: «Não vendais a vossa juventude aos mercadores da morte»
http://www.snpcultura.org/papa_francisco_nao_vendais_juventude.html
Papa Francisco aos desempregados: clamar por trabalho é uma «oração necessária»
http://www.snpcultura.org/papa_francisco_desempregados.html
Bispos precisam de bom humor, diz papa Francisco
http://www.snpcultura.org/bispos_precisam_bom_humor.html
Papa diz que “a corte é a lepra do papado”
Francisco em Assis contra a mundanidade que todos mata
"A paz de São Francisco é a de Cristo"
"Não nos podemos tornar cristãos de pastelaria"
http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=568523
É mais importante ir à igreja para adorar Deus do que para celebrar um rito, sublinha papa Francisco
http://www.snpcultura.org/e_mais_importante_ir_a_igreja_adorar_Deus_do_que_para_celebrar_rito.html

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

LEITURA: Paraíso e Inferno

Poema brevis este romance intenso e cheio de imaginação de Jón Kalman Stefánsson, recentemente traduzido para português pela editora Cavalo de Ferro. A parábola exerce ainda um poder notável sobre a imaginação humana. O discurso parabólico pode ajudar à trans-figuração do que vemos, sentimos e pensamos. Nesse sentido enganam-se aqueles que esperam aqui encontrar definições ou estereótipos sobre o inferno ou o paraíso. O tecido das relações humanas e o espaço metafórico do mundo é demasiadamente rico e complexo para ser cristalizado ou estatizado em conceitos rígidos. A intuição desarma o nosso arsenal linguístico pré-concebido, inovando-o: “o inferno é ter braços mas ninguém a quem abraçar”; “café e pão são o próprio paraíso […] A felicidade é ter algo para comer, ter escapado à tempestade” (pp. 34.66). Inesperada esta intuição? Talvez. Mas tudo menos definição. Paraíso e Inferno não se alarga em reflexões filosóficas complexas que, verdade seja dita, quando mal pensadas, quebram o ritmo dos romances e exalam pretensiosismos inúteis. Stefánsson, invés, colhe muito da sabedoria prática judeo-cristã presente nos livros sapienciais e nos evangelhos.
...

A “vida humana é uma corrida constante contra a escuridão do mundo, a traição, a crueldade, a cobardia, uma corrida que tantas vezes parece desesperada, mas, ainda assim, corremos e, ao fazê-lo, a esperança sobrevive” (p. 13). Extraordinária sentença para tempos de escombros, e não só! A metáfora do mar é extensível a metáfora da vida, ao processo dialético que une os contrários sem os separar radicalmente.

Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/paraiso_e_inferno.html